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O Estatuto da Literatura nos Documentos Oficiais do Governo

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Bruna Ximenes Corazza

on 15 October 2013

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Transcript of O Estatuto da Literatura nos Documentos Oficiais do Governo

O Estatuto da Literatura nos Documentos Oficiais do Governo Federal - EJA
Educação de Jovens e Adultos - EJA

1. História e Legislação da EJA
2. Proposta Curricular e Diretrizes Nacionais
3. O Cânone na EJA, Leitura, Literatura e a Educação de Jovens e Adultos
4. Orientações Didáticas EJA 2007- SP
5. Orientações Didáticas EJA SP2010
História e Legislação da EJA
A Educação de Jovens e Adultos – EJA é uma modalidade da educação básica destinada aos jovens e adultos que não tiveram acesso ou não concluíram os estudos no ensino fundamental e no ensino médio.

A concepção ampliada de educação de jovens e adultos não se limita apenas à escolarização, mas também reconhecer a educação como direito humano fundamental para a constituição de jovens e adultos autônomos, críticos e ativos frente à realidade em que vivem.

A idade mínima para ingresso na EJA é de 15 anos para o ensino fundamental e 18 anos para o ensino médio.
Proposta Curricular e Diretrizes Nacionais
O Cânone na EJA: Leitura, Literatura e a Educação de Jovens e Adultos
Ana Carolina Veiga Ruedas
Bruna Caroline dos Santos Piva
Bruna Ximenes Corazza
Luana Ercolin Pizzi
Taís Franciscon
Vinícius Giro Teixeira

