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[Filosofia da Religião] Introdução à Filosofia da Religião

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by

Carlos Moiteiro

on 18 November 2016

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Transcript of [Filosofia da Religião] Introdução à Filosofia da Religião

Filosofia da Religião
Prof. Carlos Renato Moiteiro
O QUE É
FILOSOFIA
DA RELIGIÃO
RELIGIÃO
Etimologia - duas origens possíveis:
*
RELICTO
– o que está separado (ex.: Mc 1, 20 – “...et relicto patre suo Zebedaeo in navi cum mercennariis secuti sunt eu”);
*
RELIGIO
:
a) Cícero (
De natura deorum
, 45 a.C.):
-
ex relegendo
: “reler” (os sinais sagrados; a realidade; etc);
-
ex eligendo
: “escolher”, “selecionar”;
b) Santo Tomás de Aquino (
Summa Theologiae
, I-II, q. 60, século XIII d.C.):
-
religat
,
religare
: proceder a uma “nova ligação”.
FILOSOFIA
Aristóteles,
Metafísica
, Livro I, I-8:
"Arte" (techné) - trata dos universais;
"Ciência de certas causas e dos princípios";
Conhecimento dos entes de forma particular, e do real em sua totalidade;
"Thaumázein" - espanto, admiração: "Foi com efeito, pela admiração, que os homens, assim hoje como no começo, foram levados a filosofar [...]".
"Quer dizer que a filosofia não é uma simples arte de formar, de inventar ou de fabricar conceitos, pois os conceitos não são necessariamente formas, achados ou produtos. A filosofia, mais rigorosamente, é a disciplina que consiste em criar conceitos. [...] Criar conceitos sempre novos, é o objeto da filosofia. É porque o conceito deve ser criado que ele remete ao filósofo como àquele que o tem em potência, ou que tem sua potência e sua
competência. [...] Para falar a verdade, as ciências, as artes, as filosofias são igualmente criadoras, mesmo se compete apenas à filosofia criar conceitos no sentido estrito" (DELEUZE, GUATTARI,
O que é a filosofia?
).
O QUE
NÃO É
FILOSOFIA DA RELIGIÃO?
- Objetivações históricas das religiões – História da Religião;
- Aspectos psicológicos do comportamento humano em relação às religiões – Psicologia da Religião;
- Aspectos sociais da experiência religiosa: raízes econômicas, socioculturais e políticas das manifestações de uma determinada religião – Sociologia da Religião;
- O Texto Sagrado, enquanto Palavra revelada (Torah, Bíblia, Qur’an) – Teologia.

“A filosofia da religião tenta esclarecer a possibilidade e a essência formal da religião na existência humana [...], estuda a consciência do homem e de sua autocompreensão a partir do absoluto enquanto atingível pela inteligência”
(ZILLES, 2015, p. 5).

Em outras palavras, a
filosofia da religião
tem por objetivo compreender as manifestações religiosas pelo prisma da razão e da inteligibilidade, buscando responder às seguintes questões:
- É possível que exista um ser divino? Se sim, quais seriam seus atributos?
- Acaso exista este ser divino, como ele se relaciona com o universo que está à nossa volta? (criador, mantenedor, primeiro motor etc.);
- Pode o ser humano chegar ao conhecimento de deus por sua própria natureza e razão? Se sim, quais são as vias para este conhecimento do divino? Se não, como o homem pode chegar a compreender a deus, caso ele exista?
- Qual a relação entre Razão e Revelação?
O QUE É A FILOSOFIA DA RELIGIÃO?
- Pode a religião comportar algum tipo de conhecimento e de verdade?
- Pode a linguagem humana dar conta de exprimir o noumen?
- Se um deus existe, qual a responsabilidade humana sobre seus próprios atos?
- Como compreender a existência do mal em face da vontade divina?
QUESTÕES FILOSÓFICAS
“[...] a filosofia da religião não fundamenta, nem inventa a religião, mas tenta esclarecê-la [...]”
(ZILLES, 2015, p. 5)
Porque chamamos a filosofia da religião também com o epíteto de Teologia Natural?

