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Repensando o ensino do mapa: uma proposta de ensino

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Viviane Cracel

on 28 August 2015

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Transcript of Repensando o ensino do mapa: uma proposta de ensino

REVISITANDO OS MAPAS EM SALA DE AULA:
outras possibilidades metodológicas

Repensando o mapa: é preciso aprender a ler nas entrelinhas...
- “Vai-se à escola para aprender a ler, a escrever e a contar. Por que não para aprender a ler uma carta?" (LACOSTE, 1998, p. 58);

- Girardi (2000) corrobora com este pensamento ao dizer que aprendemos a ler criticamente um texto, desvendando suas ideologias, intenções e opções teórico-metodológicas, mas não aprendemos na escola a fazer algo semelhante com os mapas.

-
“silêncios” do mapa
(Harley 2005) - dentre eles o desaparecimento da vida presente no espaço, que o confere complexidade e heterogeneidade, ignorando a multiplicidade da realidade e a coexistência de distintas trajetórias, mostrando um mundo que parece sempre igual e homogêneo.
O mapa como linguagem e as diferentes vozes que o habitam....
Harley e Woodward (1987) consideram a cartografia como a linguagem de todas as civilizações, como um meio de intercâmbio cultural, uma forma de saber e poder com concepções ideológicas sobre o mundo. Harley (2009) considera os mapas a partir de três pontos de vista diferentes, que possibilitam perceber certos contornos ideológicos mais específicos:
Uma possibilidade de abordagem
Estrutura da Tese
Viviane Lousada Cracel
Orientador: Mauricio Compiani

- Concebemos o mapa de forma menos tecnicista, entendendo que são produções simbólicas de diferentes culturas e civilizações, o que “possibilita considerar como mapas figurações espaciais tanto de adultos como de crianças de uma mesma época e sociedade, como a de culturas e épocas diferentes” (KATUTA, 2005, p. 43). Considerando que cada sociedade teve (e tem) um jeito próprio de perceber e produzir imagens sobre o espaço, conforme destaca Harley (1991), compartilhamos com este autor a visão de que “mapas são representações gráficas que facilitam entendimentos espaciais de coisas, conceitos, condições, processos ou eventos no mundo humano” (p. 5).
os mapas são um forma de linguagem, que se traduz mais facilmente em prática histórica, o que permite falar em uma “literatura” dos mapas e de um discurso cartográfico que ele carrega, com carga apreciativa, avaliativa, persuasiva e retórica;
os mapas possuem uma carga simbólica, em que se reflete interesses políticos;
os mapas são uma forma de conhecimento e, portanto, de poder.
Bakhtin - enunciado
“Mapas representam a verdade das superfícies terrestres ou são criações humanas, úteis, porém imperfeitas? Você acha que os mapas atuais representam toda a complexidade do espaço geográfico? Justifique”.

