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Influências dos Pais, Técnicos e Professores

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Renato Verzani

on 29 June 2016

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Influências dos Pais, Técnicos e Professores
O grande desafio
Os profissionais envolvidos com a prática esportiva precisam identificar da melhor maneira possível o modo como os pais afetam positivamente as vivências das crianças, para desta maneira reforçar esta situação. Por outro lado, também precisam identificar as questões negativas e direcionar seus esforços para minimizá-las.

(WEINBERG; GOULD, 2008)
Triângulo Esportivo
Estes são os pares de inter-relações que são fundamentais e decisivos para a formação esportiva da criança, propostos por Byrne (1993).
Características pessoais e situacionais de uma criança com risco de estresse competitivo.
O comportamento de pessoas importantes para as crianças (pais, treinadores, professores, dentre outros) é muito importante no processo de facilitação social (ZANETTI; MACHADO, 2011).
Fatores associados com o esgotamento em jovens atletas
Portanto:
O esporte para crianças e adolescentes
Incluir as crianças na prática esportiva é muito importante, visto que assim passam a entender que possuem talentos e que estes diferem das outras crianças. Desta maneira, o esporte pode trazer diversos benefícios, inclusive psicossociais.
(LANDRY, 2004)
Intervenção junto aos pais
Pode ocorrer em dois níveis:

Primeiro nível
: Relação Escola/Clube – Pais

Informar sobre a escola e sua filosofia;
Conscientizar sobre o que implica a prática esportiva do filho;
Comprometer os pais no projeto.

Segundo nível
: Relações treinadores – Pais

Explicar as normas específicas da equipe;
O calendário de competições;
Explicar os objetivos da equipe;
Estabelecer um horário de orientação;
Estabelecer pautas de comportamentos dos pais.


(WEINBERG; GOULD, 2008)

Responsabilidades dos pais e código de conduta
As diferenças entre o que o jovem procura no esporte e aquilo que é oferecido (excesso de cobranças, valorização do resultado, reforço negativo, excessiva organização etc.) são motivos que conduzem ao abandono esportivo.

(GOMES, 2011)
Os motivos que levam as crianças para prática esportiva
Por diversão;
Para aprimorar as habilidades;
Para desenvolver novas habilidades;
Para estar com os amigos;
Para fazer novas amizades;
Para ter sucesso ou vencer;
Para entrar em forma.

(LANDRY, 2004)
Influências exercidas pelos pais e treinadores

Tanto os pais quanto os técnicos exercem influências sobre seus filhos ou atletas, sendo que estas são divididas em diversos tipos, de acordo com Machado (2006):

Poder de informação
: quando uma pessoa A muda seu comportamento ou atitude em função de uma reorganização cognitiva provocada pelo conteúdo de uma influência exercida por outra pessoa B, e não em virtude de alguma característica especificamente associada a B.

Poder de coerção
: quando A é capaz de influenciar B em virtude da possibilidade de que A tem que impor castigo a B, caso este não obedeça. Pode-se utilizar exemplos de pais que, para obterem o comportamento adequado de seus filhos, utilizam-se de castigos físicos.

Poder de recompensa
: quando A é capaz de influenciar B em virtude da possibilidade de que A tem que recompensar B. Como exemplo, pode-se citar pais que presenteiam seus filhos, toda vez que estes apresentam bom comportamento ou executam determinada tarefa.

O poder de coerção e o de recompensa podem ter como consequência que a criança não tenha atitudes voluntárias, isto é, ela pode fazer algo devido ao medo de ser punida ou esperando recompensa, o que não é adequado.

(ZANETTI; MACHADO, 2011)

Contudo, de acordo com Korsakas (2002), toda prática esportiva oferecida para crianças e adolescentes possui relação com as ações adultas (técnicos, pais, professores etc.).
Brustad (1993) salienta que esta influência chega a ser perversa, uma vez que desde os treinamentos e vivências esportivas até a competição, apenas o interesse dos adultos acaba sendo atendido.
(BYRNE, 1993)
(GOULD; MEDBERY, 2004)

(GOULD; MEDBERY, 2004)

Influências dos pais
É comum que os pais acabem intervindo na prática esportiva dos filhos, afinal, eles ocupam funções diretamente relacionadas com a mesma, levando ao centro esportivo, pagando os custos envolvidos com materiais esportivos e mensalidades, por exemplo.

(UVA, 2005)
Influências dos técnicos
O papel representado pelos técnicos é fundamental na formação do atleta, sendo que estes precisam estar bem preparados e para não trazerem consequências negativas ao invés de positivas, por meio de intervenções inadequadas.
Características de envolvimento dos pais
PAIS DESINTERESSADOS
: não costumam estar presentes nas atividades, mas quando aparecem, são valorizados pelos treinadores e alunos.


PAIS EXCESSIVAMENTE CRÍTICOS
: cobram e criticam o tempo todo, além de menosprezar. Dificilmente ficam satisfeitos e o momento esportivo parece mais deles do que dos próprios praticantes. Este tipo de situação pode trazer prejuízos a criança.


