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TH1/20162_ARQ.GRÉCIA

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isabela ferrante

on 7 March 2017

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Transcript of TH1/20162_ARQ.GRÉCIA

A ORDEM DA NATUREZA, A CONQUISTA DA TRIDIMENSIONALIDADE E O Genius Loci
ARQUITETURA NA ANTIGUIDADE CLÁSSICA: GRÉCIA
PUC - PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE
CATÓLICA DE GOIÁS
ESCOLA DE ARTES E ARQUITETURA
ARQUITETURA E URBANISMO
Disciplina: TEORIA E HISTÓRIA DA ARQUITETURA I
Profa. Isabela Ferrante
Contexto geográfico e cultural:
ORIGENS E ANTECEDENTES: Creta e a Arte Minoica
Civilização Cretense - Minoica: Entre 2.000 e 1.400 a.C.
Escavações arqueológicas na Ilha de Creta no final do século XIX - descobertas sobre a origem da civilização grega.
Cidade de Cnossos - centro do Império comercial
Centros cretenses foram destruídos por volta de 1.450 a.C. - Termina com a invasão dos povos armados da costa helênica - Micênicos
Os minóicos não se recuperaram e em dois séculos a civilização desapareceu.
A Cabana Clássica e a ORDEM DA NATUREZA NA ARQUITETURA - ORDENS CLÁSSICAS E OS TEMPLOS

A CONQUISTA DA TRIDIMENSIONALIDADE e a ENTASIS VISUAL

O GENIUS LOCI - "O Espírito do lugar"

SÍNTESE: A Acrópole de Atenas
ARQUITETURA NA GRÉCIA ANTIGA:
Modelo político - Cidades-Estado
Base da monarquia que governa as cidades helênicas - Patriarcal - Aristóteles e os estágios da política: A familia (oikía), a aldeia (koinè), e a cidade (pólis)
República e democracia - Ideal de liberdade (Combate constante ao Império Persa - depostismo asiático)

Atenas - berço da filosofia, artes, democracia;
Guerras Persas ou médicas - Séc. V a.C.
Maturidade da democracia e apogeu da cultura
Era de Ouro - Século de Péricles

Pensamento Grego - naturalismo e ideal "racional"
"Desde seu primeiro aparecimento no âmbito da civilização mediterrânea, a sociedade grega se funda no pensamento de um perfeito equilíbrio entre humanidade e natureza: nada existe na realidade que não se defina ou tome forma na consciência (razão/intelecto) humana".
PRÉ-HOMÉRICO - Séc XX a.C - XII a.C. - Civilização Creto-micênica
HOMÉRICO - Séc XII a.C. - VII a.C.
ARCAICO (Séc. VII ao fim do Séc.IV a.C.) - ARTES: PREPARAÇÃO
CLÁSSICO (até a metade do Séc. IV a.C.) - ARTES: APOGEU
HELENÍSTICO (até a metade do Séc. I a. C.) - DECLÍNIO

Divisão - reflete o tradicional conceito de evolução nas artes

CLÁSSICO:
Fase central;
Era de Ouro - Era de Péricles;
Obras de tão alto nível que podem ser consideradas pela posteridade como exemplos de perdeição absoluta, podendo pois constituir o fundamento de uma teoria da arte e da arquitetura.

