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Nutrição na Gravidez

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by

Délfia Lopes

on 8 June 2015

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Transcript of Nutrição na Gravidez

Nutrição na Gravidez
Angélico Veiga Délfia Lopes Ilária Conti




De modo a
não provocar
:
abortos espontâneos, parto prematuro, malformações e doenças graves no futuro bebé, até mesmo a morte do feto e risco da vida da mãe
.

Indispensável
seguir o percurso nutricional da grávida
para evitar a evolução destes tipos de condições, e a gestante praticar um plano alimentar completo, equilibrado e variado.

Na vida duma mulher a gravidez é uma
fase fundamental
.

Neste período os aspetos afetivos, psicológicos e, também, nutricionais são muito importantes.
Em termos nutricionais:
aumento das necessidades energéticas e nutricionais para garantir o desenvolvimento do feto e as necessidades da grávida.

Importantíssimo:
acompanhar a gestante, permitindo-a chegar ao parto de maneira segura e sem riscos.
Período compreendido entre a fecundação e o nascimento

“qualidade ou estado da mulher, e das fêmeas dos mamíferos em geral, durante o tempo em que um novo ser se desenvolve no organismo”
Alterações fisiológicas
Ocorrem
alterações
com objetivo de favorecer o período de gestação.

Objetivo
: Criar as condições necessárias para o desenvolvimento fetal em equilíbrio com os vários órgãos e sistemas maternos + preparar a mulher para o parto e a lactação.
Ganho de peso gestacional e atividade física
Durante a gravidez, naturalmente o peso da grávida , devido às alterações fisiológicas que ocorrem.
O
tecido adiposo
acumulado pela grávida serve de
reserva
para assegurar o bom estado nutricional, durante a gravidez e aleitamento
Evitando a destruição dos tecidos e órgãos.
Após o parto, esta gordura adicional é geralmente perdida, especialmente se a grávida amamentar.

Se o fizer será um importante contributo para o aparecimento de problemas, tais como:
gestante
- diabetes gestacional, hipertensão, pré – eclâmpsia;
bebé
- macrossomia fetal , maior risco de obesidade infantil).
Ocorre um aumento das necessidades energéticas mas, é
importante adequar principalmente na
qualidade nutricional
O aumento de peso na grávida é individual e depende IMC, antes de engravidar
...
mulheres magras, a adolescentes e a grávidas

pela primeira vez
, têm habitualmente um aumento de peso superior ao de uma mulher com peso normal, antes de engravidar.

...
mulheres obesas ou com excesso de peso
, devem ganhar menos peso, caso contrário pode gerar uma criança com maior quantidade de tecido gordo, podendo influenciar a saúde futura do filho.
Quanto a....
É de extrema importância que a gestante esteja sensibilizada para o
benefício do exercício físico
e
informada das actividades físicas apropriadas
(marcha, natação, dança e bicicleta estática, etc).
NOTA
: na prática do exercício físico, deve haver um cuidado redobrado na escolha dos alimentos e na ingestão de líquidos.
Necessidades nutricionais

A alimentação deverá garantir a
energia
,
macronutrientes
e
micronutrientes
, necessários para assegurar todas as transformações orgânicas e funcionais durante esta fase da vida.

in
Porto Editora
aumenta
A alimentação é dos
aspectos mais importantes
para uma gravidez saudável


diminui riscos e complicações durante a gravidez e parto

na gravidez
e os
bebés tendem a nascer com pesos mais adequados e a serem mais saudáveis a nível físico e cognitivo.
Não há muita variação
das necessidade nutricionais em gestantes relativamente a mulheres não gestantes.
exº: o aumento do volume de sangue, aumento do útero, aumento das mamas, acumulação de reservas de gordura para a amamentação, aumento do tamanho e actividade do coração, o aumento da actividade da tiróide e a formação, desenvolvimento e crescimento do feto.
Hidratos de Carbono
Principal fonte de energia, devendo fornecer cerca de 50-60% das necessidades energéticas totais da grávida e do feto.

