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A PSICANÁLISE, A LINGUAGEM E A INFÂNCIA

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ademilson soares

on 18 March 2015

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Transcript of A PSICANÁLISE, A LINGUAGEM E A INFÂNCIA

FILOSOFIA E PSICANÁLISE
O percurso da criança, a sua entrada na linguagem, é sempre um inédito recomeço.
Mesmo sendo a criança fruto de um ideal paterno, é ela mesma quem vai, sozinha na solidão de seu ser, construir a sua vida
Não há outra saída para quem trabalha com a infância e as crianças: temos que atuar no campo da fala e da linguagem
a criança, muitas vezes, fica sem palavras diante da fantasia, do desejo e do amor do Outro
um Outro quase sempre enigmático
o sujeito do inconsciente e o eu da consciência nascem da interação com esse Outro
A constituição do sujeito: impasses da separação
Bruder e Brauer (2007). Revista Psicologia em Estudo
Sintomas da criança com distúrbios graves
Ligação forte e indiferenciada com a mãe
Criança que não fala está colada à mãe
Nesse estado, a criança não está ali como sujeito, mas como objeto do fantasma materno
o sujeito nasce da alienação e da separação
Olhando e sorrindo para
quem pede a foto, a criança realiza o desejo do Outro
Em todos os casos, as mães, diante do aparecimento de mudanças que evidenciavam que a criança iria começar a falar, ou a querer algo, ou, enfim, a se recusar como objeto, reagiam com um sintoma físico. Esse sintoma físico não foi considerado do ponto de vista médico – inclusive, quando investigado, nem sempre se encontrou causa orgânica para esse sintoma; tratava-se de sintoma histérico, portanto.
As crianças estudadas não
falam, mas estão na linguagem

Estão alienadas de si, mas não separadas
Por que a separação é vivida tão dolorosamente por tantas mulheres, a ponto de não poder surgir em palavras, mas no real do corpo?

É como se a mãe não dispusesse de significantes para falar sobre a situação.
O sujeito é determinado pelo significante
Um signo linguístico compõe-se de:

* um significante; e

* um significado
O significante é a imagem acústica de um conceito
O significado é o conceito em si
O SIGNO ÁRVORE, p.ex.
não remete a árvore real (o referente), mas à idéia de árvore (significado) e a um som (significante) que é pronunciado com a ajuda de seis fonemas á.r.v.o.r.e
O signo lingüístico, portanto, une um conceito a uma imagem acústica, e não uma coisa a um nome.
O lugar do Outro que a mãe ocupa oferece significantes através da fala
Sou o que o Outro diz,
mas não posso ser o que Outro diz
sou, mas não sinto
sinto, mas não sou
Antes de desaparecer sob o significante em que se transforma, o sujeito não é absolutamente nada
O significante joga e ganha
antes que o sujeito constate isso
O homem como ser falante, mergulhado na cultura, sofre determinações desse sistema simbólico que é a linguagem
S1 - o que a mãe sente, deseja e diz
S2 - o que eu sinto, desejo e digo sobre o que a minha mãe diz
Entre o "eu" e o sujeito do inconsciente há uma diferenciação
O "eu" pode ser...
* uma posição simbólica do sujeito
* uma construção imaginária
não há uma relação direta entre ser e pensar ser
O sujeito opera numa encruzilhada
Nessa encruzilhada se cruzam
um trabalho sobre a letra e
o significante
uma posição descentrada do "eu"
em relação ao processo da fala
Um significante representa um sujeito para outro significante
O Outro deve ser entendido como o tesouro dos significantes
O traço unário, vindo da mãe, se marca no sujeito como tatuagem, como o primeiro dos significantes
A separação é representada pela intersecção entre os elementos que pertenceriam aos dois conjuntos, o lugar onde se juntariam o sujeito e o Outro, o ser e o sentido.
Encontrando um espaço entre significantes, o sujeito contitui o seu desejo
a separação promove algum acesso à liberdade
a separação é a busca
da parte perdida do ser
é um movimento que singulariza
o sujeito, pois conota a especificidade do seu desejo
Nos casos estudados pelas autoras, a separação não ocorre por problema do lado da mãe
O abandono do tratamento deriva dos sintomas físicos da mãe e do difícil manejo da situação
COLAGEM
O sujeito dividido, alienado entre o ser e o sentido, quer ser tudo para o Outro, e preencher a falta do Outro materno com sua própria falta. A criança deseja ser o falo, esse é o desejo da mãe. Mas isso é irrealizável; no entanto, é freqüente, na clínica dos distúrbios graves da infância, justamente essa superposição muito problemática entre as faltas – o que chamamos de colagem.
A mãe, no lugar do Outro, silencia o significante que vai marcar a criança
É preciso sempre falar e ouvir a fala do outro
No caso da criança pequena, isso é mais decisivo ainda
* FREUD - inconsciente