História e Legislação da EJA
- Ligada às transformações sociais, econômicas e políticas;
-Objetivo da alfabetização para os colonizadores: instrumentalizar a população para seguir as ordens da corte e ler o catecismo;
- Com a expulsão dos jesuítas (século XVIII): o ensino sofreu uma desorganização e novas iniciativas sobre a educação de adultos só voltou a ocorrer durante o Império;
- Constituição de 1934: criação de um Plano Nacional de Educação que indicava pela primeira vez a educação de adultos como dever do Estado;
- Década de 1940: iniciativas políticas e pedagógicas que ampliaram a educação de jovens e adultos (FNEP/INEP/CEAA) e que fez com que a EJA se firmasse como questão nacional. Estado Nacional Desenvolvimentista: necessidade de mão de obra qualificada e alfabetizada;
História e Legislação da EJA
- Década de 1950: Campanha Nacional de Erradicação do Analfabetismo (CNEA), marcando uma nova etapa nas discussões sobre a educação de adultos;
- Década de 1960: enfraquecimento dos movimentos de alfabetização, devido ao Golpe Militar de 1964.
- Década de 1970: Movimento Brasileiro de Alfabetização - MOBRAL, que era um projeto para acabar com o analfabetismo em dez anos - meta não foi cumprida.
1971: Implantação do Ensino Supletivo. O Objetivo era escolarizar um grande número de pessoas, mediante um baixo custo operacional = mercado de trabalho competitivo = não atingiram seus objetivos verdadeiros.
- Década de 1980: Redemocratização = ampliação das atividades do EJA
- 1990: transferência das responsabilidades para Estados e Municípios
- 2003: MEC anuncia que o EJA seria uma proridade do novo governo (Lula) --> Programa Brasil Alfabetizado
Constituição Federal de 1988
· Constituição Federal de 1988, que em seu artigo 208, assegura a educação de jovens e adultos como um direito de todos:
“O dever do Estado com a educação será efetivado mediante garantia de:
I – ensino fundamental, obrigatório e gratuito, assegurada, inclusive, sua oferta gratuita para todos os que a ele não tiveram acesso na idade própria”
Alterações do Artigo 208 (Emenda Constitucional Nº 59 de 11 de novembro de 2009):
Art. 1º Os incisos I e VII do Art. 208 da Constituição Federal passam a vigorar com as seguintes alterações:
Art. 208........
I – educação básica obrigatória e gratuita dos 4 (quatro) aos 17 (dezessete) anos de idade, assegurada inclusive sua oferta gratuita para todos os que a ela não tiveram acesso na idade
própria.
O dever do Estado com a educação será efetivado mediante garantia de:
I – ensino fundamental, obrigatório e gratuito, assegurada, inclusive, sua oferta gratuita para todos os que a ele não tiveram acesso na idade própria” .
VII – atendimento ao educando, em todas as etapas da educação básica, por meio de programas suplementares de material didáticoescolar, transporte, alimentação e assistência à saú
Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional - LDB
Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB 9.394/96) que, trata da educação de
jovens e adultos no Título V, capítulo II como modalidade da educação básica, superando sua dimensão de ensino supletivo, regulamentando sua oferta a todos aqueles que não tiveram acesso ou não concluíram o ensino fundamental.
Artigo 37. A educação de jovens e adultos será destinada àqueles que não tiveram acesso ou continuidade de estudos no ensino fundamental e médio na idade própria.
Parágrafo 1º Os sistemas de ensino assegurarão gratuitamente aos jovens e aos adultos, que
não puderam efetuar os estudos na idade regular, oportunidades educacionais apropriadas,
consideradas as características do alunado, seus interesses, condições de vida e de trabalho,
mediante cursos e exames.
Parágrafo 2º O Poder Público viabilizará e estimulará o acesso e a permanência do
trabalhador na escola, mediante ações integradas e complementares entre si.
Artigo 38. Os sistemas de ensino manterão cursos e exames supletivos, que compreenderão a base nacional comum do currículo, habilitando ao prosseguimento de estudos em caráter
regular.
Parágrafo 1º Os exames a que se refere este artigo realizar-se-ão:
I - no nível de conclusão do ensino fundamental, para os maiores de quinze anos:
II –no nível de conclusão do ensino médio, para os maiores de dezoito anos.
Parágrafo 2º Os conhecimentos e habilidades adquiridos pelos educandos por meios
informais serão aferidos e reconhecidos mediante exames.
Diretrizes Curriculares Nacionais para Educação de Jovens e Adultos
Diretrizes Curriculares Nacionais para Educação de Jovens e Adultos (Parecer CNE/CEB
11/2000 e Resolução CNE/CEB 1/2000) - devem ser observadas na oferta e estrutura dos
componentes curriculares dessa modalidade de ensino, estabelece que:
- Como modalidade destas etapas da Educação Básica, a identidade própria da
Educação de Jovens e Adultos considerará as situações, os perfis dos estudantes, as
faixas etárias e se pautará pelos princípios de eqüidade, diferença e proporcionalidade
na apropriação e contextualização das diretrizes curriculares nacionais e na
proposição de um modelo pedagógico próprio...
- Funções da EJA: Reparadora, Equalizadora e Qualificadora

Resolução CNE/CEB nº 01/2001
Artigo 6º, Cabe a cada sistema de ensino definir a estrutura e a duração dos cursos da Educação de Jovens e Adultos, respeitadas as diretrizes curriculares nacionais, a identidade desta modalidade de educação e o regime de colaboração entre os entes federativos.
Plano Nacional de Educação
(Lei 10.172/2001) - A Constituição Federal determina como um dos objetivos do Plano Nacional de Educação a integração de ações do poder público que conduzam à erradicação do analfabetismo (art. 214, I). Trata-se de tarefa que exige uma ampla mobilização de recursos humanos e financeiros por parte dos governos e da sociedade. Os déficits do atendimento no ensino fundamental resultaram, ao longo dos anos, num grande número de jovens e adultos que não tiveram acesso ou não lograram terminar o ensino fundamental obrigatório.
·
1) Texto da diretriz curricular de 2000
Art. 1º Esta Resolução institui as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação de Jovens e Adultos a serem obrigatoriamente observadas na oferta e na estrutura dos componentes curriculares de ensino fundamental e médio dos cursos que se desenvolvem, predominantemente, por meio do ensino, em instituições próprias e integrantes da organização da educação nacional nos diversos sistemas de ensino, à luz do caráter próprio desta modalidade de educação.
Art. 2º A presente Resolução abrange os processos formativos da Educação
de Jovens e Adultos como modalidade da Educação Básica nas etapas dos ensinos fundamental e médio, nos termos da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, em especial dos seus artigos 4º, 5º ,37, 38,e 87 e, no que couber, da Educação Profissional.
§ 1º Estas Diretrizes servem como referência opcional para as iniciativas autônomas que se desenvolvem sob a forma de processos formativos extra-escolares na sociedade civil.
§ 2º Estas Diretrizes se estendem à oferta dos exames supletivos para efeito de certificados de conclusão das etapas do ensino fundamental e do ensino médio da Educação de Jovens e Adultos.

