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Novos multiletramentos na escol@

Roxane Rojo, IEL/UNICAMP
by

Roxane Rojo

on 28 September 2016

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Transcript of Novos multiletramentos na escol@

Novos multiletramentos na escol@

Roxane Rojo
IEL/UNICAMP

Applied linguistics is an umbrella term that covers a wide set of numerous areas of study connected by the
focus on the language that is actually used.

The emphasis in applied linguistics is on
language users and the ways in which they use languages
, contrary to theoretical linguistics which studies the language in the abstract not referring it to any particular context, or language [...]
Shortly after the introduction of the term applied linguistics it was associated mainly with first, second and foreign language teaching, however nowadays it is seen as more
interdisciplinary branch of science.
Although in certain parts of the world language teaching remains the major concern of applied linguists, issues such as speech pathologies and determining the levels of literacy of societies, or language processing along with differences in communication between various cultural groups - all gain interest elsewhere.
In European union the focus of applies linguistics is put on the issues connected with the
language policy of this multilingual community.
The primary aim is to keep the balance in fulfilling the need for lingua franca and maintaining smaller languages in order for them not to get devalued. This is a pressing matter as with the migration of people within the European union and from outside its boarders the mixture of languages is getting more and more complex. Therefore, the focus is also put on analyzing
language attitudes, adopting common language policy, creating teaching textbooks and other materials.
As it can be seen there are many trends in applied linguistics, some interconnected, others not having too much in common. There are, however, some very general
tendencies
among applied linguists to put more effort on certain investigations such as
languages of wider communication, corpus analysis, or critical applied linguistics.
When it comes to languages of wider communication it is clear that with the increasing numbers of international travels and
technological advances
the need for an international language raises. As English is the contemporary lingua franca applied linguists attempt to include language policy and planning in their interest, but is also concerned with analyzing
language and identity
, and
special educational needs
. Corpus analysis takes both quantitative and qualitative approach to the study of language and applied linguists focus of the identification of
patterns of language use depending on social context, audiences, genres and settings
. Critical applied linguistics is interested in the
social problems connected with language such as unemployment, illiteracy and pedagogy
.
http://www.tlumaczenia-angielski.info/linguistics/applied-linguistics.htm
Mas...
Hoje, re-enfocado na ótica sócio-histórica, i.e.: um ensino que se dá em tempos de:
globalização
incremento da diversidade cultural e do plurilinguismo
novas identidades
novas tecnologias
multiletramentos

e que, portanto, precisa ser repensado.
A formação do professor de Letras contemporâneo continua, em um certo sentido, “beletrista”. No entanto, as demandas e a vida cultural contemporânea impõem, a professores e alunos, letramentos múltiplos, multissemióticos e críticos. Assim, é previsível que a formação pré-serviço (e mesmo em serviço) não prepare o professor para os desafios do mundo contemporâneo, dentre eles, o principal: a democratização do acesso aos bens culturais e aos letramentos, por meio das novas tecnologias.
Democratização do acesso aos bens culturais e aos letramentos
García-Canclini (2008[1989], p. XXXVII), tematizando as políticas de hibridação, pergunta:
“é possível democratizar não só o acesso aos bens, mas também a capacidade de hibridá-los, de combinar os repertórios multiculturais que esta época global expande?”

Resposta:
Tudo depende, antes de tudo, de ações econômicas, mas também políticas, dentre as quais o autor destaca “reivindicar a heterogeneidade e a possibilidade de múltiplas hibridações é um primeiro movimento político para que o mundo não fique preso sob a lógica homogeinizadora” (p. XXXVIII).
Reivindicar o diálogo na heterogeneidade cultural é o que faz hoje a LA, entendendo a educação como um espaço político e indicando o currículo de Língua Portuguesa e de Linguagens e Códigos como o locus privilegiado de promoção do multiculturalismo e dos multiletramentos .
O conceito de multiletramentos, articulado pelo Grupo de Nova Londres, busca justamente apontar, já de saída, por meio do prefixo “multi”, para dois tipos de “múltiplos” que as práticas de letramento contemporâneas envolvem: por um lado, a multiplicidade de linguagens, semioses e mídias envolvidas na criação de significação para os textos multimodais contemporâneos e, por outro, a pluralidade e diversidade cultural trazida pelos autores/leitores contemporâneos a essa criação de significação.
Círculo de Bakhtin
Gêneros Discursivos
"Hibridação não é sinônimo de fusão sem contradições, mas... pode ajudar a dar conta de formas particulares de conflito geradas na interculturalidade recente em meio à decadência de projetos nacionais de modernização." (GARCÍA-CANCLINI, 2008[1989], p. XVIII)

