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A influência Norte-americana no Serviço Social Brasileiro

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Juliana Martins

on 14 January 2013

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Transcript of A influência Norte-americana no Serviço Social Brasileiro

Influência
Norte-Americana no Serviço Social Brasileiro Prof. Sergio Antonio Carlos
2012 Aspectos Introdutórios UFRGS Fundamentos Históricos, Teóricos e Metodológicos do Serviço Social I A influência Francesa... Aparece nos programas das Escolas de Serviço Social pela preponderância dada a: Legislação social, trabalhista e sanitária Ênfase nos aspectos de higiene e puericultura Adestramento em técnicas de orientação do lar (economia doméstica, corte e costura, cozinha, trabalhos manuais etc.) Psicologia é embrionária Sociologia normativa Programas de “recreação” como técnica preventiva. (VIEIRA, Balbina Ottoni. História do Serviço Social: contribuição para a construção de sua teoria. 3.ed. Rio de Janeiro: Agir, 1978. p. 142) Contexto 1941 – Getúlio Vargas estreitou relações com o governo norte-americano de Roosevelt Metas prioritárias Fortalecimento do capitalismo e, a luta contra o comunismo e a expansão de sua hegemonia sobre todo o continente americano. (ANDRADE, M. A. R. A. Methodologismo e o Desenvolvimentismo no Serviço Social Brasileiro - 1947 a 1961. Serviço Social & Realidade, Franca, v. 17, n. 1, p. 283-316, 2008.p. 272) Contexto... (cont.) A grande ofensiva norte-americana se dá após a II Guerra Mundial. comunismo não estava de forma alguma erradicado. EUA desencadearam, então, a Guerra Fria. (ANDRADE, M. A. R. A. Methodologismo e o Desenvolvimentismo no Serviço Social Brasileiro - 1947 a 1961. Serviço Social & Realidade, Franca, v. 17, n. 1, p. 283-316, 2008.p. 272) Contexto...(cont.) A Guerra Fria possibilitou aos EUA: reativar as grandes indústrias (dando trabalho aos desempregados) e a implementação do Plano Marshall {possibilitou manter o capitalismo - através de empréstimos aos países europeus (França e Itália, por exemplo)}. (ANDRADE, M. A. R. A. Methodologismo e o Desenvolvimentismo no Serviço Social Brasileiro - 1947 a 1961. Serviço Social & Realidade, Franca, v. 17, n. 1, p. 283-316, 2008.p. 272) A saída foi a democracia cristã, eficaz no combate à “atitude materialista e individualizada (egoísta)” e a “tendência à descontinuidade”. Desse modo, o Serviço Social conciliou os fundamentos da filosofia cristã com uma proposta política que legitimasse o capitalismo. Por outro lado, foi o próprio processo de desenvolvimento capitalista quevinha, paulatinamente, oferecendo condições para a institucionalização da profissão.
Entretanto, como já enunciamos anteriormente, as exigências da racionalidade capitalista impunham aos assistentes sociais, a necessidade de novas estratégias e instrumentos. Não era mais suficiente a “compreensão e experiência de mulheres com dom de si próprias à vida popular”. A demanda institucional conclamava o Serviço Social para o terreno da formação técnica, da eficiência.
Foi nessa direção que o movimento interno da profissão conseguiu caminhar qualitativamente, também aderindo ideologicamente à racionalidade capitalista, o que lhe garantiu a legitimação profissional. (ANDRADE, M. A. R. A. Methodologismo e o Desenvolvimentismo no Serviço Social Brasileiro - 1947 a 1961. Serviço Social & Realidade, Franca, v. 17, n. 1, p. 283-316, 2008.p. 274) A partir de 1945, o Serviço Social latino-americano aliou-se às técnicas funcionalistas advindas da Sociologia norte-americana, enquanto forma de instrumentalizar a investigação e a intervenção na realidade social. A hegemonia dos Estados Unidos influenciou diretamente o Serviço Social latino-americano, no tocante à profissão. Sob a concepção funcionalista, o controle social exercido pressupunha a integração do indivíduo ao bom funcionamento de uma sociedade proposta pela classe dominante. Era enfatizado o trabalho com grupos, quer para interação, quer para fins terapêuticos, de forma a conseguir a melhor adaptação do indivíduo ao seu meio. O modo funcionalista de pensar, investigar e intervir na realidade social ganhou força porque, culturalmente, correspondia aos interesses da ordem e da lógica burguesas instauradas na sociedade civil e no Estado brasileiro. (ANDRADE, M. A. R. A. Methodologismo e o Desenvolvimentismo no Serviço Social Brasileiro - 1947 a 1961. Serviço Social & Realidade, Franca, v. 17, n. 1, p. 283-316, 2008.p. 274) Assistentes Sociais Brasileiros nos EEUU “Em 1942, a concessão de bolsas de estudos pelo governo dos Estados Unidos, dentro de seu programa de cooperação, levou vários assistentes sociais a cursar Escolas de Serviço Social naquele país, os quais, ao regressar, introduziram o processo de Serviço Social de Casos e a Supervisão de Estágios.” (VIEIRA, Balbina Ottoni. História do Serviço Social: contribuição para a construção de sua teoria. 3.ed. Rio de Janeiro: Agir, 1977. p. 142-3) Assistentes Sociais bolsistas brasileiras nos EEUU (de SP e RJ) A influência dos EEUU “Em 1948, e ainda por influência dos assistentes sociais que estudaram nos Estados Unidos, as Escolas introduziram no seu currículo a cadeira de Pesquisa e Organização de Comunidade.
[. . .]
A influência norte-americana, com a volta dos primeiros bolsistas, começou a se fazer sentir. Registram-se alguns ensaios de Serviço Social de Grupo no campo da recreação, e, em Organização de Comunidade, a experiência mais saliente foi a Missão de Itaperuna (1949-1951), dentro de uma visão interdisciplinar no meio rural”. (VIEIRA, Balbina Ottoni. História do Serviço Social: contribuição para a construção de sua teoria. 3.ed. Rio de Janeiro: Agir, 1978. p. 143-144) Referencial Científico TEORIAS SOCIOLÓGICAS “Na visão sociológica não se pode separa o cliente do seu ambiente: é o ambiente que molda a pessoa e sua personalidade, e, para compreendê-la, é necessário conhecer este ambiente e todas as circunstâncias que a rodeiam. [. . .] Podia levar a: “1) diagnosticar os problemas como desajustamentos ao ambiente e a conduzir o cliente a uma integração dentro deste mesmo ambiente;
2) Agir sobre esse ambiente para torná-lo propício ao desenvolvimento da pessoa, prevenindo, assim, os problemas e desajustamentos. TEORIAS PSICOLÓGICAS “Na década de 30, nos Estados Unidos, os assistentes sociais compreenderam a necessidade de explicar melhor o comportamento de seus clientes; perceberam o aspecto psicológico de muitos dados sociológicos [ . . ] Entre as teorias da personalidade destacam-se as de Freud, e entre os conceitos freudianos, o de ‘ego’, que o Serviço Social tomou emprestado.”Gordon Hamilton (1940 e 1952) definiu a contribuição da Psicologia e da Psiquiatria para o Serviço Social de Casos. Os procedimentos do Serviço Social de caso, grupo e comunidade

