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A Prática Pedagógica na Educação Infantil em Uberlândia: Estudo de Caso da Escola Municipal de Educação Infantil Maria Beatriz Vilela de Oliveira

O presente trabalho se justifica pela necessidade de se fazer uma ponte entre a teoria e a prática, ao se tratar do trabalho feito por diversos profissionais na educação infantil no Brasil.
by

Vivian Garcez

on 6 December 2015

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Transcript of A Prática Pedagógica na Educação Infantil em Uberlândia: Estudo de Caso da Escola Municipal de Educação Infantil Maria Beatriz Vilela de Oliveira

EMEI Maria Beatriz Vilela de Oliveira
Realidade da Educação Infantil de Uberlândia reflete a situação nacional
O único 'bom aprendizado' é o que é para o avanço do desenvolvimento.
- Vygotsky
A Educação Infantil em Minas Gerais
A Educação Infantil em Uberlândia
Escola em Destaque
Nos anos 1980, a educação infantil na cidade de Uberlândia era oferecida de forma fragmentada, sendo o atendimento em creches (0 a 3 anos) “gerido” pela Secretaria Municipal de Trabalho e Ação Social e a oferta de pré-escola (4 a 6 anos) à cargo da Secretaria Municipal de Educação. A função das creches era vista como exclusivamente assistencial, e as pré-escolas, por pertencerem a Secretaria de Educação tinham caráter educacional. Mas com o período da gestão “Democracia Participativa” a partir dos anos 80, com o governo de Zaire Rezende (ver imagem à direita), teve-se a “implantação das creches comunitárias na cidade, através da abertura política, promovida na esfera municipal, pressionando o poder público municipal a aumentar sua atuação por intermédio da Secretaria Municipal do Trabalho e Ação Social, e a Secretaria Municipal da Educação.
6 salas de aula
1 sala de professores
4 banheiros infantis, sendo 2 internos, 2 externos.
2 banheiros para adultos
secretaria
lavanderia
brinquedoteca
refeitório com 6 mesas cada uma, com 2 bancos grandes
1 bebedouro interno e 1 externo
1 cozinha ampla
quadra de esportes e espaço de azulejos para pintura
$1.25
Segunda, 07 de dezembro de 2015
Vol XCIII, No. 311
Assistencialismo ou Educação?
A Educação Infantil no Brasil
Projeto Político-Pedagógico, Plano de Aula, Entrevista e Fotos
EMEI Maria Beatriz Vilela de Oliveira
A Educação Infantil
Em meados de 1970, surge a Educação Infantil no Brasil, coincidindo com o processo de urbanização e inserção da mulher no mercado de trabalho. Mas as creches não foram criadas com o foco em atender às necessidades das crianças. Qual era a preocupação? Auxiliar as mulheres que trabalhavam fora de casa.
A partir de 1980, lutas feministas mostraram a necessidade das creches serem vistas não como um favor, mas como um direito da sociedade, e principalmente, um direito das crianças, que precisavam de um espaço que não apenas cuidasse de suas necessidades físicas, mas também fosse um complemento à educação familiar.
Entenda melhor as conquistas:
1988 - Constituição Federal garante o direito da criança à educação: inclusão de creches e pré-escolas no sistema educativo.

1990 - ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) - proteção à criança e ao adolescente

