Loading presentation...

Present Remotely

Send the link below via email or IM

Copy

Present to your audience

Start remote presentation

  • Invited audience members will follow you as you navigate and present
  • People invited to a presentation do not need a Prezi account
  • This link expires 10 minutes after you close the presentation
  • A maximum of 30 users can follow your presentation
  • Learn more about this feature in our knowledge base article

Do you really want to delete this prezi?

Neither you, nor the coeditors you shared it with will be able to recover it again.

DeleteCancel

Make your likes visible on Facebook?

Connect your Facebook account to Prezi and let your likes appear on your timeline.
You can change this under Settings & Account at any time.

No, thanks

SUSTENTABILIDADE

No description
by

Gabriela Zampieri

on 26 August 2013

Comments (0)

Please log in to add your comment.

Report abuse

Transcript of SUSTENTABILIDADE

SUSTENTABILIDADE
AGROECOLOGIA
REDE ECOVIDA
DIMENSÕES DE ANÁLISE
Participação do Estado
"Sustentabilidade pode ser definida como a capacidade do ser humano interagir com o mundo, preservando o meio ambiente para não comprometer os recursos naturais das gerações futuras"
Para que um AÇÃO HUMANA seja considerada SUSTENTÁVEL, é preciso que seja:
Ecologicamente correto
Economicamente viável
Socialmente justo
Culturalmente diverso

Como ciência:
é estudada por pesquisadores, professores, acadêmicos, técnicos e agricultores.
Como movimento:

adquiriu uma força cada vez maior no últimos anos.
Como oposição ao modelo agrícola vigente
: é apontado como a base para um novo modelo de desenvolvimento, edificando sobre a ética e o cuidado com a terra e com as pessoas e expresso através de práticas sustentáveis.
MÚLTIPLAS ABORDAGENS DA AGROECOLOGIA
HISTÓRICO
- 1920/30/40:
Movimentos preocupados com a Qualidade de Vida. Europa/Japão/EUA. Pouca adesão das ideias.
- 1960/70:

Consciência Ambiental + princípios Ambientais - opção de atividade econômica, modo de vida e ciência. Japão/França/EUA.
- 1972:
IFOAM (Federação Internacional dos Movimentos de Agricultura Orgânica)
- 1980:

Organizações Não Governamentais papel importante e Universidades.
- 1990:
Agroecologia - Valor social da Agricultura
- 1992:
Eco 92 - Mudança de Padrões; Agenda 21; Toma força.
Revolução Verde
Monocultura
Agrotóxico
Adubo Sintético
Sementes Genáticamente Modificadas
Alta Produtividade

Pós Segunda Guerra
BRASIL
- 2006 - 90 mil produtores (80% da produção nacional; 85% agricultores familiares)
- 2010 - No Brasil movimentou 400 milhões de reais e no mundo 80 bilhões
- 2011 - 14 milhões em negócios em feiras apoiadas pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA)
- O setor apresenta um crescimento de 20% ao ano
- Brasil é o maior consumidor de agrotóxicos do mundo: 5,2 kg/hab/ano.
Conceito

Complexo e com multiplas abordagens
"A abordagem agroecológica propõe mudanças profundas nos sistemas e nas formas de produção. Na base dessa mudança está a filosofia de se produzir de acordo com as leis e as dinâmicas que regem os ecossistemas – uma produção com e não contra a natureza. Propõe, portanto, novas formas de apropriação dos recursos naturais que devem se materializar em estratégias e tecnologias condizentes com a filosofia-base" Guterres (2003)
SANTA CATARINA
- Movimento iniciou há mais de 30 anos;
- Atinge 2000 famílias;
- Crescimento de 15 a 20% ao ano;
- Há 15 anos existiam cerca de 5 associações de produtores agroecológicos e hoje passam de 60;
- Parte estratégica do Projeto Microbacias 2;
O QUE É?
COMO SURGIU?
- SUL DO BRASIL: Movimentos Sociais buscavam um modelo de Agricultura Sustentável
- Aumento da demanda por produtos orgânicos resultou na necessidade de uma certificação nacional
- 1994/1999: Discussões Ministério da Agricultura sem participação popular (top-down) gerou reclamações.
- Paralelamente em SC governo decide por certificação através de uma comissão da alta cúpula, isso gerou mobilização que resultou na criação da Rede Ecovida.