As teorias de caso, grupo e comunidade compuseram a tríade metodológica que orientou o Serviço Social na busca da integração do homem ao meio social.
A influência norte-americana ocorreu com a difusão da base técnica dos métodos de caso e grupo e posteriormente, com a proposta de Desenvolvimento de Comunidade (doravante DC), como técnicas e campos de intervenção profissional.
O Serviço Social de Caso ou Casework orientava-se pelas teorias de Mary Richmond, Porter Lee e Gordon Hamilton, cuja preocupação centrava-se na personalidade do cliente. O trabalho orientado por essas teorias buscava conseguir mudanças no indivíduo, a partir de novas atividades e comportamentos. O indivíduo era visto como o elemento que deveria ser trabalhado, no sentido de ajustá-lo ao meio social e fazê-lo cumprir bem seu papel no sistema vigente. (ANDRADE, M. A. R. A. Methodologism and Developmentism in the Brazilian Social Service – 1947 to 1961. Serviço Social & Realidade (Franca), v. 17, n. 1, p. 283-316, 2008.p.280) SS com indivíduos e teoria do ego Escola Diagnóstica Escola Funcional Assistentes Sociais de Caso Mary Richmond (1861-1928)
Gordon Hamilton (1892-1967)
Florence Hollis (1907-1987)
Lydia Rapoport (1923-1971)
Charlotte Towle (1896-1966)
Jessie Taft (1882-1960)
Virginia Robinson (1883-1977)
Hellen Harris Perlman (1906-2004) Escola
Diagnóstica Escola
Funcional Assistentes Sociais de Caso (continuação) Grace Longwell Coyle (1892 – 1962)

Gertrude Wilson (1895 – 1984)

Gladys Ryland (1900 – 1980)

Clara Kaiser* (????)

Gisela Konopka (1910 – 2003) - uma das primeiras professoras de grupo na Univ. de Setllment em 1930. Convenções Nacionais da ABESS (1951/1961) I Convenção - de 06 a 09 de janeiro de 1951 - Rio de Janeiro
Temática: O Serviço Social em Face da Ação Social II Convenção - de 04 a 09 de abril de 1952 - Recife
Temática: Estudo dos Inquéritos sobre o Desenvolvimento das Atividades do Serviço Social no Brasil III Convenção - de 08 a 13 de abril de 1953 - Belo Horizonte
Temática: O Ensino dos Métodos de Serviço Social IV Convenção - de 12 a 18 de julho de 1955 - São Paulo
Temática: Formação Cristã para o Serviço Social, Serviço Social de Grupo, Organização Social de Comunidade V Convenção - de 26 a 30 de julho de 1955 - Niterói
Temática: Seminário Especializado sobre os três métodos: Serviço Social de Caso, Serviço Social de Grupo e Serviço Social de Comunidade CONVENÇÕES NACIONAIS DA ABESS (1951/1961) - CONT... VI Convenção - de 04 a 10 de julho 1956 - Natal
Temática: Serviço Social da Família; Trabalho de Conclusão de Curso VII Convenção - de 08 a 14 de julho de 1957 - Salvador
Temática: Monitoria; Supervisão; Serviço Social de Menores VIII Convenção - de 17 a 23 de julho de 1958 - Campinas
Temática: Atividades do Serviço Social no Brasil; Serviço Social Rural; Monitoria IX Convenção - de 02 a 09 de julho de 1959 - Porto Alegre
Temática: Estudo dos programas de importantes cadeiras do esino do Serviço Social: sociologia, psicologia, Direito, Higiene e Medicina Social e Serviço Social X Convenção - de 07 a 14 de julho de 1960 - Fortaleza
Temática: Formação da Personalidade do Assistente Social - aspectos: psicológico, moral e espiritual XI Convenção - de 05 a 12 de julho de 1961 - São Paulo
Temática: Pedagogia Universitária, Motivação e Aprendizagem no Ensino Superior; discussão sobre o currículo apresentado em 1959. (ANDRADE, M. A. R. A. Methodologism and Developmentism in the Brazilian Social Service – 1947 to 1961. Serviço Social & Realidade (Franca), v. 17, n. 1, p. 283-316, 2008.p. 288-289)
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