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A Sociologia de Émile Durkheim

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by

Caio Lara

on 7 May 2014

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A Sociologia de

Émile Durkheim

Notas Biográficas
Émile Durkheim
(Épinal, 15 de abril de 1858 — Paris, 15 de novembro de 1917) descende de uma família judia. Iniciou seus estudos filosóficos na Escola Normal Superior de Paris, indo depois para Alemanha. Lecionou sociologia em Bordeax, primeira cátedra dessa ciência criada na França. Ainda menino decidiu não seguir o caminho dos familiares levando, pelo contrário, uma vida bastante secular. Em sua obra, por exemplo, explicava os fenômenos religiosos a partir de fatores sociais e não divinos. Tal fato não o afastou, no entanto, da comunidade judaica. Muitos de seus colaboradores, entre eles seu sobrinho Marcel Mauss formaram um grupo que ficou conhecido como escola sociológica francesa. Durante seus estudos teve contatos com as obras de
August Comte
e
Herbert Spencer
que o influenciaram significativamente na tentativa de buscar a cientificidade no estudo das humanidades. Morreu em Paris em 1917 e encontra-se sepultado no Cemitério do Montparnasse na capital francesa.
Principais obras
Regras do
método sociológico (1895)
O fato social
Definição:
É social todo fato que é geral, que se repete para a maioria dos indivíduos.
A questão do suicídio
Durkheim considerou o suicídio como fato social por sua presença universal em toda e qualquer sociedade, e por suas características exteriores e mensuráveis, completamente independentes das razões que levam cada suicida a acabar com a própria vida.
Anomia Social
Durkheim emprega este termo para mostrar que algo na sociedade não funciona de forma harmônica. Algo desse corpo está funcionando de forma patológica ou "anomicamente."
Da divisão do trabalho social (1893)

O suicídio (1897)

As formas elementares de vida religiosa (1912)
Segundo Emile Durkheim, os
fatos sociais
constituem o objeto de estudo da Sociologia pois decorrem da vida em sociedade. O sociólogo francês defende que estes têm três características:

1) Coercitividade
2) Exterioridade
3) Generalidade
Característica relacionada com a força dos padrões culturais do grupo que os indivíduos integram. Estes padrões culturais são fortes de tal maneira que obrigam os indivíduos a cumpri-los. Exemplos: A adoção de um idioma, a organização familiar e o patriotismo.
Formas de manifestação da coercitividade:
"sanções legais"
ou
"espontâneas"
. "Legais" são as sanções prescritas pela sociedade sob a forma da lei, nas quais se define a infração e se estabelece a penalidade correspondente. "Espontaneas" são as que afloram como resposta a uma conduta inadequada (olhares de reprovação, por exemplo).
Coercitividade
Exterioridade
Generalidade
Esta característica transmite o fato desses padrões de cultura serem
"exteriores aos indivíduos"
, ou seja ao fato de virem do exterior e de serem independentes das suas consciências. Em outras palavras, os fatos sociais existem e atuam independentemente da vontade ou adesão consciente dos indivíduos. (Ex.: Quando sentimos pressionados a obedecer nosso lugar numa fila quando o nosso desejo nos impede de passar os outros para trás.)
Os fatos sociais existem não para um indivíduo específico, mas para a coletividade. Podemos perceber a generalidade pela propagação das tendências dos grupos pela sociedade, por exemplo.
A assiduidade com que determinados fatos ocorrem na sociedade indica a sua importância e necessidade de estudá-los, assim como torna a estatística uma das ferramentas que garante ao sociólogo a objetividade e o controle.
É pela generalidade que os fatos sociais exibem a sua natureza coletiva, sejam eles fatos observáveis, como o modelo de habitação de um grupo, sejam fatos morais, como os valores e as crenças.
Durkheim verificou que as taxas de suicídio aumentavam nas sociedades em que havia a aceitação profunda de uma fé religiosa que prometesse a felicidade após a morte. Descobriu, no contexto da época, que: as taxas de suicídio são maiores entre os solteiros, viúvos e divorciados do que entre os casados; na maioria das vezes, o indivíduo portador da "ideia do suicídio" quase sempre não sobrevive; são maiores entre pessoas que não tem filhos;
são maiores entre protestantes do que entre católicos e judeus.
Elaboração: Caio Lara
Os processos de mudança no mundo moderno são tão rápidos e intensos que dão vazão a grandes dificuldades sociais. Eles podem ter efeitos perturbadores sobre estilos de vida tradicionais, costumes, crenças religiosas e padrões cotidianos sem proporcionar novos valores claros. Durkheim relacionou essas condições perturbadoras com a
anomia
: sentimento de falta de propósito, medo e desespero provocados pela vida social moderna. Os controles e padrões morais tradicionais, que antes eram suprimidos pela religião, são totalmente desfeitos pelo desenvolvimento social moderno, e isso deixa muitos indivíduos sentindo que suas vidas carece de sentido.
- Consciência coletiva e a consciência individual - Embora todos tenham sua "consciência individual", seu modo próprio de comportar e interpretar a vida, podem-se notar, no interior de qualquer grupo ou sociedade, formas padronizadas de conduta e pensamento. O "tipo psíquico da sociedade" não seria apenas o produto das consciências individuais, mas algo que imporia aos indivíduos e perduraria através das gerações.
Outros pontos importantes na obra de Durkheim:
Morfologia social: as espécies sociais
Durkheim e a sociologia científica
Durkheim considerava que um dos objetivos da sociologia é a comparação de uma sociedade com outra, constituindo-se numa
morfologia social
(estudo comparativo dos sistemas estruturais de diferentes comunidades) para classificar as espécies sociais à maneira que a biologia fazia com as espécies animais.
Para o trabalho de constituição de uma morfologia social, Durkheim orientava os sociólogos a se valerem de uma observação empírica. Verificação de dois tipos de solidariedade entre os homens provenientes da divisão social do trabalho: a
solidariedade mecânica
(sociedade pré-capitalista - os indivíduos se identificavam por meio da família, religião, tradição e costumes) e a
solidariedade orgânica
(sociedade capitalista - interdependência pela divisão social do trabalho).
Durkheim se distingue dos demais positivistas porque suas ideias ultrapassaram a reflexão filosófica e chegaram a constituir um todo organizado e sistemático de pressupostos teóricos e metodológicos sobre a sociedade. Durkheim pregava uma
rigorosa postura empírica
, centrada na verificação de dados que poderiam ser observados, mensurados e relacionados por dados coletados diretamente pelo cientista.
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