“Eu acredito que os mapas representam a verdade das superfícies terrestres, porém, com o passar do tempo o mapa sofre alterações feitas pelos humanos, seja por novas construções, ou desmatamentos, que sofrem alterações geográficas no mapa. Por isso acredito que também são criações humanas, úteis, porém imperfeitas.
Creio que os mapas atuais não representam toda a complexidade do espaço geográfico, pois em apenas 1 mapa não é possível colocar todas as informações que queremos. Deixo claro que é possível mapear tudo o que quisermos, mas apenas em mapas diferentes, assim conseguimos dar 1 nome ao mapa, legendas específicas e ordem no mapa. Portanto não acho que os mapas atuais representam toda a complexidade do espaço geográfico”.
Referências bibliográficas
ARNHEIM, R. A percepção de mapas. In: Introdução e intelecto na arte. Tradução Jefferson Luiz Camargo. São Paulo: Martins Fontes, 1989. p. 205-213.
BAKHTIN, M. M. (VOLOCHINOV). Marxismo e Filosofia da Linguagem: problemas fundamentais do método sociológico da linguagem. 13a ed. São Paulo: Editora Hucitec, 2009. 203p.
CASTELLAR, S. M. V. Educação Geográfica: a psicogenética e o conhecimento escolar. Caderno Cedes. Campinas, v. 25, n. 66, p. 209-225, maio/ago. 2005.
CAVALCANTI, L. de S. Geografia, escola e construção de conhecimentos. 3a ed. Campinas: Papirus, 1998. 192p.
GIRARDI, G. Leitura de mitos em mapas: um caminho para repensar as relações entre Geografia e Cartografia. Geografares, Vitória, v. 1, 2000, p. 41-50. Disponível em < http://www.periodicos.ufes.br/geografares/article/download/1162/874 > Acesso em 02 de maio de 2013.
GIRARDI, G. Mapas desejantes: uma agenda para a Cartografia Geográfica. Pró-Posições, Campinas, v. 20, 2009, p. 147-157. Disponível em < http://www.scielo.br/pdf/pp/v20n3/v20n3a10.pdf > Acesso em 02 de maio de 2013.
HARLEY, J. B.; WOODWARD, D. The map and the development of the history of cartography. In: HARLEY, J. B. & WOODWARD, D. (eds). The history of cartography; cartography in prehistoric, ancient and medieval Europe and the Mediterranean. Chicago, London: The University of Chicago Press, 1987. (volume 1).
HARLEY, J. B. A nova história da cartografia. O Correio da Unesco, São Paulo, v. 19, n. 8. Agosto de 1991. p. 4-9.
HARLEY, J. B. La nueva naturaleza de los mapas: ensayos sobre la historia de la cartografia. Edição de Paul Laxton. México: Fondo de Cultura Econômica, 2005.
HARLEY, J. B. Mapas, saber e poder. Confins. Revista Franco-brasileira de Geografia, n. 5 (jan./jul. 2009). Disponível <http://confins.revues.org/index34html>. Acesso em 15 de janeiro de 2013.
JOLY, F. A Cartografia. 8a ed. Campinas: Editora Papirus, 2005. 136p.
KATUTA, A. M. A(s) natureza(s) da e na cartografia. In: SEEMANN, Jörg (org.). A aventura cartográfica: perspectivas, pesquisas e reflexões sobre a cartografia humana. Fortaleza: Expressão Gráfica e Editora, 2005, p. 39-59.
LACOSTE, Y. Geografia: isso serve, em primeiro lugar, para fazer a guerra. Campinas, SP: Papirus, 1988.
MARTINELLI, M. O ensino da Cartografia Temática. In: CASTELLAR, Sonia (org.). Educação Geográfica: teorias e práticas docentes. São Paulo: Contexto, 2007. p. 51-65.
MARTINELLI, M. Atlas geográficos para escolares: uma revisão metodológica. In: ALMEIDA, R. D. de. (org.). Novos rumos da cartografia escolar: currículo, linguagem e tecnologia. 1ª ed. São Paulo: Contexto, 2011, p. 57-69.
MASSEY, D. B. Pelo espaço: uma nova política da espacialidade. Tradução Hilda Pareto Maciel e Rogério Haesbaert. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2009.
OLIVEIRA, L. de. Estudo metodológico e cognitivo do mapa. In: ALMEIDA, R. D. de. (org.) Cartografia escolar. Editora Contexto, 2007. p. 15-41.
PASSINI, E. Y. A importância das representações gráficas no ensino de Geografia. In. SCHÄFFER, N. O. (Org.). Ensinar e aprender Geografia. Porto Alegre: AGB, 1998, p. 47-55.
SEEMANN, J. Entre usos e abusos nos mapas da internet. In: ALMEIDA, R. D. de. (org.) Novos rumos da cartografia escolar: currículo, linguagem e tecnologia. São Paulo: Contexto, 2011. p. 163-175.
SIMIELLI, M. E. Cartografia no ensino fundamental e médio. In: CARLOS, A. F. de A. A geografia na sala de aula. São Paulo: Contexto, 1999. p. 92-108.
SOUZA NETO, M. F. O mapa nosso de cada dia. In: Aula de Geografia e algumas crônicas. Campina Grande: Bagagem, 2008.
THROWER, N. J. W. Maps & civilization. 3ª ed. Chicago: The University of Chicago Press, 2007.
“Ali na mesa, o mapa pode ser apenas um pedaço de papel, mais nada, e no entanto significa um grandioso universo cheio de símbolos e legendas, maravilhosamente mudo enquanto fala para quem o olha. O mapa representa para nós o tempo inteiro e brinca com o nosso desconhecimento do planeta (...) O mapa é uma grande representação, esse é o seu papel, o resto é só impressão”.
Manoel Fernandes Souza Neto
Obrigada!
DEFESA DE TESE
Havia um Anhumas no meio do caminho: trajetória desviada
Percursos metodológicos: quando a professora e a pesquiadora se encontram na sala de aula
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