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E tudo era possível

Análise do poema de Ruy Belo
by

Alexandra Mendes

on 8 June 2013

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Transcript of E tudo era possível

E tudo era possível Ruy Belo Leitura do poema Estrofes Esquema rimático, Recursos estilísticos e
Versos Sílabas métricas Assunto Tema Sujeito Poético O poema fala sobre a inocência de ser criança, o poder de sonhar, na ingenuidade de acreditar que tudo é possível e em como a consciência e a responsabilidade nos tiram a inocência e a capacidade de sonhar. O sujeito poético deste poema é um adulto descontente com a perda da inocência da juventude e que apresenta desalento e saudades dos tempos de criança, em que era feliz, em que era mais fácil viver e em que tinha o poder de sonhar. Juventude Chegava o mês de Maio era tudo florido
O rolo das manhãs punha-se a circular
E era só ouvir o sonhador falar
Da vida como se ela houvesse acontecido Na minha juventude antes de ter saído
Da casa de meus pais disposto a viajar
Eu conhecia já o rebentar do mar
Das páginas dos livros que já tinha lido E tudo se passava numa outra vida
E havia para as coisas sempre uma saída
Quando foi isso? Eu próprio não o sei dizer Só sei que tinha o poder duma criança
Entre as coisas e mim havia vizinhança
E tudo era possível era só querer Duas quadras e dois tercetos - Soneto
No soneto, a "chave" do poema encontra-se no último terceto. Na minha juventude antes de ter saído
De casa de meus pais disposto a viajar
Eu conhecia já o rebentar do mar
Das páginas dos livros que já tinha lido

Chegava o mês de Maio e era tudo florido
O rolo das manhãs punha-se a circular
E era só ouvir um sonhador falar
Da vida como se ela houvesse acontecido

E tudo se passava numa outra vida
E havia para as coisas sempre uma saída
Quando foi isso? Eu próprio não o sei dizer

Só sei que tinha o poder de uma criança
Entre as coisas e mim havia vizinhança
E tudo era possível era só querer Só | sei | que | tin|ha o | po|der | du|ma | cri|an|ça Interpretação Análise formal a
b
b
a a
b
b
a c
c
d c
c
d E | tu|do | se | pa|ssa|va | nu|ma ou|tra |vi|da Fim Biobibliografia Ruy de Belo nasceu a 27 de fevereiro de 1933 em Rio Maior (São João da Ribeira) e faleceu a 8 de agosto de 1978 em Queluz.
Em 1951 entrou para a Universidade de Coimbra como aluno de Direito. Foi, na sua passagem pela imprensa, como director literário da Editorial Aster e chefe de redacção da revista Rumo, que publicou os seus primeiros livros de poesia: Aquele Grande Rio Eufrates de 1961 e O Problema da Habitação de 1962. Aquele Grande Rio Eufrates (1961)
O Problema da Habitação (1962)
Boca Bilingue (1966)
Homem de Palavra(s) (1969)
Transporte no Tempo (1973)
País Possível (1973)
A Margem da Alegria (1974)
Toda a Terra (1976)
Despeço-me da Terra da Alegria (1978)
Oh as casas as casas as casas
O Portugal Futuro
E Tudo era possível Algumas obras do poeta: Vida e Obra de Ruy Belo E tudo era possível era só querer
E tudo era possível era só querer
E tudo era possível era só querer
E tudo era possível era só querer
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