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Copy of A ecologia de saberes

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Fabio Gonçalves

on 3 June 2013

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Ecologia de saberes Do grupo Epistemologias do Sul Ecologias
de saberes Alunos Programa de Pós-Graduação em Educação As Epistemologias do Sul são a reivindicação de novos processos de produção, de valorização de conhecimentos válidos, científicos e não científicos, e de novas relações entre diferentes tipos de conhecimento, a partir das práticas das classes e grupos sociais que têm sofrido, de maneira sistemática, destruição, opressão e discriminação causadas pelo capitalismo, pelo colonialismo e por todas as naturalizações da desigualdade que tentam bloquear a ação emancipadora e sufocar as alternativas. Despensar Emancipação Social e Universidade: Leituras a partir de
Boaventura de Souza Santos apresentação Epistemologias pessoas nutrindo Neste sentido, são um conjunto de epistemologias, não apenas uma, que parte desta premissa e de um Sul que não é geográfico, mas metafórico: o Sul anti-imperial. O Sul é a metáfora do sofrimento sistemático causado pelo capitalismo e pelo colonialismo, e por todas as formas de ordenamento e relações sociais baseados neles. É também o Sul que existe no Norte: grupos oprimidos, marginalizados do mundo ocidental. Ecologia de Saberes (Despensar)

- A Ecologia de Saberes é outra perspectiva epistemológica, que contesta a lógica da monocultura do saber e do rigor científico, confrontando-a com a identificação de outros saberes e de outros critérios de rigor que estão credíveis em práticas sociais. Incide nas relações concretas entre conhecimentos e nas hierarquias e poderes que são geradas entre elas.
- A Ecologia de Saberes visa criar uma nova forma de relacionamento entre conhecimento científico e outras formas de conhecimento. Consiste em conceder igualdade de oportunidades, às diferentes formas de saber envolvidas em disputas epistemológicas cada vez mais amplas, visando aumentar sua contribuição para uma sociedade mais justa, democrática e mais equilibrada em suas relações com a natureza. música e agradecimentos As Ecologias A Ecologia de Saberes: Professores: Bernardo Sfredo Miorando,
Bianca Silva Costa,

Jorge Paiva da Silva,
Juliana Zirger,
Marcia Maciel de Campos Porto Alegre, 7 de novembro de 2012 UMA EPISTEMOLOGIA DO SUL Maria
Elly
Genro Jaime
José
Zitkoski Comum a todas ecologias é a ideia de que a realidade não pode ser reduzida ao que existe de modo hegemônico. Elas exigem os seguintes tipos de imaginação:
Epistemológica – Permite o reconhecimento de diferentes saberes, perspectivas e escalas de identificação, diferentes análises e avaliações de práticas.
Democrática – Permite o reconhecimento de diferentes práticas e atores sociais.
As ecologias são formas de reconstrução social associadas, cada uma, a uma forma de desconstrução (entre parênteses) da realidade formatada pelo capitalismo e pelo colonialismo. Ecologia das Temporalidades (Desresidualizar)
A ecologia das temporalidades visa libertar práticas sociais subjugadas pela noção de tempo linear (a flecha do tempo) a um estatuto de resíduos, devolvendo-lhes a sua própria temporalidade e, com ela, a possibilidade de um desenvolvimento autóctone. Uma vez que essas temporalidades (tempo circular, sazonal, vivido, eterno retorno) sejam recuperadas e dadas a conhecer, as práticas e as sociabilidades que se pautam por elas tornam-se inteligíveis e objetos credíveis de argumentação e de disputa política.
Busca explorar o palimpsesto temporal do presente, ideia de que a subjetividade ou identidade de uma pessoa ou de um grupo social é uma constelação de tempos e temporalidades diversos, alguns moderno e outros não modernos, alguns antigos e outros recentes, que são diferentemente ativados em diferentes contextos ou situações. Ecologia dos Reconhecimentos (Desracializar)
A ecologia dos reconhecimentos procura uma nova articulação entre o princípio da igualdade e o princípio da diferença, permitindo assim a possibilidade de diferenças iguais. É uma ecologia de diferenças feita de reconhecimentos recíprocos.
Ela combate, assim, a desqualificação dos agentes, uma produção de ausências que acompanha a desqualificação das práticas e experiências sociais consideradas não modernas e não ocidentais. Desconstrói hierarquias e diferenças, questionando suas relações. As diferenças que subsistem quando desaparece a hierarquia tornam-se uma denúncia poderosa das diferenças que a hierarquia exige para não desaparecer. Ecologia das Trans-escalas (Deslocalizar)
A ecologia das trans-escalas propõe a reversão do globalismo local (o local integrado na globalização hegemônica) e sua eventual reglobalização contra-hegemônica, com a ampliação da diversidade de alternativas. Exige o exercício da imaginação cartográfica para ver em cada escala de representação não só o que ela mostra, mas também o que ela oculta. Envolve lidar com mapas cognitivos que operam simultaneamente com diferentes escalas, para detectar as articulações locais/globais.
Nesse quadro, é preciso analisar como é possível ver através das escalas. Os cientistas (sociais) precisam aprender a observar os fenômenos utilizando escalas às quais não estão habituados, para apreender as realidades de trabalhadores e camponeses para além daquelas dos discursos dos executivos ou das agências transnacionais. Tudo o que é local será embrionário se puder conduzir ao nacional: os movimentos locais podem ganhar maior importância ao se tornar nacionais e globais. Ecologia das Produtividades (Desproduzir)
A ecologia das produtividades envolve recuperar e valorizar sistemas alternativos de produção, organizações econômicas (de princípios populares, cooperativos, solidários e autogeridos) que a ortodoxia produtivista ocultou ou descredibilizou. Põe em causa o paradigma do desenvolvimento e do crescimento econômico infinito e a lógica da primazia dos objetivos de acumulação sobre os objetivos de distribuição que sustentam o capitalismo global. E a universidade? - A Ecologia de Saberes é uma alternativa que marca socialmente a utilidade social da universidade de um modo contra-hegemônico. Implica em uma revolução epistemológica na universidade. Consiste na promoção de diálogos entre saberes científicos ou humanísticos que a universidade produz e saberes leigos, populares, tradicionais, urbanos, camponeses, de culturas não ocidentais que circulam na sociedade.
- A Ecologia de Saberes é um conjunto de práticas que promovem partilha de diferentes conhecimentos, por pesquisadores, estudantes e grupos de cidadãos. Estas práticas partilhadas podem converter a universidade num espaço público de interconhecimento, onde cidadãos e grupos sociais possam intervir não só na condição de aprendizes, ou seja, promove uma reorientação solidária da relação universidade e sociedade. ciência moderna: o conhecimento científico, o universalismo, sua importância e poder, privilégio extra-cognitivos (sociais, políticos, culturais), necessidades de distribuição equitativa, rupturas ao passado e à revolução científica, conhecimento-regulação (ordem) , presentes na universidade. crises do paradigma dominante para a ciência e a universidade: a transição paradigmática para uma ciência pós-moderna de oposição (superação de dicotomias: natureza/cultura, natural/artificial, etc.), na perspectiva epistemológica da ecologia de saberes - pluralidade interna e pluralidade externa da ciência. tensão entre o pensamento moderno de um Estado regulador e a necessidade de reinventar a universidade: questões entre regulação/emancipação e apropriação/violência, e reconquista da legitimidade da universidade através de ações nos domínios da pesquisa e das ecologias dos saberes - o caso do salão de iniciação científica e o programa ciência na sociedade e ciência na escola da Ufrgs) Utopia e barbárie
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