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Aos 7 e aos 40

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by

Ramon Ramos

on 10 September 2015

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Transcript of Aos 7 e aos 40

Aos 7 e aos 40
uma leitura com café
O DUPLO
* Antes x Depois
* Capítulos espelhados
* Divisão horizontal das páginas
* O menino x O homem
NARRATIVA comandada pelo TEMPO
* 4 capítulos intitulados a partir do tempo
* Oração ao tempo (Caetano Veloso)
AOS SETE A GENTE É ASSIM
AOS SETE, A GENTE É ASSIM
+ Ia correndo à vida
- excesso de vontade de viver
- ansiedade pelas novas experiências
+ O mundo era aquele sabor em minha boca
- intensidade fiel a cada instante
- pequenas importâncias
+ Aprendizado pela experiência
- erra no olhar a Teresa, mas aprende
a perder a pressa
SOBRE IMPORTÂNCIAS
Manoel de Barros

Um fotógrafo-artista me disse uma vez: veja que o pingo
de sol no couro de um lagarto é para nós mais importante do que o sol inteiro no corpo do mar.
Falou mais: que a importância de uma coisa não se mede com fita métrica nem com balança nem com barômetro etc.
Que a importância de uma coisa há que ser medida pelo encantamento que a coisa produza em nós.
Assim um passarinho nas mãos de uma criança é mais importante para ela do que a Cordilheira dos Andes.
Que um osso é mais importante para o cachorro do que uma pedra de diamante.
E um dente de macaco da era terciária é mais importante para os arqueólogos do que a Torre Eiffel. (veja que só um dente de macaco!)
Que uma boneca de trapos que abre e fecha os olhinhos azuis nas mãos de uma criança é mais importante para ela do que o Empire State Building.
Que o cu de uma formiga é mais importante para o poeta do que uma Usina Nuclear. Sem precisar medir o ânus da formiga.
Que o canto das águas e das rãs nas pedras é mais importante para os músicos do que os ruídos dos motores da Fórmula 1.
Há um desagero em mim de aceitar essas medidas.
Porém não sei se isso é um defeito do olho ou da razão.
Se é defeito da alma ou do corpo.
Se fizerem algum exame mental em mim por tais julgamentos, vão encontrar que eu gosto mais de conversar sobre restos de comida com as moscas do que com homens doutos.

Memórias Inventadas, 2008.


Anestesiado pelo esquecimento provisório
Anestesiado pelo esquecimento provisório
+ Sensações de tédio e cansaço
- rotina
- tempo é devagar quando adulto
+ Teria sua cota de paraíso (p. 13)
- desejo adulto ao fim de cada dia
+ Relação sem relacionar 7/40
- monocotiledôneas
+ Descaracterização do eu no trabalho
- reconstrução à noite (junto aos que o sabem
por dentro)
+ Poética do dia a dia (p.21)
- linguagem mais lenta e trabalhosa
+ Rotina do casal = sem enredo (só linguagem)
- só a forma (corpo), sem conteúdo (alma)?
+ Final do capítulo
- calma e mornura do estar em paz
Como uma letra se abraçava a outra
Como uma letra se abraçava a outra
+ Personificação das palavras e letras
- úmidas (sensação, tato. choro?)
- rosto (formam imagem)
+ Aprendizado da leitura
- de palavras e de pessoas
- início feito de erros
+ Cada um é um livro (Metáfora)
- história a ser contada
- alguém que guarda enredo
- necessidade de um outro para se abrir/ revelar
- nascido para ser folheado (camadas?)
+ O mundo é uma escrita
- campo de possibilidades
+ Jogar futebol
- liberdade e prazer (= leitura)
+ Ler as pessoas
- aprender como agem
- gostos e costumes
- entender a condição humana
+ Leu a morte de sr. Hermes
Não porque ignorasse a sua linguagem
Não porque ignorasse a sua linguagem
+ DUPLO: Futebol
- jogar 1x1 (ver na TV)
- envelhecimento
+ Ato da escrita

"era uma noite de decisão, embora todas as noites e dias o fossem"

- responsabilidade
- decisão de todos os dias (vida adulta)
ATO DA ESCRITA
ATO DA LEITURA
ATIVO


DAR FORMA / CRIAR


GERAR VIDAS, EDUCAR,
CRIAR O FILHO


ESCRITURA DA VIDA
(escrever a própria história)
ALVO

TOMAR FORMA/ ABSORVER


APRENDER A VIDA
VIVER AO MÁXIMO

PÁGINA AINDA EM BRANCO
(múltiplas possibilidades)


INDEFINIÇÃO DA LINGUAGEM
(como fazer? como viver?)
A ALEGRIA PRESTES A INUNDAR A SUA VIDA
+ Temperatura
- do filho (responsabilidade)
- da partida (prazer)
+ Relação mãe - filho
pai - filho

"Sentiu que ele, pai, era apenas um apêndice, uma sobra naquela cena"
+ Voz do silêncio
- o silêncio sangrava
- agressividade sem palavras
- uma perda o esperava (divórcio?)
Rasurando o silêncio
O SORRISO LONGE DE SEUS LÁBIOS
+ Pai humilhado na tentativa de sustentar a família

+ Percebeu a tristeza na voz do pai (p.51)
+ Inversão do enredo
1. Pai se preocupa com o filho sem amigos
2. Filho se preocupa com seu pai sendo zombado
+ Ato de leitura (filho - pai) p.51
- choro
não olha (se controla)
ele se envergonharia
+ O "segredo" quebra ou reforça a imagem do herói?
O SORRISO LONGE DE SEUS LÁBIOS
Prudente com as palavras
Prudente com as palavras
+ A voz das malas
- diziam um tanto sobre
e outro tanto calavam
+ Sinais (lidos pela criança)
um GRITO
- desabafo não-verbal (chuva = queda)
- chamada de atenção
- desespero
+ Faltava sol para o homem e para a mulher

