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Os Maias 1234

NCIIA/Epicenter student ambassadors Program http://epicenter.stanford.edu/student-ambassadors-program
by

Betty Sil Fer

on 21 January 2013

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Transcript of Os Maias 1234

Surprises! OS MAIAS A lISBOA DE EÇA Lisboa é o espaço privilegiado do romance, onde decorre Praticamente toda a vida de Carlos ao longo da acção. O carácter Central de Lisboa deve-se ao facto de esta cidade, concentrar, dirigir e simbolizar toda a vida do país. Lisboa é mais do que um espaço físico, é um espaço social. É neste ambiente monótono, amolecido e de clima rico, que Eça vai fazer a crítica social, em que domina a Ironia, corporizada em certos tipos sociais, representantes de ideias, mentalidades, costumes, políticas, concepções do mundo, etc.Vários são os episódios utilizados pelo autor para mostrar a Vida da alta sociedade lisboeta. . Ambos, apesar de terem tido educações totalmente diferentes, falharam na vida. Pedro da Maia Carlos da Maia Jantar no hotel Central Imprensa; Jantar dos Gouvarinho; Corrida de Cavalos; Jornal da Tarde Sarau literário do Teatro da Trindade. A acção do romance " Os Maias" baseia-se na história de três gerações da família Maia ( Afonso ,Pedro e Carlos ) e tem como plano de fundo a sociedade lisboeta de grande parte do século XIX. Episódios da vida romântica A estrututa de Os Maias é desde logo definida pelo própro autor ao sublunhar a importância do subtítulo-Episódios da vida romântica . Deste modo, Os Maias apresentam dios níveis narrativos relacionados distintamente com:

o título-Os Maias -que remete para a história de uma família ao longo de três gerações ,incluindo a intriga /ação central ,que se constrói como uma ação fechada;

o subtítulo-Episódios da vida romântinca -que aponta para uma descrição /pintura de um certo estilo de vida ,o romântico ,através da crónica de costumes da sociedade lisboeta ,particularmente da aristócracia e alta burguesia da década de 70 do século XIX.A crónica de costumes concretiza-se através da construção de ambientes e da atuação de personagens -tipo ,revelando-se coom uma ação aberta. A arquitetura do romance Esta conjuga três dimensões estruturadoras:

os antecedentes e a evolução da família Maia ;

a intriga -relação incestuosa de Carlos e Maria Eduarda;
a visão dos costumes quotidianos da socidade lisboeta no final do século XIX ,que serve de cenário da intriga central. Antecedentes da intriga central -introdução e preparação da ação ;cap I a cap IV ;pag 95.
-instalação dos Maias ;
descrição e história do Ramlhete ,casa da família Maia ,no outono de 1875 -cap I,pag 5 a 13 ;
-a grande analepse com o objetivo de explicar os antecedentes da família e o aparecimento de Carlos ,em Lisboa ,no outono de 1875 ;
-juventide de Afonso e exílio em Inglaterra-cap I pag 13 A 17 ;
vida de Pedro 8infância ,juventude ,relaçãoe casamento com Maria Monforte ,suisídio)cap I ,pag 18 A cap II pag 52 -que constitui a ação secundária ;
Carlos (infância ,cap III;pag 53 a 86 ,juventunde e estadia em Coimbra -época de formação -cap IV ,pag 87 a 95 .longa viagem pela Europa -cap IV pag 95 e 96. Ação principal -cap II ,PAG 95 a CAP XVII pag 687 As principais sequências narrativas :

-Carlos vê Maria Eduarda no Hotel Central -pag 156 a 157;
-Carlos visita Rosa,filha de Maria Eduarda ,a pedido de Miss Sara ( a governanta)pag 260 a 264 ;
-Carlos conhece Maria Eduarda ,na casa desta -pag 348;
declaração de Carlos a Maria Eduarda -pag 408 a 409;
-consumação do incesto incosciente-pag 438 ;
encontro de Maria Eduarda com Guimarães,tio de Dâmaso-pag 537
-revelações de Guimarães a Ega -pag 614 a 615
-revelações de Ega a Carlos -642 a 643
revelações de Carlos a Affonso -pag 644 a 645 ;
insistencia no incesto agora consciente_pag 658
-morte de Afonso por apoplexia -pag 668 a 669;revelações de Ega a Maria Eduarda -pag 683 a 684
-partida definitiva de Maria Eduarda para Paris-687. *Epílogo:cap III,pag 688 a 716 .

