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Gêneros Textuais

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FH Lima

on 14 October 2012

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Transcript of Gêneros Textuais

Adriano de Almeida
Fernando Henrique Lima
Marcos Alberto Barros
Maria Clara Mathias
Maria Eduarda Peixoto Gêneros Textuais Os Gêneros de Discurso, em Bakhtin. Quando falamos em gêneros textuais, ou na análise de gêneros, é inevitável mencionarmos Mikhail Bakhtin, pois dele derivam muitas contribuições no campo, principalmente no capítulo “Os gêneros do discurso”, no Estética da Criação Verbal (2006a). Como assinala Ramires (2006), o eixo central de suas discussões se baseia na consideração de que “a linguagem se situa no interior das relações sociais mantidas pelos indivíduos” (p. 43). Para o entendimento da concepção de linguagem, Bakhtin contrapõe-se a duas tendências que marcaram época: o subjetivismo idealista e o objetivismo abstrato. Subjetivismo abstrato: “interessa-se pelo ato de fala, de criação individual, como fundamento da língua (no sentido de toda atividade de linguagem sem exceção). O psiquismo individual constitui a fonte da língua. [...] Esclarecer o fenômeno linguístico significa reduzi-lo a um ato significativo (por vezes mesmo racional) de criação individual.” (BAKHTIN, 2006b, p. 74). Neste caso, a língua constitui um fluxo de fala ininterrupto. Objetivismo Abstrato: A língua é “o produto de uma criação coletiva, um fenômeno social e, portanto, como toda instituição social, normativa pra cada indivíduo.” (BAKHTIN, id., p. 81). Essa visão é a visão sistêmica de língua, em que o sistema linguístico seria imutável, num determinado momento histórico. Bakhtin rejeita a primeira tendência, pois coloca a produção do discurso como pertencente à criação artística de um indivíduo; rejeita a segunda, na consideração de que esta situa a língua como um fenômeno social, mas imutável, enquanto a fala seria de natureza individual. É somente a partir da noção de diálogo (tanto como interação verbal entre os participantes do evento discursivo quanto como intertextualidade no interior do discurso) que se pode pensar a questão dos gêneros. É a enunciação que é tida como o ato de fala, a produção do discurso. Na interação verbal, o centro organizador de qualquer enunciação se encontra não no texto em si, mas está organizado no meio social, como forma responsiva para o diálogo. Bakhtin vai trabalhar a questão
dos gêneros em torno do enunciado. Este apresenta
um conteúdo, um estilo e uma
construção composicional. “Evidentemente, cada enunciado particular é individual, mas cada campo de utilização da língua elabora seus tipos relativamente estáveis de enunciados, os quais denominamos gêneros do discurso.” (BAKHTIN, 2006a, p. 262). Heterogeneidade dos gêneros do discurso (orais e escritos): as réplicas do diálogo cotidiano o relato do dia a dia, a carta, o comando militar lacônico padronizado, a ordem desdobrada e detalhada, o repertório bastante vário (padronizado na maioria dos casos) dos documentos oficiais e o diversificado universo das manifestações publicísticas; as variadas formas das manifestações científicas e todos os gêneros literários (do provérbio ao romance de muitos volumes). [id., ibid.] Gêneros discursivos primários (simples):
de conversação
mais imediata. Gêneros discursivos secundários (complexos):
romances, dramas,
pesquisas científicas. O ESTILO O estilo está ligado ao enunciado e às formas típicas dos enunciados (os gêneros do discurso). Todo enunciado é individual, mas nem todos os gêneros são reflexo de uma individualidade (estilo individual). Mas os diversos gêneros do discurso podem revelar enunciados que se encontram em relações de reciprocidade com a língua nacional. (A língua nacional se materializa na forma individual). [BAKHTIN, 2006a, p. 266] Em Bakhtin: “As mudanças históricas dos estilos de
linguagem estão indissoluvelmente ligadas às mudanças de gêneros do discurso. A linguagem literária é um sistema dinâmico e complexo de estilos de linguagem; o peso específico
desses estilos e sua inter-relação no
sistema da linguagem literária estão
em mudança permanente.”
(2006a, p. 267) “Onde há estilo, há gênero.” (2006a, p. 268) “A própria escolha de uma determinada forma