"Sustento que o objeto de estudo não é a hibridez, mas, sim, os processos de hibridação... articulados com estratégias de reconversão. [...] A hibridação interessa tanto aos setores hegemônicos como aos populares que querem apropriar-se dos benefícios da modernidade." (GARCÍA-CANCLINI, 2008[1989], p. XXII)
Multissemiose ou a multiplicidade de modos de significar que as possibilidades multimidiáticas e hipermidiáticas do texto eletrônico trazem para o ato de leitura: já não basta mais a leitura do texto verbal escrito – é preciso colocá-lo em relação com um conjunto de signos de outras modalidades de linguagem (imagem estática, imagem em movimento, som, escrita fala) que o cercam, ou intercalam ou impregnam; esses textos multissemióticos extrapolaram os limites dos ambientes digitais e invadiram também os impressos (jornais, revistas, livros didáticos). (ROJO, 2009)
O texto pode ou não ser a espinha dorsal de uma obra multimídia.
O que realmente precisamos ensinar, e entender antes de poder ensinar, é como diferentes letramentos, diversas tradições culturais, combinam essas diferentes modalidades semióticas para produzir significados
que são mais do que a somatória do que cada uma delas pode significar em separado. Chamei isso de ‘multiplicar significação’ (LEMKE 1994a; no prelo), pois as opções de significados para cada mídia se multiplicam cruzadamente numa explosão combinatória; na significação multimídia as possibilidades de significado não são meramente aditivas. (LEMKE, 1998)
"A agonia das coleções é o sintoma mais claro de como se desvanecem as classificações que distinguiam o culto do popular e ambos do massivo. As culturas já não se agrupam em grupos fixos e estáveis e portanto desaparece a possibilidade de ser culto conhecendo o repertório das "grandes obras", ou ser popular porque se domina o sentido dos objetos e mensagens produzidos por uma comunidade mais ou menos fechada (uma etnia, um bairro, uma classe). Agora essas coleções renovam sua composição e sua hierarquia com as modas, entrecruzam-se o tempo todo, e, ainda por cima, cada usuário pode fazer sua própria coleção. As tecnologias de reprodução permitem a cada um montar em sua casa um repertório de discos e fitas que combinam o culto com o popular, incluindo aqueles que já fazem isso na estrutura das obras: Piazzola, que mistura o tango com o jazz e a música clássica; Caetano Veloso e Chico Buarque, que se apropriam ao mesmo tempo da experimentação dos poetas concretos, das tradições afro-brasileiras e da experimentação musical pós-weberiana" (GARCÍA-CANCLINI, 2008[1989], p. 304)
Decorrências e desafios aos estudos no campo da LA voltada à educação para os multiletramentos (currículos, programas, materiais didáticos, ensino efetivo) e à formação pré/em serviço do professor de línguas:

Descolecionar/recolecionar os bens patrimoniais e fratrimoniais;

Trabalhar interdisciplinarmente com diferentes linguagens e mídias;

Trabalhar a partir da novas tecnologias e dos novos multiletramentos;

Compor um WebCurrículo (ALMEIDA; SILVA, 2011);

Elaborar e disponibilizar materiais didáticos adequados às novas realidades e ao novo currículo (PROTÓTIPOS);