1996 - Lei das Diretrizes e Bases da Educação Nacional - insere a educação infantil como primeira etapa da Educação Básica, promovendo o desenvolvimento integral da criança até 6 anos de idade, complementando a ação da família e da comunidade.
Desafios da atualidade:
mais recursos, melhor qualidade
expansão de creches e escolas da educação infantil
eliminar o problema da falta de vagas
elaborar propostas pedagógicas adequadas
qualificação dos profissionais
evitar rotatividade na administração de escolas
estabelecer políticas que favoreçam a melhoria das condições da educação infantil
O Conselho Estadual de Educação dispõe sobre a Educação Infantil no Sistema Estadual de Ensino de Minas Gerais, prevendo a Educação Infantil como direito de todas as crianças com idade entre zero e cinco anos, sendo dever do Estado e dos Municípios.
______Resolução 443 ______
A discrepância entre a população atendida e a população que permanece sem vagas na escola nessa faixa etária tem se mostrado um grande motivo de insatisfação por parte da população de Minas Gerais. Veja nos gráficos a seguir a situação da Educação Infantil em MG de 2007 a 2011, segundo dados do SINDUTE (Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais):
FALTA DE VAGAS É UMA REALIDADE
QUANTO CUSTA UMA CRIANÇA NA EDUCAÇÃO INFANTIL?
A falta de vagas pode ser justificada pelo fato de que a educação (principalmente a infantil) é cara. No gráfico ao lado, é possível ver o cálculo de custo por aluno na Educação Infantil, segundo gastos e investimentos da Secretaria da Educação, de acordo com dados do SICA (Sistema Informacional Custo Aluno). O SICA é um instrumento utilizado para consultar a quantidade de materiais utilizados nas escolas, distribuição e alocação de recursos humanos, e da parte financeira necessária para manutenção do que for necessário utilizar nas escolas.
Por meio do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), os munícipios entraram em acordos com o governo para a construção de 6 mil unidades de educação infantil até o final de 2014 para atender a demanda de crianças na escola, foram repassados também recursos através do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação) para construção de creches e escolas de ensino infantil. Dessa forma, segundo o SINDUTE, a estimativa da evolução da taxa de atendimento da população de 0 a 5 anos até 2022 é de ultrapassar os 50% para a faixa etária de 0 a 3 anos, e atingir 100% para crianças de 4 e 5 anos. Ou seja, espera-se que todas as crianças dessa idade estejam matriculadas.
EXPECTATIVAS E DESAFIOS DA ATUALIDADE
Fabiana Ferreira Silva Gomes - 11411PED001
Juliana Valquíria P. Zanin - 11411PED016
Julyana Azevedo Ribeiro – 11311PED213
Lígia Cristina Silva Leandro - 11211PED023
Vívian Garcez Santos - 11511 PED021

Trabalho elaborado com o objetivo de cumprir com o seminário a ser apresentado na disciplina de Projeto Integrado de Práticas Educativas II, ministrada pelo professor doutor Roberto Valdés Puentes.
Integrantes:
Da Comunidade ao Poder Público
Professores Reclamam: Longas Filas Para Nomeação de Cargo na Educação Infantil
Falta de Vagas : Realidade que se mantém?
A reclamação dos pais e responsáveis pela falta de vagas na Educação Infantil na cidade de Uberlândia é frequente. O atual prefeito, Gilmar Machado (ver foto à esquerda), desde o início do mandato, carrega o slogan “Uberlândia, cidade educadora”, e afirmou que ainda no ano de 2015, nenhuma criança de quatro e cinco anos ficaria sem vaga nas escolas da cidade. “Existe uma lei que diz que nós teríamos até 2016 para colocar essas crianças na sala de aula. Conseguimos fazer isso já este ano”, disse. Mas tal informação é irreal, pois o contrário se comprova em relatos diários de vários pais que ainda não conseguiram matricular seus filhos de 4 e 5 anos, já na metade do ano de 2015. Segundo o prefeito, “sobre as crianças de zero a três anos, onde o nível de reclamações por falta de vagas é maior, 50% já estão nas salas de aula". Segundo ele, "o município tinha até 2020 para adequar a esse percentual e isso já foi feito.”
Professores municipais têm reclamado sobre a demora no procedimento de nomeações de profissionais da Educação na rede municipal por meio de concurso público e processo seletivo simplificado, e também sobre o remanejamento de educadores infantis, que provoca queda na qualidade de ensino para as crianças, Falta profissionais no ramo da Educação Infantil e aumenta o número de educadores sem formação adequada assumindo postos de professores em sala de aula.
A secretária da Educação do município de Uberlândia, Gercina Novais (ver foto ao lado), afirmou que apesar da demora, todas as medidas estão sendo tomadas, respeitando os trâmites legais, e para garantir a educação de qualidade e não prejudicar os alunos optou-se por aumentar a carga horária dos profissionais atuantes na rede.
Estrutura Física
Mais de 300 alunos no total
(manhã e tarde)

Mais de 100 profissionais
(educadores, professores, assistentes de limpeza e cozinha, gestores, etc.)