gramatical pelo falante é um ato estilístico.” (2006a, p. 269). Na concepção de Bakhtin, podemos ver que o enunciado pode ser tido “como unidade real da comunicação discursiva” (2006a, p. 269). Toda consideração que se fizer do gênero como uma forma situada de um determinado enunciado se dará no caráter responsivo do processo enunciativo. Assim, em Bakhtin (2006a), vemos que Ademais, todo falante é por si mesmo um respondente em maior ou menor grau: porque ele não é o primeiro falante o primeiro a ter violado o eterno silêncio do universo, e pressupõe não só a existência do sistema da língua que usa mas também de alguns enunciados antecedentes – dos seus e alheios – com os quais o seu enunciado entra nessas ou naquelas relações (baseia-se neles, polemiza com eles, simplesmente os pressupõe já conhecidos do ouvinte). Cada enunciado é um elo na corrente complexamente organizada de outros enunciados. (p. 272) A responsividade é princípio e fim absoluto do enunciado. (cf. Bakhtin,
2006a, p. 275) Quando usamos um determinado tipo de oração, não o usamos apenas como um dado gramatical, mas numa relação de interação verbal, nós usamos a língua não como sistema fechado, mas como enunciado plenamente acabado. A oração é comensurável; o enunciado, não! (cf. 2006a, pp. 286-287). Segundo o que aponta Sobral (in: BRAIT (org.), a principal característica do gênero é a permanência no fluxo da mudança ou a mutabilidade no âmbito da estabilidade
(p. 175). São as mudanças na valoração (que
“pressupõe não só um sujeito que avalia,
mas relações sócio-históricas entre sujeitos
que avaliam”) que produzem as mudanças nos
textos do ponto de vista do sentido. (p. 175) Bazerman SWALES Halliday. Fontes do modelo de Swales O contexto de aplicação da pesquisa de Swales.
Swales se vale de quatro perspectivas teóricas de gênero textual para balizar seu modelo (HEMAIS & BIASI-RODRIGUES, 2005, p. 111): estudos de folclore, estudos literários, linguística e estudos de retórica. A noção de gênero textual desenvolvida por Swales “Um gênero compreende uma classe de eventos comunicativos, cujos exemplares compartilham os mesmos propósitos comunicativos. Esses propósitos são reconhecidos pelos membros mais experientes da comunidade discursiva original e constituem a razão do gênero. [...] O propósito comunicativo é o critério que é privilegiado e que faz com que o escopo do gênero se mantenha enfocado estreitamente em determinada ação retórica compatível com o gênero. [...] Os gêneros têm nomes herdados e produzidos pelas comunidades discursivas […]” (SWALES, 1990, p. 58) O conceito de comunidade discursiva - Para Swales, as características que constituem a comunidade discursiva são: (a) objetivos públicos em comum; (b) mecanismos de comunicação entre participantes da comunidade discursiva; (c) contínua troca de informações; (d) desenvolvimento de conjuntos de gêneros; e (e) léxico que cada comunidade discursiva desenvolve e utiliza. Dessa forma, “a comunidade discursiva possui princípios e práticas que têm uma base linguística, retórica, metodológica e ética” (HEMAIS & BIASI-RODRIGUES, 2005, p. 117). - Revisão do conceito de comunidade discursiva – “comunidade discursiva de lugar”: um grupo de pessoas que regularmente trabalham juntas e que têm uma noção estável, embora em evolução, dos objetivos propostos pelo seu grupo. Essa comunidade desenvolve uma gama de gêneros para orientar e monitorar os objetivos e as propostas do grupo. Revisão do conceito de propósito comunicativo - Askehave & Swales (2001) entendem que o propósito comunicativo é menos visível do que a forma, e portanto dificilmente servirá como critério básico para a conceituação de um gênero (HEMAIS & BIASI-RODRIGUES, 2005, p. 118).
- Dois procedimentos possíveis para a identificação de gêneros: um procedimento textual/linguístico e um procedimento contextual. • O modelo CARS
(create a research space) - O modelo de movimentos e passos desenvolvido por Swales constitui um conhecimento teórico sobre gênero e sobre uma área disciplinar por meio de uma análise que se estende desde a forma e o conteúdo do texto até as práticas da comunidade discursiva. Escola Norte Americana
na perspectiva dos estudos sobre gêneros textuais
GÊNEROS E PROPÓSITOS SOCIAIS Charles Bazerman John Searle 1911 - 1960 John L. Austin No campo linguístico, o autor inspira-se principalmente nas teorias dos atos de fala: Charles Bazerman 1864 - 1920 Charles Bazerman Ouso eu apontar uma forte influência da teoria da Ação Social – sociologia compreensiva de Max Weber A partir de análises de textos sobre patentes, apresenta uma visão sobre sistemas de gêneros:

