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SEMÂNTICA E HERMENÊUTICA

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Descreve campo dos dados de linguagem (Gegebenheitsfeld), de fora, classificando os modos de comportamento no trato com os signos. Investigação de Charles Morris.
“A filosofia que, expressamente ou não, deve ser sempre uma crítica do pensamento tradicional, é esse exercício hermenêutico que incorpora as totalidades estruturais, elaboradas pela análise semântica, no continuum da tradução e da conceituação, onde existimos e desaparecemos.”
SEMÂNTICA
Análise Semântica
Tópicos de Semântica
Ideal semântico: há expressão unívoca acertada para determinado contexto. Isso tende à poesia lírica, purificação do uso épico e dramático das palavras.
Poeta Immermann: Die Zähre rinnt (As lágrimas escorrem). Arcaísmo de Träne (pranto cotidiano). A palavra escolhida significa algo diferente?

Quando uma expressão substitui sem alterar o sentido do todo, então possui mesmo sentido. Isso é válido?
Semântica prevê que palavras não significam isoladamente. Substituição é restrita, Não se substituem expressões singulares, mas há locuções equivalentes. Equivalência, no entanto, é contingente e muda constantemente.
Análise semântica também considera tais mudanças temporais, compreendendo a inserção de uma totalidade estrutural numa nova estrutura total. Discrepância de significado de uma palavra em certo contexto aponta para algo novo.
O mesmo vale para a metáfora enquanto transferência de sentido originário de sua aplicação. Depois que seu contexto de transferência é esquecido, palavra adquire sentido próprio no novo contexto. Não se pode restringir o significado de “flor” para o uso biológico previsto nos dicionários, considerando seus outros usos apenas figurativamente.
Línguas são formas de manifestação da linguagem, mas repousam na tensão entre a individualização do dizer e a convencionalidade. Individualização pode impedir comunicação, mas a fala puramente formal perde poder de interpelação.
Individualização inerente à linguagem viva, expressa na figura poética, questiona teoria da substituição na expressão de sentido. A poesia lírica não pode ser traduzida sem perder sua força de expressão originária.
Substituição se opõe ao momento individualizante inerente ao ato de linguagem, como numa poesia de importância universal em relação ao seu autor.
Semântica é teoria de signos, especialmente os de linguagem. São meios inconstantes, como quaisquer outros empregados na atividade humana.
Ele domina os meios = ele emprega-os corretamente com vistas a um fim
Falar é mais do que dominar uma língua e escolher os meios para comunicar. A Língua dominada é onde se vive, onde o que se quer comunicar só se dá na linguagem.
Não se escolhe palavras para falar, mas o dizer flui com a questão evocada através da linguagem. O mesmo vale para a leitura de textos compreendidos.
Wednesday, May 28, 2014
Artigo de 1968 in: Verdade e Método II
, p.204-216.
Semântica e Hermenêutica
Hans-Georg Gadamer (1900-2002)
Tópicos de Hermenêutica
Temas especialmente atuais. Partem da configuração da expressão do pensamento mediante a linguagem.
Consideram forma primária da experiência espiritual; tratam universalmente do fenômeno da linguagem em seus signos e processos de entendimento.
Ambas tematizam o acesso ao mundo representado pela linguagem; excedem o pluralismo linguístico.
Além da estrutura semântica se encontram os questionamentos da hermenêutica.
Hermenêutica funda-se no fato de que a linguagem remete para além de si e de sua expressividade. Não se esgota no dito. Pressupõe limite de objetividade.
Expressão não é imprecisa e nem carente de melhoria, mas realiza suas possibilidades permanecendo aquém do que evoca e comunica. Sentido do dito é pano de fundo que, ao ser expresso perde sua função.
Dizer movimenta-se para trás de si: 1 o que, no dito, permanece presente como não dito; 2 o que, no dizer, se encobre.
O indizível dito. O âmbito do ocasional (dependente da ocasião, circunstância e situação). Essa dependência é, na hermenêutica, não contingente (ocasional).
Expressões ocasionais como “aqui” e “isto” são formas vazias passíveis de receberem conteúdos, mas constituem a essência do dizer.
Enunciados não possuem sentido unívoco, mas motivado por pergunta subjacente que o torna resposta.
Há a questão da hermenêutica da pergunta, que trata das perguntas implícitas e explícitas que podem ser dadas pelo tom interrogativo de enunciado sintático, ou se torna enunciado uma pergunta clara (pergunta retórica). Pergunta sempre antevê ou antecipa resposta.
Configuração mais formal: o dito se mostra no não dito na referência à pergunta. Isso vale para pseudo-enunciados que não informam nem comunicam estados de coisas, como a benção, a maldição, o anúncio religioso, a ordem, o lamento...?
Há pergunta para esses tipos de enunciados? Sim, pois seus sentidos só se preenchem em reação ao contexto; aí também ocorre ocasionalidade.
Sentido de texto de literatura é motivado pela ocasião, se ele é sempre resposta à mesma pergunta?
Hermenêutica tradicional visa crítica teológica, jurídica e literária, pois desperta sentido fossilizado nas letras.
Hermenêutica profunda trata do que o dizer encobre. Ex: Mentira. Não é primariamente semântica. Mentira, sob pressão, encobre o próprio encobrimento de sua fala, suscita realidade meramente linguística.
Mentira, na poesia, possui estruturas semânticas próprias. Há sinais da mentira pelos quais o enunciado destina-se ao encobrimento.
Mentira não é só algo falso, mas um falar encobridor consciente. Texto poético tenta revelar a mentira na intenção de quem a fala.

