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A Igreja, a Inquisição e os autos-de-fé

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by

Beatriz Costa

on 7 December 2012

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Transcript of A Igreja, a Inquisição e os autos-de-fé

A Igreja, a Inquisição e os Autos-de-fé Quem criou? A Inquisição ou Tribunal do Santo Ofício foi criada pelo Papa Gregório IX, no século XIII.
Em Portugal foi introduzida a partir do século XIV sendo os inquisidores-mor Frei Martinho Velasques, Frei Vicente de Lisboa e Frei Afonso de Alporão. Como e porque surgiu? A Inquisição era um tribunal eclesiástico destinado a defender a fé católica: vigiava, perseguia e condenava os suspeitos de serem cristãos-novos, de heresias, de cometer delitos, de superstição, devoção do sebastianismo, bruxaria, sodomia, bigamia, pedofilia, entre outros. Exercia também uma severa vigilância sobre o comportamento moral dos fiéis e censurava toda a produção cultural. Quando alguém era denunciado, levavam-no preso e, muitas vezes, era torturado até confessar. Alguns suspeitos chegam a confessar-se culpados só para acabar com a tortura.
No caso do acusado não se mostrar arrependido ou de ser reincidente, era condenado em cerimónias chamadas autos-de-fé. Porque é que as pessoas eram condenadas? As pessoas viviam amedrontadas e sabiam que podiam ser denunciadas a qualquer momento, sem que houvesse razão para isso. Quais as formas de tortura mais utilizadas? Balcão de estiramento Cadeira das bruxas Cadeira Inquisitória Cadeira Inquisitória menor Caixinha para as mãos Despertador ou berço de Judas O Cavalete A cegonha O esmaga-cabeças O esmaga-joelho O esmaga-polegar O esmaga-seios A forquilha do herege Garrote Guilhotina Machado Máscara da difamação Mesa de esvisceração Pêndulo ou Polé Roda alta Roda de despedaçamento Virgem de Nuremberg
ou
Dama de Ferro Descrição de um auto-de fé Este cortejo era sempre realizado ao domingo e seguia uma ordem hierárquica preestabelecida. Primeiro, seguiam os frades dominicanos levando a bandeira da Inquisição. A seguir, vinham os penitentes, alguns com sambenitos, outros sem eles, conforme a natureza dos seus crimes. Depois surgiam aqueles que, por pouco, tinham escapado da morte, trazendo uma veste negra com chamas pintadas com as pontas viradas para baixo, significando que se salvaram da fogueira. A seguir, os negativos e os relapsos, destinados a serem queimados, com chamas de pontas para cima, pintadas nas vestes. Seguiam-se os heresiarcas que para além das chamas traziam no hábito o seu próprio retrato rodeado de cães, serpentes e diabos de bocas abertas. Os presos destinados à fogueira eram acompanhados por um familiar e por um jesuíta que, pelo caminho, o ia incitando a negar as heresias. Se o preso afirma-se alguma coisa em defesa da doutrina pela qual era acusado, era imediatamente amordaçado e não o deixavam falar mais.
Logo após os presos surgiam uma tropa de familiares a cavalo, depois os inquisidores e outros funcionários do Tribunal do Santo Ofício e, por último, o inquisidor-geral. Este e outros dados históricos foram decerto, os documentos que estiveram na base da descrição de autos-de-fé feita por Saramago em "Memorial do Convento". Seguindo a minúcia destes documentos, Saramago coloca na voz do narrador o seu ponto de vista crítico sobre tais eventos. A inquisição e os autos-de-fé na obra O “Memorial do convento” denuncia o medo que se vivia na época devido às perseguições levadas a cabo pelo Santo Ofício. As descrições das procissões dos penitentes e suplicados e também as procissões religiosas, como a do corpo de Deus, são textos de um extraordinário visualismo, pelo rigor de pormenor e objectividade. Blimunda conhece Baltasar no auto-de-fé de 26 de Julho de 1711 e o último encontro decorre no auto-de-fé de 18 de Outubro de 1739, vinte e oito anos depois de se terem conhecido. O autor recria a Lisboa de então, não deixando de criticar as mentalidades, os procedimentos e as atitudes.
O inquirido apoiava
todo o seu peso sobre o assento,
que era colocado em posição inclinada
para a frente. Produzia na vítima fortes cãibras,
que com o tempo levavam
o condenado ao estado de loucura. Figuras historicamente relevantes sofreram a prisão do Santo Ofício, sendo o caso mais sensibilizador o de António José da Silva, conhecido por "O Judeu", dramaturgo, nascido no Rio de Janeiro em 1705, de uma família hebraica, que, acusado de relapso, sofreu a pena de "garrote". Muitas pessoas foram acusadas e condenas
