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UNIFACS - Artigo A pele que Habito

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by

Natália Gonçalves

on 31 August 2015

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Transcript of UNIFACS - Artigo A pele que Habito

A identidade de gênero do personagem vicente do filme "a pele que habito"
Introdução
resumo
Pretende-se fazer uma análise da identidade de gênero do personagem Vicente do longa-metragem “A pele que habito”, após a cirurgia de mudança de sexo. Para tal, os autores selecionaram dois conceitos: diferença sexual – presente na psicanálise - e gênero – enfatizado na sociologia –; e, a partir de um confronto dos termos, identificar pontos de convergência e distanciamento que podem auxiliar no entendimento do processo de estruturação da identidade de gênero.
Identidade de gênero; Sexualidade; A pele que habito; Diferença sexual; Psicanálise; Expressão de gênero; Orientação sexual.
Palavras-chave:

Na construção deste artigo, foram selecionados dois conceitos como embasamento teórico:
Gênero
Diferenciação sexual
Assim, fazendo uso destes termos, os autores visam analisar a forma que se estabelece a identidade de gênero do personagem Vicente do filme “A pele que habito”, após a cirurgia de mudança de sexo. Esta obra do diretor espanhol Pedro Almodóvar será palco de uma análise de conteúdo através do delineamento de cenas e, principalmente, de falas no decorrer do longa-metragem.
&
A temática central deste estudo é importante para a compreensão dos diferentes processos que envolvem a sexualidade humana, além de proporcionar conteúdo teórico às discussões pautadas nas minorias que não se identificam com o gênero referente ao próprio sexo anatômico.
Introdução
Como afirma Poli (2007), em um artigo denominado “A Medusa e o gozo: uma leitura da diferença sexual em psicanálise”
Introdução
Entre a psicanálise e os estudiosos do gênero [...], algo permanece dificultando, de parte a parte, uma elaboração comum, ou ao menos um diálogo mais profícuo que permita avançar em questões de extrema atualidade e relevância. A tematização da "diferença sexual" nas obras de Freud e de Lacan parece ser um desses pontos sobre o qual impera um "desconhecimento seletivo. Ela é sempre re-evocada para reafirmar preconceitos históricos, certamente que não de todo desprovidos de fundamento, mas também já enferrujados pelo jargão.”
{
DIFERENCIAÇÃO SEXUAL
DIFERENCIAÇÃO SEXUAL
GÊNERO
GÊNERO
GÊNERO
GÊNERO
APROXIMAÇÕES E DISTANCIAMENTOS
O FILME
análise temático categorial
análise temático categorial
análise temático categorial
análise das cenas
análise das cenas
conclusões
conclusões
REFERÊNCIAS BILIOGRÁFICAS
Alexandre Cardoso; Anna Carolina Cruz; Natália Gonçalves
Cena 7:
Vera/Vicente cobrindo estátuas com tecidos.
Identidade de gênero
Percebe-se, a partir da análise do conteúdo latente desta cena, uma metáfora que
encaminha previamente o telespectador a compreender o que ocorreu com Vicente no decorrer do filme
. Esta interpretação torna-se possível a partir da analogia das
estátuas
com o
corpo
do personagem Vicente, que será revestido por uma camada de
pele
, que originalmente não lhe pertence – representada pelos
tecidos
utilizados na cena. Esta analogia se evidencia, ainda, devido à

cor e textura
do tecido, que é semelhante à da malha que reveste o próprio corpo feminino do personagem.


A cena, então, encontra-se na categoria “Identidade de gênero” por explicitar que, mesmo revestido de panos, existe uma diferença substancial, de cunho interno/externo, entre a estátua (interior) e o tecido (exterior). Neste sentido, a cena sugere uma possível disparidade reconhecida por Vicente em relação ao seu corpo e mente.
Cena 8:
Expressão de gênero
(Apresentando um seminário)
Robert –
O rosto nos identifica.
Para as vítimas de um incêndio, não basta salvar-lhes a vida, precisam ter um rosto, ainda que seja o de um morto.
Um rosto com feições, para poder gesticular
. Participei em 3 dos 9 transplantes de rosto que aconteceram no mundo e asseguro que foram as experiências mais emocionantes da minha vida. Bem,
para uma massa disforme adquirir traços que darão expressão, devemos moldar os músculos, articulando a musculatura facial com suas correspondentes terminações nervosas.
análise das cenas
Cena 9:
Identidade de gênero
Vera/Vicente: gosta do que vê?
Robert: Como assim?
Vera/Vicente: Há algo que queira melhorar?
Robert: Não, não quero melhorar nada
Vera/Vicente:
Então posso me considerar finalizada?
(00:04:19 – 00:05:12)
(00:19:20)
análise das cenas
Cena 1:
Orientação sexual
(00:52:52 – 00:53:27)
Vicente: Cristina... Tome, presente da casa. (entrega vestido). Coloque-o e vamos à festa.
Cristina: Vou encontrar minha namorada.
Vicente:
Coloque-o de qualquer maneira. Gostaria de vê-la com ele. Tenho certeza que ficará maravilhoso em você.