- Inspeção Externa
- Sem selo
- Certificação Participativa
Opções de Metodologias de Certificação
Resultado:

decidiu-se que cada região poderia escolher a maneira que iria certificar seus alimentos, utilizariam a metodologia que julgassem mais conveniente de acordo com a cultura local


Desenvolver e multiplicar as iniciativas em agroecologia;
Estimular o trabalho associativo na produção e no consumo de produtos ecológicos;
Articular e disponibilizar informações entre as organizações e pessoas;
Aproximar, de forma solidária, agricultores e consumidores;
Estimular o intercâmbio, o resgate e a valorização do saber popular;
Ter uma marca e um selo que expressam o processo, o compromisso e a qualidade


Os núcleos são compostos por grupos de famílias de agricultores que estão localizados geograficamente próximos
Os núcleos tem liberdade para conduzir suas ações e o processo de certificação, desde que sigam os princípios da Rede
Cada núcleo tem pelo menos uma entidade que apoia, que exerce função de liderança (ONG, Prefeitura, EPAGRI regional, Igreja)
Os núcleos são diferentes entre si, possuem características diversas.

DADOS
“Ecovida articula mais de 2.700 agricultores familiares, sendo composta por 23 núcleos regionais, abrangendo em torno de 170 municípios. É integrada por, aproximadamente, 200 grupos de agricultores, 20 ONGs e 10 cooperativas de consumidores. São mais de 100 feiras livres ecológicas e outras formas de comercialização em sua área de atuação “(Ecovida Online, 2011).

CERTIFICAÇÃO
Organizações de Controle Social (OCSs);
Empresas Certificadoras;
Organismos Participativos de Avaliação de Conformidade (OPACs).
TIPOS DE CERTIFICAÇÃO

- Lei 10.831/2003: Dispõe sobre a agricultura orgânica e dá outras providências .
- Resistência inicial ao uso do selo.
- 2010: Estabelecida como OPAC (Organismo Participativo de Avaliação da Conformidade), Exigência para fazer parte do Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade Orgânica.
" Não podemos repetir os erros do passado recente, ou seja, sair
da ditadura dos químicos para outra ditadura, a dos orgânicos
e nos deixarmos conduzir, apenas pela ótica do mercado. Dessa
forma, os mesmos que exploram poluindo e contaminando
com os agrotóxicos, continuarão explorando com a venda de
insumos orgânicos e comprando produtos em nome do desenvolvimento
sustentável. Sair dessa ciranda significa construir
um caminho próprio e fazer dele um projeto de vida para agora
e para as próximas gerações (Ecovida Online, 2011).

"A certificação participativa realizada pela Ecovida pode ser definida como um processo DESCENTRALIZADO de geração de credibilidade em rede, respeitando CARACTERÍSTICAS LOCAIS e assegurando a QUALIDADE dos produtos através da PARTICIPAÇÃO e COMPROMISSO entre agricultores, técnicos e consumidores"(Santos,2005).
- Eficaz
- Envolve e compromete o agricultor
- Empodera o agricultor
- Agrega valor
- Diminui a concorrência
- Preserva a natureza
- Valoriza a cultura local
- Facilita a entrega
- Garantia de qualidade
- Segurança



Visão de Certificação da Rede
- Geração de Identidade
- Autonomia dos Agricultores
- Geração de Credibilidade
- Processo de Aprendizagem

1. confiança entre os envolvidos
2. descentralização
3. a formação de uma rede em que não há hierarquia, respeitasse as iniciativa regional e o principal elo é são as diretrizes
4. a transparência onde as informações estão disponíveis
5. o olhar externo onde ocorre a presença de pessoas não envolvidas diretamente com o processo
6. a adequação a pequenas produções familiares e
7. A utilização de um processo pedagógico. (REDE ECOVIDA, 2005)
Como funciona

Algumas das questões analisadas nesta visita são: as regras de trabalho, o funcionamento do manejo na propriedade, o uso de insumos orgânicos, o manejo da vegetação nativa, como são as áreas destinadas aos insumos, entre outros.

CIRCULAÇÃO E FEIRA
Participação dos Cidadão
Envolvimento com a Academia
Custos
Decisão como o poder é distribuido
Como acontecem os acordos
Quem define regras e objetivos
Liderança e Coordenação

Planejamento

Comunicação
Transparência
Punição
TEORIA x PRÁTICA
QUESTIONAMENTOS
REFERÊNCIAS
POLÍTICAS PÚBLICAS
Rede Ecovida de Agroecologia
Por: Camila Prado Gerent
Gabriela Mota Zampieri

Disciplina: Co-produção, Redes e Governança

1. Sustentabilidade
2. Agroecologia
3. Rede Ecovida
4. Certificação
5. Dimensões
5. Teoria x Prática
6. Questionamento
s
APRESENTAÇÃO:
OBRIGADA!