Prover uma teoria que leve em conta essas mudanças.
Referências:
ALMEIDA, M. E. B. de; SILVA, M. G. M. da. Currículo, tecnologia e cultura digital: Espaços e tempos de WEB Currículo. Revista e-curriculum, São Paulo, v.7 n.1 Abril/2011. P. 1-19. Disponível em: http://revistas.pucsp.br/index.php/curriculum.
BAKHTIN, M. M. Os gêneros do discurso. In: _____. Estética da criação verbal. São Paulo: Martins Fontes, 2003[1952-53/1979], p. 261-306.
BAKHTIN, M. M./ VOLOCHÍNOV, V. N. Marxismo e Filosofia da Linguagem. São Paulo: Hucitec, 1981[1929].
GARCÍA-CANCLINI, N. Culturas Híbridas: Estratégias para entrar e sair da modernidade. São Paulo: EDUSP, 2008[1989], p. XXII, XXVIII, XXXVII-XXXVIII, 304.
KNOBEL, M; LANKSHEAR, C. (Orgs.) A new literacies sampler. NY: Peter Lang, 2007.
LEMKE, J. Letramento metamidiático: transformando significados e mídias. Trabalhos em Linguística Aplicada, vol. 49/2: 1-17, 2010[1998]. Disponível em : http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-18132010000200009&lng=en&nrm=iso#backa,acesso em 02/10/2011.
MOITA-LOPES, L. P.; ROJO, R. H. R. Linguagens, códigos e suas tecnologias. In Brasil/DPEM. Orientações Curriculares do Ensino Médio, 2004, p. 14-59. Brasília, DF: MEC/SEB/DPEM.
ROJO, R. H. R. Gêneros do discurso e gêneros textuais: Questões teóricas e aplicadas. In MEURER, J. L.; BONINI, A.; MOTTA-ROTH, D. (Orgs.) Gêneros: Teorias, métodos e debates. São Paulo: Parábola, 2005, p. 184-207.
_____. Fazer Lingüística Aplicada numa perspectivas sócio-histórica: Privação sofrida e leveza de pensamento. In: L.-P. Moita Lopes (Org.) Por uma Lingüística Aplicada INdisciplinar. São Paulo: Parábola, 2006, p. 253-276.
_____. Letramentos múltiplos, escola e inclusão social. São Paulo, SP: Parábola Editorial, 2009.
SANTOS, B. de S. Os processos da globalização. In _____ (org.). A globalização e as Ciências Sociais. São Paulo: Cortez, 2005.
Brown K. (Editor) 2005. Encyclopedia of Language and Linguistics – 2nd Edition. Oxford: Elsevier.
RESUMO:
Os livros e materiais didáticos impressos para o ensino de línguas, por mais bem elaborados que sejam, apresentam consideráveis limitações para a abordagem dos (hiper)textos contemporâneos, dos novos gêneros digitais e para a constituição dos novos e dos multiletramentos. O livro digital interativo, por suas características hipermidiáticas, veio contribuir para a superação dessas limitações. Esta conferência analisará as propriedades deste objeto que lhe permitem essa superação e suas possibilidades de uso como REA (Recurso Educacional Aberto) ou para protótipos de ensino de línguas. Para fazê-lo, iniciará por discutir as características dos (hiper)textos contemporâneos, os conceitos de novos letramentos e de multiletramentos e a proposta de uma pedagogia dos multiletramentos.
Gêneros textuais
Gêneros de discurso
Podemos caracterizar os novos enunciados que circulam em mídia impressa e digital (novos e multiletramentos) como gêneros?