Arte Grega - Verdade da natureza e tridimensionalidade
Ordem Dórica
O TEMPLO

"PLANTAS DOS TEMPLOS GREGOS
Grande variedade de formas e proporções das colunas e elementos decorativos.
Plantas de TIPOS PADRONIZADOS, com pequenas variações.
Templo típico era formado por:
“CELLA” ou “NAOS”: espaço central destinado à imagem do deus ou deusa;
“PRONAOS”: um espaço de transição, cujo acesso era definido por duas colunas centrais ladeadas por pilastras,
“ANTAE”: formavam o pórtico de entrada;
“PTEROMAS”: passagens laterais;
“PERISTILO”: colunata perimetral externa, assentada sobre o piso final;
“ESTILÓBATO”: piso final sobre o qual se assentam as colunas.
1.
2.
3.
ORIGENS E ANTECEDENTES: Creta e a Arte Minoica
Palácio de Minos (1.500 a.C.) - Palácio centro vital do poder político-religioso e administrativo, mas também da produção e do comércio.
Antecipa as características políticas-sociais das cidades-estados Gregas.
Palácios situados sobre elevações próximas do mar acompanhavam o declive do terreno com uma sucessão de terraços e escadarias;
Ambientes agrupados em torno de grandes pátios;
CRETA - ARTES E ARQUITETURA:

Vestíbulos e salas maiores - Pilares de pedra ou maneira afunilados com menor diâmetro na base.
Salas decoradas com pinturas murais - cores claras e luminosas, contornos estilizados e rítmicos - movimento mais livre demonstra já a aproximação de uma mitologia naturalista.
Grécia Continental - CIVILIZAÇÃO HELÊNICA
DESENVOLVIMENTO HISTÓRICO DA ARTE GREGA:
A Cerâmica:
Representação naturalista e Representação do espaço
A Escultura:
O Templo: A origem na natureza
Vitruvio: A cabana primitiva
A ordem ideal da natureza -
A observação do CÂNONE
COMPONENTES DO TEMPLO:
AS ORDENS - COLUNAS e ENTABLAMENTO:
Ordens - Elementos verticais (coluna) + elementos horizontais (entablamento)
FRONTÃO
ENTABLAMENTO
CAPITEL
FUSTE
BASE
ESTILÓBATA
COLUNA
COLUNA
ENTABLAMENTO
Colunas - Somente o elemento vertical = BASE + FUSTE + CAPITEL
COLUNA
COLUNA
Ordem Jônica
Ordem Corintia
Antropomorfismo e Decoro na Ordens clássicas:
A Ordem Dórica e Hércules - J.Shute (1563)
A Ordem Jônica e Hera - J.Shute (1563)
A Ordem Corintia e Afrodite - J.Shute (1563)
Caneluras:
Vitrúvio escreveu também, na descrição das colunas, sobre os distintos empregos de caneluras: a coluna lisa (sem qualquer canelura), a coluna de 24 caneluras e a coluna de 32 caneluras.
O FUSTE e a ENTASIS:
Medidas do Fuste - ORDEM + tipo do TEMPLO
ENTABLAMENTO - O elemento horizontal: CORNIJA + FRISO + ARQUITRAVE
Mais antiga e mais simples dentre as três ordens gregas clássicas, desenvolvida no século VII a.C. (melhor definida entre 600 e 550 a.C.) e posteriormente imitada pelos romanos.
PLATAFORMA: escalonada em degraus, o estereóbato (a infra-estrutura) e o estilóbato (piso de onde nascem as colunas).
COLUNA: Caracteriza-se por uma coluna acanelada desprovida de base, um capitel extremamente simples, sem ornatos e em forma de almofada, que sustenta um ábaco quadrado
Entablamento composto por uma arquitrave lisa, um friso de tríglifos e métopas, além de uma cornija cuja coroa exibe mútulos.

H da coluna dórica = 5 ½ X o seu diâmetro
No. de caneluras = 16 a 20
Observação - Os elementos do templo e a cabana primitiva:
Ordem clássica desenvolvida nas colônias gregas da Ásia Menor no século VI a.C., mas espalhou-se por muitas cidades-estado durante o século V a.C.
Era caracterizada pelas VOLUTAS ESPIRALADAS de seu CAPITEL.
COLUNAS - Em geral apresentam caneluras, tinham, via de regra, uma base, chamada “plinto” (de estrutura côncava e convexa).
ENTABLAMENTO - Composto por uma ARQUITRAVE de três faixas, um FRISO profusamente ornamentado e uma CORNIJA que se projeta para fora
CAPITEL - De marcante influência oriental, o capitel adota motivos da natureza, de formas graciosas.

