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Juventude & LGBT

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Mariana Godoy

on 13 October 2015

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Transcript of Juventude & LGBT

Juventude & LGBT
Existe discussão acerca de questões sobre sexualidade e gênero por parte da escola?
"Torço para a sociedade evoluir e
aceitar abertamente a causa.
" - X, 17 anos
"Olha, até existe sim (...) sei que na maioria das escolas além de não ter discussão eles ainda tratam isso com falta de respeito (...) na minha escola eles já fizeram palestras sobre isso,
tomaram a iniciativa quando um menino começou a receber ameaças na internet por ser gay.

" - A. 18 anos
"recentemente a professora de História, ela fez um debate, né, sobre gênero. (...)
é meio assustadora a cabeça das pessoas que estavam no debate
.
Você fica meio: ‘Nossa, não acredito que estou na mesma sala que essas pessoas’" - W. 18 anos
" quando alguém professor toca no assunto (...)
acho que ele não sabe debater bem com os alunos
..." - M. 17 anos
Há discussão por parte dos alunos?
"Essa semana, um menino da minha sala, ele fez vários... Ele imprimiu várias frases de impacto, sabe? E colou na escola. E eram assim, frases para você respeitar a diversidade (...)
E hoje já não tinha mais nada, eles tiraram tudo.
" - L. 17 anos
"A gente até tentou tipo, sei lá, levar gente de coletivo, pessoas que estão envolvidas com o movimento,
mas a direção não libera.
" - K. 18 anos
"Sim,
muito mais que da escola, inclusive.
(...) Minha escola é pequena, mas ela tem uma pessoa de cada letra da sigla. Então a gente fica bem junto, porque a gente fica falando das coisas, e é muito mais comum,
a gente se comunica muito mais fácil.
" - C. 18 anos
Você já sofreu ou presenciou algum tipo de constrangimento, agressão ou proibição vindos da escola? (com relação à questão LGBT)
"A inspetora do colégio (...) a tarefa dela nos intervalos é ficar de olho nos alunos, pra não fazerem nada errado. E pra escola é errado casais se beijarem no pátio.
Aí ela não impede os casais héteros, mas os homossexuais sim
." - A. 18 anos
"Inclusive eu cheguei a sair dessa escola porque eu fui muito marcada lá, eu...
Os professores já não iam mais com a minha cara, pela minha sexualidade.
" - K. 18 anos
"Ela falou: 'se eu pudesse eu jogava aquela sapatão do terceiro andar'. (...) Outros professores também que são mais próximos já me falaram também
que a gente é muito assunto na sala dos professores
.
" - L. 17 anos
"Antes,
quando eu era lido como mulher era muito forte a repressão da escola em relação a isso
, quando eu tinha uma namoradinha na escola. (...) E depois ficou ruim porque eu não podia usar o banheiro,

tinha que ir no banheiro do parque
." - C. 18 anos
E por parte dos alunos?

"Nunca teve algo tão direto.
Tem aqueles olhares de nojo.
Mas nunca mais do que isso." - L. 17 anos
"As pessoas falam, mas é aquelas coisas genéricas que qualquer pessoa preconceituosa fala pros gays, pros LGBT.
Só que eu me ofendo né
..." - A. 18 anos
"Já aconteceu comigo mesmo...de os alunos ficarem no pé...comentando...rindo...
[E como a escola reagiu a isso?]
Ninguém fez nada...ficou por isso mesmo.
" - M. 18 anos

