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Depressão e os dilemas sociais

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Ari Bassi Nascimento

on 24 April 2014

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Transcript of Depressão e os dilemas sociais

Dilemas sociais
Dilemas socias são depressogênicos?
Como a depressão produz ruminação?
Parece razoável que o estado de depressão indique que a evolução favoreceu fenótipos competitivos quando o contexto for um D.S. complexo?
Discussão
Como a depressão leva a ruminação (análise duradoura no VLPFC) se há risco dos neurônios morrerem?
Problema 1
A atividade duradoura de 5-HT pode reduzir apoptosis induzida por atividade mantidade no VLPFC por aumento de lactato.
Problema 2
Conflito: depressão foi caracterizada como induzida por atividade serotoninérgica baixa.
Depressão pode induzir a perturbação de análise através de mudanças psicomotoras que incluem preferência pela solidão, aumento da fadiga, redução de apetite, mudanças no ritmo de sono e no ritmo de atividades. A hipótese advoga que essas mudanças não caracterizam déficits de ativdades, mas se reverte em função estratégica de minimização de distração.
Mudanças psicomotoras
Diferenças sexuais na depressão
Modelo de teste: julgamento de controle em uma situação de contingência zero
Como resolver o quebra-cabeça?
Infidelidade x reprodução x dominância
Conflito interpessoal está associado com depressão, porém seu índice é maior se o conflito ocorrer entre parceiros mais íntimos. Entre casais, o risco de depressão maior é 40 vezes maior se o casal for infeliz.
Hipótese de trabalho: a depressão minimiza perturbações da informação sobre a WM.
Para não resultar em apoptosis, glutamato deve ser removido imediatamente das sinapses. A remoção é feita pelos astrócitos, que capturam glutamato e o convertem em glutamina. Onde isso ocorre há quantidade abundante de glicogênio. A conversão é processo ATP-dependente. O subproduto da reação é lactato, substrato energético preferido pelos neurônios. Em síntese, a atividade duradoura do VLPFC é sustentada pelo aumento da produção de lactato.
Testes:
1. Manipulação direta da dieta pela depleção do triptofano
2. Efeitos dos SSRIs
3. Knock-out do receptor 5-HT1a em modelos de camundongos. Todavia ...
4. A taxa de de 5-HIAA do sangue da jugular de PD era muito maior quando comparada com amostras de PND
5. Modelos de roedores sugerem que depressão causa liberação sustentada de 5-HT. Logo, 5-HT é alta no cérebro de PD.
Uma linhagem social pode reduzir a habildade de mulheres em conseguir recursos, apoio e proteção. Isso pode ser adaptativo porque regula por baixo o funcionamento reprodutivo sob estresse social.

Hipótese: as mulheres foram expostas a pressões seletivas fortes (mais que os homens) para enfrentarem os estresses sociais. Isso implica que as mulheres são mais vigilantes aos sinais potenciais de estresse.

