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"A Televisão e os Padrões de Culturas de Massas"

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Rebeca Mcleod

on 3 November 2014

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Transcript of "A Televisão e os Padrões de Culturas de Massas"

Theodor Wiesengrund Adorno nasceu a 11 de Setembro de 1903, em Frankfurt na Alemanha. Faleceu com apenas 65 anos, no ano de 1969, na Suiça.
Trabalhou no Instituto de Pesquisas Sociais de Frankfurt;

No ano de 1934, foi obrigado a sair do país onde nasceu, e mudou-se para Inglaterra;

Entre 1938 e 1941, Adorno deslocou-se para os Estados Unidos da América;

Na década dos anos 50, regressa ao seu país, onde volta para o seu posto no Instituto de Pesquisas Sociais, na cidade de Frankfurt;

Filosofia da Música Moderna em 1949, e Filosofia Estética, publicado em 1970.
O autor
1. Cultura Popular mais Antiga e Mais Recente
“O processo não se limitou à quantidade, mas resultou em novas qualidades.” (Adorno, T., 1954: 547)
2. Estrutura de Múltiplas Camadas
Escola de Frankfurt
Críticos da escola de Frankfurt (influência Marxista);

Marx: luta de classes. A burguesia detinha o capital e o proletariado apenas detinha a sua força de trabalho. Sociedade onde uma classe domina a outra economicamente ;
Sociologia da Comunicação
Adorno, T. (1954)"A Televisão e os Padrões de Culturas de Massas"
Para além de sociólogo, filósofo e músico (Faculdade de Frankfurt) contribuiu para o crescimento intelectual da Alemanha, após a Segunda Grande Guerra Mundial. Adorno, foi um dos intelectuais fundadores da Escola de Frankfurt.
A dominação é económica e simbólica e cultural.
“O propósito inicial era redimir as pessoas cujos presumíveis “baixos gostos” eram responsáveis pela baixa qualidade da cultura de massas.” (Denis McQuail, 2003: 97).
Metáfora : “cabelos compridos” e “cabelos curtos”. Os “cabelos compridos” eram as pessoas de alta cultura onde a instrução é maior, os “cabelos curtos” são as pessoas da cultura de massas, mais tarde, indústria cultural, que eram facilmente influenciadas.
Cultura de massa: criticada pela sua “
uniformidade, louvor da técnica, monotonia, escapismo e produção de falsas necessidades, redução de indivíduos a clientes e remoção de toda a escolha ideológica.
” (Adorno e Horkheimer, 1972 à put Denis McQuail, 2003: 98)
Produção em quantidade, menos qualidade

Literatura: histórias que antes eram autênticas obras de arte passaram a ser histórias banalizadas, sem tanto interesse.
A institucionalização transformou a indústria cultural numa forma de controlo psicológico dos espectadores.
“A natureza repetitiva, a mesmice e a ubiquidade da cultura de massa moderna tendem a provocar reações automatizadas e a debilitar as forças da resistência individual”
Pessoas que antes não ligavam à arte passaram a ser “consumidores culturais”;