DEPENDE...
Diversas teorias com vários pontos em comum;
Quatro principais:
gênero como família de textos, sendo que famílias podem ser reconhecidas por similaridades (no dizer de Wittgenstein, por "formatos");
similaridades no nível do texto (formas do texto – textuais/de composição; linguísticas/de estilo) ou do contexto (função ou finalidade; critérios pragmáticos/funcionais);
todas remetem a uma certa leitura pragmática ou funcional do contexto/situação de produção; e
todas mencionam a obra de Bakhtin e estabelecem uma aproximação – não isenta de repulsão e, logo, polifônica – com o discurso bakhtiniano.
(ROJO, 2005, p. 192-193)
Prioridade para a descrição formal
da linguagem verbal (oral ou escrita)
Círculo de Bakhtin
"Mais tarde, em conexão com o problema da enunciação e do diálogo, abordaremos também o problema dos gêneros lingüísticos. A este respeito faremos simplesmente a seguinte observação: cada época e cada grupo social tem seu repertório de formas de discurso na comunicação sócio-ideológica. A cada grupo de formas pertencentes ao mesmo gênero, isto é, a cada forma de discurso social corresponde um grupo de temas. Entre as formas de comunicação (por exemplo, relações entre colaboradores num contexto puramente técnico), a forma da enunciação (‘respostas curtas’ na ‘linguagem de negócios’) e enfim o tema existe uma unidade orgânica que nada poderia destruir. Eis porque a classificação das formas da enunciação deve apoiar-se sobre uma classificação das formas da comunicação verbal”.
(BAKHTIN/VOLOCHINOV, 1981[1929], p. 43)
(apud ROJO, 2005, p. 195)
Prioridade para o método sociológico de análise
Novos (multi)letramentos
KNOBEL; LANKSHEAR (Orgs, 2007)
Novas tecnologias
Códigos fonte
Aplicativos (de texto, som, imagem, animação, ferramentas de comunicação etc.)
Dispositivos digitais

(computadores, consoles, tocadores de mp3/mp4, tablets, celulares etc.)
Conexão
Técnicas (clicar, cortar, colar, arrastar, etc.)
(KNOBEL; LANKSHEAR (orgs.), 2007, p. 7
Novo ethos
Mais participativos, colaborativos, distribuídos;
Menos individualizados, autorados, publicados;
Menos dominados-por-especialistas;
Regras e normas mais fluidas;
Novas mentalidades:
(KNOBEL; LANKSHEAR (Orgs.), 2007, p. 9-15)
Maximizam relações, diálogos, redes e dispersões;
Livre informação;
Cultura do REMIX e da hibridação.
Hipertexto

Multimídia

Hipermídia

Multissemiose/
Multimodalidade
Colaboração

Abertura (REA)

Hibridação

REMIX
Revisitando a teoria
Novos gêneros?
Novos gêneros?
links
texto
imagem
vídeo
áudio
galerias
objetos interativos
objetos animados
objetos 3D
animações
Interatividade
Hipermídia
Limites do impresso:
somente texto e imagem estática
limita a abordagem do texto multissemiótico contemporâneo ou mesmo da oralidade
limita a aproximação com as novas tecnologias
pouco interativo ou colaborativo (redes)
Materiais didáticos para ensino de línguas:
Repositórios e portais independentes
REA

- Recursos Educacionais Abertos
LDDI - Livros didáticos digitais interativos
Protótipos (a pesquisa)
Este PREZI:
http://prezi.com/
ozg6gpfgyip4
/(multi)letramentos-e-as-práticas-escolares/
Como fazer uma pedagogia dos novos multiletramentos?
Textos multimodais
Montagens fotográficas
e memes
Uso das redes sociais
Remixes
Exemplos recentes
Uma Pedagogia dos Multiletramentos
Divulgação Científica
Jornalismo
Curadoria, compatilhamento e comentário multimidia
Literatura e Artes
Canção, imagem e narrativas transmídia
Imagem e texto; navegação interativa; oral como texto
Curso de Especialização em Educação na Cultura Digital
Núcleo de Estudos Língua Portuguesa/Ensino Médio

Roxane Rojo
Saulo da Silva Oliveira
Jezreel Gabriel Lopes
João Reynaldo Pires Jr.
Kátia Sayuri Fujisawa

Pessoa - AA
Journey
Dom Casmurro
Beat
Trilha
Exemplo
Zelda - Ocarina do tempo
(Capitu, Luiz Fernando Carvalho, Globo)
Arquitetônica
semióticas
Arquitetônica
Um exemplo
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