Proposta Curricular e Diretrizes Nacionais
Parágrafo único. Fica vedada, em cursos de Educação de Jovens e Adultos, a matrícula e a assistência de crianças e de adolescentes da faixa etária compreendida na escolaridade universal obrigatória, ou seja, de sete a quatorze anos completos.

Art. 8º Observado o disposto no Art. 4º, VII da LDB, a idade mínima para a inscrição e realização de exames supletivos de conclusão do ensino médio é a de 18 anos completos.

Art. 10. No caso de cursos semi-presenciais e a distância, os alunos só poderão ser avaliados, para fins de certificados de conclusão, em exames supletivos presenciais oferecidos por instituições especificamente autorizadas, credenciadas e avaliadas pelo poder público, dentro das competências dos respectivos sistemas, conforme a norma própria sobre o assunto e sob o princípio do regime de colaboração.

Art. 17 – A formação inicial e continuada de profissionais para a Educação de Jovens e Adultos terá como referência as diretrizes curriculares nacionais para o
ensino fundamental e para o ensino médio e as diretrizes curriculares nacionais para a formação de professores, apoiada em:
I – ambiente institucional com organização adequada à proposta pedagógica;
II –investigação dos problemas desta modalidade de educação, buscando oferecer soluções teoricamente fundamentadas e socialmente contextuadas;
III – desenvolvimento de práticas educativas que correlacionem teoria e prática;
IV – utilização de métodos e técnicas que contemplem códigos e linguagens apropriados às situações específicas de aprendizagem.


Proposta Curricular e Diretrizes Nacionais
2) Trechos do texto das Diretrizes Curriculares de 2010

Parágrafo único. Como modalidade destas etapas da Educação Básica, a entidade própria da Educação de Jovens e Adultos considerará as situações, os perfis dos estudantes, as faixas etárias e se pautará pelos princípios de eqüidade, diferença e proporcionalidade na apropriação e contextualização das diretrizes curriculares nacionais e na proposição de um modelo pedagógico próprio, de modo assegurar:
I -quanto à eqüidade, a distribuição específica dos componentes curriculares a fim de propiciar um patamar igualitário de formação e restabelecer a igualdade de direitos e de oportunidades face ao direito à educação;
II-quanto à diferença, a identificação e o reconhecimento da alteridade própria e inseparável dos jovens e dos adultos em seu processo formativo, da valorização do mérito de cada qual e do desenvolvimento de seus conhecimentos e valores;
II- quanto à proporcionalidade, a disposição e alocação adequadas dos componentes curriculares face às necessidades próprias da Educação de Jovens e Adultos com espaços e tempos nos quais as práticas pedagógicas assegurem aos seus estudantes identidade formativa comum aos demais participantes da escolarização básica.


Art. 9º Os cursos de EJA desenvolvidos por meio da EAD, como reconhecimento do ambiente virtual como espaço de aprendizagem, serão restritos ao segundo segmento do Ensino Fundamental e ao Ensino Médio, com as seguintes características:
VIII - aos estudantes serão fornecidos livros didáticos e de literatura, além de oportunidades de consulta nas bibliotecas dos polos de apoio pedagógico organizados para tal fim;

Art. 10. O Sistema Nacional Público de Formação de Professores deverá estabelecer políticas e ações específicas para a formação inicial e continuada de professores de Educação Básica de jovens e adultos, bem como para professores do ensino regular que atuam com adolescentes, cujas idades extrapolam a relação idade-série, desenvolvidas em estreita relação com o Programa Universidade Aberta do Brasil (UAB), com as Universidades Públicas e com os sistemas de ensino.