Como estratégia discursiva, por agir por dentro de sistemas sociais altamente articulados, num prisma da intencionalidade da ação e da compreensão da realização dos efeitos esperados, no interior de campos discursivos estruturados, as pessoas criam/forjam instâncias individuais de significação e valoração. Charles Bazerman A tese principal do autor:

Com objetivo de avançar sobre seus interesses pessoais, os indivíduos, no interior de complexos sistemas sociais, moldam suas significações, atribuem valores e antecipam efeitos de suas interações verbais ao mobilizarem diferentes gêneros. Charles Bazerman
categorias de reconhecimento psicossocial e categorias de enunciados.

Carolyn Miller:
São ações retóricas tipificadas, baseada numa ação retórica recorrente, o modo como alguém realiza uma ação e responde a ela, mais concentrada na produção Para Bazerman, gêneros são A ação é toda conduta humana (ato, omissão, permissão) dotada de um significado subjetivo dado por quem a executa e que orienta a ação.


E quando tal ação orientada tem em vista a ação do outro esta é definida como ação social. AÇÃO SOCIAL EM MAX WEBER portanto, a ciência “que pretende entender, interpretando-a, a ação social para, dessa maneira, explicá-la causalmente em seu desenvolvimento e efeitos”, observando suas regularidades as quais se expressam na forma de usos, costumes ou situações de interesse. (WEBER apud BARBOSA & QUINTANEIRO, 2003, p. 114) A sociologia compreensiva de Max Weber é, A explicação sociológica busca compreender e interpretar o sentido da ação, o desenvolvimento e os efeitos da conduta de um ou mais indivíduos referida a outro ou a outros. O sentido da ação está em sua racionalidade, na intencionalidade empregada na conduta mediante o entendimento antecipado de seus efeitos no/pelo o outro agente da ação. AÇÃO COMPREENSÍVEL É AÇÃO COM SENTIDO. Compreensão - termo chave para a teoria weberiana da ação social A explicação sociológica busca compreender e interpretar o sentido da ação, o desenvolvimento e os efeitos da conduta de um ou mais indivíduos referida a outro ou a outros. O sentido da ação está em sua racionalidade, na intencionalidade empregada na conduta mediante o entendimento antecipado de seus efeitos no/pelo o outro agente da ação. AÇÃO COMPREENSÍVEL É AÇÃO COM SENTIDO. A vontade de poder é que torna a realidade social, política e econômica compreensível. Metodologicamente,
O autor dá atenção ao desenvolvimento de tipos simples de textos, atentando para o uso recorrente em situações semelhantes, como forma de se reconhecerem instâncias de atos sociais.

Leva em consideração os comportamentos dos indivíduos em contextos institucionais de fala

“Gêneros [...] são frames para a ação social. [...] São os lugares onde o sentido é construído.” (BAZERMAN, 2006, p. 23). Charles Bazerman Os textos simples exercem forte influência na formação dos gêneros, na medida em que se constituem em AÇÕES DE LINGUAGEM ENTRE DUAS PARTES EM RELACIONAMENTOS E CIRCUNSTÂNCIAS ESPECÍFICOS. [...] “os gêneros, da forma como são percebidos e usados pelos indivíduos, tornam-se parte de suas relações sociais padronizadas, de sua paisagem comunicativa e de sua organização cognitiva”. (idem, ibdem, 28).
[...] “ao dispor espaços definidos sócio-historicamente, nos quais devemos falar de modo reconhecível e apropriado, os gêneros apresentam ambientes ou habitats que nós percebemos e nos quais agimos”. Influência das teorias estruturacionistas [...] “o gênero, nos estudos literários, está mais relacionado às questões de forma textual ou dos efeitos sobre um leitor ideal do que sobre as relações sociais”. (BAZERMAN, 2006, p. 25).
A teoria literária recente, percebendo a indeterminação das formas literárias, o novo nos textos individuais e a idiossincrasia da resposta do leitor, questiona as definições formais ou textuais de gênero [...] e considera fantasiosa a identificação de qualquer texto como essencialmente pertencente a um ou outro gênero”. [...] não só os gêneros mudam, mas aquilo que é considerado como um exemplo de um gênero é historicamente determinado. (idem, ibdem, 26). Reflexão crítica sobre a relação gênero e ensino: [...] “o gênero é uma ferramenta para descobrir os recursos que os alunos trazem consigo, ou seja, os gêneros que trazem de sua formação e de sua experiência na sociedade