A) Porque a Filosofia acredita que Deus está em todas as coisas (panenteísmo);
B) Porque a única forma de conhecer a Deus, para a Filosofia, reside na contemplação da Natureza;
C) Porque a filosofia da religião busca conhecer a Deus sem o auxílio de outros meios, que não o do conhecimento natural (razão);
D) Porque a filosofia da religião está mais próxima daquelas religiões que compreendem o divino sem a necessidade de uma revelação, tais como o budismo e outras religiões orientais.
QUESTÃO
A) Sagrado
- etimologias:
a) Indo-europeu: Sak – aquilo que dá sentido; real.
=> Origina os termos Sacer (latim arcaico) e sādhu (sânscrito).
b) Latim: sacer => sacrum, sanctus – aquilo que está separado.

B) Profano
Etimologia: junção do prefixo grego pro- (posição em frente; anterioridade) e phaínein (manifesto)  oposta ao termo hierofania, termo igualmente de origem grega (ierós = sagrado), significa aquilo que antecede o sagrado, ou melhor, seu lugar de manifestação.

C) Numen
Etimologia: singular de
Numina
, entidades da antiga religião praticada na Roma pré-Imperial, que designava personificações da ação divina ou de seus movimentos; passa a designar, tardiamente, a potência divina ou a própria vontade divina. Por absorção ao verbo grego
nooúmena
, particípio passivo do verbo
noein
, pensar (“aquilo que é pensado”), passa a designar o inefável – aquilo que não pode ser descrito.
=> Origem do termo
Noumenon
, que na filosofia de Immanuel Kant designa aquilo que existe em si mesmo (coisa-em-si) e que, portanto, não depende da experiência sensível.

D) Transcendência
Etimologia: do latim, transcendis, ultrapassar.

E) Imanência
Etimologia: do latim, in manere, estar ou permanecer no interior de algo.
CONCEITOS FUNDAMENTAIS
1) O que constitui uma religião?
- Questões que se depreendem daí: Como surge uma religião? Qual o limite de definição entre uma religião e uma pseudo-religião? Existe uma religião verdadeira, diante da qual todas as outras seriam meras abstrações mais ou menos mitológicas? O que uma determinada espiritualidade precisa conter para ser considerada religião?

2) Qual o lugar que as perguntas sobre a religião ocupam no campo da antropologia filosófica?
- O problema religioso toca o fundo da compreensão humana sobre sua própria existência: o universo tem um sentido? Tem um fim? Fazemos parte de um plano? Qual a razão da existência humana? Qual a razão da minha própria existência?

3) Pode a religião subsistir ao crivo da racionalidade?

4) O que pode a filosofia sem a revelação?
PROBLEMAS PERTINENTES
“O problema religioso toca o homem em sua raiz ontológica. [...] Em outras palavras, a religião tem a ver com o sentido último da pessoa, da história e do mundo” (ZILLES, 2015, p. 6).
A) Antiguidade clássica e Antiguidade Tardia pagã:
as reflexões filosóficas sobre Deus estão relacionadas à totalidade do
kosmos
.

B) Antiguidade Tardia cristã e Alta Idade Média:
período de especulação filosófica sobre a racionalidade da fé cristã – vera philosophia – e tentativa de conciliar fé e razão, filosofia e teologia.

C) Baixa Idade Média:
a filosofia é compreendida como um “instrumental” para a Teologia (philosophia ancilla theologiae); as reflexões filosóficas sobre a religião ficam relegadas a segundo plano.

D) Modernidade pré-Iluminista:
virada antropológica – a religião passa a ser compreendida nos termos de uma reflexão sobre a subjetividade humana (“deus fiduciário” da racionalidade humana); início do processo de secularização da sociedade.

E) Modernidade pós-Iluminista:
a religião passa a ser questionada em termos formais (lógica de suas proposições) e materiais (instituições religiosas).
ETAPAS
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