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INTER-RELAÇÃO ENTRE SOLO-PLANTA-ANIMAL-CLIMA NA PRODUÇÃO ANI

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Alexandre Olival

on 6 June 2018

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Transcript of INTER-RELAÇÃO ENTRE SOLO-PLANTA-ANIMAL-CLIMA NA PRODUÇÃO ANI

INTER-RELAÇÃO ENTRE SOLO-PLANTA-ANIMAL-CLIMA NA PRODUÇÃO ANIMAL A PASTO
Conteúdos Centrais da Aula
1. Introdução: a pastagem como um ecossistema
1. Introdução: a pastagem como um ecossistema
"...Uma das transformações conceituais mais importantes dos últimos anos foi o reconhecimento de que as pastagens correspondem a um ecossistema específico, complexo e caracterizado por uma série de interações entre seus componentes bióticos e abióticos que, para que seja sustentável, necessita da composição de um equilíbrio harmônico entre processos aparentemente conflitantes . Ou seja, é necessário que este ambiente seja tratado dentro de um enfoque sistêmico, considerando aspectos de ecologia, biologia, preservação e impacto ambiental, a luz dos seus objetivos econômicos e da responsabilidade social..."
2. A dinâmica de crescimento do ecossistema pastoril
3. Inter-relações existentes nos sistemas pastoris
Clima
2. A dinâmica de crescimento nos ecossistemas pastoris
3. Inter-relações existentes nos sistemas pastoris
4. Reflexão final
Se pensarmos bem, o que ocorre em um ambiente de pastagem é a constante disputa entre o animal e forragem.
Gastos de Mantença
Gastos de Produção
Garantia de fotossíntese adequada
Visões sobre "ECO-SISTEMA"
Sistema constituído de diferentes níveis tróficos (de alimentação), no qual há um fluxo de energia e matéria realizado por organismos em diferentes hierarquias, como:
Produtores
Consumidores (divididos em primários, secundários, etc.)
Decompositores
Manipuladores = HOMEM (são os únicos que podem rearranjar o sistema de acordo com seus interesses próprios)
Componentes Bióticos e Abióticos:
Componentes Bióticos
Componentes Abióticos
Energia
Ciclagem de Nutrientes
Radiação Solar
Formação de Biomassa
Ingestão
Digestão
Produto Animal
Interceptação solar e fotossíntese
Pastejo
Fermentação Microbiana e Ruminação
Conversão dos Nutrientes
Visão esquemática do fluxo de energia e massa que ocorre no ecossistema pastagem.
Longe de ser uma resposta linear, a dinâmica de uma pastagem pode ser encarada como um
sistema complexo,
na qual a interação entre os diversos componentes (bióticos e abióticos) gera uma grande possibilidade de respostas.
Entrada e Saída de Energia e Nutrientes do "Ecossistema Pastagem"
ENERGIA
NUTRIENTES
Material contido no solo
Excreções dos animais
Decomposição das forrageiras
Fertilizantes e corretivos
Precipitação atmosférica
Perda para atmosfera
Carregamento pela água
Colheita
Remoção dos produtos animais
Precipitação atmosférica
GANHOS




PERDAS

Ecossistema Pastoril
Fatores Climáticos
Fatores de Manejo
Solo/ Planta
Massa Lâmina Folhar
Composição Química
Estrutura do Dossel
Aceitabilidade

Animais
Raça, Idade, Sexo, Estágio Fisiológico (fatores que estão relacionados a demanda e ao desempenho)

Consumo
Aspectos como a adubação e altura da pastagem vão interferir diretamente na disponibilidade (quantidade e qualidade) da pastagem
Aspectos como a suplementação podem determinar maior ou menor produtividade dos animais
Sucessão Natural
"...Mudanças que ocorrem nas comunidades vegetais de forma ordenada, onde uma sequência de comunidades vegetais substituem, umas às outras, até que uma comunidade relativamente estável, em equilíbrio com as as condições locais seja atingida...Podemos ainda diferenciar a chamada sucessão primária e a secundária. A primeira envolve a colonização de uma área de solo descoberta por organismos e a sucessiva substituição de uma comunidade por outra, normalmente, com aumento na biomassa e complexidade do ecossistema, sendo o clímax o estágio final da sucessão. Já a segunda é causada pelas atividades humanas. Neste caso, o caminho da sucessão difere da primária uma vez que o ponto de partida é diferente e o perfil do solo já está formado.
O Ecossistema Pastoril
Nas pastagens naturais, herbívoros e plantas evoluem de forma conjunta. De fato, assim como a flora que constitui uma vegetação é produto do clima, solo e dos organismos presentes, a composição botânica de uma pastagem também é determinada grandemente pelo sistema e pela pressão de pastejo exercida pelos animais.

As espécies mais palatáveis priorizam o desenvolvimento de suas folhas, raízes, rizomas, sementes etc. ao invés de substâncias tóxicas. Quando a desfolhação interfere na capacidade da planta em manter seu crescimento e reprodução, a pastagem começa a ser substituída por outras espécies.


Animais respondem a este processo mudando seu local de pastejo ou mesmo perecendo (falta de alimentação ou ingestão de plantas tóxicas).

Os sistemas de pastejo utilizados pelo humano afetaram profundamente as comunidades de plantas. O humano trouxe novas espécies de animais e de plantas, reduziu a população da fauna e flora nativa. Mudou-se então a composição florística das pastagens sob a redução do impacto dos animais silvestres e aumento da pressão de pastoreio dos animais domésticos.