(Na loja de roupas)
Cristina: Porque não gosto de homens?
Vicente:
Porque não gosta de mim.
De qualquer forma tenho pílulas, para entrar no clima.
...
análise das cenas
Cena 2:
Orientação sexual
(00:55:40 – 00:57:32)
Vicente: Eu me chamo Vicente.
Norma: E eu, Norma. Seus amigos se foram.
Vicente:
Melhor, não?

Norma e Vicente se beijam
Norma: Estou farta destes saltos altos. E deste casaco. Me dá claustrofobia tanta roupa. Se pudesse, andaria nua o tempo todo.
Vicente:
Espere. Eu tiro sua roupa.


(Na festa, Vicente paquerando Norma)
...
APÓS A CIRURGIA
DURANTE A CIRURGIA
ANTES DA CIRURGIA
análise das cenas
Cena 3:
Expressão de gênero
(01:16:07 – 01:16:11)
Vicente:
Por que me barbeou?
Robert: Essa é uma boa pergunta.
(No cativeiro)
análise das cenas
Cena 4:
Expressão de gênero;
(01:19:21 – 01:19:44)
Vicente: O que aconteceu? O que fez comigo?
Robert:
Uma vaginoplastia.
Vicente:
Uma vaginoplas... Não...

(Na maca de cirurgia)
(demonstra perturbação)
Identidade de gênero
análise das cenas
Cena 5:
Expressão de gênero;
(01:20:31 – 01:21:38)
Robert: Escute bem o que vou te dizer, Vicente. É muito importante.
Como acaba de ver, a operação foi um sucesso. Mas os tecidos que formam a vagina ainda estão muito sensíveis e poderiam colar.
Mas não se preocupe, evitar isso é fácil. Você tem que manter aberto o novo orifício e conseguir que, pouco a pouco, seja mais profundo. Pense que sua vida depende desse orifício... Que você respira por ele. Dentro deste estojo... tem vários dilatadores de diversos tamanhos. Comece introduzindo o menor. Vai doer no começo. Mas em poucos meses o maior caberá sem esforço, e a pele estará perfeitamente cicatrizada.


(Vicente olha sua região genital no espelho. Richard entra no quarto)
análise das cenas
Cena 6:
Expressão de gênero;
(01:28:22 – 01:28:33)
Robert:
Não posso continuar te chamando de Vicente. A partir de hoje se chamará...Vera.