* LACAN - linguagem


* WINNICOTT - desenvolvimento
3 autores:
A TRILOGIA DE ALINE
ser, antes de tudo
Militantes do tempo e do espaço, as crianças exploram, retratam e teorizam suas experiências
Um ambiente facilitador do desenvolvimento
requer uma qualidade humana
Qualidade humana não supõe
perfeição mecânica
Um bebê é um potencial, é um não-ser
O ser emerge do interior do não-ser
A mãe e o ambiente
são heranças essenciais para o bebê
Maternagem empática: a mãe garante e assegura a proximidade que torna possível a experiência subjetiva do bebê. A mãe que é, é parte do bebê.

O indivíduo emerge da solidão.

O ser virtual do bebê está mergulhado em uma ambiência em que nada está separado.

A função materna exige engajamento temporal. A mãe é capaz de sentir como se estivesse no lugar do bebê.
Presença viva que se identifica

ou

Presença ativa que invade?
Paradoxo do elemento feminino puro:

SER INCLUI O OUTRO
Como fazer a criança entrar no mundo?
Possibilitando encontros em que ela experimente estar só na presença do outro
Propondo objetos que se prestem à criação
Levando a palavra para perto da experiência do gesto que se constitui em "revelação" do ser para si mesmo e para o outro
descansar em movimento e abrir-se para o mundo das representações e para o mundo dos objetos
habitar um lugar no mundo com os elementos constitutivos do seu ser
compatilhar a caminhada do não-ser até o surgimento do ser como acontecimento no mundo
Infância, experiência, linguagem e brinquedo
Glayce Q. Roure (2010)
Há uma dimensão traumática na infância. Desconsiderar esse fato pode significar silenciar a angústia e o sofrimento na criança. O advento da experiência, no sentido de Agamben e de Benjamim, é marcado pelo desencontro entre a demanda e o desejo do Outro. O encamimhamento do drama vivido pela criança gira em torno da maneira como ela é capturada no Outro. Um tempo de narcisismo e de consumismo afasta da dor e deposita na posse de objetos a sua falsa superação. A escola poderá ser o lugar de opor resistência ao tempo da posse e de recuperar o valor da experiência no processo educativo da criança, sobretudo quando a infância é disputada pela indústria cultural como importante fatia do mercado (Roure, 2010).
NARRATIVA
É na atividade da narrativa que o sujeito pode retomar a experiência do tempo e, assim, lidar com o desconhecido respeitando a irredutibilidade do passado e a imprevisibilidade do presente (Roure, 2010, p.04).
Narrando, o sujeito lembra, elabora e reelabora lembranças. Amor e ódio, amparo e desamparo, o bendito e o maldito, mal estar e bem estar, sentimentos, paixões e desejos são trabalhados quando não podem ser ditos e nem mesmo simbolizados. Pela via da palavra, o sujeito bordeja o trauma do real, produz ficções, ousa itinerários, exprime significantes insólitos, reflete sobre o ilógico e assegura a “sua” verdade. Essa experiência com a palavra retira o sujeito de uma repetição infinita, fazendo do encontro com o real sempre faltoso algo a ser simbolizado. Repetição que envolve o impossível de pensar e o impossível de dizer (Roure, 2010).
A experiência da criança acontece na sua relação com a linguagem e com a brincadeira. O “objeto” brinquedo fica no lugar do “outro” incluído na trama a ser decifrada. Cifra traumática de um não-saber que inclui o recalcado e o esquecido. O brinquedo é um suporte que inscreve a criança no mundo simbólico dos adultos. Na constituição subjetiva da criança, a experiência do brincar é um momento lógico de estruturação do sujeito-criança. O brinquedo funciona como instrumento lógico e não como instrumento didático. Através dele a criança simboliza a “impossibilidade de situar-se subjetivamente na cena familiar e de encontrar seu lugar no desejo dos pais” (Roure, 2010, p.07).
O traumático que acompanha o gozo real retorna sempre sob a forma de repetição. No sujeito, a inquietante articulação angústia-desejo mobiliza a repetição, a rememoração e a elaboração. Brincando, repetindo e reelaborando a experiência a criança constitui-se no mundo. Ela tece fantasias, reconcilia o irreconciliável, realiza desejos e vive a sua experiência. Experiência constitutiva da falta de respostas que advém da relação com o Outro. “Para a psicanálise, o brinquedo e a brincadeira fazem vigorar, por deslocamentos substitutos, a realização de desejos” (Roure, 2010, p.07).
Há dois caminhos possíveis para o brincar e para a brincadeira na escola.