Proteínas
Lípidos
Maior aporte de proteínas na sua alimentação devido a formação de novos tecidos. Especialmente a partir do
2º trimestre
.
Os lípidos fornecem energia, ácidos gordos essenciais e transportam vitaminas lipossolúveis (vitaminas A, D, E e K).

As necessidades aumentam a partir do 2º trimestre

É importante assegurar o fornecimento de ácidos gordos essenciais ómega 3 e ómega 6 , os quais participam na
formação do cérebro e retina do feto
,
reduzem o risco de um parto prematuro e de depressão pós parto e também reduzem o risco de hipertensão da mulher
durante a gravidez
pão, as massas, o arroz, a batata, as leguminosas, aveia, milho, as frutas, leite e derivados.
carne, peixe, ovos, leite e derivados, leguminosas e cereais.
azeite, os óleos vegetais, manteigas, queijos, carnes e peixes gordos
Importante para prevenir a obstipação da grávida, que é relativamente frequente.

Ajudam a aumentar a saciedade, melhoram as glicémias e contribuem para o equilíbrio da flora intestinal.



Fibras
hortaliças, legumes, saladas, cereais, frutas e leguminosas.
Aporte Hídrico
É importante não negligenciar durante a gravidez, devendo a grávida ingerir cerca de 1,5 a 2 litros/dia.

Através da ingestão de água, infusões (limão, cidreira, camomila, hortelã), sumos naturais de frutas ou legumes, sopas e outros líquidos, devendo beber principalmente nos intervalos das refeições.
Nutrientes Essencias
Formação, crescimento e desenvolvimento dos tecidos, especialmente do tubo neural do embrião (futura medula espinhal e cérebro).

A sua absorção pode ser diminuída logo é recomendável a suplementação, uma vez que previne o aparecimento de várias malformações.

Ácido Fólico
Suplementação; 600µg/dia. Pode ser encontrado em alguns alimentos como os brócolos, nabiças, agriões, couves-de-bruxelas, avelãs, amendoins, entre outros.
Ferro
As necessidades aumentam pois a absorção de ferro quase duplica devido ao aumento do volume plasmático sanguíneo e ao transporte activo de ferro para o feto através da placenta.

É recomendada a suplementação medicamentosa de ferro elementar , a partir do 2º trimestre, de modo a prevenir um possível défice de ferro e anemia materna.

É importante referir que o consumo de vitamina C ao mesmo tempo
potencia
a absorção de ferro não heme (presente nas leguminosas, hortícolas e cereais)
suplementação: 40mg/dia
Iodo
Durante a gravidez ocorre um aumento da actividade da tiróide, pois o feto inicialmente depende exclusivamente das hormonas tiroideias da grávida.

O iodo é essencial no desenvolvimento e maturação do Sistema Nervoso Central, sendo necessária a presença de iodo na alimentação da gestante, pois se esta for carente neste mineral poderá provocar a
borto espontâneo, hipotiroidismo e influenciar o desenvolvimento cerebral do feto
.
suplementação: 150-250 µg de iodo diariamente
Cálcio
As necessidades de cálcio são atingidas com a inclusão de 3 a 4 porções de leite e derivados na dieta materna.

O cálcio é essencial para a formação dos dentes e dos ossos.

A carência aumenta o risco de
depressão pós parto, recém-nascido de baixo peso, HTA grave durante a gravidez, pré-eclâmpsia
.

A vitamina D contribui para a absorção de cálcio.
Alimentação durante a gestação




A distribuição este valor energético pelos alimentos, ao longo do dia é segundo a roda dos alimentos, seguindo uma alimentação completa, equilibrada e variada.

A grávida tem necessidades aumentadas de energia e de nutrientes, sendo este aumento dependente do trimestre em que se encontra.