análise das cenas
Cena 10:
Identidade de gênero
(01:28:40 – 01:30:00)
Vera/Vicente rasga três vestidos dentro do quarto, e com um aspirador de pó, suga os pedaços de pano que sobraram pelo chão.
análise das cenas
Cena 11:
Identidade de gênero
(01:30:20 – 01:30:27)
Vera/Vicente: Ouça, não sei se está aí.
Estou devolvendo o livro de maquiagem e as pinturas. Faça com eles o que quiser.
análise das cenas
Cena 12:
Identidade de gênero
(01:30:49 – 01:31:50)
Instrutora de Yoga na televisão: E se pode praticar em qualquer lugar, na cama de um hospital, na cadeia.
Precisa saber que tem um lugar onde pode se refugiar, um lugar dentro de você, um lugar que ninguém mais tem acesso, um lugar que ninguém pode quebrar, que ninguém pode destruir.
Para acessar este lugar, existe a ioga, uma técnica ancestral.
É um lugar onde encontrará paz, onde encontrará sossego, liberdade.
Mas é preciso praticá-la, continuamente, intensamente, e então conseguirá ser livre.
análise das cenas
Cena 13:
Expressão de gênero
(01:32:00 – 01:32:49)
Vera/Vicente assiste na tv a exibição de obras de arte de Louise Bourgeois,
estátuas que mostram corpos humanos fusionados, sem distinção de masculino e feminino especificamente.
análise das cenas
Cena 14:
Identidade de gênero
(01:34:10 – 01:36:22)
Desenhos na parede do quarto de Vera/Vicente: contagem dos dias em que está encarcerado;
desenhos do corpo de uma mulher com cabeça de casa, dois rostos em perfil e um corpo entre eles
; frases como ‘respiro, sei que respiro’, ‘o ópio me ajuda a respirar’, ‘a arte é a garantia da saúde’.
análise das cenas
Cena 15:
Identidade de gênero
(01:41:54 – 01:44:07)
Vera/Vicente: Se está falando de mim, o Dr. Robert não me raptou. E... o que é essa tal transgênese? Um creme? Se estou aqui é porque vim com minhas próprias pernas.
E não me chamo Vicente...sou Vera. Vera Cruz. E sempre fui uma mulher.
análise das cenas
Cena 16:
Identidade de gênero
(01:47:01 – 01:47:17)
Robert: O que está fazendo?
Vera/Vicente: Vou matá-lo.
Robert: Isso é uma brincadeira, não?
Vera/Vicente: Chame do que quiser.
Robert: Mas você me prometeu.
Vera/Vicente:
Eu menti.

(Vera/Vicente saca uma arma para Robert)
análise das cenas
Cena 17:
Identidade de gênero
(01:51:33 – 01:53:20)
Mãe de Vicente: Aconteceu alguma coisa, Cristina?
Cristina: Venha cá um momento,por favor, senhora.
Mãe de Vicente: O que houve? Por que estão chorando?
Vicente:
Eu sou Vicente.


(Vera/Vicente foge da casa de Robert e vai para a loja de sua mãe)
CATEGORIAS
IDENTIDADE DE GÊNERO
ORIENTAÇÃO SEXUAL
EXPRESSÃO DE GÊNERO
Para a seleção das categorias, os autores fizeram uso da ferramenta desenvolvida pela pesquisadora Jaqueline de Jesus (2012), que promove a conceituação de alguns termos referentes à Gênero.
"Gênero com o qual uma pessoa se identifica, que pode ou não concordar com o gênero que lhe foi atribuído quando de seu nascimento."
identidade de gênero
expressão de gênero
"Forma como a pessoa se apresenta, sua aparência e seu comportamento, de acordo com expectativas sociais de aparência e comportamento de um determinado gênero. Depende da cultura em que a pessoa vive."
"Atração afetivossexual por alguém. Vivência interna relativa à sexualidade. Diferente do sens opessoal de pertencer a algum gênero."
ORIENTAÇÃO SEXUAL
(JAQUELINE DE JESUS; 2012)
Para uma melhor visualização, a análise das cenas foi organizada de maneira a seguir a cronologia dos ocorridos no filme. Desta forma, foram separadas em três partes:
ANTES DA CIRURGIA
DURANTE A CIRURGIA
APÓS A CIRURGIA
Freud, Sigmund. Três Ensaios sobre a Teoria da Sexualidade. Edição STANDART: Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud, Imago Editora: Rio de Janeiro, V.7 , 1972-1977.