PAIS EXALTADOS
: ocupam área do jogo, o que não é adequado, além de participar e gritar com todos os envolvidos na prática.


PAIS TREINADORES DE ARQUIBANCADA
: costumam dar muitas informações para os atletas, sendo que muitas vezes estas contradizem o treinador e podem acabar confundindo toda a equipe


PAIS SUPER PROTETORES
: ficam a todo momento dizendo que vão tirar os filhos da modalidade por medo de algo relacionado com a prática da mesma, sendo que este medo acaba sendo transmitido para os filhos.


PAIS ÚTEIS
: estimulam a prática esportiva, ajudando no que for preciso.

(DE KNOP et al.,1999)
Formas de comportamento familiar
Família democrática
: Leva em consideração os interesses e características da crianças. Estas costumam apresentar boa liderança, ser muito curiosas e criativas, bem como originais e não conformistas. Normalmente são extrovertidos e sociáveis.

Família autoritária
: Elevado nível de controle. Os sujeitos passam a ser mais quietos e apresentarem bom comportamento. Em geral, são mais conformistas e introvertidos, além de apresentarem menos curiosidade.

Famílias permissivas
: Aceitam mais os impulsos e fazem poucas exigências quanto a ordem, não procurando alterar comportamentos (positivos ou negativos). As crianças costumam não ser muito responsáveis e também não são orientados para realização.

(MUSSEN, 1975)
Os pais como torcedores:
São os
torcedores mais ácidos
, uma vez que fazem cobranças acima da média, aproveitando-se da proximidade afetiva para insultar, gritar e fazer gestos, como se desta forma pudessem eliminar os erros assistidos.

Já os
pais-torcedores silenciosos
são vistos como tão nocivos quanto a versão anterior, isto porque memorizam todos os lances e indecisões da partida para que, já no ambiente familiar, executem uma cobrança exagerada e inviável de ser paga. Assim, o silêncio no ambiente esportivo passa a ser um barulho ensurdecedor no período posterior.

Outro grupo que precisa de atenção é o dos
pais ex-atletas frustrados
, pois projetam nos filhos a esperança de alcançar o sucesso que eles mesmos não foram capazes. A pressão costuma ser alta quando as crianças não têm a performance idealizada pelos pais.

(MACHADO, 1998)
É muito importante entendermos que a participação dos pais é fundamental, mas que a mesma não pode atrapalhar o trabalho do treinador ou professor e também não deve ser negativa. Por isso, é necessário que tenhamos uma intervenção que favoreça o desenvolvimento do atleta, pautada na compreensão das relações presentes no contexto esportivo.
Poder legítimo
: são situações em que determinados comportamentos são apropriados e outros inapropriados, devido a tradição, aos valores, as normas sociais, a cultura, etc.

Poder de referência
: Quando alguma coisa é tida como ponto de referência para outras, isto se dá quando nos identificamos com relação a atitudes de algumas pessoas ou quando não temos nada em comum.

Poder de conhecimento
: quando A tem poder de conhecimento sobre B e quando B segue as prescrições determinadas por A, em virtude da aceitação do maior nível de conhecimento contido em A. Esse poder pode ser observado na relação entre professores e alunos.

(ZANETTI; MACHADO, 2011)

O técnico esportivo
Responsável direto pelo treinamento, o "técnico esportivo que deverá lançar mão de conhecimentos de psicologia esportiva, para facilitar o engajamento e o equilíbrio destes jovens atletas no contexto esportivo. Tal intervenção deverá ser continuada com o passar dos anos, com o emprego de técnicas que permitam com que estes atletas não sofram as consequências maléficas proporcionadas pelo programa esportivo, além de contribuir para o adequado desenvolvimento de atributos psicológicos tão necessários para a prática esportiva".

(MACHADO, 2013, p. 371)
Técnicos ineficazes oferecem pouca educação efetiva e normalmente reagem de modo negativo, aplicando punições, frequentemente com uma postura depreciativa. Eles também sustentam uma filosofia que coloca a necessidade de vencer acima do desenvolvimento da criança (LANDRY, 2004).

Brandão (2000) afirma que comentários críticos do treinador, principalmente durante o jogo, tem efeito mais desfavorável do que os próprios erros cometidos pelos jogadores.
É necessário que sejam encontradas novas formas de conceituar a ideia de sucesso e vitória no desporto juvenil (como, por exemplo, que sucesso significa esforço e persistência dos atletas para lutarem pelas vitórias).

Desta forma, há uma alteração do foco de atenção e valorização do desempenho dos atletas e das respectivas equipes.

É viavél então a criação de um ambiente positivo que valorize questões como o modo de ver a competição (que não é uma guerra), o adversário (que não é um inimigo), os comportamentos violentos (que não “fazem parte do jogo”), etc.

(GOMES, 2011)
O resultado deste ambiente positivo é a promoção de esportistas que gostam da atividade física e que procuram melhorar constantemente por meio dos erros que cometem com o reforço, apoio e crítica construtiva fornecida pelo treinador.