A alimentação planeada deve ser saudável, variada e repartida por 5 a 6 refeições durante o dia, sem esquecer as necessidades aumentadas em alguns nutrimentos.
No
1º trimestre
as necessidades energéticas não estão aumentadas, por isso a gestante não deve procurar ingerir uma maior quantidade de alimentos durante este período.
No entanto, durante o
2º semestre
estas necessidades aumentam por isso deve-se incrementar, em média, cerca de 360 Kcal às refeições diárias.
No
3º trimestre
o incremento é de 475Kcal.
PRODUTOS ALIMENTARES A EVITAR
Durante a gravidez, a gestante deverá evitar uma série de alimentos que possuem agentes contaminantes e que poderão afetar o feto
Não é aconselhável consumir

Ingestão excessiva

afetar a frequência cardíaca e a respiração fetal
causar efeitos adversos no feto nomeadamente no peso, comprimento, perímetro cefálico, desenvolvimento motor e intelectual
aumento do risco de prematuridade e aborto espontâneo.

Tem efeito depressor ao nível do SNC, poderá por em causa o desenvolvimento físico e cognitivo do feto.
Síndrome Alcoólico Fetal
atraso no crescimento pré e pós natal
anomalias neurológicas
alterações comportamentais e de aprendizagem
malformações do encéfalo e do crânio, e características faciais específicas.
ingestão de cafeína de forma moderada.
substâncias estimuladoras do sistema nervoso central e do sistema cardiovascular
Durante a gravidez
poderá:
Uma gestante não deve “comer por dois”!!
Náuseas
Azia
Vómitos
Queixa bastante comum durante a última fase da gravidez e com frequência ocorre à noite.

Na maioria dos casos, a causa é a falta de espaço
aumento progressivo do útero empurra o estômago para baixo, pressiona então o esfíncter, impossibilitando-o de fechar correctamente o estômago. Deste modo, os ácidos gástricos ácidos chegam ao esófago e provocam a sensação de ardor.
A azia pode ser aliviada com avelãs e amêndoas bem moídas ou medicamentos anti-ácidos.

Para evitar estes sintomas, as grávidas devem:
limitar a ingestão alimentar antes de dormir;
limitar a quantidade de alimento consumido por refeição;
beber líquidos entre as refeições;
comer devagar e mastigar bem;
e evitar alimentos como refrigerantes, café e alimentos condimentados.
e
A forma comum de
náuseas
no começo da gravidez poder ser melhorada por medidas dietéticas simples.
Refeições pequenas, frequentes, secas, de alimentos que contêm hidratos de carbono facilmente digeríveis são comumente melhor toleradas.
As grávidas também são encorajadas a ingerir o máximo possível quando não estiverem com náuseas.
Aumentar a ingestão de líquidos, principalmente água, preferencialmente entre refeições.


No caso dos
vómitos
serem muito frequentes (várias vezes ao dia) a grávida deverá recorrer ao médico.
Condições maternas que necessitam cuidados nutricionais
Vegetarianismo
Apetites Seletivos
As preocupações nutricionais diferem de grávida, para grávida, conforme o padrão alimentar vegetariano adotado. Esta dieta, desde que bem planeada, consegue satisfazer as necessidades nutricionais na gravidez.

A grávida vegetariana deve seguir uma dieta com valor energético entre as 1400 e as 1500 kcal.
As grávidas vegetarianas são consideradas populações em risco de deficiências de vitaminas provenientes dos animais, principalmente no caso dos vegetarianos totais e vegan.
Recomenda-se que sejam consumidas 4 porções de alimentos ricos em vitamina B12, 1 porção de leite e derivados (como 1/2 chávena de leite ou 125g de iogurte ou 21g de queijo ou 1 ovo).
Num regime vegetariano é totalmente possível atingir as necessidades diárias, pelas proteínas vegetais.
Contudo, as suas necessidades diárias para uma grávida vegetariana serão apenas um pouco mais elevadas do que as de uma vegetariana não grávida, sendo, por isso, bastante fácil aumentar a quantidade consumida diariamente, através do aumento do consumo de produtos de origem vegetal fornecedores de proteína, como as leguminosas, o leite de soja, o tofu, o tempeh ou o seitan.
Numa dieta vegetariana é abundante mas sob a forma de ferro não heme, excepto nos lacto-vegetarianos.