LAMAS, Marta. GÊNERO: Os conflitos e desafios do novo paradigma. Rev Proposta. Rio de Janeiro: Fase, v. 84/85, mar. 2000. Disponível em: <http://www.fase.org.br/projetos/vitrine/admin/Upload/1/File/Marta_lamas.PDF>. Acesso em: 29 abr. 2013.
POLI, Maria Cristina. A Medusa e o gozo: uma leitura da diferença sexual em psicanálise. Ágora (Rio J.), Rio de Janeiro, v. 10, n. 2, Dec. 2007 . Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-14982007000200009&lng=en&nrm=iso>. Acesso em 29 Apr. 2013.
Poli (2007) ressalta uma nota de rodapé - acrescentada por Freud, no ano de 1915, em sua obra Três Ensaios para uma teoria sexual – em que este faz referência a três sentidos diferentes para os termos “masculino” e “feminino”.
São sinônimos [“masculino” e “feminino”] de atividade e passividade, respectivamente; são atributos biológicos, associados à presença de glândulas específicas a cada sexo, produtoras de óvulos ou espermatozoides; e por fim, são conceitos sociológicos, derivados da observação dos comportamentos dos indivíduos.
Assim, segundo Poli (2007),
De acordo com Freud (Vol. VII), "somente com a puberdade se estabelece a separação nítida entre os caracteres masculinos e femininos, num contraste que tem, a partir daí, uma influência mais decisiva do que qualquer outro sobre a configuração da vida humana."
DIFERENCIAÇÃO SEXUAL
a atividade auto-erótica das zonas erógenas, antes disso, é idêntica em ambos os sexos.
a libido é substancialmente de natureza masculina, sendo expressa desta forma tanto no homem como na mulher.
MASCULINO
FEMININO
SENTIDO sociológico
atividade e passividade
SENTIDO biológicos
ATIVIDADE &
&
PASSIVIDADE
SENTIDO BIOLÓGICO
SENTIDO SOCIOLÓGICO
Se relaciona com a pulsão
Mesmo quando se goza da posição passiva—ao se fazer de objeto para um Outro trata-se de uma passividade ativamente produzida.