(GOMES, 2011)

Melhorando as habilidades
Algumas questões são importantes no texto esportivo, como:

Valorizar a aprendizagem;

Recompensar o esforço (Reforço positivo);

Valorizar a cooperação;

Valorizar o papel de cada um na equipe;

Enfatizar que os erros fazem parte da aprendizagem.


(GOMES, 2011)
Treinador deve utilizar o reforço positivo, pois é fundamental para a aprendizagem do fato em si e também para a motivação;

Também deveriam utilizar de feedback positivo para lidar com a derrota e fracasso, para que os atletas não se sintam martirizados com emoções negativas advindas da mesma e do erro.


(BARBANTI, 2005)

(GOULD; MEDBERY, 2004)

A prática esportiva oferece benefícios, mas é necessário um programa de intervenção que possa minimizar os riscos de uma influência negativa.

O comportamento negativo nunca é eliminado por completo, mas educando os pais é possível melhorar a comunicação com técnicos e organizadores, para que assim a participação seja mais adequada.

A busca constante por conhecimento e aprofundamento dos profissionais, bem como o trabalho interdisciplinar, podem contribuir positivamente com o ambiente em que o atleta está inserido.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BARBANTI, V. J.
Formação de Esportistas
. São Paulo: Manole, 2005.
BRANDÃO, M. R. F. Aspectos bio-psicológicos no esporte. In: MOREIRA, W. W.; SIMÕES, R. (Org.)
Fenômeno esportivo no início de um novo milênio.Piracicaba:
Editora UNIMEP, p. 237-246, 2000.
BRUSTAD, R. J. Youth in the sport: Psychological considerations. In: SINGER, R. N.; MURPHEY, M.; TENNANT, L. K. (Org.)
Handbook of research on sport psychology
. New York: Macmillan Publishing Company, 1993.
BYRNE, T. Sport: It’s a Family affair. In: LEE, M. (Org.).
Coaching Children in sport
: principles and pratice. London: Spon, 1993.
DE KNOP, P.; WYLLEMANN, P.; VAN HOUCKE, J. & BOLLAERT, L. Sports management - An European approach to the management of the combination of academics and elite-level sport. In: BAILEY, S. (Org.)
Perspectives
– The interdisciplinary series of Physical Education and Sport Science. v1, School sport and competition. Oxford: Meyer & Meyer Sport, 1999.
GOMES, A. R. A iniciação e formação desportiva e o desenvolvimento psicológico de crianças e jovens. In: MACHADO, A. A.; GOMES, R.
Psicologia do esporte
: da escola à competição. Jundiaí: Fontoura, 2011.
GOULD, D.; MEDBERY, R. Questões psicológicas. In: SULLIVAN, J. A.; ANDERSON, S. J. (Org.).
Cuidados com o jovem atleta:
enfoque interdisciplinar na iniciação e no treinamento esportivo. Barueri: Manole, 2004.
KORSAKAS, P. O esporte infantil: as possibilidades de uma pratica educativa. In: DE ROSE JR, D. (Org.)
Esporte e atividade física na infância e na adolescência:
uma abordagem multidisciplinar. Porto Alegre: Artmed Editora, 2002.
LANDRY, G. L. Saúde e aptidão física. In: SULLIVAN, J. A.; ANDERSON, S. J. (Org.).
Cuidados com o jovem atleta
: enfoque interdisciplinar na iniciação e no treinamento esportivo. Barueri: Manole, 2004.
MACHADO, A. A. Emoções no esporte: a busca do equilíbrio. In: BARTHOLOMEU, D.; MONTIEL, J. M.(Coord.).
Atualização em avaliação e tratamento das emoções.
São Paulo, Vetor, 2013. p. 367-388.
MACHADO, A. A.
Interferência da agressividade e ansiedade de atletas adolescentes.
Rio Claro: UNESP, 1998 (tese de livre-docência).
MACHADO, A. A.
Psicologia do esporte:
da educação física escolar ao treinamento esportivo. São Paulo: Guanabara Koogan, 2006.
MUSSEN, P. H.
O desenvolvimento psicológico da criança
. 7. Ed. Rio de Janeiro: Zahar editores, 1975.
UVA, J.E.S. Aspectos a considerar na relação com os pais dos atletas: o papel dos pais no atletismo para jovens.
Treino Desportivo.
Lisboa, v.7, n.29, p.34-42, 2005.
WEINBERG, R. S.; GOULD, D.
Fundamentos da psicologia do esporte e do exercício
. 4. ed. Porto Alegre, RS: Artmed, 2008.
ZANETTI, M. C.; MACHADO, A. A. Atores do mundo esportivo e suas relações. In: MACHADO, A. A.; GOMES, R.
Psicologia do esporte:
da escola à competição. Jundiaí: Fontoura, 2011.

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Contudo, de acordo com Korsakas (2002), toda prática esportiva oferecida para crianças e adolescentes possui relação com as ações adultas (técnicos, pais, professores, etc.).
Brustad (1993) salienta que esta influência chega a ser perversa, uma vez que desde os treinamentos e vivências esportivas até a competição, apenas o interesse dos adultos acaba sendo atendido.
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