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Origens na mídia (profecia)

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Michelson Borges

on 29 November 2013

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Transcript of Origens na mídia (profecia)

Análise de dois casos
O comentário de John Maynard Smith,
um dos papas da biologia moderna,
é interessante:
“Por causa da excelência de seus ensaios, [Gould] tornou-se conhecido entre não biólogos como o mais destacado teórico da evolução. Em contraste, os biólogos evolucionistas com quem discuti seu trabalho tendem a vê-lo como um homem cujas ideias são tão confusas que quase não vale a pena ocupar-se delas, mas alguém que não se deve criticar em público por ao menos estar do nosso lado contra os criacionistas.”
“Por causa da excelência de
seus ensaios, [Gould] tornou-se
conhecido entre não biólogos
como o mais destacado teórico
da evolução. Em contraste, os
biólogos evolucionistas com
quem discuti seu trabalho
tendem a vê-lo como um homem cujas ideias são tão confusas que quase não vale a pena ocupar-se delas, mas alguém que não se deve criticar em público por ao menos estar
do nosso lado contra os criacionistas.”
25 de agosto de 1999:
a revista
IstoÉ publica matéria na qual
afirma que a crença na
semana da criação é uma
“bobagem sem tamanho”.
Agosto de 2001:
a revista Galileu chama os criacionistas de “fundamentalistas”
e o criacionismo de “movimento populista
anti-intelectual”.

“Especialistas autoproclamados”
Novembro de 2004:
a revista National Geographic afirma que “os indícios da evolução são inegáveis”, apesar da pergunta estampada na capa: “Darwin estava errado?”
3 de janeiro de 2005:

a revista Época chama
os criacionistas de “ignorantes”.
Maio de 2005:
a revista Ciência Hoje considera
o ensino do criacionismo uma “esquizofrenia pedagógica”.
8 de fevereiro de 2006:

a revista Veja diz que a “tese” bíblica de que Deus criou todos os seres vivos
é “treva”.
28 de junho de 2005
, a Folha de S. Paulo publica matéria sobre o físico Marcelo Gleiser, na qual ele afirma que “ensinar criacionismo é crime”.
Abril de 2012:
o Globo Ciência dedica um programa ao criacionismo, mas não entrevista um criacionista. “Fundamentalistas.”
Abril de 2012:
o jornal O Estado de S. Paulo trata do criacionismo, mas entrevista apenas um cientista que discorda de
aspectos
da teoria da evolução.
A revista Ciência Hoje de
julho
de 2009
trouxe a matéria de capa “Darwin e a evolução – Uma teoria que mudou o mundo”.
O editorial apresenta uma boa definição do que é darwinismo e mostra o tamanho do preconceito que existe contra o criacionismo e a teoria do design inteligente:
“Há 150 anos, era publicado um livro que mudaria radicalmente nossa concepção da natureza. A Origem das Espécies, do naturalista inglês Charles Darwin, propunha uma teoria avassaladora: a de que existiria um
parentesco evolutivo entre todos os seres vivos
, mostrando que os humanos e os macacos descendem
de um ancestral comum. ...
“Dessa forma, Darwin rompia com o
dogmatismo religioso
que concebe a nossa espécie como fruto da criação divina. Com sua teoria, ele atribuía um novo significado para o ser humano: o produto de um
processo natural
responsável por toda
a diversidade biológica existente. ...
“Mais de um século e meio depois, a obra
de Darwin se mantém atual e poderosa:
ela sobreviveu a
todos os testes
a que foi submetida desde sua origem. Com a incorporação dos conhecimentos advindos
da genética, ela atingiu sua maioridade e mostrou-se capaz de contestar as teorias criacionista e do desenho inteligente, limitando-as a alternativas que não estão
à altura do evolucionismo por terem argumentos religiosos e não científicos.”
Ciência e filosofia
A mídia prestaria grande favor se mostrasse ao público que a discussão em torno das origens está carregada de “sabor filosófico”.
“‘Evolução’ pode significar qualquer coisa desde
a declaração não controversa de que a bactéria ‘desenvolve’ resistência aos antibióticos à grande afirmação metafísica de que o Universo
e a humanidade ‘evoluíram’
inteiramente por forças
mecânicas sem propósito.
Uma palavra elástica assim
é capaz de induzir ao erro,
dando a entender que sabemos
tanto sobre a grande afirmação
quanto sabemos sobre a
pequena afirmação.” p. 21
Cosmovisões
A cosmovisão ou ponto
de vista filosófico/teológico do pesquisador afeta a condução de suas pesquisas. Um bom exemplo é apresentado por Thomas Kuhn, em seu livro A Estrutura das Revoluções Científicas:
“Um pesquisador, que esperava aprender algo a respeito do que os cientistas consideram ser a teoria atômica, perguntou a um físico e a um químico eminentes se um único
átomo de hélio
era ou não uma molécula.
Ambos responderam sem
hesitação, mas suas
respostas não
coincidiram. ...
“Para o químico, o átomo de hélio era uma molécula porque se comportava como tal desde o ponto de vista da teoria cinética dos gases. Para o físico,
o hélio não era uma molécula porque não apresentava um espectro molecular. ...
“Podemos supor que ambos falavam
da mesma partícula, mas a encaravam
a partir de suas respectivas formações
e práticas de pesquisa. Suas experiências na resolução de problemas indicaram-lhes o que
uma molécula
deve
ser.” p. 75, 76
Kuhn conclui que “o que um homem vê depende tanto daquilo que ele olha como daquilo que sua experiência visual-conceitual prévia o ensinou a ver” (p. 148).
E isso nada tem que ver com os fatos em si, mas com a interpretação
deles à luz da cosmovisão
escolhida e previamente
adotada.
13 de dezembro de 1998:
Folha de S. Paulo, caderno Mais!: “Extremos da Evolução”. Divergências entre expoentes evolucionistas Richard Dawkins
e Stephen Jay Gould.
"Seu namorado tem
essa péssima mania
[de olhar disfarçado
quando passa uma
mulher atraente]?
Culpe a seleção natural (como quase tudo que tem relação com o comportamento sexual masculino e feminino). Ao longo
da evolução humana o macho se destacou
por sua capacidade de visão. [...]
"Então, você pode até dar um beliscão bem forte no seu namorado/marido/pretê, mas saiba que as raízes de seu comportamento estão naquele antepassado caçador de milhares de anos atrás. Isso também confirma o que você já sabia: seu namorado é um pouquinho troglodita."
Revista Galileu
Esmiuçando
1.
"...parentesco evolutivo entre todos os seres vivos" = macro/megaevolução

