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Os Maias

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by

Margarida L

on 26 March 2014

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Transcript of Os Maias

A Toca – principais elementos simbólicos
Os símbolos e os presságios presentes n’
Os Maias
estão profundamente interligados e, por vezes, é difícil apresentá-los separadamente.
Introdução
Simbolismo dos nomes
Pedro:
Representante da instauração do liberalismo – Romantismo.
Carácter fraco, influenciável, indeciso, resignado. Educação religiosa. Simboliza os amores trágicos (semelhante a Pedro e Inês)

Simbolismo dos nomes
Carlos:
Simboliza a decadência dos ideais liberais.
Maria Monforte estava a ler “… uma novela de que era o herói o último Stuart, o romanesco príncipe Carlos Eduardo;…” e como estava fascinada por ele, quis “… dar esse nome ao seu filho... Carlos Eduardo da Maia! Um tal nome parecia-lhe conter todo um destino de amores e façanhas.” (Cap. II, p.38).
De facto, o incesto foi o caminho de Carlos e tornou-se igualmente o último dos Maias. Contrariamente a Maria Monforte, Pedro queria chamar Afonso ao filho, mas acabou por concordar com Carlos Eduardo.

Simbolismo dos nomes
Afonso, Pedro e Carlos da Maia
Símbolos e Presságios
Os Maias

Afonso:
Nobre e rico proprietário, representante dos antigos valores e do liberalismo (oposição ao absolutismo). Afonso é o nome de vários reis, por isso simboliza a autoridade. Na obra é o pilar da família Maia. Representa a luz na vida de Carlos: o que orienta e acolhe.

Simbolismo dos nomes
Na obra, Pedro e Carlos da Maia surgem em situações semelhantes. Note-se que ambos, apesar de terem tido educações totalmente diferentes, falharam na vida. Pedro falha com um casamento desastroso, que o leva ao suicídio; Carlos falha com uma ligação incestuosa, da qual sai para se deixar afundar numa vida estéril e apagada, sem qualquer projeto seriamente útil, em Paris.
Simbolismo cromático
As cores desempenham um papel importante na obra, pela sua contribuição no desenrolar da ação.
Vermelho, amarelo/dourado e negro
Simbolismo cromático
Vermelho:
A cor vermelha está bastante presente ao longo da obra e assume vários significados: paixão, destruição, morte (sangue),
Maria Monforte e Maria Eduarda são portadoras de um vermelho feminino, que desencadeia a paixão excessiva e destruidora espalhando a morte física (suicídio de Pedro) ou psicológica (infelicidade de Carlos).
Pedro surge com Maria Monforte “… com uma camélia escarlate na casaca…” (Cap.I, p.26)

Simbolismo cromático
Vermelho (continuação):
A sombrinha vermelha de Maria Monforte que envolvia Pedro lembrou a Afonso “uma larga mancha de sangue” – Capítulo I, p. 30) - morte de Pedro. Já os olhos vermelhos de Afonso (Capítulo XVII, p.667) e a vela vermelha que ele trazia na mão incomodaram tanto Carlos que este anteviu a morte, que iria acontecer no jardim do Ramalhete (Afonso da Maia).
O vermelho do quarto Vila Balzac (Capítulo VI, p. 147) é muito intenso e representa a dimensão carnal e efémera dos encontros de amor entre Ega e Raquel Cohen.
O nome da “Toca” pintado “em letras vermelhas” (Cap. III, p.433), lugar da paixão de Carlos e Maria Eduarda.

Simbolismo cromático
Amarelo e dourado:
O amarelo e dourado indicam o carácter ardente da paixão, tendo um significado duplo: cor do ouro de essência divina; cor da terra simbolizando o Verão (sol, luz) e o Outono (penumbra, velhice, proximidade da morte).
Estas duas cores têm uma presença muito marcante no quarto da “Toca” e desagradam a Maria Eduarda.


Simbolismo cromático
Negro:
Símbolo de paixão possessiva e destruidora. Anuncia e representa a morte.
Maria Eduarda surge, pela primeira vez, à porta do Hotel Central “… uma senhora alta, loira, com um véu muito apertado e muito escuro… “ (Cap. VI, p. 184).
O negro reaparece quando Carlos sonha com Maria Eduarda e a sua figura luminosa é ofuscada pela “sobrecasaca negra” de Alencar (Cap. VI, p. 185).

