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Cultura Remix

O conceito de “remix”, bastante referenciado na atual cultura popular, iniciou com o modelo de remix sonoro - que passou a ser produzido no início dos anos 70 em Nova York - unindo a musicalidade jamaicana a elementos de distorções sonoras. Hoje, a cultu
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Natalia Menezes

on 3 June 2010

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Transcript of Cultura Remix

http://www.21cmagazine.com/ http://www.rhythmscience.com/ http://www.horizonzero.ca/textsite/remix.php?file=4&is=8&tlang=0 http://professorvj.blogspot.com/ Hoje, "remix" - então a atividade que se apropria de materiais pré-existentes combinando-os a outras informações e remodelando-os de acordo com o gosto de quem o está criando - é uma forma de produção artística que está bastante incorporada em todos os gêneros culturais, principalmente os inseridos nos meios tecnológicos digitais. Com a globalização e através da internet, pôde-se estabelecer grupos de usuários interessados num mesmo tema para realizar experimentações online a partir de obras já realizadas. A estrutura que a cultura remix gera, através das tecnologias digitais, apresenta a imagem/conteúdo já não como matéria e sim uma seqüência de 0 e 1(variável), ou seja, se o artista se apropria de uma obra realizada em 1920, esta obra é digitalizada/desmaterializada, e passada a condição digital na qual pode-se interferir de qualquer maneira.
Podemos resumir que a cultura remix permite a combinação de informações sobre diversos formatos, abrindo portas para que se possa experimentar uma obra do passado nas condições atuais de produção














http://www.djspooky.com/art/birth.html http://www.djspooky.com/art/birth.html Paul D. Miller, ou vulgo Dj Spooky, realiza exatamente o perfil de obras sólidas de um artísta contemporâneo que lida com as novas mídias e principalmente o conceito de cultura remix. Se apropriando de trabalhos artísticos já realizadas (ou não), Spooky não perde sua identidade e tem o dom de transformar imagens com o rítmo próprio da remixagem. No vídeo "Rebirth of a Nation" - trocadilho com o título original do filme "Birth of a Nation", de D.W.Griffith (1915) -, o dj se apropria então da obra do cineasta, digitalizando-a (desmaterializando a imagem), tranformando em códigos numéricos que, por sua vez, estão aptos a serem interferidos. Edita, adiciona ruidos visuais e distorções junto a uma música remixada por ele mesmo, sugerindo uma nova versão do filme, agora passado a uma propósta artística da cultura remix. Conceitualmente o projeto é um contra-narrativa, uma história que se implode sobre si mesma, onde novas histórias surgem das cinzas. (lembrando que O Nascimento de uma nação, mostra uma américa de 1920, onde o racismo está absolutamente presente em sua narrativa. Spooky é negro de família simples norte america, portanto há uma tentativa de subverter a hitória do filme a um perfil do artísta que agora interfere na obra).
"A different utopia" é um projeto que propõe uma imaginação sobre a arquitetura de Fela "Kalakuta Republic", local este que foi intervido pelo musico e ativista político Fela Kuti para ser separado da Nigéria. Com a intervenção de remixagem, Spooky buscou varias fotografias de arquiteturas diferentes lugares, colocando em contraponto suas diferças sociais e culturais mostrando como realmente cada país tem sua estrutura social independente um da outra. O vídeo foi feito ao vivo para o público do festival da República Kalakuta junto a intervenção sonora também criada pelo artísta.
Eisenstein Remix Cultura Remix O conceito “remix”, bastante referenciado no atual cenário cultural, iniciou com o modelo de remix sonoro - que passou a ser produzido no início dos anos 70 em Nova York - unindo a musicalidade jamaicana a elementos de distorções sonoras. Hoje, a cultura remix (atividade que se apropria de materiais/obras pré-existente, juntando-as a outros elementos), combina, acima de tudo, variadas áreas da cultura, incluindo as artes visuais, que desempenham um papel vital na comunicação de massa, em especial na Internet.
A mistura de diferentes componentes/ingredientes, perfil evidente da cultura de remixagem é possibilitado pela expressão que pode ser considerada a matéria prima da cultura remix, que são os comandos CTRL+C, CTRL+V (copiar e colar).

“Generally speaking, remix culture can be defined as the global activity consisting of the creative and efficient exchange of information made possible by digital technologies that is supported by the practice of cut/copy and paste” (NAVAS, 2006)
“O computador unifica as práticas de tratamento de mídias, na medida em que as manipula todas a partir do parâmetro comum do código binário. Mesmo em micros domésticos é possível converter praticamente qualquer produto cultural em arquivos que podem ser armazenados, editados e distribuídos em formato digital”. (BASTOS, Marcus. 2006)