São os acontecimentos marcantes do desfecho do romance,como:
a viagem de Carlos e Ega -janeiro de 1877 a março de 1879"Mas ,passaso ano e meio ,num lindo dia de março ....."-pag 689
-Carlos em Sevilha "Nos fins de 1886,Carlos veio fazer o natal perto de Sevilha ...."-pag 690
-reencontro de Carlos e Ega -"E numa luminosa e macia manhã de janeiro de 1887 ,os dois amigos ,enfim juntos ....."-pag 690. FIM O caracter trágico da intriga central A ação central apresenta uma típica estrutura de tragédia central ,que no sentido clássico ,se carateriza pela presença do destino insondável que se abate sobre as personagens ,envolvendo toda a família Maia .
No entanto ,não é só a presença do destino que confere a tragicidade aos Maias .Também a ação nos Maias apresenta outros aspetos que a aproxima da trágedia clássica ,tais como:
-a superioridade física e inteletual das personagens (Afonso ,Carlos e Maria Eduarda )destacam-se no meio social mediocre e mesquinho ,pelas suas qualidades físicas e inteletuais.
Ex:retrato de Afonso da Maia (cap I , pag 12 );de Carlos(cap IV pag 96 a 97 , e descrição de Maria Eduarda (cap VI ,pag 156 a 1579.
-Os indícios /presságios:
*A lenda -Vilaça faz uma alusão a "...uma lenda segundo a qual eram sempre fatais aos Maias as paredes do Ramalhete....."-cap I pag 7.
"a 3 anos quando senhor Afonso me encomendou aqui as primeiras obras ,lembrei-lhe ,que segundo uma antiga lenda ,eram sempre fatais as paredes do Ramalhete .O sr.Afonso da Maia riu de agouros e lendas ...pois fatais foram!"-capXVII pag 681 -a semelhança fisionómica de Carlos com a mãe ,reconhecida por Maria Eduarda -"pareces-te com minha mãe !(...)-disse ela -que a mamã era formosa ...pois é verdade há um não sei quê na testa ,no nariz ...
Mas sobretudo certos jeitos ,uma maneira de sorrir ...Outra maneira que tu tens de ficar assim um pouco vago ,esquecido ...tenho pensado muito nisto muitas vezes..."-cap XIV ,pag 471.

-a semelhança temperamental de Maria Eduarda reconhicida por Carlos -"E nestas piedades achava-lhe semelhanças com o avô "-cap XI,pag 368. Alguns aspetos estruturais trágicos -o amor incestuoso de Carlos e Maria Eduarda equivale à (hybris ) das tragédias clássicas ,porque costitui um desafio á ordem estabelicida ;
-a peripécia -súbita mudança doas acontecimentos ,a passagem brusca da felicidade para a infelicidade :as casuais revelações do sr.Guimarães a Ega ,propiciadas pelo encontro de Maria Eduarda ,com sr.Guimarães -cap XVI ,pag 615;

-a catástrofe :a "morte"das personagens -física ,para Afonso (por apoplexia) ,do amor -para Carlos e Maria Eduarda ,sociadade,e para a família .

