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Ciências sociais e políticas 20

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EaD IVJ

on 27 December 2016

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Transcript of Ciências sociais e políticas 20

A Atitude de Reserva
Economia do Dinheiro
e Individualismo

Economia do Dinheiro e Individualismo
A Atitude Blasé Tipo Metropolitano
de Individualidade

Atitude de Reserva
O indivíduo na metrópole: necessidade de autopreservar sua autonomia e individualidade diante do excesso de estímulos.

A autopreservação exige:

- num plano interior/individual...
O modo de vida metropolitano
e a ascensão do individualismo

Texto para discussão:

- Georg Simmel, “A metrópole e
a vida mental.”

Uma atitude blasé (tradução: embotada, insensível, estagnada por excesso; pronuncia-se “blasê”);

- num plano exterior/social...

Uma atitude de reserva.


A intensificação de estímulos aumenta quantitativamente até o ponto a partir do qual surge a atitude blasé.

Ela surge a partir de condições que a metrópole cria:

condições fisiológicas/psicológicas.

economia do dinheiro.

A Atitude Blasé Condições Fisiológicas/Psicológicas
“... intensificação dos estímulos nervosos, que resulta da alteração
brusca e ininterrupta entre estímulos exteriores e interiores.” (p. 12)

Contraste entre a vida na metrópole e a vida rural ou de cidade
pequena: o homem da metrópole “gasta” mais consciência, o que leva a
um predomínio do intelecto sobre as emoções, como forma de preservar
a vida subjetiva.

A Atitude Blasé Economia do Dinheiro
A metrópole é dominada pela economia do dinheiro, uma estrutura
da mais alta impessoalidade.

- Lembrar o texto da seção anterior.

Há uma vinculação intrínseca entre a mentalidade intelectualística e
a economia monetária: elas
partilham uma atitude “prosaicista” (isto é, de caráter prático), uma
indiferença a toda a individualidade.

A autopreservação do indivíduo em face da metrópole exige dele um comportamento de natureza social não menos negativo que a atitude blasé: a atitude de reserva.

Essa reserva é uma das formas elementares de socialização, sem as quais o “modo metropolitano de vida” não poderia ser mantido. Ela “confere ao indivíduo uma qualidade e quantidade de liberdade pessoal que não tem qualquer analogia sob outras condições”. (p. 18)
Na evolução da individualidade no interior
da vida urbana, Simmel reconhece a mesma
tendência de desenvolvimento da vida social
como tal.



- “Um círculo relativamente pequeno firmemente fechado contra círculos vizinhos, estranhos ou sob qualquer forma antagônicos. Entretanto, esse círculo é cerradamente coerente e só permite a seus membros individuais um campo estreito para o desenvolvimento de qualidades próprias e movimentos livres, responsáveis.” (p. 18)

Grupos desindividualizantes.

Primeira fase das formações sociais encontradas nas estruturas sociais, tanto históricas quanto contemporâneas.
Desse estágio, à medida que o grupo cresce (espacialmente, em significado e em conteúdo) o desenvolvimento social segue em duas direções, ainda que correspondentes:

a unidade direta, interna, do grupo se afrouxa e a rigidez da demarcação original contra os outros é amaciada por meio das relações e conexões mútuas.

o indivíduo ganha liberdade de movimento, adquire uma individualidade específica pela da divisão do trabalho.

Vida de cidade pequena na Antiguidade e na Idade Média.

Barreiras contra o movimento e as relações do indivíduo no sentido do exterior e contra a independência individual e a diferenciação no interior do ser coletivo:


Paralelismo entre esse
processo e o Desenvolvimento
da Individualidade

- Um ciúme do todo contra o individual” (p. 19).

- “Quanto menor é o círculo que forma nosso meio e quanto mais restritas aquelas relações com os outros que dissolvem os limites do individual, tanto mais ansiosamente o círculo guarda as realizações, a conduta de vida e a perspectiva do indivíduo e tanto mais prontamente uma especialização quantitativa e qualitativa romperia a estrutura de todo o pequeno círculo.”

- Uma cidade desindividualizante.

- Uma esfera de vida contida em si mesmo e autárquica.

- Vida de metrópole: o local da liberdade, a sede do cosmopolitismo.

Independência das personalidades individuais. “O ponto essencial é que a particularidade e incomparabilidade que, em última análise, todo ser humano possui, sejam de alguma forma expressas na elaboração de um modo de vida. [...] Apenas nosso caráter inconfundível pode provar que nosso modo de vida não foi imposto por outros.” (21)

Isso é alcançado por meio da especialização: a busca de “ser diferente”. (p. 22)

A metrópole: sede da mais alta divisão econômica do trabalho

A metrópole: o local da liberdade, a sede do cosmopolitismo.

A metrópole como independente das personalidades individuais: “o preço que o indivíduo paga pela independência que desfruta na metrópole”. (p. 21)

As cidades são sede da mais alta divisão econômica do trabalho. Na medida de sua expansão, a cidade oferece mais e mais as condições da divisão de trabalho (especialização, crescimento das diferenças individuais).

Em proporção a seu tamanho, a cidade ocasiona a individualização de traços mentais e psíquicos. A metrópole conduz ao impulso da existência pessoal mais individual.

O desenvolvimento da cultura moderna é caracterizado pela predominância do “espírito objetivo” sobre o “espírito subjetivo” (p. 23).

- Cultura incorporada às coisas e ao conhecimento, cristalizada.

Ocorre uma desproporção cada vez maior em relação ao desenvolvimento cultural do indivíduo.

- “A metrópole é o genuíno cenário dessa cultura que extravasa de toda vida pessoal” (p. 23).

- O indivíduo tem que exagerar sua essência mais pessoal para permanecer perceptível até para si mesmo (p. 24).


Metrópole Sede
do Individualismo

Sugestão de filme
Efeitos da Modernidade sobre o Trabalho e as Relações Humanas

Filme: Metropolis, de Fritz Lang (1926).

Temas para discussão:

- A metrópole e suas proporções desumanas.

- As desigualdades sociais. O “Jardim dos Prazeres” e a cidade dos operários, abaixo da terra.

- O homem e a máquina: o trabalho mecânico como alienador. Cena de Moloch/máquina comendo escravos/trabalhadores.

- A “ditadura do relógio” e o controle do tempo. Cena do homem preso ao relógio.

Revolta versus solidariedade entre as classes sociais. Como se mantém a “solidariedade” social (Durkheim)?



Filme Metrópolis Fritz Lang (1926)
Frederick Taylor, trecho de Princípios de Administração Científica (8p.).


Leitura para próxima aula
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