à morte na fogueira. Lisboa foi cenário de
muitos autos-de-fé, onde estes presos eram penitenciados pelas suas teses heréticas,
aos quais o monarca, a família real e
membros da corte assistiam. A vítima era colocada deitada sobre um banco de madeira e tinha os pés fixados em dois anéis. Os braços eram puxados para trás e presos com uma corda acionada por uma alavanca. A partir desse momento, começava o estiramento. O condenado era preso com os pés para cima e a cabeça para baixo numa grande cadeira, esta posição causava dores atrozes nas costas, desorientava e aterrorizava os condenados. A esta tortura eram submetidas principalmente as mulheres acusadas de bruxaria. Era usada como punição aos furtos leves praticados por domésticos.Prendendo geralmente a mão direita, esta era ferida com pregos. Além das dores do momento, o condenado ficava com a mão inutilizada. Este aparelho consistia em deixar o condenado acordado o maior espaço de tempo possível. Os carrascos amarravam a vítima com cordas firmes e suspendiam-la. Quando esta adormecia deixavam-la cair com todo o seu peso do corpo sobre o engenho. O condenado era deitado com as costas sobre um bloco de madeira de borda cortante com as mãos fixadas em dois furos e os pés presos em anéis de ferro. O carrasco introduzia na boca um funil e uma quantidade enorme de água. Depois disto, os seus ajudantes saltavam sobre a barriga do infeliz, levando-o a expelir toda a água, e iam repetindo a operação até o rompimento dos vasos sanguíneos. Colocava-se a cabeça do condenado com o queixo sobre a barra inferior, e com o rosqueamento a cabeça ia sendo esmagada. Este instrumento era colocado na perna da vítima, no joelho, e ia sendo apertado até que as pontas penetrassem a carne, estraçalhando a rótula. Era utilizada contra ladrões. O acusado sofria a mutilação do polegar simplesmente com o aperto do parafuso. Esta espécie de garfo era colocada no tórax e em baixo do queixo do condenado, e com uma cinta de couro era apertada contra o pescoço, fazendo com que as pontas penetrassem na carne. No garrote, a vítima sentava-se no banquinho de madeira, com o pescoço encostado ao poste. Uma presilha e um parafuso sufocavam-no. Era utilizado para
decapitar pessoas. Eram utilizadas para aplicar penas a quem não aprovava o governo ou às mulheres "rebeldes". Eram também usadas nas pessoas que falavam da vida alheia, nos maus músicos ou mesmo nos maridos traídos. Neste instrumento, o condenado era colocado deitado, preso pelas juntas e eviscerado vivo pelo carrasco.
O carrasco abria-lhe o estômago com uma lâmina, prendia com pequenos ganchos as vísceras e, com a roda, lentamente ia puxando os ganchos. Era o mais simples e eficaz. A vítima era
amarrada pelos pulsos a uma corda e
levantada por uma roldana até a parte
superior. O réu era colocado sob a parte externa da roda. Esta estava repleta de pontas de madeira. Colocava-se muitas vezes brasas nesta parte externa.
À medida que o carrasco movimentava a roda, o corpo da v`tima ia sendo dilacerado e queimado com as brasa. As lâminas eram móveis e
postas em posições tal que não
podiam matar imediatamente o condenado, apenas o feria gravemente,
fazendo com que morresse de hemorragia. Resistia fortemente a todas as inovações científicas.
A Igreja receava que elas conduzissem os crentes à dúvida religiosa e à
contestação da autoridade do Papa. As novas propostas filosóficas
ou científicas eram olhadas com desconfiança e eram submetidas a um
regime de censura prévia a todas as obras a publicar,
criando assim o Index (catálogo de livros cuja leitura era proibida aos
católicos, sob pena de excomunhão). O réu sentava-se nu, e, com o mínimo movimento, as agulhas penetravam-lhe o corpo, provocando efeitos terríveis. Fazia parte dos instrumentos empregados contra as bruxas. Com ele despedaçava-se o peito das mulheres e adolescentes ou das culpadas de aborto voluntário. A execução pelo machado era reservada aos condenados nobres. Era reservada aos criminosos responsáveis por delitos contra a ordem pública. Também a mãe de Blimunda, Sebastiana de Jesus, assim como o Padre Bartolomeu, foi na obra vítimas do Santo Ofício. Ela condenada a ser açoitada e a passar oito anos no reino de Angola e ele, devido às perseguições acabou por morrer louco, em Toledo. Análise de excertos Capítulo V
Capítulo XVI
Capítulo XXV
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