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DETERMINANTES DO IMPACTO DA CONDIÇÃO DE SAÚDE BUCAL NA QUALI

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by

Juliana Rocha

on 1 September 2014

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DETERMINANTES DO IMPACTO DA CONDIÇÃO DE SAÚDE BUCAL NA QUALIDADE DE VIDA DE CRIANÇAS DE 3 A 5 ANOS E SUAS FAMÍLIAS
Mestranda: Juliana Schaia Rocha

Orientadora: Márcia Helena Baldani Pinto
Co-Orientador: Samuel Jorge Moysés
OBJETIVOS



Analisar os determinantes de impacto da saúde bucal na qualidade de vida de pré-escolares e suas famílias, adscritos às Unidades Saúde da Família da cidade de Ponta Grossa/PR.

OBJETIVO GERAL
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Afeta 3,9 bilhões de pessoas e é considerada a doença crônica mais comum na infância.



No Brasil acomete 53,4% das crianças aos 5 anos de idade
.

Condição Bucal
A importância da condição bucal na qualidade de vida da criança é percebida sob a forma física, social e psicológica.


Qualidade de vida relacionada à saúde bucal (QVRSB)
“ A percepção do indivíduo acerca de sua posição na vida, e de acordo com o contexto cultural e os sistemas de valores nos quais vive e em relação aos seus objetivos, expectativas, padrões e preocupações”.
Qualidade de vida
Qualidade de vida e saúde
Cura da doença
Integralidade
Avalia o grau em que as doenças e desordens bucais afetam a função e o bem-estar psicossocial.
Fatores demográficos, socioeconômicos e estilo de vida
Fatores demográficos : características do indivíduo
A relação entre eles se dá de maneira hierárquica.


Estudos em saúde bucal devem avaliar além da variável clínica, aspectos sociais e psicológicos e de que forma eles se relacionam.
(Savolainen et al. 2005)
Condições socioeconômicas
O estilo de vida hábitos, crenças e saberes do indivíduo.
QV está relacionada com a frequência de escovação regular e o uso do fio dental.

Também como o indivíduo percebe e avalia sua QV, de acordo com suas percepções e crenças.
(Chen e Hunter 1996)
(Astrom et al. 2006, Goettems et al. 2011)
Condição bucal

Fatores demográficos, socioeconômicos e estilo de vida



Determinantes da qualidade de vida relacionada à saúde bucal (QVRSB)
(Dahlgren e Whitehead 1991)
Introdução
Materiais e Métodos e Resultados
(Giachello 1996)
(Locker et al. 2000)
(Richards 2013)
(Ministério da Saúde 2011)
Revisão crítica
Etapa Quantitativa
Etapa qualitativa
Triangulação de métodos
MATERIAIS E MÉTODOS
RESULTADOS
Quais os fatores que impactam na qualidade de vida relacionada à condição bucal de crianças e suas famílias?

ESTRATÉGIA DE BUSCA
SELEÇÃO ARTIGOS
PERGUNTA
Tabulação dados para eliminar as repetições

Bases de dados utilizadas foram:
SCIELO
SCOPUS
Web of Science
PubMed
LILACS
Seleção dos artigos por título, de acordo com o tema pesquisado.


Resumos lidos e permaneceram apenas os artigos que correspondiam aos propósitos desse estudo.
Fatores relacionados com impacto na QVRSB de pré-escolares listados e dispostos em um modelo hierárquico.
Resumos lidos e permaneceram apenas os artigos que correspondiam aos propósitos desse estudo.

MATERIAIS E MÉTODOS
MATERIAIS E MÉTODOS
RESULTADOS
Local do Estudo
População alvo
Delineamento
Amostra de 438 crianças da população adscrita as USF com e sem EqSB da zona urbana de Ponta Grossa

Total de 19 Unidades 25 crianças por área cadastradas pela ACS

Exame Clínico = ceo-d

Questionário com características demográficas e socioeconomicas e comportamentais da criança

Qualidade de vida: Early Childhood Oral Health Impact Scale (ECOHIS)

Crianças que apresentaram cárie severa (ceo-d maior ou igual a 6) do mesmo banco de dados da análise quantitativa.
População estudo
Análise de Conteúdo
Entrevistas
Roteiro de entrevista baseado no ECOHIS

Como a saúde bucal impacta na vida de seus filhos

As entrevistas ocorreram nos domicílios, sendo os relatos gravados, mediante autorização prévia e assinatura do TCLE.


Todos os artigos foram de delineamento
transversal
.