- comunicavam-se por meio do menino
<<menino como forma de última(?) ligação>>
- anos-luz um do outro
- perderam a voracidade dos amantes
+ Poética dos pés
- ponto de vista do homem
O sonho secara
A vida a dois, a três
em
queda
livre
+ SÍMBOLOS da água

- juntos contemplavam a tempestade

- uma outra enchente que em seus olhos se anunciava (p.59)

- fim (...) que vazava impetuosamente (p.61)

- A chuva caía com mais violência, como se precisasse limpar as imundícies da cidade para nela inaugurar uma nova vida.
* cidade = menino urbano?
+ Agora doía igual
- Kombi ativa a memória do pai
- Memória vem em flash
+ Para sempre
- caráter definitivo de certas mudanças
Tirava o mundo dos meus olhos
Tirava o mundo dos meus olhos
+ Se entregava totalmente
"como se vivesse só para estar lá"
- Saltar = viver?
- Pular etapas, apressar?
+ Eu despegava fácil do chão (p.67)
- Salto é quase voo
+Segredo está na concentração
- instante anterior ao ato
- preparação
Estremeceu com a brisa do meu corpo
"Na hora do vamos ver, a gente tá sempre sozinho". (p.70)
Pai
+ Contraponto: mãe queria o filho em um esporte coletivo
+ Pai lê a solidão do filho
- aprendizado pela solidão
DESDE QUE O SAMBA É SAMBA
caetano veloso

A gente morava na última casa de uma rua. Depois
o mato começava. Dois trilheiros entravam pelo
mato. Um trilheiro dava no rancho de Nhá Velina
Cuê. Que comia feijão com arara, quati com abóbora
e cobra com mandioca. O outro trilheiro esbarrava
no rio. Os meninos brincavam nus no rio entre
pássaros. Tinha um Bolivianinho, boliviano pé
de pano entre os guris. E um Gonçalo pé de galo
orelha de meu cavalo. Acho que o pé de pano do
boliviano era só para trovar. Assim como o pé de
galo do Gonçalo. Descobri nesse tempo que os
apelidos pregam mais quando trovam. Depois descobri
naquele lugar a palavra abandono. A palavra funcionava
dentro e fora das pessoas. Eu não sabia se era o
lugar que transmitia o abandono às pessoas ou se
eram elas que transmitiam o abandono ao lugar. Eu
conhecia a palavra só de nome. Mas não conhecia
o lugar que pegava abandono. Por antes a força da
palavra é que me dava a noção. Mas em vista do
que vi o olhar reforça a palavra. O olhar segura
a palavra na gente. O cheiro e o amor do lugar
também participam. Todos os seres daquele lugar
me pareciam perdidos na terra, bem esquecidos como
um lápis numa península. Mas Nhá Velina Cuê me
falou: este abandono me protege. Acho que esse
paradoxo reforça mais a poesia do que a verdade.


ABANDONO
Manoel de Barros
Estremeceu com a brisa do meu corpo
"Eu ainda ignorava que os fatos eram o que eram, e de nada adiantara conhecer as razões que os deterinavam" (p.71)
+ Aprendizado da resignação (maturidade)
+ Necessidade de explicações para tudo (infância)
* A gente passa ou não por eles, não tem outra opção
Tirava o mundo dos meus olhos
+ Necessidade de esquecimento
"Resolvi então esvaziar os meus olhos dela e, silenciosamente, inundei o travesseiro.
CHO
VI
nele toda a tristeza que
eu tentava disfarçar"
- choro velado, desabafo, purgação (aprendizado)
- esporte como forma de vingar a tristeza amorosa

+ O eu físico se controla / O psicológico a dois, não.
- um vinga o outro
Tirava o mundo dos meus olhos
+ "Ninguém tinha nascido em mim daquele jeito, e me habitado em fazer força"
- metáfora do início de uma paixão
- o rosto sujo de felicidade
+ "e o meu máximo não fora suficiente" (p. 78)
- metáfora do salto
- LIVRE DA SUA AUSÊNCIA
* olhar para trás se queremos
seguir em frente
AOS 7
e
AOS 40

João Anzanello Carrascoza
Entrava incisivo na sua memória
Entrava incisivo em sua memória
+ Condição da separação
- distanciamento / saudade
- ligações sem conteúdo (só para ouvir a voz)
- pretextos para manutenção do vínculo
"Bastava um telefonema, como migalha a um faminto, para calar em sua alma a dor da ausência" (p.81)
+ Visita em vez de ligar
"As luzes apagadas ampliaram a sensação de que a tristeza havia se agarrado às paredes do apartamento" (p.84)
- cor preta = tristeza / isolamento
Entrava incisivo em sua memória
"Sob a camada grossa de seu próprio silêncio, uma inesperada alegria" (p.85)
- mínimos episódios cotidianos (só aparentemente esquecíveis).
- conversar coisas banais para o mundo, mas não para os dois.

"O casal sorriu, cada um por seu motivo - ela, pelo comentário do menino; ele porque ainda era capaz de sorrir" (p.87)
Quando a memória já amaciara os fatos
+ Eu precisava desaprender um pouco de mim (p.94)
- eu era zeloso demais
- descoberta de nova amizade (Bolão)
- ele [o Bolão] era pelos outros. Nem ligava paranter as coisas
+ Silêncios
- do pássaro (tristeza)
- do menino (bronca)
+ Tristeza faz lembrar da prima Teresa.
Quando a memória já amaciara os fatos
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