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NEOCLASSICO

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by

marcos passarelli

on 11 September 2016

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Transcript of NEOCLASSICO

NEOCLÁSSICO
O período chamado neoclássico se apresenta como uma fase completamente nova, estruturalmente diferente de todas as anteriores na história da arte.
Mudam as premissas, mudam os procedimentos, muda a finalidade da operação artística, muda o tipo de relação entre a arte, como disciplina cientificamente fundada, e as outras disciplinas que constituem o sistema cultural das últimas décadas do século XVIII e das primeiras do XIX.

Do ponto de vista geográfico,a área de expansão do neoclássico é a área inteira da cultura ocidental, ou seja, a Europa e os Estados Unidos da América.
O princípio unificador é, evidentemente, a cultura iluminista...
...e seu fundamento científico exclui toda diversidade de caráter ou de orientação devido a tradições locais ou a confissões religiosas. A verdade racional, matemática é, evidentemente, a mesma para todos.
A unificação da base cultural não implica uma identidade de fenômenos em todos os pontos da área: de fato, se as premissas são comuns, os fenômenos artísticos do período neoclássico são claramente diferenciados segundo os tempos e os lugares.
A racionalidade é uma das premissas fundamentais comuns da arte neoclássica, porém, a mesma é tomada como "regra de vida" e não pura faculdade intelectiva; por ser regra de vida, adere a cada dia e em cada lugar às exigências da vida.
Viver segundo a razão não significa acreditar no dogma da razão, mas resolver segundo um método racional os problemas concretos que a existência apresenta.
Para a arquitetura, são fixados cânones proporcionais, é formulada uma morfologia normativa; no entanto, em nenhum outro período foram determinados tantos tipos de edifícios, diversificados segundo as necessidades práticas inerentes às funções sociais a que se destinam.
Na arte figurativa, formula-se um cânone do belo; no entanto, pintores e escultores neoclássicos- sejam eles David ou Canova- foram grandes retratistas, embora retrato se refira sempre a modelos específicos e não a um belo universal.
Do ponto de vista histórico, o problema é mais complexo. É possível delimitar cronologicamente o período neoclássico?
Se o julgarmos como foi julgado no passado, no sentido de uma reação rigorista aos assim chamados excessos do barroco, nunca se chegaria a estabelecer um ponto de partida.
Não resta dúvida que um dos motivos dominantes da cultura neoclássica é a crítica ao barroco; mas desse fato podem se deduzir duas consequèncias:
1- a cultura artística neoclássica é uma cultura essencialmente crítica, visto que se manifesta como crítica de um outro período;
2- o objeto da crítica é, naturalmente, a tradição corrente, ou seja, a arte barroca ou de derivação barroca.
Portanto, se é-nos difícil estabelecer a data de início, parece mais fácil indicar a data terminal do movimento neoclássico:
Já que a fase culminante da arte neoclássica coincide com o império napoleônico, é facil compreender como a fase final de sua parábola coincide com a crise de valores determinada no mundo pelo fim do universalismo histórico do império.
O fim do neoclassicismo é o princípio do romantismo
Para responder a questão formulou-se o seguinte:
1- o neoclassicismo constitui a fase culminante do processo de secularização da arte, iniciado pelo Iluminismo no quadro de uma secularização geral da cultura em nome da positividade da ciência;
2- como a cultura já não é vista como emanação da autoridade divina, mas como processo e produto da mente humana, a ideologia ocupa o lugar da providência; por consequência, a cultura já não descende da tradição do passado, mas é orientada para o futuro por um caráter intrínseco de projeto;
3- todo o neoclassicismo nasce de uma intenção ideológica ou projetiva;
4- o fenômeno do neoclassicismo, considerado como definição de uma relação entre arte e ideologia, assume caráter de máxima intensidade na França, durante a Revolução e o Império;
Os artistas neoclássicos elegem a arte clássica como modelo absoluto de perfeição, afastando-se do passado recente e pondo como modelo a arte da Grécia antiga ou de Roma.
Gaças a Winckelmann haver fundado na metade do século XVIII uma verdadeira ciência do clássico: a Arqueologia, o neoclassicismo se qualifica desde o começo como arte fundada na ciência.
Não na ciência exata tomada como modelo, mas numa ciência específica da arte.
É, portanto, uma pesquisa científica que conduz a identificar na arte grega da Antiguidade os valores mais altos- aqueles, justamente, sobre os quais deve se fundar a construção de uma ciência ou filosofia da arte, a Estética.
Ainda que pareça estranho, os teóricos e os artistas neoclássicos não criticam o classicismo barroco por ser barroco, mas porque é classicismo;
ou melhor, porque tende a desdobrar e ampliar ilimitadamente o clássico, desnaturando o seu significado.
Um episódio, circunscrito mas revelador, é a polêmica que surge na segunda metade do século XVIII sobre o diferente valor do modelo grego (modelo teórico) e o modelo romano ( modelo histórico): a arte grega é o clássico, mas a romana, que imita a grega, não é clássica, é clacicista;
O classicismo então, por ser imitação do clássico, que não é imitação, é implicitamente a
ANTÍTESE do clássico
Mas, se o clássico é o modelo, ele é absoluto e está fora do tempo, e não pode ser modificado no decorrer de uma tradição.
O modelo, enfim, bloqueia a tradição, quebra a continuidade.
Eis porque o termo que utilizamos até agora é errado, e não devemos mais utilizá-lo: daqui em diante, não diremos "neoclassicismo", mas sempre apenas "neoclássico", porque é nesse período e com esse tipo de arte que foi combatido e destruído para sempre o classicismo, enquanto tradição de um valor-modelo que, ao contrário, por ser absoluto e imutável por natureza, não pode ser transmitido no tempo.
Há uma segunda objeção: como se pode conciliar a afirmação do criticismo da arte neoclássica com a instituição de um modelo dogmático?
Para resolver o problema, sem dúvida difícil, é preciso remontar à teoria clássica da arte como mimese, imitação; e, como o único dado certo que temos até agora é que o neoclassicismo é crítica do barroco, à concepção aristotélica da mimese, que notoriamente funda as poéticas barrocas.
A mimese aristotélica é um processo intelectivo, que produz uma representação, a qual é diferente da coisa representada; tanto que, explica Aristóteles, vendo um cadáver nos afligimos, mas vendo a imagem de um cadáver não apenas não ficamos apavorados, mas até sentimos prazer.
Portanto, o modelo, se for dado como absoluto e, consequentemente, imutável, pode ser repetido, mas não imitado, porque a imitação o mudaria. Eis que a arte neoclássica se define não mais e não apenas como crítica radical ao barroco, mas como crítica à concepção clássica da arte como mimese.
Mas, naturalmente, a repetição não pode ter senão um interesse prático- não tem valor em sí, vale apenas enquanto reproduz um valor dado, como uma cópia em relação ao original. Já que não se pode admitir que fazer arte seja fazer coisas desprovidas de valor, disso deriva que também não poderemos mais utilizar outra palavra, que utilizamos até aqui: a palavra "modelo".
Afirma-o, de maneira muito explícita, umteórico da arquitetura neoclássica, Quatremère de Quincy: não devemos falar em modelo, mas em tipo.
E, enquanto o modelo, o modelo clássico, o objeto antigo, estátua ou edifício, possui uma realidade ou concretude formal própria, o tipo não tem forma definida: não é uma forma, é um esquema, e é um esquema que não pode ter nenhuma determinação formal. Tanto que, há o tipo do Templo redondo e há o tipo da Basílica, mas não há dois Templos redondos ou duas Basílicas que sejam perfeitamente idênticos.
O artista trabalha sobre o tipo, dando determinação formal ao esquema; dentro dos limites do esquema é perfeitamente livre.