Condição clínica :
12
usaram a cárie dentária,

6
o trauma dental,

5
a má-oclusão e

1
defeitos do esmalte.

A faixa etária das crianças variou de
2 a 7 anos
de idade.

Questionário socioeconômico:
1
artigo não usou e

2
utilizaram apenas a renda


RESULTADOS
Dimensão função

Dimensão família
REFERÊNCIAS

The WHOQOL Group. The World Health Organization quality of life assessment (WHOQOL): Position paper from the World Health Organization. Social Science & Medicine. 1995;41(10):1403-09.
Richards D. Oral Diseases affect some 3.9 Billion people. Evidence-Based Dentistry. 2013;14(2):35-35.
Locker D, Clarke M, Payne B. Self-perceived Oral Health Status, Psychological Well-being, and Life Satisfaction in an Older Adult Population. Journal of dental research. 2000 April 1,
2000;79(4):970-75.
Chavers LS, Gilbert GH, Shelton BJ. Racial and Socioeconomic Disparities in Oral Disadvantage, a Measure of Oral Health-related Quality of Life: 24-month Incidence. Journal of Public Health Dentistry. 2002;62(3):140-47.
Foster Page LA, Thomson WM. Caries prevalence, severity, and 3-year increment, and their impact upon New Zealand adolescents' oral-health-related quality of life. Journal of Public Health Dentistry. 2012;72(4):287-94.
Saúde BMd. Projeto SB Brasil 2003: condições de saúde bucal da população brasileira 2002-2003-resultados principais: Editora MS; 2004.
Douglass JM, Douglass AB, Silk HJ. A practical guide to infant oral health. Am Fam Physician. [Review]. 2004;70(11):2113-20.
Tesch FC, Oliveira BHd, Leão A. Equivalência semântica da versão em português do instrumento Early Childhood Oral Health Impact Scale. Cadernos de Saúde Pública. 2008;24:1897-909.
Gradella CM, Bernabé E, Bönecker M, Oliveira LB. Caries prevalence and severity, and quality of life in Brazilian 2 to 4 year old children. Community Dentistry and Oral Epidemiology. 2011;39(6):498-504.
Gaur S, Nayak R. Underweight in low socioeconomic status preschool children with severe early childhood caries. J Indian Soc Pedod Prev Dent. 2011;29(4):305-9.
Scarpelli AC, Paiva SM, Viegas CM, Carvalho AC, Ferreira FM, Pordeus IA. Oral health-related quality of life among Brazilian preschool children. Community Dent Oral Epidemiol. [Journal article]. 2012;17(10):12022.
Abanto J, Carvalho TS, Mendes FM,Wanderley MT, Bonecker M, Raggio DP. Impact of oral diseases and disorders on oral health-related quality of life of preschool children. Community Dent Oral Epidemiol. [Research Support, Non-U S Gov't]. 2011;39(2):105-14.
Goettems ML, Ardenghi TM, Demarco FF, Romano AR, Torriani DD. Children's use of dental services: influence of maternal dental anxiety, attendance pattern, and perception of children's quality of life. Community Dentistry and Oral Epidemiology. 2012;40(5):451-58.
Martins-Junior PA, Vieira-Andrade RG, Correa-Faria P, Oliveira-Ferreira F, Marques LS, Ramos-Jorge ML. Impact of Early Childhood Caries on the Oral Health-Related Quality of Life of Preschool Children and Their Parents. Caries Res. [Journal article]. 2012;47(3):211-18.
Victora CG, Huttly SR, Fuchs SC, Olinto MT. The role of conceptual frameworks in epidemiological analysis: a hierarchical approach. International Journal of Epidemiology. 1997 February 1, 1997;26(1):224-7.
Sischo L, Broder H. Oral Health-related Quality of Life What, Why, How, and Future Implications. Journal of dental research. 2011;90(11):1264-70.
Dahlgren G, Whitehead M. Policies and strategies to promote social equity in health. 1991.
Locker D. Disparities in oral health-related quality of life in a population of Canadian children. Community Dentistry and Oral Epidemiology. 2007;35(5):348-56.
Savolainen J, Suominen-Taipale A-L, Hausen H, Harju P, Uutela A, Martelin T, et al. Sense of coherence as a determinant of the oral health-related quality of life: a national study in Finnish adults. European Journal of Oral Sciences. 2005;113(2):121-27.
Åstrøm AN, Haugejorden O, Skaret E, Trovik TA, Klock KS. Oral Impacts on Daily Performance in Norwegian adults: the influence of age, number of missing teeth, and socio-demographic factors. European Journal of Oral Sciences. 2006;114(2):115-21.
Goettems ML, Ardenghi TM, Romano AR, Demarco FF, Torriani DD. Influence of maternal dental anxiety on oral health-related quality of life of preschool children. Qual Life Res. [Research Support, Non-U S Gov't]. 2011;20(6):951-9.
Gift HC, Atchison KA, Dayton CM. Conceptualizing oral health and oral health-related quality of life. Social Science and Medicine. 1997;44(5):601-08.
Groenvold M, Klee MC, Sprangers MAG, Aaronson NK. Validation of the EORTC QLQ-C30 quality of life questionnaire through combined qualitative and quantitative assessment of patient-observer agreement. Journal of Clinical Epidemiology. 1997;50(4):441-50.
Fitzpatrick R, Fletcher A, Gore S, Jones D, Spiegelhalter D, Cox D. Quality of life measures in health care. I: Applications and issues in assessment. BMJ: British Medical Journal. 1992;305(6861):1074.
Obrigada!!!
(OMS 1995)
Cárie dentária
(Tesch et al. 2008)
(Victora et al. 1999)
(Gift et al. 1997)
Programa de Pós-Graduação em Odontologia - Mestrado
Área de Concentração: Clínica Integrada
Estilo de vida: crenças e valores