"Alguns deduzem e eles falam muita bosta. É que menina eles acham uma coisa erótica, então eles acham legal. Mas quando é menino é “viado escroto” e eles não querem por perto. " - L. G. 17 anos
Você já se sentiu desconfortável lidando com questões burocráticas dentro da escola?
"Não, nunca. Uma coisa que ouvi e achei legal é que eles dão opção de fazer matrícula com nome social (...) acho isso
uma grande evolução
." - A. 18 anos
"Eles passaram um formulário para avaliação da escola. (...) E ai tinha “sexo”. E tava escrito:
“feminino”, “masculino” e “LGBT”
. (...) Eu fiquei muito incomodada." - L. 17 anos
"Em relação a preencher documentos eu acho que não, mas em relação tipo a ser confundida (...) surge aquele assunto de ah,
mas você se veste como um menino
..." - K. 18 anos
"Sim. (...) quando eu ia pegar van por exemplo, que eu preciso apresentar o documento da escola,
eles sempre alegavam falsidade ideológica ou algo do tipo
. (...) Teve que ter pressão de grupo social lá da cidade pra escola poder acatar à minha vontade. (...)
Carteirinha escolar eu só fui conseguir agora no final do ano, do terceiro ano
.
" - C. 18 anos
Você participa de algum grupo ou movimento LGBT?
"Sim, do IBRAT, que é associação brasileira de transmasculinidades." - C. 18 anos
"Eu apoio a causa virtualmente, não num grupo específico, mas eu apoio bastante com
textos e protestos virtuais
." - L. G. 17 anos
"Eu curto vários no facebook, estou sempre de olho nas discussões e tal... Mas de realmente participar, assim, ativamente, não.
Eu gostaria muito, mas ainda não tomei coragem de tentar
." - A. 18 anos
Existem espaços de vivência na escola que sejam minimamente voltados para pessoas LGBT?
"Espaço
da escola mesmo não tem
, não. Só conversa entre os alunos mesmo." - C. 18 anos
"Não, ainda não.
Mas seria uma boa
. Vou sugerir, talvez aconteça!" - A. 18 anos
Quais são suas perspectivas em relação ao ambiente de trabalho e ensino superior, levando em consideração as questões apontadas anteriormente?
"Vai ser tudo muito mais fácil (...) eu não vou precisar da minha mãe assinar nenhuma documentação,
então eles não vão poder alegar isso pra justificar algum tipo de LGBTfobia
." - C. 18 anos
"Eu acho que vai ser mais complicado (...)
por ser mulher ainda, vão juntar dois fatores que já vão me deixar à margem da sociedade
, juntando o machismo e a homofobia." - L. G. 17 anos
"Assim, se eu mudar meu jeito de falar, se eu mudar meu jeito de me vestir, se eu mudar meu cabelo, eu acho que talvez possa mudar sim,
se eu começar a me intitular heterossexual, acho que mude
. " - K. 18 anos
Como refletir sobre a sexualidade e gênero na escola?
Discriminação afeta desempenho escolar da juventude LGBT;
Debate sobre diversidade sexual e de gênero ainda não chegou aos livros didáticos;
Despreparo de professores potencializa discriminação contra LGBTs.
LGBT: termo utilizado para representar orientações sexuais e identidades de gênero, a saber: Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transexuais, Trangêneros e Travestis.
Surgiu do termo GLS (com referência somente aos gays e lésbicas) e sofreu mudanças a partir do aumento da luta pela livre expressão sexual.
GÊNERO ≠ SEXUALIDADE
"Diferentes épocas e sociedades lidam de maneiras diferentes com essas questões e “atribuem significados distintos às posições de gênero, à masculinidade, à feminilidade e também às várias expressões da sexualidade”. (Louro, 2008)
Não é dada atenção devida às questões referentes ao tema. A homofobia, a lesbofobia, a bifobia e a transfobia, para além de poderem se materializar em violência podem ser manifestadas também pela violência simbólica e negação de espaços. Essas formas de opressão “determinam lugares e posições para uma vida, reafirmando, no campo da norma, o lugar dos sujeitos na posição de impensáveis, na ordem do precário e do desprezível.” (Pocahy, Nardi, 2007, pp. 49).

Estudo realizado em escolas públicas do Distrito Federal, pela socióloga e especialista em educação e violência Miriam Abromovay.
"Entende-se homofobia como preconceito ou discriminação (e demais violências daí decorrentes) contra pessoas em função de sua orientação sexual e/ou identidade de gênero presumidas." - Definição de homofobia pelo Relatório Sobre Violência Homofóbica no Brasil - 2012
Segundo o site “Homofobia mata” até o momento deste ano, aconteceram 235 homicídios de pessoas LGBT no Brasil.
Em 2013 foram contabilizados 312 assassinatos, mortes e suicídios de gays, travestis, lésbicas e transexuais brasileiros vítimas de homofobia e transfobia, de acordo com levantamento do Grupo Gay da Bahia (GGB).
"Na maioria das vezes, a hostilidade contra alunos LGBT surge em forma de piadas ou brincadeiras potencialmente ofensivas, mas que nem sempre são identificadas pelos envolvidos no processo educacional como homofobia."

Pesquisa realizada em 11 capitais brasileiras, com 1,4 mil pessoas.
"Ao serem entrevistados/as alunos/as concordaram com as seguintes afirmações: 'Eu não aceito homossexualidade' – 26,6%; 'Pessoas homossexuais não são confiáveis' – 25,2%; 'A homossexualidade é uma doença' – 23,2% e 'Os alunos homossexuais não são normais' – 21,1%. "

Estudo organizado pela FIPE (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), em 500 escolas públicas brasileiras.
Em pesquisas realizadas nas Paradas do Orgulho LGBT nas capitais do Brasil,
escola
comparece como o primeiro ou o segundo pior espaço institucional de mais marcada manifestação homofóbica.
A Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais – ABGLT afirma que o grupo que mais sofre discriminação na escola é o de transexuais e travestis, estimando que a evasão escolar seja de aproximadamente 73% dessa população.
Sexualidade e gênero, não podem ser concebidos, como Foucault adverte, “como uma espécie de dado da natureza”, mas antes de tudo como “dispositivos históricos” (Foucault, 1988, apud Louro 2008). É preciso distanciar-se de noções estritamente ligadas à biologia e à natureza quando refletimos sobre maneiras de relacionar-se afetiva e sexualmente, de identificar-se e constituir como pertencendo (ou não) a determinado gênero.

Se entendemos os problemas no lidar com sexualidade e gênero, de que maneira são produzidas as diversas formas de sexualidade e vivência dos gêneros, “produzidas, ensinadas e ‘fabricadas’ ao longo da vida, através de muitas pedagogias familiares, escolares, culturais, através de muitas instâncias e práticas” (Louro, 2008), é possível pensar então na produção de novas pedagogias e culturas, novas maneiras de refletir sobre nossos corpos e nossas relações, de maneira mais democrática e aberta.
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