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História - afirmação de novas potências

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Sérgio Charneco

on 13 July 2014

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Transcript of História - afirmação de novas potências

O “milagre japonês” beneficiou de uma conjuntura favorável. A ocupação americana modernizou as estruturas políticas e sociais do país e, mesmo após 1952, altura em que o Japão readquiriu a sua plena soberania, os Estados Unidos disponibilizaram importantes ajudas financeiras e técnicas que permitiram uma rápida reconstrução económica.



*
Fatores de desenvolvimento
Os japoneses souberam também criar as condições necessárias à sua prosperidade. Um sistema político excepcionalmente estável permitiu a atuação concertada entre o governo e os grandes grupos económicos. O Estado interveio ativamente na regulação do investimento, na concessão de créditos, na protecção das empresas e do mercado nacional.
Canalizou, também, a maior parte dos investimentos públicos para o sector produtivo e absteve-se em matéria de legislação social, libertando os empresários nipónicos de encargos com a Previdência.
A mentalidade japonesa, muito diferente da ocidental, foi também um importante fator de crescimento. Empresários e trabalhadores cooperaram estreitamente na realização de objectivos comuns. Os lucros foram reinvestidos continuamente. Os trabalhadores chegavam a doar à empresa os seus pequenos aumentos de salário para promover a renovação tecnológica.
Esta ligação afectiva entronca na tradição japonesa do trabalho vitalício que transforma o patrão no protector dos seus funcionários, por sua vez, dedicam uma incondicional lealdade à empresa. Este sistema permitiu o aumento da produtividade e dos horários de trabalho (na década de 60, o japonês trabalhava, em média, mais de 400 horas por ano do que o europeu). Bem como a manutenção de salários baixos e das revindicações sindicais a um nível muito modesto.
Munido de mão de obra abundante e barata e de um sistema de ensino abrangente mas altamente competitivo, o Japão lançou-se à tarefa de se transformar na primeira sociedade de consumo da Ásia.


O “milagre japonês” não deixou de surpreender: o pais dispõe de uma área cultivável por cabeça que ronda 1/14 da dos Estados Unidos, é pobre em matérias energéticas e praticamente não possui jazidas minerais.
O primeiro boom da economia japonesa decorreu entre 1955 e 1961. Neste curto período, a produção industrial triplicou.

*

O milagre Japonês
Os setores que, adquirem maior dinamismo são os da indústria pesada (construção naval, etc...) e dos bens de consumo duradouros (televisão, rádio...).
O comércio externo acompanha esta expansão: as exportações duplicam, assim como as importações, necessárias ao abastecimento em matérias-primas dos novos setores industriais.
No inicio dos anos 60, a economia japonesa conheceu um segundo surto de crescimento.
Entre 1966 e 1971, a produção industrial duplicou e criaram-se 2,3 milhões de novos postos de trabalho. Além do desenvolvimento dos setores clássicos, este surto de crescimento assenta, sobretudo, em novos setores, como a produção de automóveis e televisores a cores.
É nessa altura que os automóveis japoneses invadem as estradas americanas, depois, à conquista da Europa.
Este segundo boom fez do japão a terceira maior potência económica mundial, atrás dos EUA e da URSS.

JA
P
ÃO
CHINA
O afastamento da china do bloco soviético

O comunismo chinês foi, marcado pela personalidade carismática do seu líder, Mao Tsé-Tung.
Mao enfatizava o papel dos camponeses, aos quais atribuía a liderança revolucionária. Esta disparidade trouxe à ideologia comunista uma nova variante, conhecida como maoísmo.