Simbolismo cromático
Maria Monforte e Maria Eduarda interligam as três cores: o vermelho (sombrinha escarlate) - leque negro (negro conotado com morte e luto), pintado com flores vermelhas (No primeiro encontro com Carlos, Maria Eduarda “… abria lentamente um grande leque negro pintado de flores vermelhas…” – Cap. XI, p.355) e o amarelo/dourado (cabelos de ouro). Estes elementos simbolizam a vida e a morte.

O Ramalhete – análise comparativa das descrições do quintal
A evolução do quintal do Ramalhete espelha o percurso da própria ação e está intimamente ligado às várias personagens.
No primeiro capítulo, a cascata está seca, porque o tempo da ação d'
Os Maias
ainda não começou. No último capítulo, o fio de água da cascata é o símbolo da eterna melancolia do tempo que passa, mostra-nos também que o tempo está mesmo a esgotar-se e o final da história d'
Os Maias
está próximo.
Os vários elementos deste espaço remetem para as diferentes fases da ação e das personagens.
O Ramalhete – análise comparativa das descrições do quintal
A estátua de Vénus que, enegrece com a fuga de Maria Monforte. Agora, (no último capítulo) coberta de ferrugem simboliza o desaparecimento de Maria Eduarda, os seus membros agora transformados dão-lhe uma forma monstruosa fazendo lembrar Maria Eduarda e a monstruosidade do incesto. Esta estátua marca então, o início e o fim da ação principal. Ela é também símbolo das mulheres fatais d'
Os Maias
- Maria Eduarda e Maria Monforte. O percurso da família Maia está presente nas alterações sofridas pelo Ramalhete. No início, o Ramalhete não tem vida, em seguida habitado, torna-se símbolo da esperança e da vida, é como que um renascimento; finalmente, a tragédia abate-se sobre a família e eis a cascata chorando, deitando as últimas gotas de água que representam o choro, as lágrimas, prenunciando a tristeza que se abatera sobre os Maias. Este «choro» simboliza também a dor pela morte de Afonso da Maia.
O Ramalhete – análise comparativa das descrições do quintal
O cedro e o cipreste são árvores que pela sua longevidade, significam a vida e a morte, foram testemunhas das várias gerações da família. Mas também, simbolizam a amizade inseparável de Carlos e João da Ega. Estas duas personagens românticas, mas que na teoria se dizem realistas no final da obra ficam tão sós como as duas árvores.
A Toca surge no romance de Eça de Queirós (Capítulo XIII), como o lugar dos encontros amorosos de Carlos e Maria Eduarda, nos Olivais. Propriedade de Craft, é arrendada por Carlos para aí residir a sua amada e preservar a intimidade da sua relação. Diz o narrador que "Carlos lembrou se logo da bonita casa do Craft”
O nome de Toca é atribuído por Carlos com a aprovação de Maria Eduarda que o "achou originalíssimo".
A Toca é um espaço associado à habitação de certos animais, ao esconderijo (local onde se pode atuar de acordo com a vontade e o desejo de cada um, sem qualquer condenação).
No contexto da obra simboliza o carácter animalesco do relacionamento de Carlos e Maria Eduarda, onde o julgamento social está ausente.

