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ARTE, CENSURA E RESISTÊNCIA

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by

Altemar Solon

on 26 February 2018

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Transcript of ARTE, CENSURA E RESISTÊNCIA

ARTE, CENSURA E RESISTÊNCIA
QUEM
MATOU
HERZOG?
As artes são muitas vezes usadas para favorecer determinados sistemas políticos, mas o oposto também ocorre, e elas surgem como manifestação crítica e de resistência.
Quanto mais totalitário um regime, mais a liberdade de expressão é perseguida e os artistas ficam impedidos de realizar suas obras como querem, buscando novos recursos para driblar os mecanismos de proibição.
O que a fotografia mostra?


Se você recebesse uma cédula de dinheiro como essa, a pergunta nela afetaria você? Você procuraria respondê-la ou saber sua resposta?

Em que sentido você acha que a ação mostrada na imagem foi uma forma de driblar a censura?
Quem foi Vladimir Herzog?
Diretor de jornalismo da TV CULTURA, que na épca da ditadura, em 1975, foi convocado a prestar depoimento no DOI-CODI ( Destacamento de Operações de Informações - Centro de Operações de Defesa Interna), em São Paulo, para explicar sua ligação com o Partido Comunista Brasileiro, que era um partido ilegal. Morreu desse depoimento e os militares disseram que ele havia se suicidado na prisão.
Que ligação tem a ARTE
com esse episódio?
O artista Cildo Meireles, após o ocorrido, carimbou em notas de 1 cruzeiro a pergunta:
"QUEM MATOU HERZOG?"
Essa foi uma forma de colocar em circulação um questionamento que muitos estavam fazendo, sem ser impedido pela censura.
Cildo Meireles faz uso de apropriações comuns à produção artística contemporânea. Sua arte apresentou um caráter de contestação política, inserindo-se nas novas formas de fazer arte.

Esse tipo de arte estava fora do circuito tradicional da arte, pois usavam materiais e meios não convencionais e tinham apenas o caráter conceitual. O mais importante era a ideia contida na obra e não o seu aspecto material.
A cédula não era a obra de arte e sim a ação proposta pelo artista.

Quando passada ao público, a obra perdia a identidade e podia ser reproduzida por qualquer pessoa.
Cildo Meireles
Inserção em circuito ideológico - Projeto Coca-Cola (1970)
Cildo Meireles
Em "Inserção em circuito ideológico - Projeto Coca-Cola", o artista levou a público mensagens impressas em tinta branca em garrafas retornáveis de refrigerante.
Se as garrafas estivessem vazias, era difícil de perceber, mas quando estavam cheias, a mensagem ficava visível. Nas garrafas também eram colocadas as instruções do trabalho e qualquer um poderia executar.
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