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Para onde vai a filosofia?

Japiassu, Hilton Ferreira. Introdução ao pensamento epistemológico. Rio de Janeiro, F. Alves, 4a. ed., 1986.
by

Tania Crocetta

on 25 September 2012

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Transcript of Para onde vai a filosofia?

Japiassu. Introdução ao pensamento epistemológico
Por Tânia Brusque Crocetta - set.2012 Para onde vai a filosofia? A filosofia teve seu lugar tomado pelas ciências. (p. 162) Filosofar consiste em fazer apelo à reflexão pessoal. (p. 161) O pensar filosófico tem um duplo inconveniente: de um lado, ele nos ensina a criticar as opiniões recebidas ou impostas; de outro, ensina-nos a ultrapassar o conformismo e o não-conformismo em vista de uma coerência sempre maior do pensamento e da ação. (p. 162) Este não-reconhecimento mútuo é profundamente pernicioso aos dois setores de conhecimento: não somente a filosofia se perde em seus labirintos de abstrações sem conteúdo real e sem alcance verdadeiramente cognitivo, como também os especialistas e os técnicos do “humano” correm o risco de tornarem-se cegos àquilo que fazem, a ponto de não saberem mais o que estão fazendo. (p. 165-166) Filosofia - sua missão essencial: a de fornecer os primeiros princípios e os fundamentos de uma ciência do homem real. (p. 165) A filosofia se vê hostilizada e agredida pelos especialistas das ciências do homem. (p. 165) Sua situação atual parece ser a seguinte: de um lado, uma filosofia completamente estranha às ciências humanas, uma filosofia sem conteúdo, pretendendo ensinar a sabedoria e fornececer a imagem do homem sem saber mais o que é o homem real; do outro, ciências humanas que fazem um esforço enorme para se tornarem ciências, mas que não sabem o que é o homem, e nem querem saber. (p. 162-163) O filósofo deve ser um homem de seu tempo. (p. 166) Cabe à filosofia colocar em questão os meios propostos pela sociedade que marcha para a abundância crescente (p. 167) Trata-se de uma tarefa de reflexão. (p. 167) É sua função topológica (topo = lugar): Encontrar o lugar adequado do conhecimento científico... cavar suas fundações, para descobrir sobre que solo a ciência se constrói. (p. 168) Quanto à emergência e ao avanço das ciências humanas, a filosofia deveria fundar uma epistemologia da convergência dessas disciplinas... que ela pretende conhecer por reflexão. (p. 168-169) Há, no homem, todo um fundo de existência, um “vivido” que é sujeito e que faz dele um sujeito não-objetivável pelo conhecimento científico. (p. 169) Cabe à filosofia mostrar que o homem é o lugar onde o objetivo e o subjetivo se encontram e se entrelaçam. Não cabe a filosofia separá-los. (p. 169) É esta tensão que constitui o caráter dramático da filosofia moderna: a questão do ser ou de Deus, e a questão do homem. (p. 169) Estamos num período crítico que deve ser enfrentado com coragem e lucidez. (p. 170) A filosofia é sempre uma reflexão com as ciências. Não uma reflexão sobre ou para as ciências, mas a partir delas ou com elas. (p. 170) Aquilo pelo que a epistemologia das ciências humanas se interessa, aquilo de que ela se ocupa, em conformidade com aquilo que ela visa, consiste em saber como se formam, como se desenvolvem, como funcionam ou se articulam os conhecimentos. (p. 172) A filosofia não constitui o sentido, mas, ao explicitá-lo, ela o funda, quer dizer, o desvela e o justifica. (p. 178) A filosofia poderá intervir para ajudar a descobrir o objeto comum às várias disciplinas que se interagem: o homem. (p. 180) Se são as idéias que movem as coisas, são os elaboradores das idéias, os que nada sabem fazer, senão pensar, que fornecem os mais poderosos instrumentos para que o mundo seja feito, refeito ou transformado. (p. 183) Não há soluções, senão quando houver problemas: é saber formulá-los. (p. 183) Para formulá-los, é necessário o pensamento. E é o pensamento que forja as opiniões e elabora os valores que comandam a ação daqueles que encontram as soluções ou tomam as decisões. (p. 183) Conclusão: um problema em suspenso A ruptura: os fatos científicos são conquistas contra as evidências do saber imediato e das pré-noções. (p. 187-188) A construção: os fatos não se impõem cegamente ao espírito como “dados”, mas como algo construído. (p. 188) A constatação: o ato científico não é uma constatação: as experimentações devem ser acompanhadas de uma explicação dos pressupostos teóricos que fundam a experiência. (p. 188) Papel da epistemologia: desmascarar a ilusão dos que pretendem conferir “à” ciência uma importância global que suprime a filosofia. (p. 192) O filósofo precisa renunciar à esperança de algum dia estabelecer uma “filosofia da ciência”. (p. 192) O caso Kant exemplifica bem o inconveniente de se fundar a filosofia sobre a ciência de sua época. (p. 192) O papel da filosofia é o de manter a abertura do espaço mental epistemológico. (p. 193) As epistemologias devem fecundar-se mutuamente, não se esquecendo jamais de sua obediência ao humano. (p. 193)
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