A professora Elizabeth Leandro com seus alunos.
Toda escola possui metas para que consiga desenvolver seu trabalho durante o ano, assim, o plano político pedagógico aparece como um meio de orientar a comunidade escolar sobre os princípios que regem a ação pedagógica da escola. Esse documento auxilia num processo contínuo de reflexão e discussão dos problemas da escola, para que sejam criadas propostas de organização do trabalho pedagógico, oferecendo caminhos para esse trabalho, além de possibilitar que a escola consiga trabalhar com as idéias que surgem dentro de cada instituição. O plano político pedagógico é de suma importância para a escola, pois além de orientar caminhos para um melhor desenvolvimento do trabalho escolar ele também possibilita que haja uma avaliação contínua do desempenho da escola e dos resultados alcançados por ela.
A professora Elisabeth Leandro (ver foto ao lado) teve formação na Faculdade Católica tem 28 anos de carreira profissional, sendo desses, 25 anos atuando na educação infantil e 12 anos de trabalho na escola visitada. Ela é efetiva na escola e tem carga horária de 20 horas semanais. Ela trabalha com 20 alunos entre 4 e 5 anos desenvolvendo projetos focados na conscientização e valorização, como um exemplo de projeto desenvolvido elas nos falou sobre o projeto Planeta Terra.

Sobre as condições de trabalho na escola ela nos relatou que todos os documentos para a preparação do ensino estão disponíveis, os PCN's, o projeto político pedagógico da escola, o regimento escolar, além de orientações metodológicas para os Parâmetros Curriculares. Todos esses documentos são de total acesso, sendo encontrados tanto na internet quanto em arquivos da escola.

Documentos disponíveis para os PCN's, o projeto político pedagógico da escola, o regimento escolar, além de orientações metodológicas para os Parâmetros Curriculares.
sente-se bastante motivada, recebendo sempre orientação supervisionada na preparação das atividades realizadas na escola.
recebe acompanhamento da supervisora em suas atividades didáticas na escola. A partir desse acompanhamento são feitas avaliações, coordenadas pela diretora e supervisora da escola, para avaliar o trabalho dos professores, seguidas de análise do que pode ser melhorado em sua prática escolar.
conta com formação continuada, e a escola ainda estimula a participação de seus professores em eventos como simpósios, congressos e reuniões de caráter didático pedagógico.
satisfeita com o processo de ensino aprendizagem de seus alunos, eles tem o hábito da leitura usando a biblioteca, existe uma boa organização do espaço para atividades lúdicas,existe participação efetiva dos pais dos alunos na escola.
Relatos da professora
Projeto Político-Pedagógico da Escola
Filosofia:

A filosofia da escola se baseia na visão de que a criança é um ser complexo, e não pode ser enquadrada em teorias educacionais. Segundo o PPP, a idéia de cuidar “pede uma visão mais ampla e deve ser integrada ao educar e ao brincar (p.7). A escola “acredita no diálogo entre o desenvolvimento humano e a aprendizagem das crianças, e o promove, numa envolvente atividade que também amplia os horizontes dos adultos interessados em se relacionar com elas” (p.8).
Objetivos:
Desenvolvimento de diversas capacidades nas crianças:
desenvolver imagem positiva de si;
atuar de forma cada vez mais independente;
descobrir e conhecer progressivamente seu próprio corpo, suas potencialidades e seus limites;
estabelecer vínculos afetivos e de troca com adultos e crianças, fortalecendo sua auto-estima e ampliando gradativamente suas possibilidades de comunicação e interação social;
estabelecer e ampliar cada vez mais as relações sociais;
observar e explorar o ambiente, valorizando atitudes que contribuam para sua conservação;
brincar, expressando emoções, sentimentos, pensamentos, desejos e necessidades;
utilizar diferentes linguagens (corporal, musical, plástica, oral e escrita), enriquecendo cada vez mais sua capacidade expressiva; conhecer algumas manifestações culturais e valorizar a diversidade (p.6-7).
Finalidade
“desenvolver o educando, assegurar-lhe a formação comum indispensável para o exercício da cidadania e fornecer-lhe meios para progredir no trabalho e em estudos posteriores” (p.6)
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