SEMÂNTICA E HERMENÊUTICA
HERMENÊUTICA
Aspecto interno do uso dos universos semânticos (de signos).
Estrutura total da linguagem e não unicidade dos signos e da formalização lógica das expressões. Palavra-expressão é estrutura intransferível e insubstituível; sinonímia (sinônimos) não diz o mesmo.
Como designação ou nomeação, maioria das expressões admitem distinção, articulação e diferenciação. Signos verbais singulares não isolados aumentam individualização do significado.
O erro é um encobrimento de natureza bem diferente. Afirmação correta e errônea não se distingue linguisticamente. Não é fenômeno nem hermenêutico nem semântico.
Enunciado errôneo é expressão correta de opinião errônea.
Mentira é encobrimento irrelevante, porque pretende comunicar uma verdade que se revela quando a mentira é descoberta.
A mentira não reconhecida tem novo caráter frente ao mundo; é a mendacidade, e constrói um discurso próprio consolidando-se como verdade.
A mendacidade impossibilita comunicação por causa da incoerência pessoal, e só pode ser superada pela reflexão hermenêutica.
Imperativos da hermenêutica devem se dar em duas formas de encobrimento da fala.
Tácito e silencioso emprego de preconceitos. Os preconceitos são fundamentais para a linguagem, mas carecem de serem descobertos, vindo à consciência.
Os preconceitos básicos são poderosos, porque se colocam como imprescindíveis e dogmaticamente válidos.
Ex: transferir método da física para a sociologia. O cientificismo é ideologia que pode e deve ser suspeitada. Objetividade não implica estabilidade nas relações de poder social.
Criticar o óbvio é extremamente difícil, porque suspeita evidências práticas. Mas a hermenêutica visa justamente dispor para a crítica de preconceitos arraigados. Daí a importância da crítica da ideologia.
Reflexão hermenêutica tem alcance universal. Ciência repousa nos seus fundamentos e métodos, em geral inquestionados, mas que a hermenêutica pode questionar enquanto capazes de conhecimento total, descartados de preconceitos ou interesses sociais.
Isso se acentua na questão dos especialistas que falam com mais força do que as associações específicas dos mesmos ramos.
Crítica hermenêutica só é eficaz quando é capaz de refletir sobre si e seu próprio procedimento. Isso encaminha para um verdadeiro ideal de conhecimento, porque evidencia suas ilusões (ser livre de preconceitos e dependências, ou absoluta).
Ausência de preconceitos é delírio, bem como o empirismo livre de metafísicas, ou a superação da ciência pela crítica ideológica.
Consciência hermenêutica iluminista faz valer verdade superior: tradução. Toma algo estranho, dissolve-o criticamente, reconstrói acriticamente e confere novo horizonte de validade.
Tradução conjuga o estranho e o próprio numa nova configuração que respeita a verdade de ambos. Tira o estranho de seu mundo linguístico próprio e o insere em outro que não o deprecia, mas o revela de outro modo, talvez mais consciente e racional.
Razão sabe que o conhecimento é e permanece limitado mesmo na consciência disso.
Reflexão hermenêutica faz autocrítica da consciência acerca de suas abstrações e conhecimentos inserindo-os no conjunto da experiência humana.
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