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apresentação geral da pesquisa GAM

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by

Marilia Silveira

on 30 September 2013

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Transcript of apresentação geral da pesquisa GAM

Um estudo multicêntrico
Rio de Janeiro – RJ
6.136.652 habitantes
10,4% cobertura de ESF.
Novo Hamburgo-RS
257.746 habitantes
6,2% cobertura de ESF.
Campinas – SP
1.073.020 habitantes
33,3% cobertura de ESF.
AFLORE
Obrigado!
AFLORE

GAM - Gestão Autônoma de Medicação
Coordenação: Rosana Onocko Campos
AFLORE
Guia Traduzido
Versão 1
Com sugestões provenientes das memórias de cada campo
GGAM BR
Versão final
Reuniões Multicêntricas
Com sugestões provenientes dos grupos de intervenção
GAM Brasil – O percurso para adaptação
GAM Brasil – Os grupos de intervenção
Campinas
Rio de Janeiro
Novo Hamburgo
Grupos de intervenção
(7-9 usuários dos serviços de saúde mental)
(acompanhado por pesquisador, trabalhador,
residente e/ou bolsista IC)

(Duração de 6-8 meses) (18-20 grupos, no total)
Considerações sobre nossa realidade
Ciclo da desautorização. O não apoio levando à uma maior dependência.

“Já cheguei a até brigar com os médicos para não associar medicamentos, mas entrei em crise e me ferrei, hoje brigo pelo contrário, mas os médicos nunca aceitaram de imediato minha opinião.”

“Já parei, pois atrapalhavam minha vida de motorista. É que nem pedra no sapato: mesmo que você tire depois de um tempo aparece outra: temos que conviver com isso.”
Falta de apoio no
manejo medicamentoso
Retirada abrupta leva
à síndromes de retiradas
Retorno ao uso de
medicações
Menor Autonomia
Contexto
“Prozac (fluoxetina) dá brilho ao seu humor”
Profa. Dra. Analice de Lima Palombini
Prof. Dr. André do Eirado Silva
Prof. Dr. Eduardo Passos
Profa. Dra. Erotildes Maria Leal
Prof. Dr. Octávio Domont De Serpa Jr
Profa. Dra. Rosana Onocko Campos
GAM-RS
Guia GAM como ferramenta na formação de recursos humanos em saúde mental
Pesquisadora responsável: Analice Palombini

Equipe de pesquisadores 2011-2012:
Adriana Hashem Muhammed
Bruno P. de Oliveira
Cecília de Castro e Marques
Gelson Cardoso Lopes
Juliana Schneider Guterres
Larry Dietrich
Livia Zanchet
Maria Angélica Zamora Xavier
Marília Silveira
Marliese Chiarani da Silva Schneid
Michele da Rocha Cervo
Nanci Weingartner
Pedro Sanchez Soares
Rafael Gil Medeiros
Ricardo Lugon Arantes
Sandra Hoff
Vannia Ferretjans
Uso de psicofármacos nos Centros de Atenção Psicosociais (2º semestre 2007)
A percepção do uso de psicofármacos
No discurso dos usuários:

O uso de medicações, sem saber o porquê ou por quanto tempo os tomarão.

Reducionismo do tratamento aos psicofármacos
A percepção do uso de psicofármacos
Comunicação deficiente entre profissionais de saúde e usuários.

Compreensão própria dos seus efeitos.
A percepção do uso de psicofármacos
Baixa autonomia de decidir sobre a medicação

“A decisão de tomar o medicamento foi do médico, foi uma coisa imposta, ele decidiu que era necessário e eu, evidentemente, aceitei”
“Os médicos me impuseram o tratamento. Todos os médicos vão falando apenas: vai tomando, vai tomando o remédio.” usuário

Paradoxalmente assume-se o controle do tratamento

“Se eu sei que vou ficar agitado, tomo mais.”
“Quando eu sinto que a crise vai acontecer, vou respirando fundo, fundo e tomo de gotinha em gotinha até passar” usuário
Considerações sobre nossa realidade
Estratégias para os usuários assumirem seus próprios tratamentos, suas vidas

Espaços para a expressão do diálogo e partilha da significação da utilização de medicamentos. (experiências como a gestão autônoma da medicação)
Inclusão da voz do usuário e da negociação na formação dos médicos.
Prevenção Quaternária. (Jamoulle, 1985)
GAM Brasil – adaptação do guia canadense

Antes do início dos grupos, o material produzido no Canadá foi traduzido e já adaptado para a realidade brasileira, principalmente em relação ao contexto da saúde mental e os direitos dos usuários da saúde no Brasil.
GAM Brasil – Ferramentas para adaptação
Guia traduzido e previamente adaptado pelos pesquisadores utilizado em grupos de interveção

Registros/memórias dos grupos de intervenção: terminado o grupo, as discussões que haviam sido feitas, movimentos do grupo, sugestões diretas dos usuários acerca de mudanças ou inclusões que deviam ser feitas no Guia e também as impressões dos pesquisadores do que havia ou não funcionado na experimentação do Guia.

Reuniões mensais multicêntricas: que, após o encerramento dos GIs, passaram a contar com a participação dos usuários. Discutiu-se as sugestões de modificações do Guia propostas pelos 3 campos.