O maoísmo assumiu o objetivo da revolução total, protagonizada pelas massas e não pelas estruturas de poder. Recorreu a grandes campanhas de natureza ideológica destinadas a consciencializar e a mobilizar as populações para as grandes transformações revolucionárias.
O líder chinês advogou sempre a humildade e a autocrítica. É assim que, face aos maus resultados económicos, Mao lança, em 1957, uma campanha de “retificação” dos erros cometidos pelo partido.
Esta política, que punha em causa o modelo de desenvolvimento soviético que a China tinha adotado, foi complementada, no ano seguinte, com o “grande salto em frente”, um programa de remodelação e fomento económico que visava encurtar o caminho para o socialismo e “apanhar, em 15 anos, a Inglaterra”, sem quaisquer ajudas externas.
A produção passou a ser dirigida por um elemento do partido e a vida camponesa foi reorganizada em comunas populares. Uma nova e intensa campanha de massas procurou mobilizar os chineses para esta via original e nacionalista de socialismo. Ao mesmo tempo que procurou uma via económica diferenciada, Mao não poupa críticas a Kruchtchev e à sua política de coexistência pacífica. Ergue também a voz em defesa de Estaline e acusa os sovietes éticos de graves desvios dos ideais socialistas.
O fracasso do “grande salto em frente”, abandonado em 1960, afastou temporariamente, Mao Tsé-Tung, do poder.
Com o fim de o recuperar e, também, de eliminar os seus opositores, Mao lança mais uma das grandes campanhas de massas – a Revolução Cultural – ideologicamente apoiada nas suas próprias “Citações…”, reunidas num pequeno livro vermelho em 1964.
Dirigido por jovens estudantes, que Mao exorta à revolta contra todas as estruturas que não correspondem à “base económica socialista”, o movimento desencadeia uma onda de excessos e de violência que coloca a China à beira da anarquia e da guerra civil. Será necessário o recurso ao exército para repor a ordem, em 1968.
A partir de então, a China considera-se o único país “verdadeiramente socialista”, propondo um novo modelo revolucionário aos países agrários do terceiro mundo. Este modelo seduziu, também, numerosos jovens intelectuais do ocidente.
A Revolução Cultural saldou-se em 2 milhões de mortos, 100 milhões de perseguidos e 20 milhões de jovens enviados para os campos de reeducação.
Os esforços de Mao foram coroados de êxito quando, em 1971, o país entra para a ONU.
Começa um confronto entre a China e a URSS, que se foi agravando progressivamente, e abriu uma importante fissura no bloco socialista que contribuiu para esbater o estreito bipolarismo dos primeiros anos da Guerra Fria.

EUROPA

Depois de, na primeira metade do século, quase se autodestruir em duas guerras, a Europa reconheceu a necessidade de se unir para reencontrar a prosperidade económica e, se possível, a sua influência política.
A Ascensão da Europa
Em 1946, Churchill lança o apelo ao renascimento europeu, alicerçado numa “espécie de Estados Unidos da Europa”. A ideia foi, entre avanços e recuos, ganhando adeptos e consistência. Criaram-se várias organizações europeístas, promoveram-se encontros, debates e congressos. Incrementaram-se, igualmente, as iniciativas diplomáticas entre os futuros estados-membros.
Porém, houve dificuldades em coincidir os interesses: enquanto os mais ousados advogavam uma Europa supranacional, outros admitiam apenas uma confederação de estados independentes.
O primeiro passo consistente para a cooperação europeia resultou da Declaração Schuman, em 1950, que previa a cooperação entre a França e a Alemanha no domínio da produção de carvão e aço. De destacar que a França e a Alemanha partilhavam uma rivalidade secular.
Desta iniciativa resultou a CECA – Comunidade Europeia do Carvão e do Aço – a que aderiram, além da França e da Alemanha, a Bélgica, a Itália, a Holanda e o Luxemburgo.

Da CECA à CEE
Ainda que de índole estritamente económica e limitada aos setores referidos, a CECA foi o início de uma união económica mais ampla, a CEE – Comunidade Económica Europeia –, criada em 1957 com o Tratado de Roma.
O Tratado de Roma, firmado pelos mesmos seis países, é considerado o ponto de partida da atual União Europeia.

A livre circulação de mercadorias traduziu-se num forte aumento das trocas intercomunitárias. Em 1970, a CEE era já a primeira potência comercial do mundo. Foi este sucesso económico que conduziu ao seu alargamento em 1973, onde aderiram o Reino Unido, a Irlanda e a Dinamarca.


*
Implementar progressivamente a livre circulação de mercadorias, de capitais e de trabalhadores;

*
Estabelecimento de uma política comum na área da agricultura, dos transporte e da produção energética.

Compromissos:
De então para cá, a Europa tem caminhado em direção à plena união político-económica, igualando as outras superpotências e desempenhando um papel de relevo na geoestratégia mundial.


A Descolonização Africana:

A descolonização africana inicia-se nas regiões arabizadas do Norte, que, a partir 1945, contestam vivamente o domínio europeu.
A Líbia obtém a independência a 1951 e, cinco anos mais tarde, a França é forçada a retirar-se de Marrocos e da Tunísia, permanecendo na Argélia, onde vivia mais de 1 milhão de franceses. A Argélia é, por isso, abordada por uma guerra, até que em 1962 vê reconhecido o seu direito à independência.

