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Relatório da Visita ao Palácio Nacional de Mafra

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Ana Rocha

on 2 March 2013

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Transcript of Relatório da Visita ao Palácio Nacional de Mafra

Relatório da Visita ao Palácio Nacional de Mafra No dia 8 de Fevereiro de 2013, a turma 12ºC foi juntamente com outras turmas da Escola Secundária Doutor Serafim Leite, visitar o palácio nacional de Mafra.
Mafra é um macro-espaço da obra "Memorial do Convento" de José Saramago, onde foi construído o Convento. "El-Rei foi a Mafra escolher o sítio onde há-de ser levantado o convento. Ficará neste alto a que chamam da Vela" (José Saramago, in "Memorial do Convento" - cap. VIII, p.86) Onde se localiza? Mafra situa-se a cerca de 40 km de Lisboa, na região montanhosa de Sintra e Pêro Pinheiro. Primeira Paragem Claustro Central "(...) pedra branquíssima (...) que pouco sabe de grandes calores, pedra ainda espantada da luz do dia. Estas pedras são o primeiro alicerce do convento (...)" (Saramago, in "Memorial do Convento") Nesta primeira paragem o guia falou-nos sobre: A Época Síntese da ação do "Memorial do Convento" A Construção do Convento - Século XVIII
- O rei estava acima de todos, o clero e a nobreza eram grupos priveligiados e o povo era o grupo mais numeroso que trabalhava para os outros.
- Reinado de D. João V
- Portugal tinha muito ouro do Brasil
- Rainha D. Maria Ana de Aústria casou, por procuração, com D. João V
- Importância da Igreja como pólo político
- O sermão assume um grande papel de relevo
- Existência dos autos de fé como locais de convívio e de sentença. - Em 1711 D. João V fez uma promessa que originou a construção do convento "Prometo, pela minha palavra real, que farei construir um convento de franciscanos na vila de Mafra se a rainha me der um filho no prazo de um ano a contar deste dia em que estamos" (Saramago, in "Memorial do Convento" - cap. I, p.14) - Em 1717 é colocada e benzida a primeira pedra. Segunda Paragem Varanda vídeo do cruz Esta pedra representa: o poder absoluto do rei, pois é o local onde eram realizadas as benção e o sacrifício do povo, que teve de transportar a pedra de Pêro Pinheiro até Mafra.
É de certa forma irónico o facto de uma pedra tão polémica, que vitimizou Franscisco Marques, apresentar um enorme rachadela. Terceira Paragem Basílica - Começou com um modesto projeto para abrigar 13 frades franciscanos. Com a entrada do ouro do Brasil, D. João e o seu arquiteto, Ludovice, iniciaram planos mais ambiciosos que tornaram o projeto para comunidades de 300 religiosos. - No 41º aniversário do rei, realizou-se a Sagração Solene
da Basílica, dedicada a Nossa Senhora e Santo António,
que durou 8 dias. O restante complexo só ficou
concluído tempos depois. "Foi a pedra principla benzida, a seguir a pedra segunda e a urna de jaspe, que todas três iam ser enterradas nos alicerces, e depois foi tudo levado em procissão, de andor" (Saramago, in "Memorial do Convento" - cap. XII, p.135) “Memorial do Convento” de José Saramago conta-nos a história do rei e da rainha, da gente que construiu esse convento, de Baltasar e Blimunda e de um padre que tinha um sonho de voar, onde a narração ficcional e história estão separados por uma linha ténue e onde Saramago ainda aproveita para criticar a exploração dos pobres pelos ricos, as políticas do poder de Portugal e a corrupção pertencente à natureza humana (sobretudo religiosa). "Era uma vez um rei que fez promessa de levantar um convento em Mafra. Era uma vez a gente que construiu esse convento. Era uma vez um soldado maneta e uma mulher que tinha poderes. Era uma vez um padre que queria voar e morreu doido. Era uma vez." (Saramago, in "Memorial do Convento") «(...) Era preciso ir a Pêro Pinheiro buscar uma pedra muito grande que lá estava, destinada à varanda que ficará sobre o pórtico da Igreja, tão excessiva a tal pedra que foram calculadas em duzentas as juntas de bois necessárias para trazê-la (...) seiscentos os homens (...). Era uma laje rectangular enorme, uma brutidão de mármore rugoso (...). É a mãe da pedra (...) depois de lavrada e polida, ficará com sete metros, três metros, sessenta e quatro centímetros (...) trinta e uma toneladas que é o peso da pedra da varanda da casa que se chamará de Benedictione (...) Entre Pêro Pinheiro e Mafra (descendo e subindo o Vale de Cheleiros) gastaram oito dias completos.» (Saramago, in "Memorial do Convento") Aqui podemos observar 3 candeiros. O nº3 tem um significado na obra em estudo, pois significa a santíssima trindade. Nesta fotografia podemos observar 7 velas. O nº7 simboliza a perfeição e o fim de um ciclo. Nesta fotografia podemos observar pormenor dos tubos do órgão na capela-mor. Vista da entrada na Basílica Pavimento da Basílica Cúpula da Basílica onde observamos uma pomba de dois metros que simboliza o espírito santo.
D. João V pede ao seu arquitecto que faça uma basílica igual à de Roma, que é recusado dado que esse novo projeto demoraria muito tempo e o rei não estaria vivo para o contemplar. Então, Ludovice, dá a hipótese de construir uma cúpula semelhante à da basílica em Roma. Vista de cima da Basílica Quarta Paragem Sala Diana Quinta Paragem Sala do Trono / Sala de Audiência Sexta Paragem Torreão Norte Sétima Paragem Casa de Banho do Rei Teto da sala Diana, deusa da caça "Burra" - local onde era armazenado o ouro Sala Diana
Esta sala têm esta designação devido à pintura do tecto que apresenta Diana, deusa da caça, acompanhada de ninfas e sátiros. Quadro de D.João V, pintado a óleo do século XVIII - Sala destinada às audiências régias.
- A pintura do teto representa uma alegoria à "Lusitânia"
- Pinturas com relevo típicas da época. Aposentos privados do rei. A higiene do século XVIII é muito diferente da do século XXI, pois nesta altura os indivíduos apenas tomavam banho para funerais, casamentos e outras cerimónias de elevada importância. Desta forma, surgem os piolhos, e assim, como o nosso guia disse, "o piolho torna-se a base da vida no século XVIII". Oitava Paragem Quarto de vestir o Rei Nona Paragem Quarto do Rei A cama do rei tinha a forma quadrada (2mx2m), pois naquela altura as pessoas dormiam sentadas, uma vez que a posição de deitado era apenas para quem estivesse morto. Décima Paragem Sala de D. João V Décima Primeira Paragem Sala da Benção Quarto da Rainha Sala Amarela Sala de Jogos Sala de caça Sala dos Reis Sala de Jantar Quarto de um frade Biblioteca Almoço Quadro de D. João VI em óleo Quadro da "Sagrada Família". Sala com os retratos de D. João V e da sua mulher, D. Maria Ana de Aústria, dos seus filhos, a princesa Maria Bárbara, cujo nascimento esteve na origem do convento, e o príncipe D.José, futuro rei D. José I, Mariana Vitória de Bourbon, mulher deste, Ludovice, o arquiteto da obra. ""João Frederico Ludovice", arquiteto da Real Obra de Mafra D. João V (óleo sobre tela - século XVIII) Mariana Victória de Bourbon D. Maria Bárbara Maria Ana de Aústria D. José I Aqui acaba a nossa visita guiada, contudo o guia mostra-nos mais divisões do convento.
Esta sala é o ponto central da fachada principal que se abre sobre a praça e a Basílica. Daqui podia a Família Real assistir às cerimónias religiosas na Basílica e da sua varanda exterior, feita de um só bloco de pedra com 7 x 2,42 m, D. João V dava benção ao povo.
A pedra aqui utilizada é da região de Sintra e Pero Pinheiro.

