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A ultima nau - fernando pessoa

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by

Chris Coelho

on 20 February 2014

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Transcript of A ultima nau - fernando pessoa

Levando a bordo El-Rei Dom Sebastião,
E erguendo, como um nome, alto, o pendão
Do Império,
Foi-se a última nau, ao sol aziago
Erma, e entre choros de ancia e de presago
Mistério.


Não voltou mais. A que ilha indescoberta
Aportou? Volverá da sorte incerta
Que teve?
Deus guarda o corpo e a forma do futuro,
Mas Sua luz projecta-o, sonho escuro
E breve.
Ah, quanto mais ao povo a alma falta,
Mais a minh'alma atlântica se exalta
E entorna,
E em mim, num mar que não tem tempo ou 'spaço,
Vejo entre a cerração teu vulto baço
Que torna.


Não sei a hora, mas sei que há a hora,
Demore-a Deus, chame-lhe a alma embora
Mistério.
Surges ao sol em mim, e a névoa finda:
A mesma, e trazes o pendão ainda
Do Império.
Fernando Pessoa
Fernando pessoa é considerado um dos maiores nomes da literatura Portuguesa e mundial.

É especialmente conhecido por ter escrito sob multiplas personalidades (heterónimos).

1903-1905
1906-1913
1934-1935
1914-1920
1896-1900
1888
Em 1903, Fernando Pessoa submete-se ao exame de admissão à universidade do Cabo, concluíndo o mesmo com a melhor nota registada.

Passado um ano Fernando Pessoa decide terminar os estudos na África do Sul e partir para Lisboa, onde passa a viver com a avó Dionísia.
Matricula-se no Curso Superior de Letras, do qual desiste após a morte da avó. Estabelece por um curto período de tempo uma tipografia.

Começa a trabalhar como correspondente estrangeiro e simultaneamente a escrever críticas literárias.

Escreve poesia e prosa em Português, Inglês e Francês.
Em 1914 Fernando Pessoa cria os famosos heterónimos Álvaro de Campos, Ricardo Reis e Alberto Caeiro.

Em 1915 sai o primeiro número da polémica revista "Orpheu".

Conhece e relaciona-se com Ofélia Queiroz.


Em 1934 Fernando Pessoa publica a famosa obra "Mensagem".

Em 1935 Fernando Pessoa falece no dia 30 de Novembro.
Fernando Pessoa nasce a 13 de junho na cidade de Lisboa
Fernando Pessoa parte com a família para Durban, África do Sul.

Ingressa na Durban High School

Os seus poemas (escritos em Inglês) começam a ser reconhecidos e começam a ser atribuídos ao mesmo variados prémios
(Frequentava as tertulias literárias)
"A Ultima Nau"
"
Mensagem
"

Fernando Pessoa
Estrutura externa
Levando a bordo El-Rei Dom Sebastião,
E erguendo, como um nome, alto, o pendão
Do Império,
Foi-se a última nau, ao sol aziago
Erma, e entre choros de ancia e de presago
Mistério.


Não voltou mais. A que ilha indescoberta
Aportou? Volverá da sorte incerta
Que teve?
Deus guarda o corpo e a forma do futuro,
Mas Sua luz projecta-o, sonho escuro
E breve.


Ah, quanto mais ao povo a alma falta,
Mais a minh'alma atlântica se exalta
E entorna,
E em mim, num mar que não tem tempo ou 'spaço,
Vejo entre a cerração teu vulto baço
Que torna.


Não sei a hora, mas sei que há a hora,
Demore-a Deus, chame-lhe a alma embora
Mistério.
Surges ao sol em mim, e a névoa finda:
A mesma, e trazes o pendão ainda
Do Império.
A
A
B
C
C
B
Rima emparelhada
Rima emparelhada
Rima cruzada
Poema caracterizado por rimas perfeitas

Rimas pobres no poema:
"Sebastião" / "Pendão"
"Indescoberta" / "Incerta"

Rimas ricas no poema:
"Teve" / "Breve"
"Finda" / "Ainda"
Esquema Rimático
Trissílabo
Alexandrino (12)
Hendecassílabo (11)
Dissílabo
Poema mostra grande variedade na divisão de silabas métricas

Poema constituido por 4 estrofes, cada uma com 6 versos (sextilha)
Estrutura interna
Linguagem poética
Neste poema, está explicito o mito sebastianista, que vai ser notado em alguns dos versos.
O poema insere-se na segunda parte de "Mensagem".
Análise formal
Primeira estrofe
A primeira estrofe dá conta da partida de D. Sebastião com o objetivo de cumprir o Império, mas como o sujeito poético diz esta vontade "foi-se" com a "Última Nau".