Mas estas dietas são muito ricas em vitamina C, o que contribui a um aumento de absorção do ferro.

Contudo, durante a gravidez, poderemos ser necessária a suplementação.
Os vegetarianos totais e vegan excluem completamente da dieta. Contudo, o cálcio existe noutros alimentos (hortícolas), que apesar de ter uma disponibilidade menor, cooperará para a satisfação das necessidades.
Proteínas
Ferro
Cálcio
Caso a grávida seja vegan ou vegetariana total deve recorrer-se à suplementação ou ao consumo de alimentos fortificados.
Desejos e Aversões
Pica
Em termos nutricionais, os

não levantam qualquer problema, desde que não ponham em causa um
padrão alimentar equilibrado e variado
,e o
controlo de ganho de peso gestacional
.

Usualmente, a sua presença costuma a diminuir depois dos três meses de gestação.



conduzem a uma diminuição da ingestão de determinados alimentos:


Aversões

desejos
café
chá
alimentos fritos e com muita gordura
comidas altamente condimentadas
carne e ovos, entre outros
Perturbação alimentar típica da primeira infância, mas que também se pode expor durante a gravidez.

As substâncias ingeridas:
Caracteriza-se por uma
ingestão persistente de substâncias não nutritivas
, por um período de pelo menos um mês.
tinta
gesso
cabelo
roupa
areia
animais, insetos
folhas ou pedras

Pode
por em causa a saúde
quer da gestante como do feto, por aumento do risco de exposição a substâncias tóxicas.
Diabetes gestacional
Intolerância aos hidratos de carbono, diagnosticada pela primeira vez durante a gravidez.

Caracterizada por uma resistência à insulina e por uma hiperinsulinemia , causadas pelo aumento das hormonas placentárias, como por exemplo a somatomatropina “humana” coriónica.

No final da gravidez, esta hormona promove a lipólise , para permitir que a grávida utilize os lípidos como fonte de energia e preservar a glicose e os aminoácidos para o feto.



A condição começa no
2º trimestre
e continua até ao final da gravidez.

Pode causar ao
feto
: mortalidade perinatal, malformações congénitas, macrossomia fetal, hipoglicemia natal, hiperbillirbinemia , hipocalcemia , policitemia e entre outros.

O
bebé
pode desenvolver
ao longo prazo
: obesidade, diabetes e intolerância à glicose. Enquanto a mãe pode ter desordens hipertensas, necessidade de uma cesariana e ao longo prazo apresentar Diabetes Mellitus tipo II.

Pré-Eclampsia e Eclampsia
A glicose tem que se encontrar segundo os seguintes valores:
glicose pré prandial < 95 mg/dl
pós prandial < 140 mg/dl depois uma hora e < 120 mg/dl depois 2 horas

A alimentação como terapia nutricional tem um papel importantíssimo para permitir um adequado ganho de peso gestacional, evitar a cetose e manter a glicemia à nível normal.


Ingestão calórica:
Grávidas normo-ponderais com DG é de 30 kcal/kg/dia
Grávidas com IMC superior a 30 kg/m2 é de 25 kcal/kg/dia.

Num dia a ingestão alimentar de hidratos de carbono deve ser feita de forma individualizada e ser distribuída por 3 refeições de tamanho médio e por 2/4 snacks, , distribuindo-los ao longo do dia. (tendo em consideração a diminuição destes ao pequeno almoço se ocorrer mais resistência à insulina da parte de manhã)

A insulinoterapia tem que ser administrada quando a terapia nutricional falha. O exercício físico permite uma melhor monitorização glicémica.

Pré-Eclampsia e Eclampsia são definidas como condições de hipertensão provocadas pela gravidez.








A
Pré-Eclampsia
é muito comum nas grávidas, onde a hipertensão é induzida numa gestação com proteinúria e edema .