2.
"...ser humano: o produto de um processo natural responsável por toda a diversidade biológica existente" = naturalismo filosófico
Esmiuçando
3.
"...a obra de Darwin [...] sobreviveu a todos
os testes a que foi submetida desde sua origem." Que testes? Megaevolução "testável"?

4.
"...mostrou-se capaz de contestar as teorias criacionista e do desenho inteligente [...] por terem argumentos religiosos e não científicos."
A mídia ajuda a transformar a discussão num debate "ciência x religião" e assim blinda o darwinismo.
"Guerra" vende jornais.
Na seção de cartas da revista Superinteressante de setembro
de 2013, foi publicada a opinião do leitor Walmir: “Sou assinante e gostaria muito de manifestar minha
insatisfação com a posição
desta revista em defender
a ideia (sem nenhuma
prova) de que o homem
tenha vindo do macaco. ...
"Na seção Ideia Visual (agosto), o texto diz que ‘um chimpanzé macho, nosso parente mais próximo, não olharia duas vezes para a mulher’.
Acredito que uma revista
tão conceituada não deve
manifestar sua posição
pessoal sobre um fato
não comprovado.”
E a revista respondeu: “Walmir, nós nunca dissemos que o homem ‘veio’ do macaco, mas que o chimpanzé é o seu parente mais próximo – somos descendentes de um ancestral comum, como fica claro pela teoria da evolução, que é um modelo científico sólido. Agora, se a sua
religião
não permite que você acredite na teoria da evolução, não tem problema algum, temos pleno respeito por todas as religiões. Achamos que a
Bíblia
é um documento histórico belíssimo, mas, na hora de falar de ciência, ficamos mesmo com A Origem das Espécies.”
O leitor não menciona em momento algum qualquer tipo de religião. A Super
cai no lugar comum da controvérsia
ciência x religião.
Walmir não menciona qualquer livro religioso. Apesar do título de seu livro, Darwin não entregou o que se propôs explicar - a origem das espécies. Um título melhor para o livro seria
Origem das Variações
, assunto que Darwin muito abordou, mas nem isso conseguiu explicar. Que ciência Darwin praticou nesse livro?
não verificável
design inteligente não se vale
de argumentos religiosos
Criacionismo =
conhecimento bíblico + conhecimento científico
Evolucionismo =
naturalismo filosófico + conhecimento científico
Design inteligente =
argumento teleológico + conhecimento científico
O naturalismo é uma posição filosófica assumida a priori – o sobrenatural não existe, e mesmo que haja evidências apontando para ele, devem ser buscadas outras explicações.
David Berlinski
, PhD
em matemática pela Universidade Princeton, defende o DI.
É agnóstico.
Bradley Monton
é ateu
e professor de Filosofia na Universidade do Colorado. Ele defende que é legítimo ver o design inteligente como ciência. "Os argumentos a favor do design inteligente são mais fortes do que a maioria percebe".
Revista Época,
3/1/2005