[...] nossa escolha estratégica de gênero para trazer para sala de aula pode ajudar a introduzir os alunos em novos territórios discursivos, um pouco mais além dos limites de seu habitat linguístico atual”. (BAZERMAN, 2006, p.31). Depoimentos sobre experiências com ensino de gênero em sala de aula: a vida do gênero, a vida na sala de aula
[...] “Há muitos anos, dando aulas numa terceira série de uma escola da periferia, percebi que crianças, já colocadas à margem pelo próprio sistema educacional, eram capazes de criar roteiros baseados nos desenhos animados populares daquela época”. (BAZERMAN, 2006, p. 32)
[...] “Mais recentemente, descobri que alunos de um curso de administração numa faculdade urbana [...] reanimaram-se com discussões e trabalhos maravilhosos quando juntamos uma análise socioestrutural da mobilidade social e econômica com suas sagas individuais e familiares”. (BAZERMAN, 2006, p. 32)
[...] entre membros de um grupo de estudantes de engenharia igualmente ambiciosos e academicamente mais avançados [...] A composição de gênero apropriada para essa turma foi encontrada em um trabalho acadêmico que casou as histórias de ambição de suas próprias vidas com descrições sobre o progresso tecnológico”. (BAZERMAN, 2006, p. 32)
[...] “se quisermos que nossos alunos aprendam a escrever, nós precisamos identificar os tipos de produção escrita com os quais eles vão querer trabalhar com afinco e os tipos de problemas de escrita que eles vão querer solucionar”. (BAZERMAN, 2006, p. 33) [...] “se provermos os alunos com algum vocabulário analítico para que reflitam sobre o modo como o gênero se relaciona com a dinâmica das situações, eles serão capazes de observar e pensar sobre novas situações com alguma sofisticação e propriedade estratégica”. (BAZERMAN, 2006, Pp. 33 e 34)

[...] “Uma vez que os alunos se sintam parte da vida de um gênero, qualquer um que atraia a sua atenção, o trabalho duro e detalhado de escrever se torna irresistivelmente real” [...] (BAZERMAN, 2006, p. 34) BAZERMAN, Charles. A Vida do Gênero, a Vida na Sala de Aula. In: Gênero, Agência e Escrita. HOFFNAGEL Judith Chambliss & DIONÍSIO, Ângela Paiva (Organizadoras). São Paulo, SP: Cortez, 2006.

QUINTANEIRO, Tânia QUINTANEIRO, Tânia; BARBOSA, Maria Lígia de Oliveira; OLIVEIRA, Márcia Gardênia Monteiro (orgs). 2ª edição, 1ª reimpressão, Belo Horizonte, MG: Editora da Universidade Federal de Minas Gerais, 2003, Pp. 107 a 149.

RAMIRES, Vicentina. Panorama dos Estudos sobre Gêneros Textuais In Investigações -Linguística e Teoria Literária (vol 18, nº 2, julho 2005). Recife, PE: Editora Universitária da UFPE, 2006 (Pp. 39-67). Referências Bibliográficas PERSPECTIVA SOCIOSSEMIÓTICA DE GÊNERO TEXTUAL

LINGUÍSTICA SISTÊMICO-FUNCIONAL Definição de linguagem/língua
A linguagem como sistema semiótico se desenvolve apenas por meio de sua conexão com o exercício da vivência, com a vida. (Hasan, 1995, p. 186).

The system of available options is the ‘grammar’ of the language, and the speaker, or writer, selects within this system: not in vacuo, but in the context of speech situations. (Halliday, 1970: 142) “integram-se no processo de significação, de organização e construção da experiência humana.”
(Heberle, 2000, p. 297). Texto e contexto

Interpreted in the context of culture, it [the meaning potential] is the entire semantic system of the language. (…) Interpreted in the context of situation, it is the particular semantic system, or set of subsystems, which is associated with a particular type of situation or social context. (HALLIDAY, 1978, p. 109) Ocasião de uso da linguagem
(Cloran, Butte e Williams, 1996, p.9) Contexto de situação E os Gêneros? R. Hasan EPG (Estrutura Potencial de Gênero) e
CC (Configuração Contextual) A EPG é como um esboço ou plano que é capaz de especificar ‘que elementos devem/podem ocorrer em cada e toda instância de um discurso particular; e como esses vários momentos se relacionam. (Hasan, 1989, p. 56) Cada discurso particular pode ser visto como uma instância de algum gênero, o potencial de estruturas genéricas possíveis para aquele gênero como tal, de forma que toda e qualquer instância daquele gênero apresentaria uma atualização dessa EPG. (Hasan, 1994, p. 143) Elementos (estágios):

a) obrigatórios
b) opcionais
c) iterativos (ou recursivos);

1) obrigatória
2) provável. J. R. Martin A cultura é um sistema de gêneros (Martin, 1992, p. 494)

Genre is schematically structured, staged, goal-oriented activity. (Martin, 1992, p. 505).