-a temática típica do incesto : amor ("carnal" )entre pessoas da mesma família ( neste caso irmãos ) Carlos e Maria Eduarda :conhecem-se >amam-se >reconhecem-se >separam-se . O espaço social Como já foi referido ,o romance realista apresenta caratéristecas temáticas influenciadas pelo cientificismo da época ,nomeadamente a crítica social que espelha determinados defeitos humanos que até então não eram revelados ,como o materialismo ,a traição ,a corrupção ,para além de defeitos de caráter e de personalidade ,objeto de explicação e de análise determinista . Nesta perspetiva ,o subtítulo do romance-Episódios da vida romântica -aponta para a pintura detalhada de uma sociedade ,com os seus vícios e aspetos menos edificantes ,pintura que se intrega perfeitamente no ideário do romance naturalista ,concretizadoatravés da abordagem de certos temas e de episódios de caráter social. CRÓNICA DE COSTUMES A educação A educação em os Maias é abordada de forma a evidenciar duas mentalidades diferentes : -típica educação portuguesa oitocentista convervadora e católica
-apelo á memória
-aprendizagem de uma língua morta (latim )
-educação doutrinária sem fins práticos (fuga ao contacto direto com a natureza e ás realidades práticas da vida portuguesa inglesa Consequências De criança nervosa e frágil a adultos fraco ,abúlico e fracassado,assim foi o percurso de Pedro da Maia (obcecado pela paixão da mãe e depois por Maria Monforte ,optado pelo suicídio face a uma situação de carência afetiva ) Carlos falha com uma ligação incestuosa, da qual sai para se deixar afundar numa vida estéril e apagada ,sem qualquer projeto seriamente útil ,em Paris. A vida social da capital DESTACAM-SE ESTACAM-SE Durante o jantar ,as conversas vão focar diversos aspetos da sociedade portuguesa :
-o atávico estado deplorável das finanças públicas ;
-o eterno endividamento do país e a consequente necessidade de reformas extremas e radicais ,em que Ega ,sendo o mais convito defende que a evasão dos espanhões ,como forma de dispertar o país .(cap VI ,pag 167 e168) -a contenda literária também domina o espaço ,através da discussão entre Ega e Alencar :
Ega defensor acérrimo do naturalismo ,considera-a como uma ciência ("A forma pura da arte naturalista devia ser a monografia ,o estudo seco de um tipo ,de um vicio ,de uma paixão ,tal qual como se se tratasse de um caso patológico ,sem pitoresco e sem estilo .."-cap VI, pag 164)envolve-se em disputa verbal e física com Alencar ,o protótipo do poeta ultra -romântico. Alencar cujo o aspeto físico era o de um romântico (...capVI,pag 159) ataca ferozmente a Ideia Nova ,dirigindo o seu ódio contra o Craveiro ,o defensor da nova estética literária e que satirizara Alencar num ja conhecido epigrama. A discussão literária rapidamente cai nos ataques pessoas (cap VI ,pag 174) sublinhando -se ,assim , a pouca credibilidade e seriedade da crítica litéraria em Portugal. Final do jantar :taverna ;confusão ;insultos ;ofensas . Contraste com o início:Hotel ,jantar de luxo,requente . Conclusão Este jantar representa um esforço frustrado de uma certa camada social(por ironia ,a mais destacada )para assumir um comportamento digno e requintado .Só que ,á parte de algumas excepções ,a realidade é outra :o postiço "chic"se vai perdendo á medida que a discusão se eleva. Neste episódio Carlos assiste a corrida com o único objetivo de rever Maria Eduarda (o que não acontece ),e constitui mais uma visão caricatural da socidade lisboeta que ,num desesperado esforço de cosmopolitização ,resolve promover um espetáculo que nada tem a ver com a tradição cultural do país ,como Afonso ,tão bem sulbinha:
-"O verdadeiro patriotismo ,talvez -disse ele -seria ,em lugar de corridas fazer uma boa tourada (..)Cada raça possui o seu sport próprio ,e o nosso é o toiro ;o toiro com mutio sol ,ar de dia santa ,água fresca e foquetes ...(cap X ,pag 3089 Com efeito os resultados das corridas não podia ser mais ,e verificam-se á varios níveis : - Parecia um arrail que propriamente uma corrida de cavalo ;
- As pessoas não sabiam assentar nos seus lugares ;
-As senhoras não se vestiam corretamente (vestidos de missa )
- O bufett tinha mau espeto ; Neste episódoi de jornal "A Tarde e da "Corneta do diabo ",pretende-se mostrar o baixo nível ,a parcialidade do jornalismo da época ,ao mencionar o diretor do jornal " A tarde",o Neves ,que inicialmente recusa publicar a carta da tratação de Dâmaso poque o confunde com um seu companheiro público .Desfeito o engano ,serve-se na mesma carta se vingar do inimigo político .Palma Cavalão aceita revelar quem pulicou a carta sobre Carlos em troco de dinheiro. O Sarau literário aparece num momento do romance em que Carlos e Maria Eduarda vivem já um amor sem sobressaltos ,fazendo planos para o futuro (um ninho de amor junto a um lago ,na romântica Itália) e esperando apenas o momento mais propício para que Carlos comunique a Afonso os seus planos . Evidencia-se o gosto dos portugueses, dominados por valores caducos, enraizados num sentimentalismo educacional e social ultrapassados. Total ausência de espírito crítico e analítico da alta burguesia e da aristocracia nacionais e a sua falta de cultura.
-Rufino, o orador “sublime”, que pregava a “caridade” e o “progresso”, representa a orientação mental daqueles que o ouviam: a sua retórica vazia e impregnada de artificialismos barrocos e ultra-românticos traduz a sensibilidade literária da época, o seu enaltecimento á nação e à família “Um largo frémito de emoção passou. Vozes sufocadas de gozo mal podiam murmurar: muito bem, muito bem”-cap. XVI,pag 589
;
-Cruges, que tocou Beethoven, representa aqueles que, em Portugal, se distinguiam pelo verdadeiro amor à arte e que, tocando a Sonata patética, surgiu como alvo de risos mal disfarçados, depois de a marquesa dizer que se tratava da Sonata Pateta, o que o tornaria o fiasco da noite “É de Beethoven, Sra.D.Maria da Cunha, a Sonata Patética”
-Alencar declamou “A Democracia”, depois de “um maganão gordo” lamentar que nós Portugueses, não aproveitássemos “herança dos nossos avós”, revelando um patriotismo convincente. O poeta aliava, agora, poesia, e política, numa encenação exuberante, que traduzia a sua emoção pelo facto de ter ouvido “uma voz saída do fundo dos séculos” e que o levava a querer a República, essa ”aurora” (e os aplausos foram numerosos) que viria com Deus, “Palmas mais numerosas, já sinceras estalaram pela sala, que cedia enfim ao repetido encanto daquele lirismo humanitário e sonoro (…) Sob aquele bafo de simpatia, Alencar sorria, com os braços abertos, anunciando uma a uma, como pérolas que se desfiam, todas as dádivas que traria a República “-cap.XVI,pag 610. O espaço social permite através das falas, observar a gradação dos valores sociais, o atraso intelectual do país, a mediocridade mental de algumas figuras da alta burguesia e da aristocracia.