•Ter na agroecologia a base para o desenvolvimento sustentável;
•Trabalhar com agricultores e agricultoras familiares e suas organizações;
•Ser orientada por normativa própria de funcionamento e de produção;
•Trabalhar na construção de mercado justo e solidário;
•Garantir a qualidade através da certificação participativa.

MISSÃO: "Tem como missão ser um espaço de articulação, ação e interação para potencializar o desenvolvimento da agroecologia, como parte da construção de um projeto de sociedade que contemple e respeite a realidade de cada local."
Certificação PartIcipativa e a Agroecologia estão sendo incorporadas como uma Política Pública de Sustentabilidade, hoje a Epagri também está colaborando com a iniciativa da Agroecologia e a considera como uma forma de Desenvolvimento Territorial Sustentável (DTS).
"Sustentabilidade da Agricultura"
"A Rede Ecovida de Agroecologia é um espaço de articulação entre agricultores familiares organizados em grupos (formais ou não), organizações de assessoria e de consumidores envolvidas na produção, processamento, comercialização e consumo de produtos ecológicos".
MUNDO - BONS EXEMPLOS
- ANPE (PERU) Associação nacional de produtores ecológicos do Peru. 12 mil Agricultores Associados;
- Certified Naturally Grown (EUA) - ONG que certifica;
- Last Forest (Índia) Criada em 2001, é uma iniciativa da Fundação Keystone. SPG (350).
OBJETIVOS
Cada núcleo elabora seu regimento interno de funcionamento
Cada núcleo possui pelo menos uma comissão de ética, responsável pela certificação
A comissão de ética é pode ser composta de forma voluntária por agricultores voluntários, consumidores e técnicos. A decisão é realizada por consenso
Cada núcleo tem sua própria dinâmica de encontro, que ocorre geralmente duas vezes ao ano
Cada estado possui 10 representantes e alguns deles, conforme sua habilidade, são designados para funções específicas.
A rede se reúne em um Encontro Ampliado (Assembleia Geral) a cada dois anos
ESTRUTURA
PRINCÍPIOS
COMO SURGIU
O QUE É
VANTAGENS
OBTER A CERTIFICAÇÃO
SELO
O selo garante a certificação e é válido por 1 ano.
CONTROLE
PRINCÍPIOS
Tipos de comercialização
- CADEIAS LONGAS
Sistema Atacadista de Abastecimento do Brasil (Sistemas Ceasa);
Responsável por grande parte do volume de FLV comercializados a nível nacional
14 milhões de ton. anualmente de FLV
Rede logística complexa

- CADEIAS CURTAS
Comercialização em feiras e venda direta
Número reduzido de intermediários
Valorização social e cultural
A Rede Ecovida influenciou diretamente na criação da Lei 10.831/2003 e Decreto 6223/2007

Problemas de gestão

· Falta das capacidades administrativas e técnicas dos envolvidos

· Escassez de recursos (tempo dos agricultores)

· Valores compartilhados (A certificação é um meio ou um fim para os integrantes?)

· Certificação participativa é o melhor método? É suscetível a corrupção?

· O controle social é efetivo?

· O agricultor está preparado para assumir novos papéis?