Reportagem
“E no princípio
era o que mesmo?”
A repórter afirma que “o resultado mais nefasto desse embate entre criação e evolução não é o surgimento de uma nova geração de criacionistas, mas as levas de estudantes que saem da escola
sem entender a teoria de Darwin”.
Na entrevista, forneci a ela o telefone e contatos no
Unasp
, cujo curso de Biologia vai além dos requisitos exigidos pelo MEC, ao ensinar tanto o criacionismo quanto o evolucionismo. A informação foi ignorada. (O curso do Unasp tirou nota 4 no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes [Enade]; a máxima é 5.)
A repórter sustenta que “os criacionistas afirmam que o homem, o mosquito da malária e o protozoário causador da doença responsável por 2,7 milhões
de mortes anuais no mundo
são criaturas do plano
da criação de Deus”.
A jornalista também induz o leitor
a pensar que os criacionistas creem que todas as características geológicas que vemos hoje são resultado do dilúvio bíblico, e não dos processos geológicos descritos pelos cientistas (como o movimento das placas tectônicas). E dispara:
“Para a ala mais fundamentalista dos criacionistas, o maremoto que matou milhares na Ásia [...] não seria causado por movimentos
das placas terrestres (pois não acreditam que elas aconteçam), mas um flagelo enviado por Deus.”
Dei a ela o telefone do geólogo Dr. Nahor Neves de Souza Jr., autor de um livro que descreve, no contexto criacionista, os fenômenos geológicos globais.
Ela não o consultou.
Quando se refere ao movimento do Design Inteligente, a repórter diz que ele se baseia em “argumentos sofisticados e supostamente baseados na ciência”, mas não dá espaço suficiente para a discussão desses argumentos. Depois ela ainda arremata dizendo que “os cientistas não concordam com essa visão”. E Michael Behe – citado por ela – e outros, o que são? Não são cientistas?
Quando menciona frases do Dr. Ruy Vieira, presidente da Sociedade Criacionista Brasileira, a repórter deixa novamente transparecer preconceito. Ao informar que ele
foi diretor-científico da Fapesp e fundador da Academia de Ciências de São Paulo, além de representante do MEC na Agência Espacial Brasileira, ela diz que isso é “curioso”.
Mas o cúmulo da argumentação preconceituosa ocorreu ao comparar a proposta de se ensinar criacionismo e evolucionismo nas escolas
com o revisionismo a respeito
do Holocausto judeu.
“Esse argumento capcioso é o mesmo utilizado pelos revisionistas do Holocausto judeu, que, apesar das fotografias, dos relatos dos sobreviventes, dos documentos, das evidências materiais, da confissão dos algozes e do reconhecimento do Estado alemão, continuam afirmando que o Holocausto
foi uma ‘armação’.”
Os criacionistas sérios respeitam
e se pautam pelo método científico. Se a teoria da (macro)evolução tivesse evidências factuais como o episódio do Holocausto, obviamente que não haveria cientistas que advogariam o modelo criacionista.
O texto afirma: “Os cientistas não concordam com essa visão [DI] e alegam que o salto na realidade é bastante simples”, mas não esclarece como os cientistas explicam o “simples” salto das substâncias inorgânicas para uma célula viva completa, com todo seu maquinário autônomo e com todo o seu conteúdo de informação necessário para seu funcionamento e reprodução.
Panspermia cósmica
Cenário profético
Edição nº 50 (2012)
Edição nº 54
“Como o sábado se tornou o ponto especial
de controvérsia por toda a cristandade,
e as autoridades religiosas e seculares
se combinaram para impor a observância
do domingo, a recusa persistente de uma pequena minoria em ceder à exigência popular, fará com que esta minoria
seja objeto de execração universal.”
Ellen White, O Grande Conflito, p. 615
Bobos
Burros
Ignorantes
Esquizofrênicos
Criminosos
Fundamentalistas
“O sábado será a pedra de toque da lealdade; pois é o ponto da verdade especialmente controvertido. [...] Ao passo que a observância do sábado falso em conformidade com a lei do Estado, contrária ao quarto mandamento, será uma declaração de fidelidade ao poder que se acha em oposição a Deus, é a guarda do verdadeiro sábado, em obediência à lei divina, uma prova de lealdade para com o Criador.”
Ellen White, O Grande Conflito, p. 605
O pai da religião espírita, o francês Allan Kardec, ao construir suas doutrinas, fez uso abundante dos pressupostos evolutivos, mais exatamente da evolução como
ideia de progresso. Ademais,
o Espiritismo, tal qual
o Darwinismo, faz questão
de lograr para
si o status
de “ciência”.
Fundamentalismo
“Assim como outras formas de radicalismo religioso, ele [o fundamentalismo] exige que se viva sob uma interpretação literal e, portanto, originalmente ‘pura’ dos textos sagrados.”
Veja, 7 de setembro de 2011
“Fundamentalistas cristãos rejeitam
as descobertas da biologia e da física sobre as origens da vida e afirmam
que o livro do Gênesis
é cientificamente exato
em todos os detalhes.”
Karen Armstrong,
Em Nome de Deus
Apocalipse 14:6, 7
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