Desfilam perante Carlos as principais figuras e problemas da vida política, social e cultural da alta sociedade lisboeta: a crítica literária, a literatura, a história de Portugal, as finanças nacionais, etc. Todos estes problemas denunciam uma fragilidade moral dessa sociedade que pretendia apresentar-se como civilizada.

No jantar podemos apreciar duas concepções opostas sobre a educação das mulheres: salienta-se o facto de ser conveniente que "uma senhora seja prendada, ainda que as suas capacidades não devam permitir que ela saiba discutir, com um homem, assuntos de carácter intelectual" (Ega, provocador, defende que "a mulher devia ter duas prendas: cozinhar bem e amar bem").

A falta de cultura dos indivíduos que são detentores de cargos que os inserem na esfera social do poder – Sousa Neto (oficial superior de um cargo de uma grande repartição do Estado, da Instituição Pública), desconhece Proudhon, começando por responder a Ega que, provocante, lhe pergunta a sua opinião sobre o socialista, que não se recorda textualmente, depois "que Proudhon era um autor de muito nomeada", e finalmente, perante a insistência de Ega, sintetiza a sua ignorância, afirmando que não sabia que "esse filósofo tivesse escrito sobre assuntos escabrosos", como o amor, acrescentando que era seu hábito aceitar "opiniões alheias, pelo que dispensava as discussões". Posteriormente, perguntará a Carlos se existe literatura em Inglaterra.

O deslumbramento pelo estrangeiro – Sousa Neto manifesta a sua curiosidade em relação aos países estrangeiros, interrogando Carlos, o que revela o aprisionamento cultural de Sousa Neto, confinado ás terras portuguesas. Nós Estamos num Estado Comparável à Grécia
Nós estamos num estado comparável, correlativo à Grécia: mesma pobreza, mesma indignidade política, mesmo abaixamento dos caracteres, mesma ladroagem pública, mesma agiotagem, mesma decadência de espírito, mesma administração grotesca de desleixo e de confusão. Nos livros estrangeiros, nas revistas, quando se quer falar de um país católico e que pela sua decadência progressiva poderá vir a ser riscado do mapa – citam-se ao par a Grécia e Portugal. Somente nós não temos como a Grécia uma história gloriosa, a honra de ter criado uma religião, uma literatura de modelo universal e o museu humano da beleza da arte. Trabalho realizado por:
Adalberti Silveira;nº20
Fátima Aziz ;nº10
Sham ;nº19
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