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O Materialismo Histórico e a Crítica do Capitalismo

Capítulo: Materialismo Histórico e a Crítica do Capitalismo de Josef Fontana
by

Lucas Worm

on 12 May 2016

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Transcript of O Materialismo Histórico e a Crítica do Capitalismo

O Materialismo Histórico
e a crítica do Capitalismo

FONTANA, Josep.
Alemanha
França
Itália
Inglaterra / Grã-Bretanha
1830 - 1832 - Crise da Reforma
1832 - Reforma Parlamentar
1830 - Revoluções Liberais
1831 - Conflito com Áustria / Ações Nacionalistas Revolucionárias
1830 - "Revolução"
Tendência do Salário Real Baixa 1815-1830
1847-1848 - Queda do Salário Industrial -30%
Pão dobra de preço
1848 - Revolução de 1848
EUROPA 1830-1848
1834 - Lei Britânica dos Pobres
criara autênticos cárceres onde os pobres são forçados a trabalhar
Crescente consciência de que o capitalismo não cumpriria com suas promessas.
1840 - 1847 Período de Fome
+50% preço de itens básicos de alimentação
Processo de diferenciação das fortunas
relação entre aumento da pobreza é proporcional ao aumento das riquezas
"(...) Da consciência de que os dois fenômenos guardavam estreita relação, nascerá a receptividade dos operários e artesãos à crítica do capitalismo."
"Da derrota das aspirações revolucionárias de 1830 e da consiência do fracasso do capitalismo - a consiência de que não é um sistema para a prosperidade geral, mas sim uma nova forma de exploração - nascerá uma transformação das propostas revolucionárias. "
Entre 1830 e 1848:

radicalismo operário britânico engendra o cartismo
Filippo Buonarroti - sociedades secretas populares - neo-babuvismo
Socialismo utópico se populariza no sul da Itália
Surgimento da Liga dos Justos (Paris)
Liga dos Justos
1847
Liga dos Comunistas
Objetivo - "supressão da escravidão do homempela difusão da teoria da Comunidade e, quando for possível, pela sua introdução na prática".
Liga dos Justos - 1830
Liga dos Comunistas - Karl Marx e Friedrich Engels
Karl passa maior parte de sua maturidade com a tarefa de desmontar a lógica do capitalismo.



1842-1843 - Quatro artigos sobre problema dos roubos de lenha levam a elaboração do Materialismo Histórico, concluido em 1845
"Minhas investigações deram este resultado: que as relações jurídicas, assim como as formas de Estado, não podem aplicar-se nem por si mesmas nem pela pretendida evolução geraldo espírito humano, mas sim que se originam nas condições materiais de existência, que Hegel, seguindoo exemplo dos ingleses e franceses do século XVIII, compreendia sob o nome de "sociedade civil", e que a anatomia da sociedade civil tem-se que buscá-la na economia política."
"(...) na produção social da sua existência os homens entram em relações determinadas, necessárias, independentes da sua vontade; essas relações de produção correspondem a um grau determinado de dessenvolvimento das suas forças produtivas materiais. O conjunto dessas relações de produção constituem a estrutura econômica da sociedade, a base real sobre a qual se eleva uma superstrutura jurídica e política, e à qual correspondem formas sociais determinadas de consciência. O modo de produção da vida material condiciona o processo da vida social, política e intelectual em geral. Não é a consciência dos homens a que determina o seu ser; pelo contrário, seu ser social é o que determina a sua consciência. (...)"
Materialismo Histórico
Análise de Marx não pode ser convertida em uma teoria geral da filosofia da história
Engels também passa a combater interpretações mecanicistas, advertindo que: "o método materialista tornava-se contraproducente se, no lugar de adotá-lo fio condutor do estudo histórico, fosse usado como esquema fixo e inamovável para classificar os "fatos históricos" ou que "a nossa concepção da história não é nenhum instrumento de construção de forma hegeliana, mas sim, que é, antes de tudo, uma instrução no e por meio do estudo"."
O materialismo histórico contém uma concepção da história que nos mostra a evolução humana através de algumas etapas de progresso, que não são definidas fundamentalmente pelo grau de desenvolvimento da produção, mas sim pela natureza das relações que se estabelecem entre os homens que participam no processo produtivo. "Quando se fala (...) de produção - dirá Marx - fala-se sempre da produção num estado determinado do desenvolvimento social - da produção de indivíduos em sociedade".
Termos como escravismo, feudalismo e capitalismo - ou como socialismo, na projeção ao futuro - não se referem ao caráter predominantemente agrário ou industrial da produção, a que esteja destinada à subsistência familiar ou ao mercado, mas sim ao tipo de relação que existe entre amo e escravo, senhor e vassalo, empresário capitalista e operário assalariado - ou a relação de igual para igual entre homens livres, numa sociedade que terá eliminado a exploração, no caso, do socialismo.
Bibliografia

Josep Fontana - História: Análise do Passado e projeto social

Karl Marx e Friedrich Engels - A Ideologia alemã
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