na mulher:
Nesse sentido, a feminilidade seria uma produção secundária da libido, resultado da reflexibilidade no percurso pulsional.
(POLI; 2007)
*
Segundo Freud (Vol. VII),
masculino e feminino caracterizam-se pela presença de espermatozóides ou óvulos, respectivamente, e pelas funções decorrentes deles.
desenvolvimento muscular mais vigoroso, agressividade, maior intensidade da libido costumam ser vinculados à masculinidade,
mas existem espécies que a fêmea é que ocupa este papel.
Segundo Freud (Vol. VII),
extrai o seu conteúdo da observação dos indivíduos masculinos e femininos existentes na realidade.
Frente a isso, de acordo com a teoria lacaniana trazida por Vanessa da Gama (mestre em Teoria Psicanalítica/ UFRJ),
a distinção anatômica entre os sexos tem conseqüências psíquicas, mas não se nasce psiquicamente homem ou mulher.
assim sendo, para se constituir enquanto homem ou mulher é imprescindível que o sujeito simbolize a diferença sexual.
...
De acordo com a releitura de Freud por Lacan, até determinado momento do desenvolvimento psicossexual,
Assim, no Seminário 4, Lacan(1995) postula que “não existe, portanto, realização do
macho
ou
fêmea
, existe aquele que é provido do atributo fálico e aquele que é desprovido, e ser desprovido dele é considerado como equivalente a ser castrado”.
as crianças não se distinguem a partir do reconhecimento de um sexo feminino ou masculino, mas sim através da presença ou ausência do falo.
(COMPLEXO DE ÉDIPO)
A Pele que Habito, obra do renomado diretor Pedro Almodóvar, consiste, inicialmente, na história de um conceituado cirurgião plástico que vive com a filha, Norma. Ela possui alguns problemas psicológicos, então permanece sobre acompanhamento psiquiátrico. Sua mãe, a mulher de Robert, teve o corpo inteiramente queimado após um acidente de carro, e suicidara-se ao ver sua imagem refletida na janela de seu quarto. O médico de Norma, após seis anos de terapia psiquiátrica, incentiva a socialização da garota, fazendo com que pai e filha vão juntos a um casamento, onde Norma conhece Vicente. Após flertarem, ambos de dirigem ao jardim da mansão, e, depois de um surto frente a excitação de Vicente (por permanecer em tratamento por seis anos, Norma permanecia infantilizada), a menina é abandonada desacordada. A situação causa um grande trauma na garota, que passa a acreditar que seu pai a violentou (já que foi a primeira pessoa que a garota viu quando acordou). Norma também se suicida e Robert, então, busca vingança. Assim, sequestra Vicente, no intuito de testar uma pele artificial extremamente resistente e transformá-lo, compulsoriamente, em uma mulher de feições idênticas à sua falecida esposa.
Percebe-se que Vicente não assume (ou assume apenas de maneira estratégica) um posicionamento estereotipado feminino.
*
A partir da análise do filme, é possível identificar que, de fato, existe uma disparidade entre a dimensão psíquica e mental de Vicente, o que corrobora a concepção sociológica e psicanalista que propõe a distinção destes vieses.
A questão interno/externo fica evidenciada no personagem Vicente, que, de acordo com Alexander Vianna (Mestre e Doutor em História Social), "aprendeu a se refugiar em seu interior para não ser, de fato, tocado/penetrado por Robert."
O objetivo do termo é promover uma
contraposição a um determinismo biológico perante as relações entre os sexos.
É um conceito
construído socialmente
, que busca apreender as relações estabelecidas entre homens e mulheres, os
papéis que cada um assume na sociedade e as relações de poder estabelecidas entre eles.
Em relação à Orientação Sexual, Vicente, aparentemente, não altera a sua escolha de objeto, já que os momentos de afeto com Robert não passavam de uma simulação.
Durante os anos 80, no século XX, as feministas americanas e inglesas, criam o termo gênero para que este abarque a
compreensão da situação de desigualdade e discriminação onde se encontravam as mulheres.
JESUS, Jaqueline de. Orientações sobre identidade de gênero: conceitos e termos. Goiânia: Ser-Tão, 2012b. Disponível em: http://www.sertao.ufg.br/uploads/16/original_ORIENTA%C3%87%C3%95ES_SOBRE_IDENTIDADE_DE_G%C3%8ANERO__CONCEITOS_E_TERMOS_-_2%C2%AA_Edi%C3%A7%C3%A3o.pdf?1355331649. Acesso em: 10 jun. 2013.
GAMA, Vanessa da. Das fórmulas da sexuação ao empuxo-à-Mulher. Disponível em: <http://www.isepol.com/asephallus/numero_06/artigo_05.htm>. Acesso em: 10 jun. 2013.
Acredita-se hoje que o sexo anatômico é uma
categoria biológica importante
porém,
insuficiente enquanto base para explicação dos papéis sociais atribuídos aos sujeitos
O questionamento da
necessidade de se diferenciar e classificar os sexos
, promove um repensar sobre quão sexista se torna tal fazer, ou seja, isso
promove a reprodução e manutenção de preconceitos.
Estereótipos
marcantes na vida dos sujeitos.
Para as mulheres, o comportamento passivo, acalentador, emocional e frágil; para o homem, a necessidade de serem racionais, dinâmicos, ativos, provedores e fortes.
VIANNA, Alexander. “A pele que habito” e a dupla subversão de gênero. Disponível em: <http://espacoacademico.wordpress.com/2013/03/27/a-pele-que-habito-e-a-dupla-subversao-de-genero/>. Acesso em: 10 jun. 2013.
COSTA, L. C. da; GÊNERO: Uma Questão Feminina?. Gênero. Núcleo de Pesquisa em Desigualdade e Exclusão no Espaço Local. Universidade Estadual de Ponta Grossa. Ponta Grossa, Paraná. Disponível em <http://www.uepg.br/nupes/genero.htm>. Acesso em: 8 de jun. 2013.
CARLOTO, Cássia Maria. O conceito de gênero e sua importância para a análise das relações sociais. Serviço Social em Revista: Departamento de Serviço Social da Universidade Estadual de Londrina., Londrina, v. 3, n. 2, p.201-213, Não é um mês valido! 2001. Semestre. Disponível em: <http://www.uel.br/revistas/ssrevista/n2v3.pdf>. Acesso em: 6 jun. 2013.
LACAN, Jacques. (1972-73) O Seminário: Livro 20 - Mais Ainda. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1985.
LACAN, Jacques (1956) O Seminário, Livro 4: A relação de objeto. Rio de Janeiro, Jorge Zahar Editor, 1995.
Para o gênero, essas características
não podem ser vistas de forma isolada
, é preciso compreender o
marcador histórico, a cultura, a política
, pois se considera que estas são
construções sociais, muitas vezes arbitrárias
.
Quando o homem atribuía um sexo a todas as coisas, não via nisso um jogo, mas acreditava ampliar seu entendimento: - só muito mais tarde descobriu, e nem mesmo inteiramente ainda hoje, a enormidade desse erro [...] Um dia, tudo isso não terá nem mais nem menos valor do que possui hoje a crença no sexo masculino ou feminino do Sol.
(Friedrich Nietzsche; 2008)
Ambas as bases teóricas permitem a compreensão da sexualidade do sujeito como um posicionamento social, anatômico e subjetivo, mesmo que seu foco central de estudo seja diferenciado.
Foco central de interseção dos conceitos
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