Não só a arquitetura neoclassica é toda tipológica, pois toda a arte figurativa também é. Thorvaldsen é o tipólogo da escultura. O mesmo pode-se dizer, com alguma reserva, também de Canova.
Pois o mesmo deduz, de modelos mas de 'tipos' clássicos, o retrato de Napoleão como herói grego.
Ou a estátua de 'Paolina Borghese' como Vênus vencedora
A postura dos artistas neoclássicos perante o antigo é semelhante ao que assumem os protagonistas da Revolução Francesa diante das personagens de Plutarco, que são, sim, tipos de virtude civil e de heroísmo, mas não podem ser imitados senão no sentido de que se pretende agir no presente com a mesma determinação e a mesma virtude civil com que eles agiram no passado.
O 'tipo' portanto, não pretende ser uma prescrição iconográfica: não é tipo a coluna, o friso, o tímpano; mas é tipo a coluna, o friso, o tímpano reduzidos à forma geométrica.
A possibilidade de redução de uma estrutura ou de uma figura a um esquema geométrico é a verificação certa da racionalidade do processo crítico com que se chegou a fixar o tipo.
A arte neoclássica, arte do projeto, é a arte da 'Enciclopédia', pois a 'Eiclopédia' contesta a autoridade do passado e funda a cultura moderna.
A cidade neoclássica não pode ter um passado; tampouco é uma cidade ideal e utópica. A cidade é um conjunto de edifícios tipicos, cada um com sua função bem determinada: a quantidade e a distribuição são relativas às exigências funcionais.
Os tipos edifícios, na arquitetura neoclássica, são dispostos como objetos sobre uma mesa ou, melhor, como peças num tabuleiro; cada um é o que é, possui sua forma própria, é posto naquele ponto porque aquele é o lugar mais apropriado para cumprir a função racional que é sua.
O conjunto daqueles objetos formará o espaço, mas o espaço já não será uma realidade natural tafísica, será o espaço da vida, individual e social.
Se a arte neoclássica é toda projetual, ao projeto deve corresponder a execução( jutamente essa é a novidade pela qual ela deve ser considerada como o verdadeiro começo da arte moderna)
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