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O Reconhecimento de Expressões Faciais em Mulheres e Crianças Expostas a Situações de Violência

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Bruno Kluwe-Schiavon

on 19 October 2012

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O Reconhecimento de Expressões Faciais em Mulheres e Crianças Expostas a Situações de Violência Iniciação Científica
Bruno Kluwe-Schiavon
Jessica Camargo Doutoranda
Mariana Boeckel Orientador
Rodrigo Grassi-Oliveira Sanchez et al. Brain Res. 1998 Nov 23;812(1-2):38-49 Perspectiva Neurodesenvolvimental Teicher et al. Biol Psychiatry. 2004; 56:80-85 Estudos em animais A relação mãe-filho é uma das interações desenvolvimentais mais importantes para a maturação de mamíferos.

Estudos animais mostram que a privação maternal resulta em déficits persistentes no comportamento, interação social, desenvolvimento cognitivo, e déficits em funções executivas.

Macacos Rhesus que foram isolados de suas mães demonstraram pouca habilidade em reconhecer pistas sociais, aumento da ansiedade e comportamentos agressivos. Compartilham 99% dos genes com os seres humanos

Vivem em grupos de mais 100 animais

Laços familiares são fortes e duradouros

Mães amamentam seus filhotes ate os tres ou quatros anos Modelo do Desenvolvimento Traumático Exp. Bias. A VIOLÊNCIA DOMÉSTICA NO BRASIL

Segundo SPM (2010), 70% dos crimes acontecem no âmbito doméstico e os agressores são os companheiros.

12º entre países com o maior número de homicídios femininos. Entre 2003 e 2007, foram registrados 19.440 homicídios de mulheres.

5º lugar com maior número de homicídios de população entre 0-19 anos, entre 91 países. Média de 12 homicídios de crianças e adolescentes para cada 100 mil.

No mundo:

Em 2000, houve, aproximadamente, 57.000 registros de homicídios em todo o mundo contra menores de 15 anos de idade. As estimativas mundiais indicam que, entre as crianças e adolescentes, os lactantes e crianças pequenas (até 4 anos) são as maiores vítimas de homicídio. A contínua exposição a eventos estressores na infância está associada a inúmeros prejuízos no neurdesenvolvimento, além de comprometimento do funcionamento psicossocial, neuropsicológico e ocorrência de sintomas psicopatológicos. RECONHECIMENTO DE EXPRESSÕES FACIAIS

- O reconhecimento das emoções é uma habilidade importante, pois representa a capacidade de utilizar de pistas sociais nas quais as respostas comportamentais subsequentes das crianças dependem.

- Crianças vítimas de maus tratos tendem a responder mais rapidamente a expressões faciais agressivas. Objetivo:


Comparar o reconhecimento de expressões faciais de emoção em mães vítimas de violência conjugal e seus filhos com mães e dos filhos(as) não vítimas de violência. Problema:

As mães e filhos(as) que vivenciam violência doméstica diferem no tempo de reconhecimento de emoções hostis quando comparadas às mães e filhos(as) que não vivenciam violência doméstica?

Hipótese:

As mães e filhos(as) que vivenciam violência doméstica apresentam maior rapidez no reconhecimento de emoções de medo e de raiva quando comparadas às mães e filhos(as) que não vivenciam violência doméstica. Método
- Estudo com delineamento transversal comparativo entre dois grupos controlados por idade, escolaridade e nível sócioeconômico.

Amostra
30 mães com idades acima de 18 anos e com vivência de violência doméstica e 30 filhos(as) com idades entre 7 e 12 anos;

Grupo controle: 30 mães com idades acima de 18 anos e sem vivência de violência doméstica e 30 filhos(as) entre 6 e 12 anos; Parte I: Questionário dados sócio-bio-demográficos;

Parte II: Revised Conflict Tactics Scales (CTS2)

Parte II: Escalas ASEBA (ASR e CBCL);

Parte III: Maternal Attachment Inventory (MAI) – Inventário Percepção Apego Materno (IPAM);

Parte IV: Tarefa de Reconhecimento de Emoções Faciais;

Parte V: Escala de Dificuldades de Regulação Emocional (DERS); - Bastante relacionada com a ansiedade e o condicionamento do medo e aprendizagem emocional;

- Envolvida na modulação emocional da memória explícita e implícita;

- Ativação da amídala durante a codificação, que é indicativa de retenção da memória depois de estímulos emocionais;

- A ativação da amígdala está correlacionada com a inibição do CPF e a hipervigilância;