- REGULAMENTA
- ABERTURA PARA DISCUSSÕES
- INCENTIVA ATRAVÉS DE CRÉDITO
- POLÍTICAS PÚBLICAS DTS
PAPEL DO ESTADO
- PODE PARTICIPAR DAS CERTIFICAÇÕES (TÉCNICO)
- PODE PARTICIPAR DAS REUNIÕES
- COMO COMPRADOR APOIADOR
COMUNICAÇÃO INTERNA
E-MAIL
TELEFONE
REUNIÕES
ENCONTROS
COMUNICAÇÃO EXTERNA
SITE
FACEBOOK
BANNERS
PANFLETOS
DIVULGAÇÃO
- ARTIGOS E TRABALHOS
- PARCERIAS COM LABORATÓRIO DE COMERCIALIZAÇÃO
- FINANCIAMENTO DE PROJETOS (FAPEU)
- SEDE DE ENCONTROS
R$ 36 ANUIDADE
- DESLOCAMENTO (COMISSÃO DE ÉTICA)
- CERTIFICADO
- OUTROS MATERIAIS
- ORGANIZAÇÕES DE APOIO
- REPRESENTANTES DE ACORDO COM HABILIDADES
TODOS POR CONSENSO
- ENCONTRO AMPLIADO A CADA 2 ANOS
- NÃO PRETENDEM EXPANDIR PARA OUTROS ESTADOS: QUESTÃO HISTÓRICA/CULTURAL/TAMANHO
EMPODERAMENTO DISTRIBUÍDO IGUALMENTE
Ideologia
AGROECOLOGIA COMO MODO DE VIDA
MOVIMENTOS SOCIAIS (MST, MMC)
Formalização
- OCORREU DEVIDO A EXIGÊNCIA DA LEGISLAÇÃO
- RESPONSÁVEL PELA FORMALIZAÇÃO É UMA ENTIDADE DO RS

Motivação
- NÃO SE VEEM APENAS COMO MEROS PRODUTORES
- COMEÇAM A SE VALORIZAR MAIS
- PRODUTORES DE ALIMENTOS SAUDÁVEIS

NÃO HÁ NADA DEFINIDO
Conflito
- OPINIÕES DIFERENTES
- ARGUMENTAÇÃO
- ACORDO
ABREU, Marcos José; SANTOS, Luiz Carlos Rabelatto; CAZELLA, Ademir Antônio. Rede Ecovida de Argoecologia: certificação participativa de produtos ecológicos e organizaçãoes de núcleos regionais. Projeto de Extensão. UFSC, 2004.

ECOVIDA ONLINE. 2011. Quem somos. Disponível em: http://www.ecovida.org.br/?sc=SA002&stp=STP0002. Acesso em: 16/08/2013.

EPAGRI ONLINE. 2008. A Agroecologia em Santa Catarina. Disponível
em <http://www.epagri.sc.gov.br/index.php?option=com_ content&view=article&id=82:a-agroecologia-em-santa-catarina
&catid=40:pesquisas-destaque&Itemid=38>. Acesso em: 15/08/2013.

GUTERRES, I. Agroecologia militante: contribuições de Ênio Gutierres. Sâo Paulo: Expressão Popular, 2006.

REDE ECOVIDA (de Agroecologia). Certificação Participativa de Produtos Ecológicos: Caderno de Formação. Florianópolis: Rede Ecovida de Agroecologia, 2004

RODRIGUES, Almir Sandro; FERREIRA, Angela Duarte Damasceno. Agricultores ecológicos da RedeEcovida: Processos de Cooperação e Reciprocidade. 2011 Disponível em: < http://www.alasru.org/wp-content/uploads/2011/07/GT8-Almir-Sandro-Rodrigues.pdf> Acesso em: 17 de agosto de 2013-08-17

ROVER, Oscar José. Agroecologia, mercado e inovação social: o caso da Rede Ecovida de agroecologia. Revista Ciências Sociais Unisinos, Abril de 2011. Disponível em: <http://www.google.com.br/url?sa=t&rct=j&q=ROVER+2011+Agroecologia%2C+mercado+e+inova%C3%A7%C3%A3o+social%3A+o+caso+da+Rede+Ecovida+de+Agroecologia&source=web&cd=1&ved=0CDgQFjAA&url=http%3A%2F%2Frevistas.unisinos.br%2Findex.php%2Fciencias_sociais%2Farticle%2Fdownload%2F1044%2F239&ei=DFkRUpLoMfKA2QXAiICoCA&usg=AFQjCNGZTyy89T0mgrgjNY0hQGQElEIbeg> Acesso em 15 de agosto de 2013.

SANTOS, Luiz Carlos Rebellatoo dos. Projeto nº 520847/01-6. Certificação Participativa em rede: um processo de certificação adequado à agricultura familiar agroecológica no sul do país. Relatório Técnico Final. Junho de 2005. Disponível em: < http://www.forolatinospg.org/wp-content/uploads/2013/04/cartificataoparticipativaemrede.pdf> Acesso em: 17 de agosto de 2013.

SERVA, Maurício. ANDION; Carolina. O controle Coletivo dos Riscos Ambientais na produção de alimentos. Associação Nacional de Pós Graduação e Pesquisa em Ambiente e Sociedade. Encontro Nacional. 2012

OBRIGADA!
Full transcript