O público moderno tem expectativas, presunções e, por isso, é mais exigente.
“Os meios de comunicação de massa não são apenas a soma total das acções que eles retratam, nem das mensagens que se irradiam dessas ações que eles retratam, nem das mensagens que se irradiam dessas ações. Os meios de comunicação de massa também consistem em várias camadas de significados, superpostas umas as outras às outras, e todas as quais contribuem para o efeito.”
“Na verdade, a mensagem oculta pode ser mais importante do que a evidente, visto que a primeira escapa aos controles das consciência, não é “trespassada com o olhar”, nem desviada pela resistência das vendas, mas tende a penetrar a mente do espectador.”
“A rígida superposição de várias camadas é talvez um dos traços que distinguem os meios de comunicação de massa dos produtos integrados da arte autónoma, cujas várias camadas se fundem de maneira muito mais completa.”
“Não se pode estudar o pleno efeito do material sobre o espectador sem tomar em consideração o significado oculto em conjunção com o significado manifesto.”
As pessoas consomem a cultura industrial. As suas vidas são tão aborrecidas e stressantes e, por isso, vão buscar estes “realismos” que o autor refere no textos, das telenovelas, dos filmes, e afins, e acabam por perder a visão da realidade, deixam assim de querer viver as suas próprias vidas, mas sim as das personagens das telenovelas.
4. Estereotipagem
“fenómeno psicodinâmico” - composto por duas partes, o inconsciente que, muitas vezes, é visto como um mecanismo de defesa e a racionalização, que é mais objetiva. Uma verdade mais real.
Valores morais: defendem que a população não deve viver num mundo cor-de-rosa, ou seja, um mundo onde a realidade é irreal.
O autor critica o facto das produções artísticas não representarem a realidade dos ideais políticos, apenas falarem de forma abstrata, afirmando que é pura futilidade
Para o autor o estereótipo é muito mais propagado do que uma coisa natural da televisão.
Ex: o artista sempre foi visto como um homossexual e apenas o homem forte é que era visto como um homem verdadeiro.
“(...) enfrentar conscientemente mecanismos psicológicos que operam em vários níveis.”

“Só poderemos mudar esse meio de extensas possibilidades se o encararmos com o mesmo espirito que esperamos seja, um dia, expresso pelas suas imagens.”

Bibliografia
Adorno, T. (1954), "A Televisão e os Padrões de Culturas de Massas" - São Paulo: Cultrix, pp.546-562.

Denis McQuail (2003), "Teoria da Comunicação de Massas", Fundação Calouste Gulbenkian: 97-98

Herzog, Herta (1941), “On Borrowed Experience. An Analysis of Listening to Daytime Sketches,” Studies in Philosophy and Social Science, vol. 9 (1): 65–95.
“(...) a mensagem oculta visa com frequência a reforçar atitudes convencionalmente rígidas e “pseudo-realísticas” semelhantes às ideias aceitas, mas racionalisticamente propadas pela mensagem de superfície.” Mas esta é uma situação que ocorre no sentido inverso e toda esta interação a diferentes níveis conduz-nos apenas numa direção: “a tendência para canalizar a reação do público.”
Estrutura de camadas múltiplas: “camadas superpostas de diferentes graus de manifestação ou ocultação utilizados pela cultura de massa como meio tecnológico de “manejar” o público.”
“Os que controlam, planejam, escrevem e dirigem espectáculos têm conhecimento de um efeito tão sinistro da mensagem oculta da televisão? Ou pode perguntar-se: serão esses traços possíveis do insconsciente das próprias mentes dos encarregados das decisões, de acordo com a suposição amplamente difundida de que as obras de arte devem ser compreendidas em função das projeções psicológicas dos autores?”
3. Presunção
Estes efeitos são produzidos em massa e causam efeitos de perversidade nas pessoas, no sentido em que estas se sentem constantemente frustradas e insatisfeitas, porque este tipo de Industria Cultural, causa sempre novas necessidades às pessoas – necessidades ilusórias
“(…) a comédia ligeira, as histórias do bandido e do mocinho, as histórias de mistérios, as chamadas peças sofisticadas, e outras.”
O conteúdo televisivo está dividido por “classes”
“Quando vemos, sentado ao balcão, um homem de chapéu na cabeça e, a certa distância, uma mulher de rosto triste, pesadamente tranquilo, pedindo outra dose, temos a quase certeza de que, dali a pouco, será cometido um crime.”
“Dessa maneira, infunde-se na vida empírica um significado que virtualmente exclui a experiencia adequada, por mais obstinadamente que se tenha construído a aparência desse “realismo”.
Criação de estereótipos a partir do conteúdo televisivo, “
Sendo os estereótipos um elemento indispensável da organização e uma antecipação da experiencia, que nos impede de cair na desorganização e no caos, nenhuma arte pode dispensa-los inteiramente.
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