INTRODUÇÃO
1. Pesquisa feita com alunos do segundo ao quinto ano do E.F
2. Habilidades ao ingressar: escrita e leitura de textos curtos
3. Surgimento da Pesquisa: necessidade de criar mais atividades voltadas à EJA
4. Artigo é reflexo da inquietação ao que diz respeito ao ensino de literatura para este público.
5. Manual de Leitura para Todos (MEC 2006): Existem 68 milhões de jovens que foram alfabetizados mas não têm contato com obras literárias
6. Receio em se trabalhar o cânone na EJA pois se acredita que os alunos não o compreenderão.

Cânone na EJA- O CÂNONE LITERÁRIO NA EJA
CLARICE LAGE GUALBERTO (UNIVERIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS).

O CÂNONE LITERÁRIO
1. Discussão da problemática que o envolve.
2. Cânone é o corpo de autores considerados geniais, no que se refere ao domínio da língua escrita e às temáticas que promovem reflexões e transmissão de valores essenciais aos seres humanos.(FRANCO, 2008)
3. Para Cosson (2004), o cânone é uma questão "eminentemente política"
4. "refundação constante do cânone": definição de Celdon Fritzen (2006) para que o cânone não se torne elitista

O CÂNONE EM SALA DE AULA: ENSINO REGULAR X EJA
1. Problema enfrentado: escolarização da leitura literária. Segunda Rildo Cosson (2004): Muito já se falou sobre os danos sofridos pelo conhecimento quando transportado para o ambiente escolar. As adaptações didáticas e os fins pedagógicos são comumente criticados pelo seu caráter redutor e até deformador dos princípios e teorias do saber feito ciência. No caso da leitura e da literatura, reclama-se, particularmente, da artificialização do ato de ler transformando em exercício (...)(p. 96)

2. Afrânio Coutinho descreve dois principais tratamentos dados à literatura em sala de aula: O filológico e o histórico. Segundo ele, os professores são redutores do ensino de literatura

3. Na EJA o cânone é fracamente trabalhado e quando o faz, o professor apenas o utiliza para fins de análise gramatical.


O CÂNONE EM SALA DE AULA: TENTATIVAS


1.: Duas propostas de atividades com cânone na EJA



20 alunos, todos homens com 40 anos em média, 2h30 de duração.

Texto escolhido: Felicidade Clandestina- Clarice Lispector

“A atividade procedeu da seguinte forma: as cadeiras da sala foram dispostas em
forma circular. Foi lançada a pergunta: "o que é felicidade para você?" E, então,
cada aluno respondeu. Em seguida, questionou-se qual é o significado da palavra
"clandestina". Foi feita uma tempestade de idéias. Foi proposto que eles procurassem, no dicionário, em grupos, o significado das palavras discutidas anteriormente, e então foi feita uma comparação com as ideias previamente mencionadas e que foram anotadas no quadro pela professora. Após esse procedimento, discutiu-se o que seria uma felicidade clandestina. Os alunos responderam de diversas formas, tais como: "felicidade clandestina é uma coisa boa, mas proibida; que a gente não pode ter." (Antônio Zeferino, 53 anos) Em seguida, os alunos foram requisitados a procurar em revistas imagens do que representasse para cada um a sua própria felicidade clandestina. Após uns vinte minutos, cada aluno apresentou sua figura selecionada, justificando a sua escolha(...) Só após toda essa dinâmica, o texto foi distribuído para cada um, e, assim, foi disponibilizado um tempo para que fizessem uma leitura silenciosa e, em seguida, foi feita uma leitura em voz alta. Cada aluno leu um trecho. Após esse momento, iniciou-se uma discussão, para que os alunos comentassem oralmente o que acharam do texto e
manifestassem dúvidas acerca do vocabulário ou da própria história.”