Construir, por meio de revisão crítica da literatura, um modelo hierárquico explicativo dos fatores relacionados à saúde bucal que impactam na qualidade de vida de crianças e famílias.

A base das ações é a promoção da saúde e prevenção de doenças, visando à melhoria da qualidade de vida.
(Pinheiro et al. 2007, Teixeira 2011, Seidl e Zannon 2004)
Descrever a prevalência de cárie, condições socioeconômicas e estilo de vida de pré-escolares com idade entre 3 e 5 anos, usuários das Unidades Saúde da Família de Ponta Grossa.
Identificar a prevalência do impacto da condição bucal na qualidade de vida dessas crianças e suas famílias.
Critérios de inclusão


a) ano de publicação e idioma;
c) população alvo de pré-escolares;
d) aplicação de questionários de qualidade de vida pré-validados;
e) qualidade de vida medida através da percepção dos pais.

Critérios de exclusão

a) relatos de caso;
b) revisões de literatura e ensaios teóricos;
c) publicações em revistas não indexadas;
d) teses e dissertações;
e) estudos com instrumentos não validados ou avaliações subjetivas;
f) estudos com crianças portadoras de doenças e condições sistêmicas;
g) ensaios clínicos onde a QVRSB foi avaliada em situações extremas;
h) estudos sem análises estatísticas
Conhecer as percepções das mães de crianças portadoras de cárie severa quanto ao impacto da condição bucal na qualidade de vida.
Analisar os fatores relacionados ao impacto da condição bucal na qualidade de vida das crianças e famílias, segundo o modelo hierárquico.
O modelo construído na revisão crítica foi testado através dos dados secundários.



Associação entre o desfecho (qualidade de vida total) e variáveis independentes: Análise bivariada (Regressão de Poisson).

As variáveis foram introduzidas no modelo hierárquico conforme sua significância estatística, uma a uma, respeitando os níveis de associação.
Análise multivariada: Todas as variáveis da análise bivariada que apresentaram nível de significância maior que 80% (p < 0,20)


As variáveis com nível de significância maior que 95% (p < 0,05) permaneceram no modelo final.
Leitura flutuante
Exploração
Categorização
Grupo de Polarização
Desigualdades sociais e na distribuição de cárie dentária.
Impacto da cárie na QVRSB aumenta com a severidade.
Média de impacto baixa.
A cárie dentária afeta tanto a qualidade de vida das
crianças
como a de seus
familiares
.
CRIANÇA: Maior influência no domínio sintoma, limitação funcional e bem-estar emocional
Importante avaliar as condições socioeconômicas e culturais
em conjunto
com as clínicas.
Conclusões:
Os determinantes do impacto da condição bucal na qualidade de vida das crianças podem ser organizados de maneira hierárquica.
Discussão e Conclusões
Xavier et al. 2012,Wong et al. 2011
Permaneceram significantes mesmo com a introdução de fatores mais fortemente relacionados.
Abanto et al. 2011, Abanto et al. 2012
Abanto et al. 2011, Abanto et al. 2012
Fusão da pesquisa quantitativa com a qualitativa
eficaz
para
entender
o processo saúde-doença.
Valores altos de impacto em estudos com crianças que buscavam atendimento odontológico.
Abanto et al. 2011, Raymundo de Andrade, 2011
Martins-Júnior et al. 2012, Wong et al. 2011, Leal et al. 2012
Impacto social importante detectado na etapa qualitativa.
FAMILIARES: Houve fatores relatados além dos medidos pelo ECOHIS
Houve elevada prevalência de cárie dentária, observando-se a presença de um grupo de polarização da doença.
O impacto da cárie dentária na QVRSB medido pelo ECOHIS foi baixo, sendo dor, dificuldade na alimentação e irritabilidade os mais frequentemente citados.
Observou-se forte relação entre a QVRSB e os fatores demográficos, socioeconômicos, de estilo de vida e experiência de cárie dentária.
Os impactos significativos da cárie dentária na vida das crianças estão relacionados muito mais à experiência de dor do que à presença de cárie.
ele come um pouco daí ele para quando tá doendo. Porque daí “vai no oco” do dente (...).
(Mãe 18 – ceo-d 8: ECOHIS 9)
tem que brigar e tem que surrar pra ele escovar os dentes (...) tem que pegar ele na marra, daí ele escova.

