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O erro de Descartes

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by

Cátia Rosa

on 8 December 2015

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Transcript of O erro de Descartes

O Erro de Descartes
Introdução
Capítulo 1
Capitulo 2
As teses da tradição relativas à relação entre a razão e emoção
Segundo o autor a tese da tradição relativa à relação entre a emoção e a razão referia que o cérebro tinha zonas especificas para estas e que as mesmas não dependem uma da outra. Ou seja, tradicionalmente defendia-se que a razão e a emoção existiam em regiões do cérebro diferentes.
--
António Damásio
As teses de António Damásio relativas à relação entre
a razão e emoção
António Damásio, com este livro pretende apresentar duas teses.
Na primeira tese, o autor pretende demonstrar que a emoção e a razão se ligam (dependem uma da outra), sendo assim impossível para o ser humano realizar muitas ações necessárias à vida.
Tese 1
Tese 2
Na segunda tese o autor pretende defender que a nossa noção/definição de razão pode ser errada. A razão pode não ser tão verdadeira quanto se pensa porque segundo este, a razão pode misturar e captar as emoções e os sentimentos para atingir um fim lógico.
---
Os temas da obra e duas ideias centrais
O "Erro de Descartes" apresenta temas que consistem na abordagem das relações que existem entre o "Cérebro", "Mente e a Razão" e a "Emoção e as

ideias centrais
".



A emoção e a razão (ideias centrais) são inseparáveis, ou seja, não podem existir separadamente. Segundo o autor um sentimento não é uma qualidade mental ilusória associada a um objeto mas sim a perceção direta de uma paisagem específica (paisagem do corpo). Assim, o individuo consegue observar a sua estrutura e o seu estado corporal através de um simples reflexo.
O autor ainda reforça o conceito de sentimento como um momento/um olhar de uma parte da paisagem corporal. Afirma que possui um conteúdo específico (o estado corporal) e apresenta sistemas nervosos específicos que suportam o sistema nervoso periférico e as regiões cerebrais.
O conceito de espírito humano proposto pelo autor
Segundo António Dâmasio o conceito de espirito humano é baseado em sentimentos e em emoções.
Os argumentos a favor da interacção mente/cérebro.
O autor desta obra para defender a interação entre mente e cérebro utilizou três argumentos.
Primeiro argumeto
O cérebro e o corpo humano dependem inteiramente um do outro. Os reguladores bioquimicos e neurologicos ao interagir com a vertente emocional e fisiologica demonstram que esta interação é evidentemente indissociável.
Terceiro argumento
Podemos concluir que as atividades fisiológicas que denominamos através da mente dependem do nível estrutural e funcional e não apenas do cérebro. Ou seja, o funcionamento da mente decorre desta estrutura global: cérebro e corpo.
Segundo argumento
Afirma-se que o organismo humano interage com o meio, com o ambiente como um todo, ou seja, esta interação entre o cerebro e o corpo é indiscutível.
Como é que o autor encara os limites da ciência
O autor encara os resultados da ciência de uma forma cética e relativista, uma vez que nunca atingiremos conhecimentos definitivos e absolutos sobre o cerebro. Podemos então dizer que os conhecimentos sobre o cerebro seguem uma linha evolutiva e que nunca conheceremos por completo o cérebro.
A mensagem deste livro
A mensagem deste livro é explicar que a razão pode não ser tão pura como se pensa e que as emoções/sentimentos podem não ser intrusos nas nossas funções racionais. Ou seja, a razão e os sentimentos estabelecem uma relação.
Conteúdos deste livro
O livro " O erro de Descartes" começa com a análise do caso de Phineas Gage. Passa-se à análise da forma como funcionam os vários sistemas cerebrais e as relações entre o corpo e a mente.
Equilíbrio entre a relação razão/emoção
Descrição sumária do acidente de Phineas P. Gage
Phineas Gage estava a trabalhar numa construção de caminhos de ferro nos E.U.A onde um acidente com explosivos fez com que uma barra de ferro atravessasse a sua cabeça, entrou por baixo do osso da face esquerda, atravessou o olho e saiu completamente pelo topo do crânio, indo parar entre 20 a 25 metros de distância.
Descrição sumária das consequências do acidente
Este acidente trouxe consequências a nível físico e comportamental. A nível físico, quase todas as consequência foram resolvidas, ficando apenas a cegueira no olho esquerdo. A nível comportamental, antes do acidente Phineas era um homem trabalhador, eficiente e responsável, depois do acidente este tornou-se irreverente, irresponsável, malcriado, impaciente, sem respeito pelos colegas, conflituoso e era incapaz de acabar um trabalho. Podemos então concluir que o acidente alterou por completo a personalidade deste homem que para os amigos: " Gage já não era Gage".
O interesse teórico do estudo de um caso como o de Phineas P. Gage
O caso de Phineas Gage, contrariamente a outros estudos da sua epóca, fez-nos compreender a importância e o papel do cérebro em operações complexas, tais como: a antecipação de consequências e a regulação do comportamento em funções de convenções sociais. Esta história verídica veio provar que o cerebro é bastante complexo e que está dividido por zonas especificas.
As duas perspectivas teóricas do mundo da ciência cerebral que explicavam as consequências do acidente de Gage