Primeira Atividade
Segunda Atividade
20 alunos, 14 homens e seis mulheres,
Texto escolhido: Uma Esperança- Clarice Lispector
“Por existir a ambiguidade no texto, não houve um tipo de discussão prévia. Já no primeiro instante de aula o texto foi distribuído e os alunos foram orientados a lê-lo com bastante atenção, podendo se deslocar, se necessário, a outros lugares que achassem melhor para leitura do texto. Assim que os estudantes terminavam de ler, a professora chamava cada um para uma conversa individual, em que ele expunha o que achou da história. O principal objetivo aqui
era saber se o aluno percebeu o duplo sentido do texto. Ao fim da conversa com cada um, foi feita uma discussão com toda a sala, e assim, foram apresentados conceitos como ambiguidade e conhecimento prévio, a partir de perguntas como: "quais são os significados da palavra ‘esperança' nesse texto?", "quem nunca tinha
ouvido falar que esperança também poderia ser inseto iria conseguir entender por completo o texto?" Dessa forma, foi trabalhada novamente a questão da oralidade -
fundamental para alunos de EJA.”


Conclusão
1. As atividades se mostraram muito boas no que diz respeito à discussão e exposição dos alunos.
2. A vasta vivência por parte dos alunos contribuiu para a troca de informações e também os ajudou a compreender o texto.
3. Há a necessidade de desenvolver critérios e traçar objetivos claros para o trabalho com literatura em sala de aula.
4. É indispensável, o constante questionamento dos propósitos das atividades e dos textos escolhidos para serem trabalhados.
5. Trabalho com o cânone na EJA precisa ser bem planejado e a seleção de textos deve ser cautelosa.
6. Vale salientar que a escolha desse tipo de literatura não está
baseada numa visão restrita e tradicional de que certos autores precisam ser
trabalhados apenas porque fazem parte do cânone. Tal decisão se preocupa mais
com o cumprimento do "dever" de se trabalhar o cânone do que com o
procedimento em sala de aula. Essa escolha deve estar fundamentada a partir da perspectiva em que o professor deve ter como objetivo formar um
aluno que seja capaz de ler uma grande variedade de textos, conseguindo
interpreta-los e formar opiniões acerca deles.

Orientações Didáticas EJA 2007- SP
SUMÁRIO – EJA 2007

I - Os alunos da EJA ........................................................................................................................................10
II - Princípios que orientam o trabalho
1. A EJA como educação popular ....................................................................................................................... 20
2. O entendimento de como ocorre a aprendizagem da leitura e da escrita ...................................................... 22
3. Os conhecimentos adquiridos e a relação com a escola................................................................................ 31
4. A definição de letramento e alfabetização.......................................................................................................35
III - Reflexões sobre a prática do trabalho
1. A avaliação inicial e sua relação com o trabalho prático................................................................................. 40
1.1 Avaliação inicial - ponto de partida .........................................................................................................40
1.2 Hipóteses de escrita e sondagem ..........................................................................................................51
2. Como as atividades propostas podem explicitar concepções de alfabetização ............................................. 54
3. Como o educador se vê enquanto leitor e escritor ......................................................................................... 57
3.1 O educador enquanto leitor e o trabalho com leitura.............................................................................. 58
4. A organização do trabalho pedagógico...........................................................................................................62
4.1 Os agrupamentos produtivos..................................................................................................................62
4.2 O ambiente alfabetizador........................................................................................................................ 63
4.3 A organização do trabalho didático.........................................................................................................64
4.4 A dificuldade em planejar o trabalho considerando a alfabetização e o letramento............................... 67
4.5 Trabalhando a alfabetização e o letramento........................................................................................... 68
IV – Atividades propostas por educadores
1. Escolha de temas para desenvolvimento de projetos ou seqüências didáticas ............................................ 82
2. Projetos, situações didáticas (atividades) e seqüências didáticas.................................................................. 84
Bibliografia ..........................................................................................................................................................

Observações Gerais
Caderno de orientação”, e não um “manual”;
• Enfoque no processo de alfabetização dos alunos e em suas práticas de letramento;
• Leitura e escrita são abordadas como práticas cotidianas ligadas ao uso social;
• O reforço do estímulo à leitura aparece diversas vezes, mas não há menção à literatura e seu ensino no caderno. Da mesma maneira, não se propõe um cânone literário, embora autores consagrados sejam citados;
• Parte do pressuposto que os alunos não tenham e nem virão a ter hábitos de leitura literária; a leitura e escrita seriam apenas para questões pragmáticas do dia a dia. Por conta disso, predomina uma visão praticista e utilitarista da linguagem.