Surge no
3º trimestre
e é causada quando a grávida tem: obesidade grave, diabetes gestacional, hipertensão crónica, idade inferior aos 20 anos ou superior aos 40 anos, primiparidade , gestações múltiplas e história familiar de pré-eclampsia.




A
Eclampsia
deriva do grego éklampsis com significado de “algo inesperado”, caracterizada por convulções repetidas seguidas dum estado comatoso.

Esta síndrome pode manifestar-se antes, durante ou após o parto, como complicação da pré-eclampsia. A eclampsia pode provocar morte do feto e da grávida.
O tratamento nutricional consiste numa restrição de sódio e gordura à base de grelhados e cozidos.

Obesidade
Doença de origem multifatorial, com causa genética, metabólica, estilo de vida, psicológica e social.



Pode provocar na gestante
: infeção puerperal , hipertensão, complicações no parto, hemorragia maciça no pós parto, diabetes gestacional, tromboembolismo e pielonefrite

No feto pode provocar
: partos prematuros, morte fetal, macrossomia, lábio leporino , malformação do tubo neural e a longo prazo desenvolvimento de obesidade, diabetes e dificuldade escolar.








É importantíssimo nesta condição atuar um regime de terapia nutricional hipocalórica individual, com base no próprio IMC.

Desnutrição Materna


Condição onde há uma carência nutricional antes ou durante a gravidez.






Esta desnutrição pode ser provocada por: bulimia, anorexia e vegetarianismo.


Pode causar na gestante
: ganho de peso inadequado, anemia, hemorragia, parto prematuro e entre outros.

No feto pode originar
: restrição de crescimento intrauterino, infeções, anemia alterações visuais e motórias e a longo prazo reduzido rendimento escolar.




As gestantes com desnutrição têm de seguir um regime dietético de tipo hipercalórico e hiperprotéico específico com base no seu IMC.

Gravidez na Adolescência

A adolescência é uma fase de
intenso desenvolvimento cognitivo, físico e psicosocial.
Neste periodo, a gestante adolescente presenta necessidades proteicas e energéticas elevadas, para permitir o crescimento e desenvolvimento tanto do feto quanto da mãe.






Durante o 2º e o 3º trimestre as adolescentes com idade inferior aos 14 anos têm que acrescentar 500 kcal, ao longo do dia.

Adolescentes com idade superior aos 14 anos têm que consumir 300 kcal a mais.







Em relação a proteína a grávida adolescente tem que consumir 60 g/dia. Fundamental, também, é a ingestão de ácidos gordos essenciais, como por exemplo do tipo monoinsaturado e polinsaturado, para permitir o desenvolvimento do sistema nervoso fetal.

Além disso também o ferro, cálcio, zinco, vitamina B9 (ácido folico), vitamina C e D têm que ser introduzidos pela alimentação ou suplementação.

Específicamente as adolescentes grávidas, têm que introduzir:
796 mg/dia de cálcio entre os 12 e os 15 anos de idade
822 mg/dia de cálcio entre os 16 e os 19 anos de idade





É importante incentivar o consumo de leite e derivados, que deve ser cerca de 3 porções por dia. Para satisfazer as necessidades em ferro, zinco e vitaminas B9, C e D devem ser consumidos alimentos como carne vermelha magra, leguminosas, cereais integrais, hortícolas e fruta.
Avaliação nutricional das gestantes
A avaliação do estado nutricional da gestante é um cuidado indispensável e essencial durante o pré-natal.

Esta avaliação consiste na avaliação do estado nutricional da gestante segundo o IMC por semana gestacional e o ganho de peso (kg) recomendado durante a gestação segundo o estado nutricional inicial
O ganho de peso insuficiente contribui para
aumento do risco de BPN (baixo peso a nascer) da criança
mortalidade perinatal , neonatal e infantil
retardo no crescimento intra-uterino.

