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Thomas Hobbes - Seminário de Filosofia

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Shirley Borges

on 4 April 2013

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Transcript of Thomas Hobbes - Seminário de Filosofia

AS OBRAS Hobbes ficou mais de meio século sem publicar alguma coisa, mas certo dia, talvez solicitado pelo patrão, o barão de Cavendish, escreveu um ensaio intitulado OS ELEMENTOS DA LEI NATURAL E POLÍTICA. As suas melhores obras, as que o tornaram famoso, só tomaram forma quando ele já estava com bastante idade, que foram essas: o DE CORPORE; o DO CIDADÃO; o DE HOMINE; e o LEVIATÃ. A VIDA A mãe de Hobbes estava no sétimo mês de gravidez quando disseram-lhe que os espanhóis iriam invadir a Inglaterra, violentando todas as mulheres inglesas grávidas ou não, isso fez com que ela parisse antes da hora. Mais tarde o filósofo escreveu que "ele e o medo haviam nascido juntos". Na infância, seu pai que era pastor anglicano, grosseiro e nervoso os abandonou e sumiu deixando as crianças aos cuidados de um tio paterno.
Ao longo de sua vida, Hobbes "assistiu pessoalmente" à GUERRA DOS TRINTA ANOS (1618-1648), às lutas entre anglicanos e presbiterianos, à uma das guerras civis, à decapitação de Carlos I em 1649 e à ascensão ao poder dos CABEÇAS REDONDAS DE CROMWELL. Ele se limitava a cuidar da sua própria vida e toda vez que a situação se tornava perigosa demais, aprontava as malas e partia.
Estudou em Oxford, onde conseguiu o título de bacharel em ARTES. Conseguiu o emprego de perceptor na família CAVENDISH; foi tão bem sucedido como mestre particular que com o seu único pupilo (o jovem barão de Cavendish, quase da mesma idade que ele) que visitou a França, a Alemanha e a Itália. Na França conheceu Pierre Gassendi e o padre Marin Mersenne, que lhe apresentou Descartes. Na Itália se instalou em Pisa, onde fez laços de uma sincera e quase afetuosa amizade com GALILEU.
Conhecia o grego e o latim muito bem. Traduziu os ELEMENTOS DE GEOMETRIA, de Euclides, a GUERRA DO PELOPONESO, de Tucídides, e todas as obras de Homero, mas não quis publicar as traduções provavelmente devido ao desprezo que sentia pelos seus contemporâneos. Costumava dizer: "A VIDA É UM NOJO. FICO PENSANDO O TEMPO TODO EM SUICÍDIO." Mas acabou morrendo de morte natural na sua própria cama aos 91 anos de idade. O PENSAMENTO Para se entender Hobbes basta ter em mente JESUS: um é exatamente o contrário do outro. Diz o filósofo que todos homem deseja apriorar-se dos bens dos seus similares e considera todos os outros homens seus concorrentes diretos, que só pensam em passar-lhe a perna. Racionar, para ele, não era só examinar o mundo e ficar refletindo a respeito, mas sim fazer contas, isto é, somar e subtrair dados. Tudo o mais, inclusive os sentimentos, a poesia, a música e as artes, não passava de mera PERDA DE TEMPO. Já estava com 80 anos quando publicou o DIÁLOGO ENTRE UM FILÓSOFO E UM JURISTA, ao qual seguir dois anos mais tarde, o BEHEMOTH, que era o relato de uma guerra civil.
No DO CIDADÃO, Hobbes faz uma comparação entre os direitos do soberano e os deveres do cidadão. No DE CORPORE, analisa a Matéria e o Movimento, afirmando que à física cabe o estudo da Matéria, e à geometria o do Movimento, acrescenta que os homens estão sujeitos a ambos, e o pior para eles se não estudarem. No DE HOMINE, sustenta que além dos problemas físicos, também é preciso levar em conta as atividades psíquicas, incluindo nelas o sentimento religioso, a amizade e o amor. A mais importante das suas obras foi sem dúvida o LEVIATÃ. Quanto ao título, ele pegou emprestado da Bíblia, do livro de Jó 41.25. Nesse livro, Hobbes compara o Estado com uma cobra enroscada de aspecto horroroso. Ele diz que é um monstro que mais do que qualquer coisa almeja o Poder, o domínio absoluto sobre todos os povos. E depois ele nos apresenta o Estado como um fantoche que segura uma espada na mão direita e um cetro na esquerda, com uma coroa na cabeça e milhares de caveiras amontoadas sobre o corpo. O medo o força a abdicar em favor do Estado conciliando os interesses individuais com os interesses comuns. Em resumo, é o âmago do seu pensamento, também conhecido como EGOÍSMO HOBBESIANO.
Hobbes está convencido que UMA BOA DITADURA É MELHOR DO QUE UMA MÁ DEMOCRACIA. O problema está na medida: até um certo ponto a ditadura convém; a partir daí é preferível a anarquia. Para indicar o limite, o ponto que não deve ser superado, ele usa a palavra BEHEMOTH, o nome de um monstro que se alimenta dos seus próprios concidadãos. Behemoth é o Não-Estado, ou melhor dizendo, a ausência da Lei. Hobbes afirma que quando um corredor vê um adversário cair, é natural que fique vontade de rir. Os animais, no entanto, não riem, a não ser as hienas que soltam sons vagamente parecidos com risadas.
Outra ideia fixa dele é a importância do corpo. Ele afirma que tudo aquilo que existe tem um corpo. Assim sendo, até Deus deveria ter um corpo. Imaginá-Lo sem corpo seria o mesmo de duvidar da sua existência, e sobre este assunto (assim como o livre-arbítrio) ficou brigando o tempo todo com o bispo Bramhall.
Não tinha a menor simpatia por SÓCRATES, PLATÃO, ARISTÓTELES, e principalmente DIÓGENES. Apreciava BACON, DESCARTES E GALILEU. Ele gostaria de ser lembrado como o GALILEU DA POLÍTICA. Já no fim da vida, numa carta enviada ao conde de Devonshire, expressa como seu maior desejo a morte de todos os filósofos desmiolados e a sobrevivência apenas dos políticos, os únicos que mereciam viver, no seu entender. EQUIPE: Marcio Costa
Marcelo Felinto
Shirley Borges FIM! IFPB - Campus Cabedelo
Curso Técnico Integrado em Pesca - 3ºano (2010.1)
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