Vista da basílica da sala da benção Busto em mármore de D. João V, tendo na base uma alegoria às Ciências e às Artes significando a ação mecenática deste Rei. Quarto da Rainha, onde o rei D. Manuel II passou a última noite em Portugal, antes da sua partida para o exílio, quando da implantação da República a 5 de Outubro de 1910. Quadro de D. Manuel II Depois de D. Pedro V abolir o tradicional beija-mão real nas datas festivas e o uso da Sala de Audiência do Torreão Norte, era nesta sala que a Família Real recebia os convidados. Mesa de bilhar Chinês, uma mesa de bilhar de fabrico francês e uma mesa de bilhar chamada "russiana" Jogo do Pião O palácio de Mafra era visitado regularmente pela Família Real que aqui vinha passar alguns dias, dedicados normalmente à caça na Tapada. Galeria de retratos reais do século XIX e XX O guia referiu-nos que dado que esta sala apenas apresenta quadros de séculos posteriores à história do "Memorial do Convento", não era de elevada importância. Sala destinada às refeições da Família Real no séc. XIX. Podemos verificar que estes frades não abdicavam dos prazeres humanos, pois possuíam um quarto amplo e bem equipado. O maior tesouro de Mafra é a sua biblioteca, com chão em mármore, estantes em estilo rococó e uma coleção de mais de 36.000 livros com encadernações em couro gravadas a ouro,graças à acção da Ordem Franciscana, incluindo uma segunda edição de "Os Lusíadas" de Luís de Camões.
Graças às condições constantes de temperatura e à existência de morcegos, que eliminam as traças, os livros encontram-se bem conservados. Teatro Da parte da tarde fomos ver a peça de teatro "Memorial do Convento" da companhia de teatro "Éter". O teatro a que assistimos era a representação de algumas partes da obra “Memorial do Convento” de José Saramago, nomeadamente o compromisso do rei D. João V para a construção de um convento para franciscanos, os autos de fé, onde Belimunda e Baltasar se conheceram, a relação de Baltasar e Blimunda e a construção da passarola. Ao assistir a esta peça de teatro, ficamos a perceber e a ter uma noção mais real da obra, interagindo diretamente com a história, o que nos despertou ainda mais o interesse para com a obra e também uma melhor perceção da mesma. Apesar do dia ter sido cansativo, devido ao vento e ao facto de termos acordado mais cedo que o habitual, valeu todo o esforço feito, pois não só vivemos um belo convívio com a nossa turma e outras, como também aumentámos o nosso conhecimento sobre a obra em estudo.
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