Por outro lado, o ganho de peso excessivo:
aumenta do risco de diabetes gestacional, dificuldades no parto,
risco ao feto no período perinatal,
macrossomia,
obesidade infantil
defeito no tubo neural
Segurança nutricional de gestantes
Durante a gravidez a mulher é sujeita ao risco de contrair toxinfecções alimentares, em particular a bactéria
Listeria Monocytogenes
, o parasita
Toxoplasma Gondii
e algumas espécies de
Salmonella
.

infecção alimentar transmitida pela bactéria
Listeria Monocytogenes

É muito perigosa para a grávida, porque esta bactéria tem a capacidade de
superar a barreira placentária
, causando:
abortos
partos prematuros
doenças graves
e morte do bebé.

A grávida tem uma probabilidade 20x maior de contrair esta bactéria, do que um adulto normal. Mais frequentemente, podemos arriscar encontrar esta bactéria no
peixe, carne e derivados, nas verduras cruas e no leite e derivados
.
Listeriose

infeção causada pelo protozoário
Toxoplasma Gondii
, que existe em particular nas fezes dos gatos, ou na água e terras contaminadas. O contacto acidental entre a grávida e as fezes contaminadas, poderá provocar a infecção.
Outros animais como ovelhas, cabras, gado, porco, frango e aves podem ser portadoras dum estado de infecção através do músculo e dos tecidos nervosos.



Pode causar infeção a ingestão de:
carne crua de suínos, ovinos e caça
de leite não pasteurizado (sobretudo de cabra)

A grávida tem que evitar contaminações se não desenvolveu imunidade à Toxoplasmose antes da gravidez. Esta infecção é transmitida ao feto através da placenta, causando
aborto espontâneo, partos prematuros, doenças graves e morte do feto
.
Toxoplasmose

Causada pela bactéria
Salmonella
por transmissão fecal-oral, é transmitida através a ingestão de comida e bebidas contaminadas.

A Salmonella tem capacidade de atravessar a placenta e causar
doenças graves no feto, levando até a morte
.

É muito frequente encontrar esta bactéria:
ovos crus e derivados a base de ovos
carne crua e derivados
leite não pasteurizado e derivados.


Salmonellose
Doença transmitida pela parasita Fasciola Hepática. Este parasita pode infectar a grávida através do consumo de vegetais (ex. agriões) produzidos em terrenos alagados e junto a pequenos cursos de água, ou por ingestão de água contaminada.
Além destes a grávida pode contrair infeções mais rara como a
Brucellose
e a
Fasciolíase
.
A Brucellose é uma doença causada pela bactéria
Brucella
. Pode ser transmitida através da ingestão de
alimentos infectados
, como leite de cabra ou vaca e derivados que não foram pasteurizados.
Cuidados a Tomar:

Não beber leite não pasteurizado e não comer queijos não curados e com polifosfatos
(ex. queijo fresco, Queijo da Serra e de Azeitão, Brie, Feta, Camembert e entre outros);


Comer só carne, peixe e marisco bem cozinhada
, logo evitar consumi-los crus;


Evitar peixe defumado
(ex. salmão defumado);


Evitar o consumo de ovos crus ou com casca rachada
.Evitar de comer cremes ou refeições feitas com ovos crus (ex. maionese caseira, bacalhau à Brás e entre outros);


Evitar gelado artisanal
. Escolher gelado embalado;


Lavar com atenção verdura e fruta com casca
em água corrente e
desinfectar
antes do consumo;

• Evitar o contacto entre os alimentos cozinhados e os alimentos crus, para evitar a
contaminação cruzada
;


Lavar sempre as mãos com sabão e água quente
, antes e depois de cozinhar e preparar os alimentos;

• Manter as
superfícies de trabalho da cozinha limpas e desinfectadas
assim como os
utensílios;

• Não congelar outra vez comida já descongelada;

• Conservar os alimentos de maneira adequada;

• Cozinhar
todos os alimentos à uma
temperatura superior ao 60ºC;

• Aquecer as refeições já cozinhadas uma única vez
e deitar fora a comida já aquecida várias vezes
;


Se tem um gato, mantê-lo em casa e nutri-lo com comida industrial ou bem cozinhada
.




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