Genre represents the system of staged goal-oriented social process through which social subjects in a given culture live their lives. (Martin, 1997, p. 13).

O registro é o elemento que medeia a instanciação do gênero. (Eggins, 1994, p. 33)
O registro como ponto de partida para a análise?
ou
O registro como instanciador do gênero? Gênero e Registro (As diferenças entre R. Hasan e Martin) Cinco razões para estabelecer o gênero como ponto de partida (Martin, 1992, p. 505-506) 1. Se partirmos de um nível que não se organiza com base nas metafunções, é possível fazer análises que abarquem vários tipos de significados e que não associem o gênero a uma função de linguagem específica; 2. Ao partirmos do gênero como definidor do registro, torna-a possível explicar por que nem todas as combinações entre campo, relações e
modo ocorrem; 3. Ao tomarmos
o gênero como
definidor do registro,
torna-se mais prático
analisar as mudanças ocorridas nos estágios de
um gênero; 4. Ao distinguirmos gênero e registro, tomando-os como dois planos diferentes, podemos dar conta mais efetivamente das diferentes formas de desenvolvimento que um texto pode apresentar, pela realização de elementos tanto do contexto de cultura quanto do contexto de situação no qual foi produzido; 5. Ao observarmos um texto a partir do contexto de cultura, estamos complementando os significados que podem ser alcançados na análise do registro. Gênero e registro devem ser analisados conjuntamente. A perspectiva sociorretórica dos gêneros textuais proposta por John M. Swales O ESTUDO DOS GÊNEROS ESCOLAS
1)Norte-americana
2)Australiana (ou de Sidney)
3)Genebra
4)Bakhtin Pontos em comum: a primazia do social na compreensão dos gêneros e no papel do contexto (Freedman & Medway 1994:10) Rompimento com as abordagens tradicionais sobre língua/linguagem e com as abordagens estruturalistas. Marcuschi salienta a natureza maleável, dinâmica e plástica dos gêneros: “Eles surgem, situam-se e integram-se funcionalmente nas culturas em que se desenvolvem”. PROBLEMA PARA OS ESTUDIOSOS “A perspectiva dos estudos de gêneros textuais não objetiva classificar textos, uma vez que a funcionalidade desses estudos está na análise da funcionalidade sociocomunicativa e não nos traços formais ou propriedades linguísticas” (Ramires, p. 42) 1. O conceito de estrutura potencial do gênero de Ruqayia Hasan;
2. A perspectiva teleológica de Martin;
3. A noção de gênero textual na Linguística Crítica de Fowler;
4. A perspectiva discursivo-semiótica de Kress;
5. A perspectiva da Análise de Discurso Crítica;
6. A perspectiva sócio-retórica de Swales;
7. Gênero como ação em Miller e Bazerman;
8. A perspectiva dialógica de Bakhtin;
9. Gênero na análise pragmático-textual de Jean-Michel Adam;
10. A perspectiva sócio-interacionista de Bronckart;
11. Gênero do discurso como componente do arquivo em Dominique Maingueneau; DIVERSAS ABORDAGENS Compreender uma ação é captar e interpretar sua conexão de sentidos racionais subjetivamente orientados, não com objetivo de uma leitura psicológica (valores e afetos), mas do entendimento das condições sociais motivadoras e orientadoras dos atos, objeto das interações sociais. Uma vez que compreendemos a dinâmica dialógica constituidora dos sentidos e os fatores psicológico e sociais temos acesso a um conjunto de escolhas e possibilidades com os quais os enunciados devem dialogar para serem mais eficazes. Compreender uma ação é captar e interpretar sua conexão de sentidos racionais subjetivamente orientados, não com objetivo de uma leitura psicológica (valores e afetos), mas do entendimento das condições sociais motivadoras e orientadoras dos atos, objeto das interações sociais.
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