(Mãe 19 – ceo-d 6: ECOHIS 32)



Dimensão pais
o dia que ela “tava” com inchaço muito grande em cima do dentinho...ela “tava” com muita dor sabe. Foi a hora que coloquei a mão na consciência e pensei que era por culpa minha por não ter cuidado
.
(Mãe 23 – ceo-d 8: ECOHIS 33)

Se ele chupar doce demais, bala, já se queixa que tá doendo o dente.
(Mãe 18 – ceo-d 8: ECOHIS 9)

eu pegava um pouquinho de caldinho de feijão, um pouquinho de arroz, amassava bem o arroz e colocava aquele caldinho e deixava mais frio assim, daí ele comia.
(Mãe 26 – ceo-d 8: ECOHIS 35)
ele senta, ele fica amoado, senta no sofá e fica ali, passando a mão no dente, procurando esquentar o lugar pra ver se para de doer.
(Mãe 21 – ceo-d 11: ECOHIS 23)
... já tive que pegar ela na aula mais cedo por causa da dor. Que a professora falou que ela “tava” com muita dor de dente.
(Mãe 23 – ceo-d 8: ECOHIS 33)

assim, de no meio da noite ela acordar chorando né e daí não conseguir dormir, ficar um tempão acordada (...)

(Mãe 23 – ceo-d 8: ECOHIS 33)

Dimensão psicológica
Não dá nem pra olhar pra ele quando ele tá com dor de dente. Ele chorava, ele puxava os cabelos dele assim, ele se mordia(...).
(Mãe 26 – ceo-d 8: ECOHIS 35)

Ah, ele fica caidinho, bem quieto. Ele não gosta nem de conversar.
(Mãe 19 – ceo-d 6: ECOHIS 32)
Dimensão social


A convivência com os pais afeta bastante, bastante, bastante (...) eu ia escovar da minha maneira e pegava ela de jeito eu machucava ela. Dai que “nois” brigava. A convivência do casal.
(Mãe 25 - ceo-d 16: ECOHIS 43)

Eu tive que sair do meu trabalho pra cuidar dele quando ele começou com esses problema (...) de dor de dente. Ficava cinco dias com a boca inchada e dava febre, dai tinha que ficar faltando serviço.
(Mãe 26 – ceo-d 8: ECOHIS 35)
A gente fica com dó né? Que nem tem hora que a gente dá, demora demais pra passar a dor né. A gente fica assim sem saber o que fazer.
(Mãe 23 – ceo-d 8: ECOHIS 33)
a gente fica nervoso, de dor de dente é ruim. Que a gente quando dá dor de dente tem vontade de arranca tudo os “dente”. (...).
(Mãe 18 – ceo-d 8: ECOHIS 9)
ela ficava com vergonha até “pa” sorrir, até “pa” brincar... Pra sorrir ela meio que virava a boquinha ou dava risada fechada, com sorriso fechado (...
)
(Mãe 25 - ceo-d 16: ECOHIS 43)
....a professora acha ela muito distante das outras criança, por causa dos "poblema" dela (...) Ela não se relacionava com as outras "criança”
(Mãe 25 - ceo-d 16: ECOHIS 43)
ele falava: porque quando eu vou falar com minha tia...vou falar com a professora, a professora faz cara feia e sai de perto de mim... Porque mãe? Eu “to” fedendo? “To” fedido?


(Mãe 26 – ceo-d 8: ECOHIS 35)
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