Partindo do Norte, as reivindicações independentistas estendem-se rapidamente à África Negra, onde se organizam também movimentos nacionalistas.
Frequentemente, estes movimentos têm dificuldade em promover a coesão e a participação das populações, divididas por uma multiplicidade de etnias que os interesses do colonialismo não respeitaram.
Com o fim de criarem um sentimento de identidade nacional os líderes nacionalistas promovem a revalorização das raízes ancestrais do seu povo, difundindo a ideia de que ela é tão válida como a civilização dos europeus colonizadores.
A luta pela independência assume a dupla vertente de uma luta política e de uma luta contra a pobreza e o atraso económico, visto como consequência direta da exploração colonial. Foi, em parte, por esta razão que muitos movimentos de libertação se deixaram seduzir pela mensagem igualitária do socialismo.
O processo independentista contou com o apoio da ONU, que, honrando os ideais de igualdade e justiça se colocou inequivocamente ao lado dos povos dominados.
Em 1960, a Assembleia-Geral aprovou a Resolução de 1514 que consagra o direito à autodeterminação dos territórios sob administração estrangeira e condena qualquer ação armada das metrópoles.

Nesse mesmo ano formaram-se 18 novos países.

Um Terceiro Mundo:

Entre 1946 e 1976 (30 anos) constituíram-se 70 novos países na Ásia e na África. Separados pela geografia, pela raça e pela religião, a maioria das novas nações partilha, no entanto, o mesmo passado colonial e o mesmo atraso económico. Em conjunto, constituem o terceiro mundo.

(A expressão “Terceiro Mundo” vem de Terceiro Estado (o Povo), a maioria desfavorecida relativamente às ordens privilegiadas.)

Apesar de tudo, o Terceiro Mundo permaneceu sob a dependência económica dos países ricos. Estes países, muitos deles antigas metrópoles, continuaram a explorar, através de grandes companhias, as matérias-primas dos países subdesenvolvidos, fornecendo-lhe, tal como no passado, produtos manufaturados.

Tal situação tem contribuído para o atraso destas regiões: por um lado, os lucros das companhias não são reinvestidos no local; por outro, enquanto os preços dos produtos industriais aumentam, o valor das matérias-primas descem.
Combinados, estes dois fatores resultam na exploração dos países economicamente mais débeis, em benefício das potências industrializadas.
Esta situação foi denunciada pelas nações do terceiro mundo, que reivindicaram, sem sucesso, a criação de uma nova ordem económica.

África
Ásia


Os novos países representam também a possibilidade de uma terceira via, uma alternativa relativamente aos blocos capitalista e comunista.
Cientes dos seus interesses comuns, os países saídos da descolonização esforçaram-se por estreitar os laços que os unem e por marcar posição na política internacional.
Em 1955, é convocada uma conferência para definir as linhas gerais de atuação dos países recém-formados. Em Bandung, na Indonésia, reuniram-se 29 delegações afro-asiáticas, representando mais de metade da população mundial.


A política de não-alinhamento:

Apesar das disparidades ideológicas dos países intervenientes, foi possível adotar um conjunto de princípios, registados nos dez pontos do Comunicado Final. Sendo os seguintes, dignos de registo particular:

*
Condenação do colonialismo;
*
Rejeição da política de blocos;
*
Apelo à resolução pacífica dos diferendos internacionais.

A Conferência de Bandung teve um efeito notável no processo descolonizador. Este foi o ponto de partida para a afirmação política dos povos do Terceiro Mundo que, desde então, estreitaram relações diplomáticas e conjugaram os seus esforços para apressar o fim do colonialismo.

Em 1961, foi criado o Movimento dos Não-Alinhados, empenhado no estabelecimento de uma via política alternativa à bipolarização mundial.

Embora muitas vezes designado por neutralismo, este movimento não teve por objetivo permanecer neutro face às grandes questões mundiais. O movimento propunha-se a defender uma política ativa, positiva e construtiva com vista ao estabelecimento da paz mundial.
Porém, na prática, a atuação política do movimento revestiu sobretudo a forma de uma luta contra o colonialismo.