A Toca – principais elementos simbólicos
Na primeira visita à Toca (Cap. XIII, p.429), Carlos introduz a chave no portão com todo o prazer, o que sugere o poder e o prazer das relações incestuosas; da segunda vez ambos a experimentam - a chave torna-se, portanto, o símbolo da mútua aceitação e entrega.
Os aposentos desta casa, sobretudo o quarto simbolizam o carácter trágico, a profanação das leis humanas e cristãs e estão carregados de presságios: nas tapeçarias do quarto “desmaiavam, na trama de lã, os amores de Vénus e Marte” (p.433), de igual modo este amor de Carlos e Maria Eduarda estava condenado a desmaiar e desaparecer; “... a alcova resplandecia como o interior de um tabernáculo profano...” misturando o sagrado e o profano para simbolizar o desrespeito pelas relações fraternas.
A Toca – principais elementos simbólicos
Assim, a descrição do quarto tem traços próprios de um local dedicado ao culto: a porta de comunicação “em arco de capela”, donde pendia “uma pesada lâmpada da Renascença” (p.433) conferindo maior solenidade. Com o sol, o quarto “resplandecia como (...) um tabernáculo. Carlos mostrava-se indiferente aos presságios, inconsciente e distante, mas Maria Eduarda impressiona-se ao ver a cabeça degolada de S. João Baptista, que foi degolado por ter denunciado a relação incestuosa de Herodes, e a enorme coruja a fitar, com ar sinistro, o seu leito de amor (dois olhos "redondos e agoirentos" que "uma enorme coruja empalhada fixava no leito de amor" ) – p.434. A coruja é considerada uma ave de mau agoiro e surge aqui para vaticinar um futuro sinistro para este amor. O ídolo japonês que há na Toca remete para a sensualidade exótica, bestial desta ligação incestuosa.
A Toca – principais elementos simbólicos
Os guerreiros presentes no armário do salão nobre da “Toca” (p.455) simbolizam a heroicidade, os evangelistas, a religião e os troféus agrícolas, que terão existido na família Maia. Os dois faunos simbolizam os dois amantes numa atitude desprezadora de tudo e de todos.
Na primeira noite de amor entre Carlos e Maria Eduarda, a qual se dá precisamente na Toca, dá-se uma grande trovoada como que a pressagiar um futuro infeliz, resultante deste incesto.
Este espaço, desde o início, ganha uma grande importância, pois a decoração exótica surge como pressagística do desfecho trágico. Os "amarelos excessivos" (p.434), que não agradaram a Maria Eduarda, pressagiam, também, as sensações fortes, mas fatais.

A Toca – principais elementos simbólicos
Os guerreiros presentes no armário do salão nobre da “Toca” (p.455) simbolizam a heroicidade, os evangelistas, a religião e os troféus agrícolas, que terão existido na família Maia. Os dois faunos simbolizam os dois amantes numa atitude desprezadora de tudo e de todos.
Na primeira noite de amor entre Carlos e Maria Eduarda, a qual se dá precisamente na Toca, dá-se uma grande trovoada como que a pressagiar um futuro infeliz, resultante deste incesto.
Este espaço, desde o início, ganha uma grande importância, pois a decoração exótica surge como pressagística do desfecho trágico. Os "amarelos excessivos" (p.434), que não agradaram a Maria Eduarda, pressagiam, também, as sensações fortes, mas fatais.

Os presságios
O presságio é um facto, um sinal ou indício pelo qual se pressente ou se adivinha o futuro. É o mesmo que agouro, pressentimento, previsão, prognóstico. Na conceção geral, entende-se por presságio qualquer tipo de afirmação e acontecimento capaz de fazer prever um infortúnio ou fatalidade inevitável.
Em
Os Maias
, de Eça de Queirós, há desde o início uma premonição do destino trágico da família. Encontramos ao longo da obra inúmeros exemplos pressagiosos (apresentamos alguns).
Ao longo da obra, os presságios cruzam-se, constantemente, na vida das personagens: nome, características físicas, objetos, ambientes cromáticos ou outros.
No primeiro capítulo de Os Mais (p.7), Vilaça “… aludia a uma lenda, segundo a qual eram sempre fatais aos Maias as paredes do Ramalhete …”.
O procurador desaconselhava a compra do Ramalhete.
Este mau presságio é recordado igualmente por Vilaça no capítulo XVII (p.681). “- Há três anos (..) O sr. Afonso da Maia riu de agouros e lendas… Pois fatais foram!”. Trata-se da confirmação da atitude pressagiosa da personagem, cujos alertas foram ignorados por Afonso da Maia.