O trecho acima extraído do artigo “A cultura da reciclagem”, escrito pelo pesquisador Marcus Bastos, sintetiza o que acontece nas tecnologias computacionais quando o arquivo cultural transforma-se em variável e a partir daí ganha possibilidades mil de combinações.
A cultura remix leva algumas características fundamentais, que valem ser citadas nesta pesquisa, tendo como intuito mostrar, mesmo que rapidamente, como o seu perfil convergente abre portas pra uma nova forma de se fazer arte na contemporaneidade, e não só de se fazer, mas de se receber e de se apropriar da arte.
Como dito acima, a cibercultura ou cultura da remixagem, faz convergir todas as mídias num mesmo meio informacional. Este processo de “re-mixagem” começa com o pós-modernismo, ganha contorno planetário com a globalização, e atinge seu apogeu com as novas mídias (MANOVICH). Segundo o teórico especializado no tema, André Lemos, existem três elementos que são a sustentação do conceito "cultura remix". São eles:

“Essas são as três leis que estão na base da “ciber-culturaremix“. São elas: a liberação da emissão, o princípio em rede e a reconfiguração são conseqüências do potencial das tecnologias digitais para recombinar. A novidade não é tanto a recombinação em si mas o seu alcance. A recombinação e a re-mixagem têm dominado a cultura ocidental pelo menos desde a segunda metade do século XX, mas adquirem aspectos planetários nesse começo do século XXI. Em recente artigo para a revista “Wired”, o escritor de ficção-científica William Gibson mostrou como a prática do CUT and PASTE configurou as vanguardas artísticas do século passado. Mais ainda, a nossa cultura não é uma cultura de simples apropriação ou empréstimo, da produção, do produto ou da audiência, mas uma cultura de participação, e essa participação se dá de uso livre da circulação de obras”. (LEMOS, André. 2002)

André Lemos define que, com a circulação acessível das obras em variados formatos, sendo possível, por exemplo, fazer download de filmes, imagens, músicas, etc, é evidente notar que a circulação cultural de bens artísticos está bem mais disseminada e acessível para a sociedade, através da rede. Isso demonstra claramente a perda da importância do copyright e da autoria sobre a obra de arte onde existe um único autor que é dono dos direitos autorais da criação artística ali presente.
Uma tradição que a cultura remix carrega desde o primórdio das criações musicais dos rítimos sampleados até hoje nas apresenteções de LIVE Cinema, é a criação ao vivo, da improvisação audiovisual. Os artístas dessa área, além de buscarem que o público aprecie um momento único , existe uma maneira da apropriação sem ser pré definida, o momento único da apresentação gera a sensação visual artística única ao público.


Estética do Remix: a arte da apropriação A estética que caracteriza os trabalhos artísticos que se apropriam de uma obra já realizada, normalmente carregam em sí um lado, se não crítico, muitas vezes humorístico, tendo por base um certo questionamento em relação a obra que está sendo interferida.
É notável o aspecto alegórico e até com propositais ruídos visuais ou sonoros que interferem as obras.
A apropriação no desenvolvimento artístico vem desde o pós-modernismo, e em movimentos artísticos como a pop art, onde já aparecia o princípio da apropriação e do readymade: o artísta Andy Warhol, por exemplo, se apropriou de imagens de pessoas famosas para revelar como elas são na realidade impessoais e vazias. Realizava serigrafia em larga escala, condicionando a arte ao sistema capitalista industrial de produção em massa. Além disso também se apropriou de imagens publicitárias como a Coca-Cola e as latinhas de sopa Campbell, criando reproduções enormes deste ícones do mercado.
Na realidade o autor do "ready made", ou do fazer artístico que se apropria de materiais indústrializados para questionar tudo o que já havia sido feito na arte, foi Marcel Duchamp. O "ready made" portanto, se trata de apropriar-se de algo que já está feito: é escolhido produtos industriais, realizados com finalidade prática e não artística (urinol de louça, pá, roda de bicicleta), elevando-os à categoria de obra de arte, colocando-os em museus como objetos intocáveis da arte e tirando-lhes a função que cada um têm por ser um objeto de uso cotidiano.