A primeira perspectiva teórica sugeria que as funções cerebrais eram o resultado do funcionamento global do cérebro.
A Segunda perspectiva teórica sugeria que o cérebro funcionava como resultado de partes especializadas.
O que é que essas duas perspectivas teóricas esqueceram?
Estas perspectivas teóricas esqueceram a relação entre a lesão do lobo frontal e a alteração na conduta de Gage.
As conclusões de David Ferrier
David Ferrier foi o único investigador que defendeu a possível ligação entre os danos cerebrais de Gage e a alteração na sua personalidade. Logo, este investigador constatou que existe uma zona especifica para o comportamento humano que neste caso foi afetado alterando assim a personalidade
A frenologia e as teses de Franz Joseph Gall: "centros cerebrais"

Para Joseph Gall o cerebro é o centro do espírito, definindo regiões especializadas em determinadas funções cerebrais. Dessa forma, ultrapassou a dualidade das teses da altura.
A perspectiva actual relativa aos "sistemas" cerebrais.
Sabemos hoje que não existem centros especializados, na verdade existem sistemas complexos (sistemas formados por várias unidades cerebrais interligadas) que contribuem para um funcionamento integrado do organismo.
A conexão entre a frenologia e a história de Phineas Gage
O médico que tratou de Phineas Gage terá assistido a uma conferência sobre frenologia, o que o terá levado a adotar a tese segundo a qual o comportamento alterado de Gage seria o resultado de uma lesão específica e não de uma reação ao acidente.
As conclusões de António Damásio - um caso paradigmático "a posteriori"
Segundo o autor, a alteração de personalidade decorreu de uma lesão específica, mas esta tese levantou outras questões.
Como tornar evidente que a integridade dos sistemas cerebrais confluem e influenciam os comportamentos éticos e socias?
Havendo outros "Gage's" contemporâneos, esse casos decorrem de lesões cerebrais, do meio em que vivem ou dos dois ?
Os trabalhos/investigações de Broca e Wernicke
Broca e Wernicke quiseram provar a hipótese, segundo a qual, lesões específicas eram a causa de disfunções luinguísticas, denominadas afasias. Ou seja, comprovaram através de estudos e observações que existem áreas bem definidas no cérebro que quando sujeitas a alterações causam afasias.
O "trabalho de detective" de Harlow e as investigações de Hanna Damásio
Harlow não foi capaz de fazer uma observação post-mortem tal como Broca e Wernicke fizeram, logo o seu trabalho foi afetado por essa limitação. Só muito depois da morte de Gage é que conseguiu mostrar o crânio e o bastão que o atravessou.
Hanna Damásio, através de técnicas da neuronatomia moderna e das novas possibilidades criadas pelas neurovisualização, conseguiu estabelecer uma ligação entre o trbalho de Harlow, Gage e as funções do lobo frontal.
Breve descrição da anatomia do sistema nervoso
O sistema nervoso divide-se nas divisões central (SNC) e periférica (SNP). O cérebro, que possui dois hemisférios, possui vários componentes e lobos. Este está ligado a todas as partes do corpo através do SNP (ligação eletroquímica). Umas das áreas mais estudadas do SNC é o encéfalo, que se encontra subdividido em várias áreas (áreas de Brodman). Os tecidos nervosos são constítuidos pelos neurónios e pelas células gliais. Os neurónios têm três estruturas importantes (o corpo celular, o axónio e as dendrites) e comunicam com os neurónios-vizinhos. Assim, o sistema nervoso cresce dos neurónios para os circuitos locais.
As investigações do cérebro de Phineas Gage através do trabalho de Hanna Damásio
As investigações de Hanna Damásio permitiu-nos concluir que no caso de Phineas Gage a região afetada foi a ventro-mediana, ao nível do cortex-pré-frontal. Os danos afetaram mais o hemisfério esquerdo do que o direito. Podemos assim concluir que esta região controla a capacidade para anticipar o futuro e de se conduzir de acordo com as regras sociais.
"As Preocupações do Billy"
António Damásio
http://www.scribd.com/doc/169164582/As-preocupacoes-do-Billy
Este livro fala de um menino, o Billy, que tinha dificuldade em adormecer pois tinha algumas preocupações, ou seja, alguns medos.
Tinha medo de chapéus, de sapatos, nuvens, chuva e de passáros gigantes. Um dia vai dormir a casa da avó e como não conseguia dormir foi contar as suas preocupações à avó. A avó propõe-lhe que ele antes de dormir conte as suas preocupações aos bonecos das preocupações e os meta debaixo da almofada. Ele fez exatamente isso. Durante uns dias dormiu sem problemas e medos. Mas começou a preocupar-se de novo, preocupou-se com as preocupações dos bonecos da preocupação. Foi então que decidiu criar bonecos para os bonecos das preocupações. E assim todos deixaram de se preocupar.
Este livro é uma ferramenta de trabalho ao estudo da psicologia infantil. Podemos concluir que as preocupações do Billy são os medos meramente fruto da sua imaginação.
O que é o medo?
O medo é uma reação em cadeia no cérebro que tem início com um estímulo e termina com a libertação de compostos químicos que causam aumento da frequência cardíaca, aceleração na respiração e energização dos músculos. As crianças são dadas à imaginação e devido a este factor e às emoções que vivem, constróem medos e preocupações que os impedem de dormir.