H da coluna jônica = 9 X o seu diâmetro
No. de caneluras = 24 a 44 (o que faz a coluna parecer ainda mais alongada)
Mais ornamentada das três ordens gregas clássicas, desenvolvida pelos gregos no século IV a.C., porém utilizada mais intensamente na arquitetura romana; semelhante em muitos aspectos, ao estilo jônico, mas normalmente de proporções mais delgadas .
CAPITEL - EM FORMA DE CAMPÂNULA, decorado com FOLHAS DE ACANTO.

A coluna coríntia também se assenta em uma base, e, mantém várias características da ordem jônica.
H da coluna coríntia = 11 X o seu diâmetro
ANTECEDENTES E CONTEXTO HISTÓRICO
01. A CABANA CLÁSSICA e a ORDEM DA NATUREZA
NA ARQUITETURA DOS TEMPLOS

"[...] devido à abundância de florestas, colocadas inteiras horizontalmente à esquerda e à direita sobre a terra, e deixando, entre elas um espaço correspondente ao seu comprimento, dispõe-se outras transversalmente sobre seus extremos, os quais delimitam o espaço central da habitação. Unindo então, em cima os ângulos nas quatro partes com traves alternadas, e assim dispondo as paredes com as árvores na vertical desde os fundamentos, levantam torres e tapam com folhas e com lama os intertícios que surgem devido ao tosco da madeira. Também erguem os telhados deixando descair nos extremos as vigas, que cruzam, juntando-as gradualmente, e assim levantam pirâmides em altura, ao centro, a partir dos quatro lados" (VITRUVIO, Livro II, Cap.1).
Templo - construido segundo as mesmas regras com as quais se construiu a natureza;
CÂNONE - norma, princípio geral do qual se inferem regras particulares . Maneira de agir; modelo, padrão;
CÂNONE GREGO - extraído da observação da natureza e busca da ordem ideal;
CÂNONE - Relações matemáticas, métricas entre as partes entre si e as partes e o todo;

Corpo bem proporcionado - Numero surge da pecepção do corpo humano
A origem mítica da ordem Coríntia:
"Recorda-se que a primeira feitura do capitel dessa ordem aconteceu da seguinte maneira: uma jovem cidadã de Corinto, já em idade núbil, atingida pela doença, morreu. Depois de sepultada, a sua ama recolheu e dispôs num cálato (cesto) aqueles bibelôs com os quais a jovem se comprazia enquanto vivia, levou-os ao sepulcro e colocou-os em cima dele, cobrindo-os com uma tégula, para que pudessem permanecer durante muito tempo ao ar livre. Casualmente, esse cálato fora colocado sobre uma raiz de acanto [...] por altura da primavera, essa raiz, que se encontrava comprimida pelo peso do cesto centrado sobre ela, estendeu suas folhas e caulículos em volta, caulículos esses que cresceram pelos lados do cesto e produziram curvatoras na direção das extremidades dos ângulos da tégula, sendo obrigados, devido ao peso desta, a enrolar-se em voluta" (VITRÚVIO, Livro IV, Cap.2)
Imagem de Calímaco que desenha a ordem coríntia.
Entablamento do Jônico e Frontões
Fídias - Grupo de Afrodite e Dione do frontão oriental do Partenon, século V a.C.
(British Museum - Londres)
Fídias - Frisos laterais do Parthenon, século V a.C. (British Museum - Londres)
02. A CONQUISTA DA TRIDIMENSIONALIDADE E A ENTASIS VISUAL
Os entablamentos são divididos em três partes principais: arquitrave, friso e cornija (de baixo para cima). A arquitrave é dividida em faixa inferior, faixa média e faixa superior, arrematada por um pequeno cimácio.

No templo dórico o friso possui tlíglifos e métopas, no jônico é liso ou com ornamentação
contínua. O entablamento coríntio é uma variação do jônico.