- A ativação crônica da amígdala também está associada a alterações no desenvolvimento do CPF e atrasos na aquisição de habilidades como: regulação emocional e inibição de comportamentos impulsivos; - O córtex pré-frontal ventromedial e o córtex orbitofrontal estão diretamente associados a regulação emocional;

- As redes neurais dessas regiões desenvolvem-se rapidamente durante a adolescência e o início da idade adulta, tendo importantes conexões com a amídala;

- A regulação emocional e a reinterpretação de pistas sociais devem-se ao controle cognitivo exercido pelo CPF;

- A exposição contínua ao estresse está associada ao aumento da ativação das catecolaminas (dopamina e noradrenaina) nestas regiões, culminando em uma desregulação deste sistema;

- Macacos que foram separados de suas mães apresentaram diminuição do volume da matéria branca no CPF e déficits nas funções cognitivas, possivelmente devido a um atraso na mielinização, quando comparados a macacos controles;

- Crianças com diagnóstico de TEPT devido a violência doméstica aprensentam escores significativamente piores em medidas de atenção, Funções Executivas e tarefas visuo-espaciais; De Bellis. Child Maltreatment. 2005; 10;150
Phelps A.E; Le Doux J.E. Neuron. Oct. 48; 175-187 De Bellis. Child Maltreatment. 2005; 10;150
Phelps A.E; Le Doux J.E. Neuron. Oct. 48; 175-187 - O giro temporal superior está associado ao reconhecimento de expressões faciais, processamento cognitivo da ansiedade e modulação da amígdala;

- Amígdala > giro temporal superior - tálamo - CPF;

- Essa rede desempenha um papel central no processamento complexo de informações, interpretação dos comportamentos alheios e teoria da mente;

- Estudos com macacos apontam que o giro temporal superior está envolvido na identificação de expressões faciais;

- Estudos em humanos com fMRI mostram ativação desta rede durante tarefas de interação social;

- Estudos em crianças vítimas de maus tratos demonstram um volume maior da matéria cinzenta do giro temporal superior, indicando alterações durante o processo neurodesenvolvimental; De Bellis. Child Maltreatment. 2005; 10;150 Pollak et.al. Developmental Psychology. 2000, Vol. 36, No. 5, 679-688 - Crianças negligênciadas tendem a perceber mais faces tristes em comparação ao grupo vítima de maus tratos e controle; Para o grupo com vivência de violência doméstica:

Centros de atendimento às mulheres vítimas de violência doméstica.

Grupo controle:

Centro de Serviços em Psicologia. Critério de Conveniência. Critérios de exclusão: Critérios de exclusão

Doença neurológica, transtorno psiquiátrico com sintomas psicóticos, doença clínica grave ou instável, déficit cognitivo clinicamente significativo, dependência química e uso de substâncias psicoativas nos últimos 10 dias. Além disso, serão excluídas mães com menos de cinco anos de estudo fundamental.

Grupo controle: Além dos descritos acima, violência doméstica identificada através da Revised Conflict Tactics Scales (CTS2) (Straus, Hamby, Boney-McCoy & Sugarman, 1996; Moraes, Hasselmann & Reichenheim, 2002) (Waiselfisz, 2010; OMS, 2003) Tarefa de Reconhecimento de Emoções Faciais



Objetiva avaliar o tempo de reação ao reconhecimento de faces emocionais. Será elaborada a partir do Cohn–Kanade Facial Expression Database. O Cohn-Kanade Database é postulado a partir da expressão de cinco emoções: raiva, felicidade, medo, tristeza e surpresa. (Kanade, Cohn & Tian, 2000) De Bellis. Child Maltreatment. 2005; 10;150 De Bellis. Child Maltreatment. 2005; 10;150 Mães Filhos Software: Psignifit 2.5.6 Conclusões - Esses resultados sugerem uma tendência no padrão de reconhecimento de expressões faciais de crianças vítimas de maus tratos que vai ao encontro da literatura;

Bias

- Crianças vítimas de maus tratos tendem a perceber faces negativas (medo e raiva) quando comparadas ao grupo controle;

- Mulheres que vivem situação de violência conjugal tendem a reconhecer faces de medo quando comparadas ao grupo controle; Conclusões Exp

- Mulheres que vivenciaram situações de violência reconheceram faces de medo mais rapidamente quando comparadas ao grupo controle;

- Mulheres que vivenciaram situações de violência reconheceram mais rapidamente faces de tristeza, contudo, com 60% de valência, tiveram maior dificuldade em identificar essa expressão; Controle n=22
Caso n=12 Controle n=22
Caso n=12 Controle n=22
Caso n=12 Controle n=22
Caso n=12
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