O medo e o cérebro
O medo é uma emoção, e as emoções são controladas e coordenadas através da interação de várias áreas e até mesmo de vários lobos. Incide maioritariamente no córtex sensorial e no lobo pré-frontal situado no sistema limbico. O tálamo decide para onde enviar os dados sensoriais recebidos dos cinco sentidos. No córtex sensorial são interpretados os dados sensoriais.
Depois, a amígdala descodifica as emoções, determina possíveis
ameaças e armazena as memórias do medo.
 Por fim o hipotálamo vai ativar a reação
Relacionar "as preocupação do Billy" com a obra de António Damásio
Como já verificamos anteriormente, as preocupações do Billy são medos que ele adquiriu pela sua capacidade de imaginar e pela sua descoordenação cerebral própria de uma criança. O cérebro de uma criança está em desenvolvimento, logo é difícil controlar e regular as emoções. Como podemos ver ao longo do trabalho, existe uma relação entre emoção e razão. Com esta obra podemos concluir que o Billy ao saber que vai ter alguém a preocupar-se por si e a "guardá-lo" do perigo, dos seus medos, vai inconscientemente deixar de se sentir ameaçado e preocupado o que o leva a dormir. É mais uma vez visível a relação razão/emoção.
Relacionar "As preocupação do Billy" com a psicologia
Normalmente as crianças são associadas ao medo do escuro, ao medo dos "monstros imaginários", de ficarem sozinhas. Ou seja, a criança preocupa-se com o que pode acontecer se permanecerem nestas condições o que os afeta e provoca medo. A maioria dos pais não compreende este comportamento e obriga a criança a passar pelo medo com a finalidade de os ultrapassar (não nos podemos esquecer que o cerebro de uma criança continua em desenvolvimento e a capacidade de imaginação não as deixa ver factos claros da realidade, ao contrário dos adultos que já possuem um cerebro devidamente organizado e estrurado).
Uma criança ao ouvir a história do Billy vai imaginar os seus bonecos das preocupações ou até mesmo criá-los e vai se sentir mais segura. Percebe também que muitas crianças se encontram na mesma situação e sente-se assim compreendida.
Imaginemos uma criança no mesmo caso do Billy.
Se eu fosse uma psicóloga o que faria?
E tu? Que conselhos darias a uma criança que se encontra na mesma situação do Billy?
Se eu fosse uma psicóloga aconselharia os pais a falar com o filho durante o dia, expicar-lhe que não precisa de ter medos. Recomendava os tais bonecos das preocupações com a finalidade que a criança através da criatividade conseguisse ir se libertando dos medos que a atormentam quando chega a hora de ir dormir. Tentava perceber os medos em particular e conversava com a criança como se fosse um dos bonecos das preocupações e demonstrava que não há razões para temer.
Cátia Rosa
nº6 12ºA
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