Por um lado, o brincar como experiência que conduz ao conhecimento.

Por outro, o brincar como experiência que conduz à linguagem.


São dois lados de uma mesma moeda?
Transformado em mero instrumento didático, o brinquedo sai do campo significativo da experiência e vira experimento digno de comprovação científica. Reconhecido como instrumento lógico da constituição do sujeito-criança, o brinquedo subverte conteúdos e significações pré-estabelecidas e devolve à criança a possibilidade de falar e de narrar criando e recriando experiências. A linguagem pode conduzir ao conhecimento. O conhecimento pode interceptar a linguagem. A palavra é leve. O conceito é pesado.
Na lógica do consumo, meninos e meninas ficam mudos e presos a significações pré-definidas e tornam-se meros expectadores e consumidores de um mundo pré-fabricado. Mas, como “sujeitos de desejo é sempre possível subverter o desejo do Outro e fazer de sua demanda uma outra coisa”
(Roure, 2010, p.14).
Sabemos muito bem que em tempos modernos a infância tem tornado-se cada vez mais uma disputada fatia de mercado para a indústria do brinquedo e do entretenimento. As crianças são ofertados os brinquedos de ultima geração - bonecas que falam, choram, fazem xixi e andam; carros que batem, voam e transformam-se em robôs - e nesse sentido parecem ser submetidos às mais diversas situações experienciais.
Pessoas ou coisas? Experiência ou repetição?
Será possível pensar que os acontecimentos vividos por uma criança ao brincar já não possam se traduzir em experiências compartilháveis? Será possível supor que justamente na infância, a palavra falte e com ela a imaginação e a criatividade, e isso justamente no momento em que os brinquedos e brincadeiras portam necessariamente a marca do desejo e da fantasia?
Experiência, segundo Benjamim (1986a;1986b), inscreve-se numa temporalidade comum a varias gerações e supõe uma tradição a ser compartilhada e retomada na continuidade de uma palavra a ser transmitida. É na atividade da narrativa que o sujeito pode retomar a experiência do tempo e, assim, lidar com o desconhecido respeitando a irredutibilidade do passado e a imprevisibilidade do presente.
Uma experiência não é pensada como sendo da ordem do conhecimento e da certeza, o que se tem é uma relação entre experiência e palavra.
e a escola poderá ainda possibilitar às crianças experiências, conversas e trocas de experiências?
O meu maior desejo é realizar o desejo do outro
caminhando com Aline
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