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AS REPRESENTAÇÕES SOCIAIS NO CAMPO DA EDUCAÇÃO

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LINETI FIRMO RODRIGUES

on 5 November 2014

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Transcript of AS REPRESENTAÇÕES SOCIAIS NO CAMPO DA EDUCAÇÃO

Pais falam da escola
Segundo pesquisas sobre representações (ZOBERMAN, 1972; PAILLARD e GILLY, 1972), dependendo de sua origem social, as famílias têm comportamentos diferenciados em relação à escola. Comparadas às famílias de meios sociais abastados, as famílias de meios socialmente desfavorecidos atribuíam, em média, mais importância às funções escolares tradicionais de instrução, do que às funções mais amplas de formação cognitiva e de formação sociorrelacional. (p.329)
Representações sociais, relações pedagógicas e aquisições
Apreensão do aluno pelo professor: protótipos de estudantes e ação pedagógica
Discursos sobre instituição e representação
"O fracasso escolar e as desigualdades sociais face à escola estão entre os temas que melhor revelam os aspectos centrais das representações que sustentam os diferentes discursos a seu respeito." (p.322)
A representação social é uma construção original que visa legitimar a realidade escolar e suas funções sociais efetivas. (p.323)
O discurso de agentes da instituição
a) A escola elementar (1.ª e 2.ª séries no Brasil) vista pelos inspetores de ensino
Interesse do estudo das representações sociais no campo educacional
O interesse "consiste no fato de que orienta a atenção para o papel de conjuntos organizados de significações sociais no processo educativo." "Oferece um novo caminho para a explicação de mecanismos pelos quais fatores propriamente sociais agem sobre o processo educativo e influenciam seus resultados" (DESCHAMPS, et al., 1982). (p.321)
AS REPRESENTAÇÕES SOCIAIS NO CAMPO DA EDUCAÇÃO - Michel Gilly
O discurso da escola sobre si mesma
A escola obrigatória é marcada por uma contradição entre o discurso ideológico igualitário e um funcionamento não-igualitário, pois há diferença de desempenho e escolas distintas para crianças do povo e para as mais abastadas. (p.323)
"A escola poderá ser declarada igualitária, oferecendo as mesmas chances para todos, explicando as desigualdades sociais de desempenho por meio de diferenças atribuídas às crianças: handicaps intelectuais, diferenças de dons e de aptidões." A construção representativa ratifica a representação do senso comum e assegura uma função conservadora que protege as práticas dos agentes da escola, colocando fora do aparelho escolar a explicação de seus problemas. (p.324)
"O sistema escolar se transforma quando pressionado por necessidades econômicas e sociais que fixam os critérios de seu rendimento." (p.326)


b) A escola e seu funcionamento do ponto de vista dos professores primários
Em relação ao comportamento dos alunos, na visão dos professores, há semelhanças entre quatro tipos, por eles descritos. Dois para bons alunos, que segundo os professores estão aptos para prosseguir nos estudos:
aluno ativo - sociável - inteligente (meio social favorecido);
aluno aplicado - disciplinado (meio social menos favorecido).

E dois para maus alunos, que segundo eles estão inaptos para seguir os estudos:
aluno passivo - introvertido -pouco dotado;
aluno que trabalha pouco - não se dedica às tarefas e é indisciplinado (WEISS, 1986). (p.333-334)

De acordo com uma pesquisa de Mollo (1986), professores do CM2 (4.ª série) entrevistados, não se deixam enganar pelo discurso igualitário oficial, sua experiência os convence da realidade seletiva. Os professores não podem aderir à ideia de diferenças não-hierárquicas entre crianças, que fundamenta o modelo oficial. Em relação a implantação de uma estrutura unificada de recepção, segundo eles sempre há fortes e fracos, com percursos escolares desiguais. (p.328)
"Somos remetidos a uma imagem do funcionamento da escola e da turma marcada pela corrente filosófica tradicional das pedagogias da essência (SUCHODOLSKI, 1960) e pela concepção, frequentemente a ela associada, de uma infância imperfeita a ser moldada à força, numa relação professor-aluno essencialmente assimétrica." (p.326-327)
A representação se organiza em torno desse modelo dominante, mas comporta também elementos de um modelo marcado "pela corrente filosófica das pedagogias da existência (SUCHODOLSKI, 1960) e pela influência contemporânea das ciências humanas e sociais". Nesse modelo o professor organiza, orienta, segue os ritmos de cada criança. (p.327)
"A relação entre as dimensões do
sistema de apreensão do aluno pelo professor, no interior da turma
, e os
elementos gerais de sua representação social da escola
" é evidente. O professor percebe cada aluno a partir de um modelo de apreensão caracterizado pelas duas principais dimensões verificadas, porque sua representação do sistema escolar privilegia o modelo dominante do rendimento, para atingir objetivos coletivos. A criança perde sua identidade e é vista numa relação de dependência hierárquica em relação ao professor. (p.333)
a) Sistema de apreensão e percepção do aluno singular
b) Sistemas de apreensão e protótipos de alunos
c) Meio social, apreensão do aluno pelo professor e relação pedagógica
"As diferenças sociais têm muitos efeitos sobre a maneira como o professor apreende e explica para si os problemas dos alunos."
"Considerando as condições de funcionamento e os objetivos do sistema escolar (sobre os quais o professor não tem controle), o risco é grande de que, apesar das tentativas compensatórias reais, seja o modelo dominante de rendimento, bem como do protótipo de aluno correspondente, que prevaleça mais frequentemente na orientação dos comportamentos diferenciais com os alunos." (p.335)
Tendências de pesquisa:

• Brossard (1981, 1982) - seus trabalhos "referem-se às significações atribuídas pelo aluno, às situações escolares e às atividades que são realizadas na escola." (p.335)

• Elbers (1986), Grossen (1986), Schubauer-Leoni (1986) - "estudam as representações das crianças em relação às situações de comunicação com o adulto - isto é, de seu papel, de suas expectativas a respeito do adulto, do sentido e de suas intervenções - determinam a maneira como elas mesmas concebem seu próprio papel e como se comportam do ponto de vista cognitivo." (p.336)

Representações sociais, significação das situações escolares e construção dos saberes
• Chevallard (1980), Conne (1981), Perret-Clemond (et al., 1981) - pesquisam sobre a "noção de representação social no que diz respeito aos próprios conteúdos dos conhecimentos a aprender."

• Doise e Mugny (1981), Mugny e Doise (1983), Girotto (1987), Gilly e Roux (1984,1988), Zhou (1987) - estudam "rótulo de marcação social, como a referência relativa à experiência da criança a normas e costumes que regem práticas sociais podem facilitar certas aprendizagens cognitivas". (p.336)
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