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1 - FACTOS HISTÓRICOS PRECURSORES DA TERAPIA OCUPACIONAL - 2018/2019

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Maria Dulce Gomes

on 26 September 2018

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FACTOS HISTÓRICOS PERCURSORES DA TERAPIA OCUPACIONAL
Os povos primitivos...
... encontravam no pensamento mágico e religioso as explicações necessárias para entender os fenômenos, entre eles a doença.
A medicina da China e da Índia entendia saúde como um estado de equilíbrio, que poderia ser quebrado por influência dos astros, do clima, dos insetos e de outros animais
A cultura grega clássica...
... contribui para descortinar novos horizontes no processo saúde-doença, introduzindo a explicação racional.
Na Grécia antiga consideravam que a observação empírica, como a importância do ambiente, a sazonalidade, o trabalho e a posição social contribuíam para o aparecimento de doença.
Emerge de então a conceção de que não havia doenças, mas doentes
O pai da medicina
A medicina iluminada pelo espírito científico surge com Hipócrates de Cós (460 a.C.), que tenta explicar os estados de saúde e doença e que via o homem como uma unidade organizada, entendendo a doença como a desorganização desta unidade
Introdução
Compreender a história da terapia ocupacional remete-nos para a compreensão da evolução do conceito de saúde/doença ao longo dos tempos e do próprio conceito de ocupação. A evolução destes conceitos refletem o período histórico correspondente
A ocupação começa a ser entendida como um imperativo biológico, evidente na história evolutiva do ser humano, e em que as necessidades de sobrevivência são cumpridas através da ocupação. Assim, a prescrição da ocupação baseava-se no princípio do restabelecimento do equilíbrio do homem através da imposição de rotinas, regras e contextos, essenciais à sua sobrevivência.
É neste contexto filosófico que surgem os primeiros indícios do uso de ocupações como uma modalidade terapêutica.
Cem anos antes do nascimento de Cristo, o médico grego Asclepíades de Bitínia (124 a.C. ou 129 a.C. – 40 a.C.) prescrevia o tratamento dos pacientes com doença mental através do uso de banhos terapêuticos, massagens, exercícios e música.

Mais tarde, o romano Celsus
(25 a.C. — 50 d.C.) prescrevia música, viagens, conversação e exercícios para seus pacientes.
Estes princípios foram revisitados posteriormente por Cláudio Galeno (129-199), que via a causa da doença como endógena, ou seja, estaria dentro do próprio homem, na sua constituição física ou nos seus hábitos de vida, cuja alteração conduzia ao desequilíbrio
Na Idade Média (ou época medieval), período da história da Europa entre os séculos V e XV, a doença era atribuída ao pecado, sendo o corpo o locus dos defeitos e pecados, e a alma o dos valores supremos como a espiritualidade e racionalidade.
O conceito de tratamento humano de pessoas consideradas insanas era raro, se não inexistente.
A época da Idade Moderna (do séc. XV ao séc. XVIII) destaca-se por ser uma época de grandes revoluções sociais, económicas, políticas e religiosas na Europa constituindo um período de transição por excelência e dando origem a uma reformulação na estrutura social
Um dos pensadores mais importantes e influentes da História do Pensamento Ocidental, no contexto do período da Idade Moderna ocidental foi Descartes (1596-1650).
Ele postulou a separação total da mente e corpo, sendo o estudo da mente atribuído à religião e à filosofia, e o estudo do corpo, visto então como uma máquina, era objeto de estudo da medicina

Neste contexto revolucionário surge Philippe Pinel , médico francês considerado por muitos o pai da psiquiatria, em conjunto com o teórico Johann Christian Reil (1759-1813) que foi o primeiro médico a tentar descrever e classificar algumas perturbações mentais.

