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Três propostas de ensino de filosofia no Ensino Médio

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Jeferson Huffermann

on 28 November 2013

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Transcript of Três propostas de ensino de filosofia no Ensino Médio

De que maneira e por onde devemos começar a introduzir noções filosóficas aos alunos de ensino médio? A resposta do professor Marcelo Carvalho (UNIFESP) seria começarmos a partir do
Tractatus Logico-Philosophicus
(TLP) de Wittgenstein, valendo-se das relações entre filosofia, linguagem e lógica para tal introdução.
Três propostas de ensino de filosofia no Ensino Médio
“Filosofia Medieval” pp. 59-85.
Uma dificuldade de se propor o trabalho com filosofia medieval no ensino médio (e até mesmo no ensino superior) é a de termos de lidar com uma errônea e preconceituosa imagem desse período “intermediário” da história da humanidade. E é a partir de tal problema que o professor da Universidade Federal de São Paulo, Juvenal Savian Filho, inicia sua proposta de projeto didático em “Filosofia Medieval” (2010, pp. 59-85).

“Teoria do conhecimento e filosofia da ciência: conhecimento como crença verdadeira justificada” pp. 143-158.
Plínio Junqueira Smith, nos convida a pensar em como a ciência e a sociedade contemporânea encontram-se intimamente ligadas, de maneira que não podemos ter uma concepção de algo como ciência moralmente neutra. A prática científica tem consequências morais e é influenciada por considerações morais.
Estabelecendo o diálogo
Para todos os interssados e entusiastas do ensino de filosofia, é importante que se mantenha um diálogo com os meios oficiais capazes de realizar mudanças circunstaciais na docência dessa disciplina. Dentre esses meios, o MEC se destaca.
“Lógica e linguagem. O que se diz e o que se cala: Wittgenstein e os limites da linguagem” pp. 101-116.
Um clássico do pensamento contemporâneo em contato com a tradição.
Planejar um currículo
O próprio autor reconhece a dificuldade da transposição desses conteúdos para os jovens, mas acaba fornecendo poucos elementos capazes de efetivamente realizar a tarefa proposta. Apesar disso, a proposta do professor Carvalho é tanto necessária quanto louvável. Existe pouquíssima discussão entre aqueles que pensam acerca do ensino de filosofia no ensino médio sobre um currículo básico, especialmente no que tange à introdução da filosofia para os jovens. Podemos considerar a iniciativa como um passo adiante na longa caminhada por um melhor ensino de filosofia.
Metáfora do mosaico
Começando pelo básico
Orientações concretas
Na seção de "Estratégias de abordagem" encontramos as considerações de fato metodológicas e nos deparamos com uma decepcionante falta de foco nas orientações. O incômodo é gerado quando a relação entre ciência e valores, central na sua justificação, é abordada como somente um ponto entre muitos. A orientação para esse tópico acaba sendo somente com relação aos materiais, indicando com comentários as obras de Putnam (“O colapso da verdade”; São Paulo: Idéias e Letras, 2008) e Hacey (
Valores e atividade científica 1
.; São Paulo: Editora 34 & Scientia Studiae, 2008) e nenhuma metodologia específica.
Uma maneira de esbelecermos tal relação é analisando as contribuições que os materias ditribuídos por esses meios nos fornecem para o
por que
e o
como
ensinar filosofia no Ensino Médio.
Devido ao seu carácter inesperado, devemos com atenção analisar sua proposta teórica e estratégias didáticas, para podermos considerar as razões apresentadas em favor de tal abordagem.

A sugestão é de que analisemos os filósofos desse período através da metáfora do mosaico. De acordo com essa visão devemos ensinar filosofia medieval por temas e problemas.
Ao concordamos com a tese da inseparabilidade entre o saber científico e a moralidade (para a qual o autor nos dá diversos exemplos ilustrativos), somos obrigados a aceitar que “Uma boa formação do Ensino Médio exige que o aluno tenha uma noção razoável do que é conhecimento, em particular o conhecimento científico, de sua dimensão histórica e de sua importância na sociedade contemporânea.” (SMITH, 2010, pp. 147)

Todavia, seria falso afirmar que o autor não oferece sugestões de práticas de ensino. Ele não apenas o faz, como oferece propostas de interdisciplinaridade com a Física e a Literatura, mostrando claramente que competências estaríamos a auxiliar os alunos a desenvolver de acordo com seu método. Por si só, as duas últimas seções do capítulo podem ser consideradas um excelente guia para a tranposição de conteúdos e desenvolvimento de competências relacionadas à epistemologia.