Especificidades do Guia GAM-Br
Foco no aumento da autonomia do usuário para a negociação do tratamento com as equipes de saúde.
Inclusão das equipes de saúde como co-participantes dos grupos GAM.
Surgimento de novos focos significantes, por serem deficientes na realidade brasileira, incluídos no guia GAM:
Os direitos do cidadão portador de transtorno mental.
Acesso à medicação como um direito.
Discutir tabus, como sexo e relação com a família: interferência das medicações nestas esferas.
Objetivos
Traduzir, adaptar e testar, em Centros de Atenção Psicossocial das 3 cidades o Guia pessoal da gestão autônoma da medicação, instrumento desenvolvido no Canadá para pacientes com transtornos mentais graves;


Avaliar os efeitos desses instrumentos nos usuários e seus familiares e na formação de profissionais de saúde mental.
Grupos Focais (GF):
Dois grupos focais (início e fim da pesquisa) com:
Usuários;
Familiares;
Residentes (pós graduandos da saúde);

Entrevistas (E):
Entrevistas com gestores/colegiado gestor de CAPS;
Entrevistas com psiquiatras e outros trabalhadores de serviços de saúde mental.
GAM Brasil – Ferramentas para avaliação
GAM Brasil – O percurso para a análise
Os grupos focais foram áudio-gravados e transformados em transcrições, posteriormente transformadas em narrativas por extração de seus núcleos argumentais. Apresentadas para validação aos próprios sujeitos da pesquisa.


A partir das narrativas, comparamo-las, quando possível, entre T0 e T1. Finalmente interpretamos todas as narrativas de uma única categoria de todos os campos.
GAM Brasil – Análise voz dos familiares
Queixa constante quanto à dificuldade de serem ouvido pelos profissionais do serviço. Quanto à ausência de espaços de compartilhamento de decisões.
Pouca discussão sobre direitos e enfatizam que há uma distância entre saber sobre um direito e poder exercê-lo de fato.
Recorrência da queixa, vitimização e falta de informação sobre a medicação que os familiares usam.
Saúde Mental na comunidade
O Paradoxo do suporte psicofarmacológico na clínica médica da saúde mental na atenção primária:

Populações com sintomas que não configuram transtornos são iatrogenizadas

Populações com quadros depressivos expressivos são submedicalizadas ou não detectadas.
Objetivos
Traduzir, adaptar e testar, em Centros de Atenção Psicossocial das 3 cidades o Guia pessoal da gestão autônoma da medicação, instrumento desenvolvido no Canadá para pacientes com transtornos mentais graves;

Avaliar os efeitos desses instrumentos nos usuários e seus familiares e na formação de profissionais de saúde mental.
GAM Brasil – Análise voz dos trabalhadores
Psiquiatras internos aos serviços não se sentiram afetados pelo GAM, diferente dos outros profissionais que passaram a refletir sobre o tema.
Tal reflexão mudou a conduta clínica individual de cada um destes outros profissionais. Mas não enfrentam as regras institucionais que excluem os usuários das decisões dos seus tratamentos.
Incubem ao médico a responsabilidade da decisão.
Dificuldade/temor de lidar com a autonomia do usuário: “o direito de não usar medicamento não pode ser encarado como se o paciente pudesse fazer tudo o que quer”.
GAM Brasil – Análise voz dos gestores
Consenso sobre a tomada de decisões do serviço ser construída com a participação dos membros da equipe, mas ainda sem a participação real dos usuários e familiares.
Pouca legitimação dos espaços em que os usuários realmente participam.
Reconhecimento pela gestão apenas dos direitos dos usuários que não gerem confronto com a equipe(o acesso aos CAPS é um direito, a recusar da medicação, mesmo que inevitável, não).
GAM Brasil – Análise voz dos residentes
Os grupos GAM reconhecidos como um lugar de escuta privilegiado, em que acessaram aspectos de vida dos usuários que não conheciam antes e que passaram a incluir em seus atendimentos.
Os residentes multiprofissionais entenderam as vivências dos usuários enquanto conhecimento que deve ser incluído no plano de tratamento.
Os residentes médicos, apenas uma escuta mais aberta, atenta para o contexto do usuário a partir das decisões feitas pelos próprios médicos, e não como participação na construção do tratamento.
Conclusões
As equipes e a gestão também naturalizam a exclusiva competência do médico sobre essas questões.
Qual é o momento em que a medicação se torna “ótima” para um sujeito? É impossível responder a essa questão sem a participação do próprio usuário.
o GGAM se mostrou potente para instituir espaços de fala no serviço, na pesquisa e na formação a respeito da medicação, para chamar a atenção da equipe e da gestão sobre essas questões e para abordar questões relativas aos direitos dos usuários.
GAM Brasil – Análise voz usuário
Dificuldade que os usuários sentem de conversar com o médico e a falta de informação que têm sobre a medicação.
Após os grupos GAM narram o reconhecimento de uma autoridade em si e não apenas nos médicos, embora sintam ainda que os profissionais é que mandam no tratamento.
Os grupos GAM despertaram o interesse no debate dos direitos dos usuários. Tentam mais frequentemente participar da gestão dos seus serviços.
Compreensão da experiência própria relacionada ao uso da medicação foi aprofundada. Avaliam a presença de psiquiatras externos aos serviços como positiva.
Conclusões
A autonomia (recorte da medicação) como desafio da reforma.
uma visão estereotipada sobre a loucura, que perpassa trabalhadores, gestores, familiares e até os próprios usuários que, em todos os campos, se sentiram surpresos em seus direitos.
A baixa escolaridade de alguns dos usuários pareceu atuar como uma espécie de “naturalizador” da falta de espaços formais para informação sobre a medicação.
Necessidade do guia do moderador e inclusão da equipe como participante dos GIs

GAM 2009 - 2010
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