Nota-se também na estrofe que o "eu" fala de uma partida já condenada ao fracasso ("aziago" - desgraça, "erma" - solidão e "pressago" - previsão).

Está presente na estrofe o mito sebastianista quando o "sujeito poético" se direcciona ao desaparecimento misterioso da "última nau" e de D. Sebastião.
Levando a bordo El-Rei Dom Sebastião,
E erguendo, como um nome, alto, o pendão
Do Império,
Foi-se a última nau, ao sol aziago
Erma, e entre choros de ancia e de presago
Mistério.
Segunda estrofe
Não voltou mais. A que ilha indescoberta
Aportou? Volverá da sorte incerta
Que teve?
Deus guarda o corpo e a forma do futuro,
Mas Sua luz projecta-o, sonho escuro
E breve.
Na segunda estrofe denota a impossibilidade da realização do império e a morte de D. Sebastião (a nau foi-se e "não voltou mais".

O sujeito poético questiona-se ainda sobre o que o futuro trará - "Voltará da sorte incerta/ Que teve?"

Nesta estrofe assume-se o mito como esperança do futuro. Pela crença das pessoas em Deus, estas acreditam que um dia El-Rei regresse.
Terceira e Quarta estrofe
As duas última estrofes referem o "regresso" de D. Sebastião, que o "eu" diz ser certo embora não saiba quando.

D. Sebastião ao regressar traz ainda com ele a determinação de construir um império universal.
Ah, quanto mais ao povo a alma falta,
Mais a minh'alma atlântica se exalta
E entorna,
E em mim, num mar que não tem tempo ou 'spaço,
Vejo entre a cerração teu vulto baço
Que torna.

Não sei a hora, mas sei que há a hora,
Demore-a Deus, chame-lhe a alma embora
Mistério.
Surges ao sol em mim, e a névoa finda:
A mesma, e trazes o pendão ainda
Do Império.
Relação titulo / texto
O titulo "Última Nau" relaciona-se com o desejo de cumprir o Império sendo que esta última nau era a última esperança para os Portugueses de o fazer.
Levando a bordo El-Rei Dom Sebastião,
E erguendo, como um nome, alto, o pendão
Do Império,
Foi-se a última nau, ao sol aziago
Erma, e entre choros de ancia e de presago
Mystério.

Não voltou mais. A que ilha indescoberta
Aportou? Volverá da sorte incerta
Que teve?
Deus guarda o corpo e a forma do futuro,
Mas Sua luz projecta-o, sonho escuro
E breve.

Ah, quanto mais ao povo a alma falta,
Mais a minh'alma atlântica se exalta
E entorna,
E em mim, num mar que não tem tempo ou 'spaço,
Vejo entre a cerração teu vulto baço
Que torna.

Não sei a hora, mas sei que há a hora,
Demore-a Deus, chame-lhe a alma embora
Mystério.
Surges ao sol em mim, e a névoa finda:
A mesma, e trazes o pendão ainda
Do Império.
Recursos expresivos
Antítese:
"Não sei a hora, mas sei que há a hora"
"Mas Sua luz projecta-o, sonho escuro"
Comparação:
"E erguendo, como um nome..."
Hipérbato:
"Ah, quanto mais ao povo a alma falta"
"Vejo entre a cerração teu vulto baço"
Campo lexical
1- sol, névoa, cerração
2- bordo, nau, pendão
3- Atlântica, ilha, mar
4- corpo, alma
Determinantes Possessivos
Verbos
(leva a bandeira de Portugal
para o além)
(Partida de D. Sebastião)
Incerteza quanto ao regresso de
D. Sebastião.
Esperança quanto ao regresso
do D. Sebastião
D. Sebastião continua a
"transportar" com ele Portugal
Zé Ramalho - "A Última Nau"
The Last Galleon

Carrying aboard King Don Sebastian,
And raising atop, like a motto, the pennant
Of Empire,
The last galleon sailed away, under a sun of ill-omen
Forsaken, 'mid weeping of anxiety and ominous
Mystery.


It never returned. To what undiscovered island
Did it call? Will it ever return from the unknown fate
It met?
God hides the body and the shape of the future
But His light projects it, a dream clouded
And brief.


Ah, the more the people is dispirited,
The more my Atlantic soul lifts up
And overspreads,
And in me, in a sea without time or space,
I see through the thick fog your dim outline
Returning.


I know not the hour, but I know there is one,
Even if God delays it, or the soul calls it
Mystery.
You rise in the sun within me and the mist ends:
The same, and you are still carrying the pennant
Of Empire.
"A esperança é a ÚLTIMA
a morrer"

Obrigado !
Christian Coelho
Curiosidades
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