Maria Eduarda e Carlos Eduardo - a semelhança nos seus nomes pressagiava a sua união trágica.
O nome das três figuras femininas centrais parece apontar para que todas elas sejam fatais, à sua maneira, aos homens da família Maia – Maria Eduarda Runa, Maria Monforte, Maria Eduarda – todas Maria e, a primeira e a última Maria Eduarda. Também os seus destinos são parecidos: todas morreram, as duas primeiras fisicamente e a última psicologicamente.
A parecença física entre Carlos e Maria Monforte, sugerida por Maria Eduarda, e a semelhança de carácter de Afonso e Maria Eduarda, sugerida por Carlos quando vê que Maria Eduarda é tão bondosa como o avô – Maria Eduarda pede-lhe para ir ver a irmã da sua engomadeira que tinha reumatismo, e o filho da Sr.ª Augusta, a velha do patamar, que era tuberculoso.
Afonso encontra sérias semelhanças entre o seu filho, Pedro e um tio da família Runa que endoideceu e se enforcou. Estas semelhanças agoiravam já o futuro de Pedro que, tal como o tio, se suicidou, mas com um tiro na cabeça, morrendo alagado numa poça de sangue.
Afonso encontra sérias semelhanças entre o seu filho, Pedro e um tio da família Runa que endoideceu e se enforcou. Estas semelhanças agoiravam já o futuro de Pedro que, tal como o tio, se suicidou, mas este com um tiro na cabeça, morrendo alagado numa poça de sangue.
A sombrinha escarlate de Maria Monforte que envolvia Pedro lembrou a Afonso “uma larga mancha de sangue” em que, de facto, Pedro vai morrer. O presságio do sangue pode ainda relacionar-se com os netos de Afonso que, sendo do mesmo sangue, se vão envolver numa relação incestuosa, manchando a honra familiar dos Maias.
Afonso, ao receber a notícia do casamento de Pedro, com o qual não concordara, e quando se senta “à mesa do almoço posta ao pé do fogão”, vê que “ao centro um ramo esfolhava-se num vaso de Japão, à chama forte da lenha” (Cap. I, p.30). Isto pressagiava o fim do “romance” de Pedro e Maria Monforte, pois tal como as folhas secavam e morriam ao pé do fogo da lareira, também o enlace de Pedro e Maria teria o mesmo destino.

As próprias personagens pressagiam o futuro de outras: Ega compara Carlos a Don Juan e diz “Tu és simplesmente, como ele, um devasso; hás-de vir a acabar desgraçadamente como ele, numa tragédia!” (Cap. VI, p. 152)
Carlos sonha com Maria Eduarda que tinha visto à entrada do Hotel Central. Surge-lhe como uma figura luminosa (“ uma mulher passava, com um casaco de veludo branco de Génova…” Cap. VI, p. 135), mas de imediato tudo se confunde e obscurece (“… tudo se confundia, e era só o Alencar, um Alencar colossal, enchendo o céu, tapando o brilho das estrelas com a sua sobrecasaca negra…”). Esta capa representa, aqui, o futuro infeliz das personagens.
Alencar representa o passado e a influência que este tem no destino de Carlos e Maria.
Durante as corridas de cavalo, Carlos que apostara em Vladimiro, uma pileca, acaba por ganhar várias apostas, quando vai cobrar a dívida à ministra da Baviera que lhe diz, em tom de presságio “Vous connaissez le proverbe: heureux au jeu...” (Cap. X, p.336) azar no amor. De facto, Carlos pode ter sorte ao jogo, mas acaba por falhar no amor ao apaixonar-se pela própria irmã.

Em casa de Maria Eduarda, Carlos contempla “… um vaso do Japão onde murchavam três belos lírios brancos…” (Cap. XI, p.347). Estas flores indiciam a tragédia que atingirá os três Maias (Carlos, Maria Eduarda e Afonso). O vaso do Japão, onde murcham os lírios brancos, representa a cultura oriental, onde o branco está ligado à morte.

Pela análise da obra, podemos concluir que a simbologia dos vários elementos são em geral indícios do desfecho das diferentes personagens e da ação.
A simbologia d'
Os Maias
está carregada de elementos, cuja função pressagiosa vai conduzindo o leitor ao desenlace da tragédia.

Conclusão
Bibliografia
Pinto, Elisa Costa, Plural 11, Lisboa Editora, lisboa 2011
Chevalier, Jean, Alain Gheerbrant, Dicionário dos símbolos, ed. Bouquins, Paris,1982
http://www.iconografiabrasil.com/Simbolismo.htm
http://portuguesnanet.com.sapo.pt/simbolismo.htm
http://www.infopedia.pt/$pressagio;jsessionid=AlmJwI8tFA8RBr+700qthg
http://www.slideshare.net/pausapracafe/os-maias-de-a-a-z-31450517
http://pt.wiktionary.org/wiki/press%C3%A1gio
http://www.priberam.pt/dlpo/press%C3%A1gio
http://pt.wikipedia.org/wiki/Simbologia
Trabalho realizado por:
Beatriz Pedroso nº2
Carolina Ferraz nº5
Matilde Sêrro nº 24
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