Entablamento da edificação em pedra dos templos - função estrutural remete ao templo originalmente feito em madeira.
VITRÚVIO - Sistematização dos templos:
CLASSIFICAÇÃO DOS TEMPLOS - Quanto ao formato da cela e número de colunas no frontispício

CLASSIFICAÇÃO DOS TEMPLOS:
Quanto ao Intercolunio
- Comodulações e subcategorias
dos templos In Antis, Prostilo,
Anfiprostilo, periptero, diptero,
pseudodiptero e hípetro.
ESCULTURA GREGA:

Figura - naturalismo, aproximação da realidade;
Figura - Idealizada: observancia das proporções e regras matemáticas;
Maior compromisso com a espacialidade;
Maior plasticidade

Plástico - no sentido original e etimológico da palavra:
"Elaboração de uma forma em sua tridimensionalidade"
"algo capaz de ser moldado ou modelado"
"que dá forma ou é capaz de dar forma ou alterar uma forma"

O canone de Policleto: Corpo matemático, contraposto deliberado
Templo de Hera - Samos Séc. 8 a.C.
Templo de Hera - Paestum Séc. 6 a.C.
in antis, prostilo, anfiprostilo, períptero, díptero, pseudodíptero e hípetro.
OS TEMPLOS - VISÃO OBLÍQUA
Circundado por colunatas, implantado de forma particular, integrado ao sítio natural - o templo grego pede para ser visto de forma oblíqua.
Contraposto na arquitetura:
Frente e lateral, essa é a perspectiva privilegiada do templo grego;
A mesma sensibilidade em termos de espacialidade e tridimensionalidade que vimos na cerâmica e na escultura grega verifica-se na arquitetura – o contraposto, forçando a visão oblíqua, a visão lateral, nos forçando a contornar e caminhar a seu redor para a percepção completa.
Significado do mito do dédalo?
Origens mitológicas da arquitetura -
Dédalo e o Labirinto
Domenico Piola, Icarus, 1610
Jacob Peter Gowy, The Flight of Icarus, 1635
Dedalo e Pasifae, Pompei (VII, 4, 48) - Museo archeologico nazionale di Napoli
Rubens, Dédalo e o Minotauro, 1636
Pasifea e o Minotauro, 340-320 a.C.
Busto do Minotauro, Museu Nacional
de Arqueologia de Atenas.
Donatello, Formelle com Ícaro, Dédalo,
Pasifea e Artemidie, 1465.
Creta: Palácio de Cnossos
Arthur Evans, Séc. XIX.
Contexto geográfico e cultural:
ORIGENS E ANTECEDENTES: Era e Civilização micênica
A terra das epopéias de Homero, a Ilíada e a Odisseia;

A civilização micênica atingiu o apogeu no período de 1400 a 1230 a.C.

No Peloponeso, os micênicos construíram palácios de arquitetura inspirada nos modelos cretenses, de onde seus reis dirigiam os negócios de Estado, sacerdotes e sacerdotisas realizavam cerimônias religiosas, etc.
O Megaron, unidade mínima
do templo grego:
Le Corbusier -
Por uma arquitetura

VITRÚVIO - Sistematização
dos templos:
03. O GENIUS LOCI - O Espírito do Lugar
(Fonte: LABTRI, Modelos de Vitrúvio, 2010, http://www.fau.usp.br/dephistoria/labtri/index.html)
(Fonte: LABTRI, Modelos de Vitrúvio, 2010, http://www.fau.usp.br/dephistoria/labtri/index.html)
(Fonte: LABTRI, Modelos de Vitrúvio, 2010, http://www.fau.usp.br/dephistoria/labtri/index.html)
(Fonte: LABTRI, Modelos de Vitrúvio, 2010, http://www.fau.usp.br/dephistoria/labtri/index.html)
(Fonte: LABTRI, Modelos de Vitrúvio, 2010, http://www.fau.usp.br/dephistoria/labtri/index.html)
(Fonte: LABTRI, Modelos de Vitrúvio, 2010, http://www.fau.usp.br/dephistoria/labtri/index.html)
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