Philippe Pinel (1745-1826)
O seu trabalho notabilizou-se por ter considerado que os seres humanos que sofriam de perturbações mentais eram doentes
tentou transformar a atitude brutal e repressiva numa atitude compreensiva que ele denominou
tratamento moral
,
inspirado na filosofia humanista.
em vez da utilização de correntes e aprisionamento, ele instituiu o trabalho árduo e as atividades de lazer.
O tratamento moral
assenta na premissa de que
a participação nas diversas atividades e eventos da vida diária influencia a satisfação e a funcionalidade das pessoas e que estas ficam mentalmente doentes porque sucumbem às pressões do meio exterior, adotando hábitos de vida não saudáveis ou deficientes,
dissociando-se do curso normal da vida e,
neste sentido, a sociedade tem por obrigação ajudar os doentes mentais
a recuperar um
padrão de vida satisfatório
Estas ideias alcançam os Estados Unidos da América nos finais do séc. XVIII e o conceito de que o envolvimento em ocupações podia ser terapêutico tem as suas raízes no tratamento moral.
Para os terapeutas ocupacionais, o tratamento moral representa o pré-paradigma, ou seja, o conjunto de ideias que precedem e eventualmente conduzem a um paradigma
Em meados do séc. XIX diversos fatores conduzem ao declínio do tratamento moral.
Na europa, a industrialização conduz a um aumento da população, tornando os asilos insuficientes para acomodar tanta gente.
Nos EUA, a imigração produz igualmente um acréscimo considerável da população, produzindo o mesmo efeito.

Os utentes passam a ser entregues aos cuidados de famílias ou instituições de acolhimento, num modelo de custódia
A industrialização
começou a gerar outro tipo de doenças e incapacidades.
No séc.XIX no Reino Unido,
foram instituídas políticas de Saúde Pública
para controlar o avanço das doenças infeciosas, nomeadamente a tuberculose,
e medidas para apoio a deficientes
gerados pelo trabalho com máquinas.
Paralelamente, assiste-se ao interesse e desenvolvimento pela ciência e,
em particular, pela medicina,
começando-se a dotar os hospitais de maior capacidade clínica
e com melhores condições
de prestação de cuidados
No início do Séc. XX assiste-se ao surgimento da terapia ocupacional no Reino Unido, através da prescrição de atividades graduadas para doentes com tuberculose em regime de internamento prolongado.

Ao mesmo tempo, nos EUA, os médicos revelam um acentuado interesse nos cuidados clínicos a prestar a doentes com internamentos prolongados, promovendo a reforma do sistema de saúde mental.

Mas o grande impulso da profissão intervindo na saúde física é dado pela 1º guerra mundial (1914 -1918).
Devido à guerra, verifica-se uma escassez da mão-de-obra de homens jovens, pelo que se tornava urgente a sua reabilitação e aptidão para o trabalho.
Assim, a necessidade de terapeutas ocupacionais na reabilitação física aumentou consideravelmente, tendo este facto tido impacto tanto na Europa como nos EUA.

Estava aberto o caminho para a
Terapia Ocupacional
como profissão.

IATROLOGIA

Ciência ou estudo do tratamento das doenças
a doença foi vista, pelos primitivos, como resultado de alguma
coisa misteriosa, introduzida no corpo da vítima, ou como decorrência de atos mágicos
realizados por deuses ou por feiticeiros.
A Hipocrates se deve a primeira tentativa no sentido de eliminar causas
sobrenaturais, atribuindo às doenças uma causa natural
EPISTEMOLOGIA
1. (sentido lato) gnosiologia ou teoria do conhecimento
2. (sentido estrito) estudo crítico dos princípios, hipóteses e resultados das diversas ciências, com o fim de lhes determinar a origem lógica, o valor e o objetivo
Fenomenologia
FILOSOFIA estudo ontológico dos fenómenos, destinado a determinar as suas estruturas, a sua génese e a sua essência
movimento filosófico segundo o qual, assim que algo se revela frente à consciência humana, o Homem inicialmente o observa e o percebe em completa conformidade com sua forma, do ponto de vista da sua capacidade perceptiva.
Na conclusão deste processo, a matéria externa é inserida em seu campo consciencial, convertendo-se, assim, em um fenômeno.
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