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Kant e o criticismo

Filosofia: Caderno Anglo 2 Aula 9
by

Silvia Beltrane Cintra

on 20 September 2012

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Transcript of Kant e o criticismo

Kant (filósofo alemão - 1724 a 1804), foi em sua vida intelectual um homem tão metódico e rigoroso como em sua vida prática. Conta-se que diariamente, se levantava às cinco da manhã e se deitava às dez da noite, além de seguir sempre o mesmo itinerário entre sua casa e a universidade. Kant e o criticismo 1) O que posso saber;
2) Como devo agir;
3) O que posso esperar;
4) O que é o ser humano. Kant é considerado o maior filósofo do iluminismo alemão. Para ele a filosofia deveria responder quatro questões: Em seu texto " O que é ilustração", Kant sintetiza seu otimismo iluminista em relação à possibilidade de o homem se guiar por sua própria razão, sem se deixar enganar pela crenças, tradições e opiniões alheias. As principais obras de Kant foram: Crítica da
razão pura (1781), que aborda a questão do conhecimento;
Crítica da razão prática (1788), voltada para
a Ética; e Crítica do juízo (1790), relacionada à Estética. Ao empregar a palavra ""crítica", Kant está interessado em questionar a validade do nosso conhecimento e de nossos valores. Faz da crítica do conhecimento um pré-requisito para a Filosofia, daí o termo criticismo kantiano. Uma das questões mais importantes que dominam o pensamento de Kant é o problema do conhecimento, a questão do saber. Na "Crítica da razão pura", ele distingue duas formas básicas do ato de conhecer: O ser humano, como ser dotado de razão e liberdade, é o centro da filosofia kantiana. Com o objetivo de investigar as condições nas quais se dá o conhecimento, ele desenvolve um exame crítico da razão, "Crítica da razão pura". Os juizos são classificados por Kant em dois tipos:
1) Juízo analítico: é uma mera constatação, uma proposição em que o predicado pertence ao sujeito. Exemplo: o quadrado tem quatro lados. Sujeito: quadrado - Predicado: tem quatro lados.
2) Juízo sintético: é aquele em que o predicado não está contido no sujeito, agrega um conhecimento. Exemplo: "Os corpos se movimentam ". Por mais que analisemos o conceito corpo (sujeito), não extrairemos delo a informação representada pelo predicado se movimentam. Para Kant, o conhecimento sobre o mundo surge
da combinação entre razão e fenômeno. A razão,
sem o fenômeno, só é capaz de construções óbvias;
enquanto o fenômeno, sem a explicação racional, é
vazio. Dessa maneira, o conhecimento é composto
de matéria (que são as coisas conforme elas se apresentam
diante de nós) e forma (que é a nossa racionalidade).
O que Kant pretende, com essa elaboração,
é superar a distinção entre empirismo e racionalismo,
que dominava a Filosofia moderna. QUEM NÃO SABE O QUE BUSCA, NÃO IDENTIFICA O QUE ACHA! Pura: é a forma como percebemos
o mundo antes da experiência, é a
forma mais “crua” de entendimento. É constituída
pelo espaço e pelo tempo, que são propriedades
da consciência.
O espaço é o fundamento de toda
intuição, é a forma como sentimos a exterioridade, é a forma de nosso
sentido externo. O tempo inclui a lembrança do
passado e a previsão do futuro que se encontra na
nossa interioridade. Os homens percebem o mundo à sua volta por
meio da intuição, esta pode ser pura ou empírica A intuição empírica é uma associação da razão
com a experiência. Ou seja, é a forma como, partindo
de um questionamento sobre o mundo dos
fenômenos, chegamos a um pensamento sobre ele.
Em outras palavras, é o conhecimento obtido a
posteriori (= depois da experiência). Com essa concepção, Kant promove a conciliação
entre racionalismo e empirismo. A partir
daí, surge a noção de ciência enquanto atividade
que busca, essencialmente, estabelecer uma relação
entre as formas gerais da razão (ou seja, o
entendimento) e o mundo dos fenômenos. A intuição
é uma forma passiva de obter o conhecimento,
enquanto o entendimento é uma forma
ativa. Através do entendimento, o homem emite
juízos. Juízo analítico é uma mera constatação,
ou seja, uma proposição em que o predicado pertence
ao sujeito (por exemplo, “Todos os homens
são animais”).
Juízo sintético é aquele em que o
predicado não está contido no sujeito, ou seja, é
aquele que agrega um conhecimento (por exemplo,
uma lei da física, expressa sob forma de equação).
Fazer ciência significa elaborar juízos sintéticos,
obtidos pela experiência (limitada ao que ocorre
no espaço e no tempo) e pelo conhecimento teórico.
Já a Filosofia, ao contrário da ciência, busca
indagar as razões que tornam possível o conhecimento. 1) conhecimento empírico: a posteriori, aquele que se refere aos dados fornecidos pelos sentidos, que é posterior a experiência, exemplo: "Este livro tem capa verde", para fazer essa afirmação, foi necessário ter primeiro a experiência de ver o livro e assim conhecer a sua cor, trata-se de um conhecimento posterior à experiência
2) o conhecimento puro: a priori, aquele que não depende de qualquer dados dos sentidos, que é anterior à experiência, nascendo puramente de uma operação racional. O pensamento puro conduz a juízos universais e necessários, enquanto o conhecimento empírico não possui essa característica. Exemplo: a afirmação "Duas linhas paralelas jamais se encontram no espaço." Essa afirmação (juízo) não se refere a esta ou àquela linha no paralela, mas a todas. Constiui-se assim um conhecimento universal. A teoria kantiana se apresenta como a nova revolução copernicana: quando a teoria geocêntrica não mais conseguia explicar o conjunto de movimentos dos astros, Copérnico vislumbrou a necessidade de tirar a Terra do centro do Universo. E, lançando o modelo heliocêntrico, resolveu os impasses da astronomia da época. Kant comparou seu papel na filosofia à revolução de Copérnico na Astronomia. A mudança empreendida por Kant consistiu fundamentalmente no seguinte: propunha-se que todo o conhecimento era reguladp pelo objetos. Em vez disso Kant propôs que os objetos são regulados pelo nosso conhecimento.
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