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Análise do Jantar no Hotel Central, Capítulo VI - Os Maias

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Neusa Peusa

on 4 May 2016

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Transcript of Análise do Jantar no Hotel Central, Capítulo VI - Os Maias

Análise do Jantar no Hotel Central, Capítulo VI - Os Maias
Objetivo do Jantar
Em Coimbra, Carlos matricula-se em medicina, onde leva uma vida de luxo.
Caracterização das personagens
João da Ega
Questões abordadas no jantar
Marcas da prosa queirosiana
Hipálage
“Para conversarmos, para que vocês se conheçam mais, venham vocês jantar comigo amanhã ao Hotel Central.” (João da Ega, falando com Carlos da Maia e Craft)
“Exigiu que um dos pratos do menu (…) fosse à La Cohen” - Homenagem a Cohen por ser o representante das finanças.
Proporcionar a Carlos o primeiro contacto com a sociedade lisboeta e o encontro de Carlos com Mª Eduarda.
Apresentar a visão critica de alguns problemas.
O que acontece neste episódio...
Viaja pela Europa.
Regressa a Lisboa.
Apresentação à sociedade lisboeta.
Primeira visão de Maria Eduarda no peristilo do Hotel Central:

“Vimos agora lá em baixo- disse Craft indo sentar-se no divã- uma esplêndida mulher, com uma esplêndida cadelinha griffon, e servida por um esplêndido preto!”
Personagem mais interativa, neste episódio.
Defensor Realista/Naturalista
Exagera nos argumentos defensivos e tenta inovar e melhorar o país para as gerações futuras
Relaciona-se com a Geração de 70
Jacob Cohen
Eça caracteriza esta personagem como o “homem ideal”.
O homenageado, representante das finanças
Diretor do Banco Nacional
Assume-se como superior perante a sociedade por desempenhar funções importantes nas Finanças
Tomás de Alencar
Caracterização das personagens
Homem de estatura baixa, “apurado, de olhos bonitos, suíças tão pretas e luzidias” e com “bonitos dentes”
Representa o poeta "Ultrarromântico. Contudo, vê-se confrontado com os princípios Naturalistas/Realistas defendidos por Ega.
Era um “indivíduo muito alto, todo abotoado numa sobrecasaca preta, com uma face escaveirada, olhos encovados”, nariz curvado, bigodes compridos, “calvo na frente”, “dentes estragados” e “testa lívida”. Tinha um ar antiquado e “lúgubre”
Inseparável e íntimo de Pedro Da Maia
Dâmaso Salcede
Carlos da Maia
Craft
Representa os defeitos da sociedade e os vícios da burguesia
“Um rapaz baixote, gordo, frisado como um noivo da província, de camélia ao peito e gravata azul-celeste”
Evidencia a sua vaidade e futilidade falando dos pormenores das suas viagens: “... é direitinho para Paris! Aquilo é que é terra! Isto aqui é um chiqueiro...”
Dâmaso idolatra Carlos, imitando-o e cobiçando o seu estatuto social. Age apenas por interesse, para conseguir subir na sociedade
Apresenta-se pela primeira vez à sociedade, no entanto, comenta apenas alguns assuntos
Defensor das ideias românticas, criticando que “o mais intolerável no realismo eram os seus grandes ares científicos”
Mostra-se um pouco patriota quando defende que “ninguém há-de fugir, e há-de-se morrer bem”
Eça caracteriza esta personagem como o “homem ideal”. É um típico inglês.
Não tem muita importância na ação, pois quase não participa nas conversas e está de acordo com a resistência aos espanhóis, quando concorda em organizar uma "guerrilha" com Ega
“ … e o Alencar imediatamente (…) suplicou que se não discutisse (…) essa literatura «latrinária». (…) Que não se mencionasse o «excremento»!”
“O naturalismo, com as suas aluviões de obscenidade, ameaçava corromper o pudor social? Pois bem. Ele, Alencar, seria o paladino da Moral…”
“ … o estudo seco de um tipo, de um vício, de uma paixão, tal qual como se tratasse de um caso patológico, sem pitoresco e sem estilo…” (João da Ega)
Questões abordadas no jantar
Finanças
“ … o empréstimo tinha de se realizar absolutamente.”
“A bancarrota é inevitável: é como quem faz uma soma…” (J. Cohen)
“À bancarrota seguia-se uma revolução, evidentemente. (…) O primeiro cuidado que tem é varrer a monarquia que lhe representa o «calote»…” (João da Ega)
Política
“Portugal não necessita reformas, Cohen, Portugal o que precisa é a invasão espanhola.” (João da Ega)
A bancarrota trará o fim de Portugal. Solução: invasão espanhola:
Uso expressivo do adjectivo
Uso expressivo do advérbio
Uso do gerúndio
Uso de empréstimos
"(...) passou-lhe para os braços uma
deliciosa cadelinha

escocesa
(...)"
"(...)uma senhora alta, loira, com um véu muito apertado e muito escuro que realçava o esplendor da sua carnação ebúrnea."
"E quis imediatamente mostrar a Carlos (...)" "Carlos, muito seriamente, aconselhou-lhe (...)"
"(...) a famosa Vila Balzac; que esse fantasista andara
meditando
e
dispondo

(...)"
"(...)de amargo

spleen
"; "o

coupé

parou"; "ao primeiro
rendez-vous

(...)"
*spleen - estado de tristeza
*coupé - estilo de carroceria de automóveis
*rendez-vous - encontro
Uso do diminutivo com valor pejorativo
"Num
golpezinho
muito seguro e muito a direito - disse Cohen sorrindo."
Neusa Índio João Verissímo Inês Silva 11ºAV1
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