Sob essa perpectiva temos um primero exemplo de "intervenção" Remix (o remix sugestivo, ainda não computadorizado),realizado pela artísta Sherrie Levine, "Fountain (after Marcel Duchamp)", 1991. Os artístas Kate Armstrong & Michael Tippett criaram a obra "Grafik Dynamo". Desde a época de seu lançamento em 2005 até o final de 2008, o trabalho utilizou conteúdos que eram colocados diáriamente no site da rede social Live Journal. O trabalho tem uma abordagem experimental para gerar uma ou outra narrativa, postulando um novo gerero híbrido entre o fluxo de dados de animação do trabalho e a tentativa em se apropriar da linguagem de HQ´s. Como Roy Lichtenstein, que se apropriou de tirinhas comicas para suas pinturas, Armstrong e Tippett mesclam os comics usando tecnologia RSS. http://www.turbulence.org/Works/dynamo/ Na audiovisual - mais voltado a vídeo arte da década de 70 -, temos um exemplo muito interessante, realizado pelo film maker polonês Zbigniew Rybczynski, que, se apropriando da cena da escadaria de Odessa do filme "O Encouraçado Potenkim", de Sergei Eisenstein, satirizou com a técnica de cromaqui, todos os elementos de agonia e terror do momento trágico onde os militares disparam contra a população russa de São Petersburgo.
http://video.mail.ru/mail/baks-show/zdig/110.html http://www.djspooky.com/art/birth.html Dj Spooky Remix na arte e tecnologia e mídias locativas Como exemplo de remix na arte e tecnologia temos o trabalho da artísta multimídia Rejane Cantoni. "Mona Visa" é uma obra interativa onde a artísta se apropria da imagem da MonaLisa de Leonardo Da Vinci para criar um quadro que se movimenta de acordo com a presença humana. Podemos até sugerir que a interatividade possibilita um remix entre a obra e o espectador, ambos participam da obra. http://www.rejanecantoni.com/monavisa.html Eisenstein Remix O trabalho do grupo brasileiro Lat 23, formado por quatro artístas brasileiros resume bem a questão da apropriação voltado as mídias locativas.
No trabalho "Kandinsky by Perdizes", eles criaram um rota no bairro da zona Oeste de SP, com base no quadro abstrato do artísta russo, crinado um caminho arbitrário na zona urbana da metrópole. Com o uso de GPS, tracksticks, câmera de celular, etc, foi possível criar este trabalho, disponíevel para visualização online
Cover= Reencarnação + Repetição - MAM Exposição realizada no MAM SP em 2008
“Reencenar, hoje, parece ser uma saída das mais legítimas. Ao recriarmos algo (seja um evento histórico, uma batalha civil, um filme, uma canção, um clipe ou uma obra de arte), ganhamos uma oportunidade de reconciliação com o passado e, acima de tudo, a oportunidade rara de experenciálo no presente”, afirma o curador do projeto, Fernando Oliva No mundo contemporâneo, a reapropriação, principalmente nas artes visuais, surge como um expediente de avaliação e julgamento da enxurrada midiática a que o homem é hoje submetido por meio da TV e da internet, invadindo o plano público e privado. O fluxo contínuo e excessivo de imagens e sons banaliza assuntos vitais e, ao mesmo tempo, eleva ao foco do debate temas corriqueiros, numa inversão de valores que subverte regras e moral. Ao revisitar essas experiências,
a arte contemporânea tem a possibilidade de devolver aos acontecimentos seu devido valor, ressaltando fatos relevantes que nem sempre são percebidos em toda sua extensão.
Software Livre Criative Comuns http://www.lat-23.net/kbp/kbp_index.html Não podemos deixar de falar sobre o assunto "software livre" quando o assunto é ciber-cultura-remix.
Os programas de código aberto, além de proporcionarem que qualquer interessada faça uso das ferramentas para criar e distribuir informação e soluções, não existe a necessidade da dependência dos softwares de grandes empresas que cobram preços altíssimos para liberação do uso de tais programas.
É uma revolução poder contar com os softwares livres no atual cenário de compartilhamento de dado que vivemos, sem questionar o lado da liberdade da criação sem depender de um orgão que determina o uso, portanto a adoção dos softwares livres nos libera do monopólio de firmas produtoras. Freee Software Fundation http://www.fsf.org/ Processing http://processing.org O Creative Commons disponibiliza licenças que abrangem um espectro de possibilidades entre a proibição total dos usos sobre uma obra - todos os direitos reservados - e o domínio público - nenhum direito reservado. As licenças ajudam a manter o direito autoral do realizador e ao mesmo tempo permite certos usos da obra - um licenciamento - com "alguns direitos reservados".
O Criative Communs então permite que uma obra seja disponível para compartilhamento, sem muitas restrições. Este é mais um importante aspecto que amplia o cenário da ciber-cultura-remix. É mantido alguns direitos sobre a obra mais a idéia principal é que a criação em qualquer das áreas culturais e/ou informacionais permitam uma abrangencia de compartilhamento online. Desta maneira há também o perfil da apropriação. http://www.creativecommons.org.br/ Omer Fast e a apropriação jornalística
No trabalho do artísta israelense "CNN Concatenated", o artísta além de usar o recurso
do Ctrl C + Ctrl V, pegando fragmentos de matérias do jornal televisivo CNN, propõe de forma crítica a função do sensacionalismo jornalístico, com humor e remixando vários reporters, conduzindo uma nova narrativa. A obra foi exposta em exposições importantes e causo polêmica mundial.
No trabalho acima o artísta brasileiro Rodrigo Mateus
questiona perfil artificial de toda e qualquer mensagem publicitária, colocando fotos de coqueiro com um ventilador na frente, simbolizando o vento.
a internet
a internet é um remix.de livre expressão, de livre fluxo de informação.
sua essência parte da não limitação de informação. a parir do momento que tirarem o próprio lixo que têm na internet, acabou seu perfil de liberdade informacional.
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