Breve visão sobre o processo de degradação de pastagens
Produção de Pastagem
Tempo
Fase Produtiva
Distúrbio fisiológico das plantas de clímax
Mudança na composição botânica
Invasão de novas espécies
Desaparecimento das plantas de clímax
Desaparecimento da Flora
Erosão
Degradação da pastagem
Degradação de Solo
Reflexão Final
Pesquisa realizada em 1997 mostrou que somente 15% dos trabalhos de pesquisa na área de pastagem foram realizados com os animais em pastoreio. Isso mostra a enorme lacuna que existia (e ainda existe) para que possamos compreender o funcionamento do
SISTEMA
pastagem.

Para uma maior compreensão das interações ocorridas no ecossistema pastoril é necessário que se desenvolvam trabalhos de pesquisa em pastagens, com enfoque em sistemas de pastoreio com a presença do animal, uma vez que o mesmo tem influência direta nas características do solo, assim como na produção, composição botânica e perenidade da pastagem.

Quando pensamos ainda em sistemas que busquem minimizar a utilização de insumos, melhorar a qualidade do solo e a diversificação da produção e renda, os desafios são ainda maiores

Solo/ Planta
Componente Animal
Estimativas apontam que em 36% das áreas de pastagens no mundo o crescimento das forragens é limitado somente pela temperatura enquanto que em 24% este crescimento é limitado tanto pela temperatura quanto pelo déficit hídrico.
A radiação solar é de fundamental importância como fonte essencial e direta de energia para o desenvolvimento das plantas, por sua ligação com a fotossíntese e por correlacionar-se direta ou indiretamente com um grande número de processos ligados ao crescimento.

A luz interfere ainda no desenvolvimento e florescimento das gramíneas, por meio da variação estacional que se observa no comprimento do dia em diferentes latitudes.

A taxa de crescimento da cultura é determinada pelo porcentual de luz interceptado. Vários aspectos morfológicos (
densidade da cobertura vegetal, distribuição horizontal e vertical entre as folhas, ângulo foliar
) e fisiológicos (
idade, tipo e tamanho da folha
) estão envolvidos na interceptação de luz pelas culturas
As plantas C4 “gastam” entre 250 a 350 g de H20 por g de MS produzida (em média 300 g), enquanto que plantas C3 gastam 550 a 750 (em média 650 g). Isto significa que, para cada 1,0 t de MS produzida, as gramíneas tropicais (plantas C4) exigem entre 25 a 35 mm de água, enquanto que as gramíneas de clima temperado e as leguminosas em geral (plantas C3) exigem entre 55 e 75 mm de água/t de MS.
As características físicas, químicas e biológicas do solo afetam o crescimento e a composição das espécies forrageiras. Já a extração de água e de nutrientes pelas plantas e o retorno de resíduos vegetais ao solo afetam as suas condições químicas.
As plantas e o solo vivem em simbiose, isto é, são interdependentes; deve haver um bom equilíbrio entre o que eles fornecem e o que recebem
.

Solos bem equilibrados permitem a produção de forragem com maiores níveis de
Matéria Seca
, melhor
Valor Nutritivo
e maior
Digestibilidade
Solo é vida
! A presença de microrganismos no solo é peça fundamental para a garantia da sua qualidade. Abundância de microrganismos = abundância de biomassa (correlação positiva entre parte aérea e raízes de plantas)
Os animais em pastoreio exercem três diferentes efeitos sobre a pastagem: a desfolha, o pisoteio e os excrementos. Em uma comunidade vegetal as plantas diferem em suas respostas a esses efeitos
DESFOLHA
Ao remover os primeiros bocados, a estrutura remanescente da pastagem é modificada e a competição entre plantas e o ambiente do futuro bocado são alterados, gerando um ciclo dinâmico de interações que determinam e interferem na produção e produtividade do sistema pastoril
Do ponto de vista do animal, o fator mais importante de estudar é o "bocado"
Alguns aspectos importantes a considerar:
Memória de referência de cerca de 20 dias e capacidade de associar sensações de bem e de mal-estar a um determinado tipo de forragem consumido em um período de até oito horas (seleção de plantas).
Facilidade do pastejo, relacionada a topografia, a proximidade e facilidade de acesso a locais de água e sombra.
Sociabilidade, dominância
EXCREÇÃO
As gramíneas são eficientes na incorporação de nutrientes disponíveis na biomassa. A maior parte dos nutrientes minerais, incluindo nitrogênio, ingeridos pelos animais é retornada ao sistema pelas excreções.

A localização das fezes de bovinos altera as características estruturais da planta. Entretanto, a distribuição das excreções animais depende da taxa de lotação, da forma de pastejo, da área de descanso, do tipo animal (espécie, raça e sexo), da quantidade e frequência de excreção, do sistema de manejo da pastagem e localização de aguadas e sombras.

Podemos ter uma distribuição aleatória, agregada ou uniforme.

Um bovino adulto urina, em média, 8 a 12 vezes e defeca 11 a 16 vezes por dia. Em cada evento produz 1,6 a 2,2 litros de urina e 1,5 a 2,7 kg de fezes, o que cobre áreas de 0,28 e 0,09 m2, respectivamente. Assim, desconsiderando a sobreposição de excreções, apenas 35% (11,8% como fezes e 23,7% como urina) da área total da pastagem é coberta pelas excreções de bovinos ao final de um ano de pastejo
O comportamento animal de pastejo pode interferir bastante no processo de incorporação da biomassa, em especial por:

Remoção das raízes (superpastejo)
Concentração de fezes e urina numa área (deixando a fertilidade do solo bastante variável em uma mesma pastagem)
Consumo e concentrações em áreas do campo (devido a presença de plantas mais palatáveis, sombra ou outros fatores)
Alterações das condições físicas do solo através da compactação devido ao superpastejo
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