A influência da teria da evolução na concepção criacionista do mundo.
Como fazer?
Jeferson D. Huffermann PIBID/Filosofia UFRGS
Aspectos centrais
Antropocêntrico
Teocêntrico
Com relação a essas duas características, cada filósofo teria sua própria unicidade.
Explorando o Ensino
Saber
Conhecer
Saber fazer
Saber que
Conhecimento por contato
CVJ
Uma iniciativa de introdução à filosofia que, contrariamente a perspectiva histórica, considera o debate contemporâneo como ponto de partida; naturalmente, na condição de um primeiro passo, apresenta problemas que precisam ser tratados.
Uma positiva contribuição
Apesar de haver muito a ser feito na área dos estudos metodológicos e curriculares do ensino de filosofia, o décimo quarto volume da coleção
Explorando o Ensino
, em destaque a segunda parte, é um avanço primoroso em ambos. Vejamos:
Considerações finais
Fisofia Antiga
Filosofia Contemporânea
A especificidade da filosofia se daria devido a que no núcleo da atividade filosófica estar contida a “[...] lógica, como investigação da essência da linguagem” (CARVALHO, 2010, pp.102)
Critérios
Justificativa teórica


Metodologia
A atualidade dos escritos do medievo
A justificativa para transpormos para sala de aula os escritos do medievo é a constatação de que, em certo sentido, são atuais. Não tratam de problemas ou temas “superados” pela filosofia e pela vida contemporânea.
A dimensão da escola pensada como ambiente de reflexão sobre temas atuais, revendo certas concepções históricas, embora infelizmente deixe por fazer a efetiva transposição dos clássicos do medievo.
Um avanço na concepção de um currículo de filosofia com uma excelente justificação de uma proposta de ensino de teoria do conhecimento bem estabelecida. Complementa essa justificação com recomendações didáticas concretas e efetivas

Trata-se, certamente, de uma das propostas mais completas do volume, cumprindo maximamente bem a função de auxiliar professores e interessados no ensino de filosofia a desenvolver bons projetos. Uma leitura altamente recomendável, um grandioso avanço nos estudos de currículo no Brasil, ao apresentar excelente justificação e práticas de ensino concretas.
Justificação e metodologia
Referências
CARVALHO, M. “ Lógica e linguagem. O que se diz e o que se cala: Wittgenstein e os limites da linguagem”. Em: Filosofia: Ensino médio (Coleção Explorando o Ensino Médio, vol. 14). Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Básica, 2010, pp. 101-116.

FILHO, J. S. “Filosofia Medieval”. Filosofia: Ensino médio (Coleção Explorando o Ensino Médio, vol. 14). Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Básica, 2010, pp. 59-85.

SMITH, P. J. “Teoria do conhecimento e filosofia da ciência: conhecimento como crença verdadeira justificada”. Em: Filosofia: Ensino médio (Coleção Explorando o Ensino Médio, vol. 14). Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Básica, 2010, pp. 143-158.
CARVALHO. Marcelo. “ Lógica e linguagem. O que se diz e o que se cala: Wittgenstein e os limites da linguagem”
FILHO, J. S. “Filosofia Medieval”
SMITH, P. J. “Teoria do conhecimento e filosofia da ciência: conhecimento como crença verdadeira justificada”.
O exemplo fornecido de problema atual dos escritos medievais é a questão da criação a partir do nada. Como ela se relaciona com a dignidade da vida humana, sendo uma possível justificação para os direitos humanos.
O capítulo consegue alcançar o objetivo de ser uma boa orientações a professores. Expõe-se uma área da filosofia, a melhor maneira de concebe-la, como tratar seus conteúdos e táticas didáticas. Se alguma observação negativa pode ser feita, é a falta de uma reflexão sobre o âmbito específico do ensino médio, sobre a dificuldade de, por exemplo, transpor trechos de obras como a
Suma Teológica
para adolescentes.
ex nihilo by Frederick Hart
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