Dados: mulheres jovens – em comparaçção com homens jovens – são mais preocupadas em ser avaliadas negativamente e têm grande desejo de aprovação social. Sensibilidade às deixas de sucesso ou de fracasso social captura a atenção de mulheres jovens para problemas sociais antes que eles se tornem sérios.
Dominância sobre outro homem gera benefícios como acesso às fêmeas e à distribuição de recursos. Mas a dominância é conseguida parcialmente com uso de força física. Mas é um estado neutralizável pela coalizão cooperativa com outros homens.
Cuidar da prole é atividade energeticamente mais custosa para a mulher, primariamente devido a lactação. Na sociedade caçadores-coletores, a reprodução em mulheres mais velhas demandava custo energético maior que elas podiam produzir. Elas precisavam atenção durante a infância dos bebês. Fracas, ficavam vulneráveis ao estupro, a captura por rivais e homicídios por amantes ciumentos. Por fim, as mulheres precisavam minimizar o estresse social por conta da infidelidade e as consequências negativas da gravidez.
Efeitos da derrota social: acesso a parceiros sexuais, recursos, doenças relacionadas ao estresse e agressão imposta por dominantes.
Hipótese de trabalho: a depressão ajuda pessoas a resolver dilemas socias. Pesquisas mostram que pessoas deprimidas têm melhor desempenho em dilemas sociais. Seus comportamentos parecem ser não contexto-dependente e elas processam muita informação sobre custos e riscos.
Resultados
Modelo de teste: dilema do prisioneiro. O jogo incentiva a derrota de ambos, mas o resultado seria melhor para ambos se houvesse cooperação. Mas a cooperação depende da posição inicial do jogador.
pessoas não deprimidas (PND) acumularam escores elevados quando na posição de poder em relação às pessoas deprimidas (PD) (160,9 x 139,7). Quando na posição inferior, PND acumularam um escore negativo de -38,6. Já as PD na posição de poder acumularem escore positivo de 55 pontos.
No jogo, PND tenderam a cooperar nas duas posições. As PD, contudo, modularam o comportamento de cooperação de acordo com a condição. Elas foram mais sensíveis ao custo de cooperar e mais prontas a impor a derrota quando o custo social de cooperar era muito alto.
Dados: Pessoas com depressão induzida e pacientes ambulatoriais com depressão maior mostram sinais elevados de neuroimagem no VLPFC esquerdo. Esta área é ativada quando há uma carga alta da WM.
A atividade neuronal duradoura no VLPFC é muito custosa. Quase 80% dos neurônos corticais liberam glutamato que, em quantidades elevadas, é tóxico e produz apoptosis.
Paradoxo 1: ruminação versus dificuldade de concentração

O paradoxo foi – aparentemente – resolvido. Ruminação persistente indica estado de atenção altamente focado em um problema. Explica o paradoxo pela prioridade de processamento dada ao problema. Isso significa que sobra poucos recursos para outras atividades.
Adolescentes do sexo feminino são mais reativos aos conflitos sociais que os do sexo masculino. Indica que a atenção delas a sinais de conflitos sociais é capturada prematuramente.
Paradoxo 2: estilo de arrazoado analítico versus déficits cognitivos

Literatura mostra depressão associada ou causadora de prejuízos de desempenhos relacionados aos domínios cognitivos como memória, inteligência e ações executivas.
Outra visão mostra que depressão promove estilo analítico de arrazoar, o que melhora o desempenho em tarefas complexas.
Elas são mais enfáticas que rapazes e isso pode permitir-lhes antecipar como eles – no papel de parceiros sociais – sentirão e reponderão aos conflitos potenciais de interesses.

Estudos indicam que a demanda por avaliação e por aprovação sociais são fatores produtores de riscos de depressão entre jovens do sexo feminino.
Contexto de contingência zero
Indivíduo avalia o grau de controle que possui sobre o interruptor de um abajur. Ele pressiona e vê se a luz acende ou não
Para resolver o problema, ele deve estimar a probabilidade de a luz acender após sua ação (p(L/B) e então deve subtrair a probabilidade de a luz acender quando o botão não é pressionado (p(L/~B). PND estimam possuir mais controle quando a densidade de consequência muda de 25 – 25 para 75 – 75 na situação de contingência zero.
PD foram imunes ao aumento de densidade de consequência. Aparentemente, a imunidade se deveu ao estilo analítico de arrazoar, o que elas fazem melhor que PND, talvez graças a WM.
Mind-reading: PD têm desempenho melhor na tarefa que PND
PD percebem expressões faciais de emoções mesmo quando as deixas faciais são sutis e requerem atenção a detalhes. Elas também detectam melhor os sinais de decepção, o que indica uma situação ecológica evolutivamente relevante.
É provável que o ambiente evolutivo possuísse várias passagens para o processo de aprendizagem. A persistência da dor depressiva, a depspeito de tentativas de eliminação rápida, forçou o organismo a adotar uma abordagem lenta de solução de problemas, aceitar e resistir a dor.
Todavia, nos ambientes modernos há muitas formas de reduzir temporariamente a dor da depressão sem solucionar os problemas que a disparam (droga, álcool, entretenimento). As declarações rasas de profissionais, com apoio de mídias, de que a depressão seja uma desordem (doença), interferem com os processos de aprendizagem e provocam comportamentos de esquiva.
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