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Sarapalha

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by

Jeniffer Kuo

on 11 November 2013

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Transcript of Sarapalha

Sarapalha
Resumo:
Sagarana
Guimarães Rosa
Título:




Exemplo:

“E Primo Argemiro sabe aproveitar, sabe correr ligeiro pelos bons caminhos da lembrança.Como era mesmo que ela era?! ... Morena, os olhos muito pretos... Tão bonita! ... Os cabelos muito pretos... Mas não paga a pena querer pensar onde é que ela pode estar a uma hora destas ... Quando fugiu, que baque! Que tristeza... Não esperava aquilo, não esperava... Parecia combinar bem com o marido... Primo Ribeiro naquele tempo era alegre... E ele sentira até ciúmes de Primo Ribeiro, ciúme bobo, porque Primo Ribeiro era quem tinha direito a ela e ao seu amor...”


Tempo:psicológico
Foco narrativo:

Discurso:
Exemplo:

“- Falou, não, Primo... D'aqui a pouco é a minha vez... Não dilata p'ra chegar... Sim, d'aqui a pouco vai ser a sua hora. Aqui a febre serve de relógio. Ele já está ficando mais amolecido. Também deve ser de ter pensado muito. Antes o outro
não tivesse querido falar em nome guardado... Foi dar outra força… saudade... E ele, que nem tem com quem desabafar, não tem a quem contar o seu sofrimento!...
Lá, onde está o cruzeiro, morreu um trabalhador de roça, um velho. Foi de repente, do coração... Será que a gente ainda tem de viver muito?...”
Espaço geográfico e social:
Exemplo:

“ É aqui, perto do vau da Sarapalha: tem uma fazenda, denegrida e desmantelada; uma cerca de pedra-seca, do tempo de escravos; um rego murcho, um moinho parado; um cedro alto, na frente da casa; e, lá dentro, uma negra, já velha, que capina e cozinha o feijão. Tudo é mato, crescendo sem regra; mas, em volta da enorme morada, pés de milho levantam espigas, no chiqueiro, no curral e no eirado, como se a roça se tivesse encolhido, para ficar mais ao alcance da mão.”
Exemplo:

“ Escuta, Primo Ribeiro: se alembra de quando o doutor deu a despedida p'ra o povo do povoado? Foi de manhã cedo, assim como agora... O pessoal estava todo sentado nas portas das casas, batendo queixo. Ele ajuntou a gente... Estava muito triste... Falou: - "Não adianta tomar remédio, porque o mosquito torna a picar... Todos têm dese mudar daqui... Mas andem depressa, pelo amor de Deus!". .. - Foi no tempo da eleição de seu Major Vilhena... Tiroteio com três mortes...”

Exemplo:

“E, agora, Primo Ribeiro não falou. Por quê? Ficou mudo, espiando as três galinhas, que ciscam e catam por ali. Por quê? ... Está desfiando a beirada do cobertor, com muita nervosia de unhas. É preciso perguntar-lhe alguma coisa.”
“Mulher é mulher... E que bom que seria, se ela tivesse ficado sabendo! Ao menos, agora, de vez em quando se lembraria dele, dizendo: "Primo Argemiro também gostou de mim..."

Exemplo:

“E quando Primo Ribeiro bate com as mãos nos bolsos, é porque vai tomar uma pitada de pó. E quando Primo Argemiro estende a mão, é pedindo o comimboque. E quando qualquer dos dois apóia a mão no cocho, é porque está sentindo falta-de-ar.”


Exemplo:

“Tapera de arraial. Ali, na beira do rio Pará, deixaram largado um povoado inteiro: casas, sobradinho, capela; três vendinhas, o chalé e o cemitério; e a rua, sozinha e comprida, que agora nem mais é uma estrada, de tanto que o mato a entupiu. Ao redor, bons pastos, boa gente, terra boa para o arroz.”
Personagens
Primários
secundários
Figuras de linguagem
Primo Ribeiro
Personagem esférico

Primo Argemiro
Personagem esférico
Luísa
Personagem plano
Jiló
Personagem plano
Boiadeiro
Personagem plano
Escrava negra
Personagem plano
“Em abril, quando passaram as chuvas, o rio - que não tem pressa e não tem margens, porque cresce num dia, mas leva mais de mês para minguar - desengordou devagarinho, deixando poços redondos num brejo de ciscos: troncos, ramos, gravetos, coivara; cardumes de mandis apodrecendo; tabaranas vestidas de ouro,' encalhadas; curimatãs pastando barro na invernada; jacarés, de mudança, apressados; canoinhas ao seco, no cerrado;(...)"
Comparação:
Daí, para os pés de milho, descaem aos flocos, que nem os torrões da última pazada de um foguista.”
Aliteração:
“De tardinha, quando as mutucas convidam as muriçocas de volta para casa, e quando o carapanã rajado mais o mossorrongo cinzento se recolhem, que ele aparece, o pernilongo pampa, de pés de prata e asas de xadrez. Entra pelas janelas, vindo dos cacos, das frinchas, das taiobeiras, das bananeiras, de todas as águas, de qualquer lugar.”
Anáfora:
“Podem zombar, podem chamar o resto dos melros, podem comer o milho todo e o arrozal já selvagem.”



Metáfora:
“O sol cresce, amadurece.”
Desenvolvimento dos personagens
Luísa
Ribeiro
2 meses depois de casados
Luísa
Ribeiro
Argemiro
3 anos mais tarde
Maleita
Ribeiro
Argemiro
Confissão
Ribeiro
Argemiro
Isolado na fazenda
Morre no meio de flores azuis
Conclusão
“Primo Ribeiro parece um defunto - sarro de amarelo na cara chupada, olhos sujos, desbrilhados, e as mãos pendulando, compondo o equilíbrio, sempre a escorar dos lados a bambeza do corpo. Mãos moles, sem firmeza, que deixam cair tudo quanto ele queira pegar. Baba, baba, cospe, cospe, vai fincando o queixo no peito; e trouxe cá para fora a caixinha de remédio, a comicha de pó e mais o cobertor.”
“Primo Ribeiro naquele tempo era alegre...”
“Por aquele tempo, Argemiro dos Anjos era um moço bem-aparecido, de figura, e com oitenta alqueires de terras de cultura, afora algum dinheiro de parte...”
“Lá vem o outro com a caneca. Desce a escadinha, muito devagar. É magro, magríssimo. Chega trôpego, bambo meio curvante.

"(...)e bois sarapintados, nadando como búfalos, comendo o mururé-de-flor-roxa flutuante, por entre as ilhas do melosal.”
Sarapalha
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