Quanto ao sonho de independência face aos dois blocos, esse foi-se esfumando. A isenção pressupunha uma força económica que estes países não possuíam. No fim dos anos 60 e na década seguinte, as sucessivas conferências dos não-alinhados revelam uma clara aproximação a Moscovo, também por influência de Cuba e do Vietname.


Os «Trinta Gloriosos» anos de abundância e crescimento económico do mundo capitalista cessaram repentinamente em 1973. Nos países industrializados ocidentais, a taxa média de crescimento do PIB decresce de 5% para 2,2%.

A crise afetou essencialmente os setores siderúgicos, a construção naval automóvel, bem como o têxtil. Muitas empresas fecharam, outras reconverteram a sua produção, o desemprego subiu em flecha e a inflação tornou-se galopante. Este fenómeno, recebeu o nome de estagflação.



A interrupção do crescimento económico nos anos 70 deveu-se, sobretudo, à conjunção de dois factores: a crise energética e a instabilidade monetária.
Em 1973, os países do Médio Oriente, membros da OPEP, fazem do petróleo uma arma política. Como retaliação contra a ajuda dos ocidentais a Israel, decidem quadruplicar o preço do barril e reduzir a produção petrolífera em 25%.

Estes «choques petrolíferos», provocaram um acentuado aumento dos custos de produção dos artigos industriais que gerou uma escalada da inflação. Um outro fator determinante nesta depressão económica, igualmente responsável pela inflação que se fez sentir, foi a instabilidade monetária.
A excessiva quantidade de moedas posta em circulação pelos Estados Unidos levou o presidente Nixon a suspender, em Agosto de 1971, a convertibilidade do dólar em ouro. Segundo alguns analistas, foi esta instabilidade monetária, mais do que a crise energética, a responsável pelo marasmo económico dos anos 70.
Outra razão para explicar a recessão económica foi a falência do sistema fordista, o sistema conduziu à desmotivação dos operários e a um elevado absentismo que, diminuiu fortemente os ganhos dos empresários. Esta redução das margens de lucro inibiu o investimento e, consequentemente, contribuiu para travar a dinâmica económica.


A crise dos anos 70, cujos efeitos se fazem ainda sentir, nomeadamente no que diz respeito aos índices de desemprego, introduziu um novo ciclo económico. Ainda que a um ritmo mais lento, o crescimento económico manteve-se, alguns setores industriais reconverteram-se , enquanto outros, conheceram um forte impulso.

Paralelamente, registou-se um aumento do setor terciário. O comércio internacional não chegou a decair, embora tenha desacelarado o seu crecimento. As estruturas do Estado-Providência, reforçadas, cumpriram eficazmente o seu papel, amparando o desemprego e evitando situações de miséria extrema e generalizada.
O TERMO DA PROSPERIDADE ECONÓMICA:
ORIGENS E EFEITOS:

Os factores da crise
A crise relativa
Afirmação de novas potências

1.3.4. A Segunda Vaga de Descolonizações. A Política de Não-Alinhamento

Descolonização Africana:

Origens da descolonização:

De facto, foi a Europa que, destruindo as estruturas tribais dos povos sobre o seu domínio, difundiu pela primeira vez entre os povos africanos os lemas da revolução francesa “liberdade, igualdade e fraternidade”.

Foi também a Europa que, pela via do cristianismo e do liberalismo anglo-saxónico, deu conteúdo concreto a estas palavras. Foram formadas escolas, liceus e universidades metropolitanas, sobretudo pelos de Londres e Paris, cujo grande erro foi formar um grupo excessivo de advogados sem causa.

Foi também a Europa pela voz dos ideólogos marxistas, a primeira a elaborar uma crítica sistemática do colonialismo.

Finalmente, foi ainda ela que instituiu, os primeiros instrumentos da futura descolonização: partidos comunistas indígenas com a missão de firmar uma aliança provisória com as burguesias locais e os nacionalismos indígenas.

Bibliografia
COUTO, Célia Pinto do | Rosas, Maria Antónia Monterroso, O tempo da história - 12ºano, 2ª parte, Porto, Porto editora, 2013, 3ª ed, Pp. 66-1
Disciplina:
História
Professora:
Lurdes Bento
Trabalho elaborado por:
Diogo Valério Nº 10
Sérgio Charneco Nº18
Susana Proença Nº 19
PIERRE, Thibault, História Universal, 13º volume,O tempo da contestação ( 1948-1969),
(%)
1950
1955
1970
1960
1965
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