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ARTE, CENSURA E RESISTÊNCIA

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by

Altemar Solon

on 23 May 2016

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Transcript of ARTE, CENSURA E RESISTÊNCIA

ARTE, CENSURA E RESISTÊNCIA
QUEM
MATOU
HERZOG?
A arte é muitas vezes usada para favorecer determinados sistemas políticos, mas o oposto também ocorre, e ela surge como manifestação crítica e de resistência.
Quanto mais totalitário um regime, mais a liberdade de expressão é perseguida e os artistas ficam impedidos de realizar suas obras como querem, buscando novos recursos para driblar os mecanismos de proibição.
O que a fotografia mostra?


Se você recebesse uma cédula de dinheiro como essa, a pergunta nela afetaria você? Você procuraria respondê-la ou saber sua resposta?

Em que sentido você acha que a ação mostrada na imagem foi uma forma de driblar a censura?
TANTAS HISTÓRIAS
Capítulo 7 - página 275
do livro
Quem foi Vladimir Herzog?
Diretor de jornalismo da TV CULTURA, que na épca da ditadura, em 1975, foi convocado a prestar depoimento no DOI-CODI ( Destacamento de Operações de Informações - Centro de Operações de Defesa Interna), em São Paulo, para explicar sua ligação com o Partido Comunista Brasileiro, que era um partido ilegal. Morreu desse depoimento e os militares disseram que ele havia se suicidado na prisão.
Que ligação tem a ARTE
com esse episódio?
O artista Cildo Meireles, após o ocorrido, carimbou em notas de 1 cruzeiro a pergunta:
"QUEM MATOU HERZOG?"
Essa foi uma forma de colocar em circulação um questionamento que muitos estavam fazendo, sem ser impedido pela censura.
Cildo Meireles faz uso de apropriações comuns à produção artística contemporânea. Sua arte apresentou um caráter de contestação política, inserindo-se nas novas formas de fazer arte.

Esse tipo de arte estava fora do circuito tradicional da arte, pois usavam materiais e meios não convencionais e tinham apenas o caráter conceitual. O mais importante era a ideia contida na obra e não o seu aspecto material.
A cédula não era a obra de arte e sim a ação proposta pelo artista.

Quando passada ao público, a obra perdia a identidade e podia ser reproduzida por qualquer pessoa.
Cildo Meireles
Inserção em circuito ideológico - Projeto Coca-Cola (1970)
Cildo Meireles
Em "Inserção em circuito ideológico - Projeto Coca-Cola", o artista levou a público mensagens impressas em tinta branca em garrafas retornáveis de refrigerante.
Se as garrafas estivessem vazias, era difícil de perceber, mas quando estavam cheias, a mensagem ficava visível. Nas garrafas também eram colocadas as instruções do trabalho e qualquer um poderia executar.
A arte de resistência e crítica também aconteceu por meio de produções musicais na época da ditadura militar.

Uma atitude comum dos artistas para não serem barrados pela censura era falar por meio de metáforas, linguagem figurada, usar uma coisa para se referir a outra.
A música num primeiro momento poderia ser entendida com um sentido simples, mas se interpretada a fundo veiculava conteúdos de resistência, de provocação ao regime. Algumas músicas foram aprovadas, mas depois de lançadas, ao perceber seu conteúdo implícito, a censura proibia.


A roda da saia, a mulata
Não quer mais rodar, não senhor
Não posso fazer serenata
A roda de samba acabou
A gente toma a iniciativa
Viola na rua, a cantar
Mas eis que chega a roda-viva
E carrega a viola pra lá
Roda mundo (etc.)

O samba, a viola, a roseira
Um dia a fogueira queimou
Foi tudo ilusão passageira
Que a brisa primeira levou
No peito a saudade cativa
Faz força pro tempo parar
Mas eis que chega a roda-viva
E carrega a saudade pra lá
Roda mundo (etc.)
Roda Viva
- Chico Buarque
Tem dias que a gente se sente
Como quem partiu ou morreu
A gente estancou de repente
Ou foi o mundo então que cresceu
A gente quer ter voz ativa
No nosso destino mandar
Mas eis que chega a roda-viva
E carrega o destino pra lá
Roda mundo, roda-gigante
Roda-moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração

A gente vai contra a corrente
Até não poder resistir
Na volta do barco é que sente
O quanto deixou de cumprir
Faz tempo que a gente cultiva
A mais linda roseira que há
Mas eis que chega a roda-viva
E carrega a roseira pra lá
Roda mundo (etc.)
TRABALHO EM GRUPO
Pesquisar sobre o período da ditadura militar e escolher uma música que apresente tema de protesto.
Pesquisar informações sobre o autor e o compositor.
Analisar a letra da música e extrair passagens que incluam essas ideias de protesto, escritas através de metáfora. O grupo deverá explicar o que entendeu sobre cada ideia escolhida (o que o artista quis dizer com a frase, fazendo ligação com o momento da ditadura).

Valor do trabalho: 2,0 pontos
Quantidade de componentes: de 3 a 6
Data da entrega: / /
Obs.: O trabalho deve apresentar capa,
letra da música, informações do autor/compositor,
ideias de protesto e análise/explicação.
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