Leitura-Escrita: Orientações
“Como trabalhar:
• Leitura de diversos gêneros textuais, com diferentes intencionalidades e propósitos;
• A leitura como interação, foco na linguagem e formas de grafia;
• Propósitos e estratégias de leitura, procedimentos de leitura;
• Estímulo ao gosto pela leitura;
• Atividades práticas, uso de textos na sala de aula, não o uso do texto como pretexto
para atividades didáticas;
• Estabelecer os agrupamentos e como fazer as intervenções;
• Como ultrapassar a decodificação;
• Ler antes de saber ler;
• Como atingir as expectativas do aluno;
• O processo de alfabetização no todo (a abordagem da alfabetização no contexto
letrado);
• Possibilitar e favorecer nas práticas de leitura e escrita o desenvolvimento do
comportamento leitor, como ler e fazer com que os educandos se apropriem
desta prática, bem como procedimentos de escritor;
• Importância da leitura e escrita em seus usos sociais, uso comunicativo, práticas
reais de leitura e escrita;
• Rotina que contemple o trabalho com leitura e escrita (atividades permanentes
e seqüenciadas de leitura e escrita, projetos de leitura e/ou escrita, o que se
refere às modalidades organizativas;
• Como garantir a qualidade do acervo;
• Práticas de escrita: reflexão sobre o código;
• Práticas de produção de textos: para que, para quem, por que, como (aspectos
discursivos e notacionais);
• Práticas de comunicação oral: produção oral com destino escrito – linguagem
que se escreve, reconto, reescrita, roda de curiosidades, roda de conversa,
combinados, painel de discussão de um tema, fórum”.

EDUCADOR ENQUANTO LEITOR E ESCRITOR:
Textos presentes no material
• Saudades de minha terra, de Sérgio Reis
• Recordo ainda, de Mario Quintana
• Assim eu vejo a vida, de Cora Coralina
• Vamo Lá, de Jota Quest
• O Vacilão, de Cidade Negra
• A partir da experiência descrita pela professora Simone Bueno Borges da Silva (2001), alguns exemplos de textos escolhidos foram: “O Professor de Grego, crônica de Manuel Bandeira, por ter uma temática política que propiciaria discussão e por ser um assunto de interesse dos alunos; uma crônica de Fernando Sabino chamada Conversa de Botequim, onde se poderia discutir a questão do preconceito racial e social; A Carta Testamento de Getúlio Vargas, pois os alunos demonstraram curiosidade por temas referentes à história do Brasil; A Ópera do Malandro (prólogo e epílogo, por ser uma obra extensa), de Chico Buarque, por ser uma obra contemporânea, bem como as músicas Folhetim e Teresinha; Morte e Vida Severina, de João Cabral de Melo Neto, por proporcionar reflexões sobre a vida do nordestino; Canção do Exílio, de Gonçalves Dias, por se tratar de uma poesia que inclusive inspirou o Hino Nacional Brasileiro; Soneto da Fidelidade, de Vinícius de Moraes, pois os alunos apresentavam preferência por temas amorosos, e do mesmo autor, O Poeta e a Rosa com Direito o Passarinho e Sonetoda Hora Final; para tratar do amor através de outro autor foram lidos sonetos de Camões; para trabalhar contos escolheram, de Machado de Assis, Cantiga de Esponsais, por tratar da frustração e da necessidade de se justificar a passagem pela vida e A Igreja do Diabo, que apresentava uma escrita próxima ao romance; foram escolhidas também fábulas: A Leiteira e o Pote de Leite e Os Ratos da Cidade e o Rato do Campo, que enfocava a diferença dos modos de vida urbano e rural” (p. 71 e 72)

Orientações Didáticas EJA SP 2010
SUMÁRIO

1.Introdução............................................................................................... 10

2.EJA – Modalidade específica da educação escolar............................. 14
2.1 As funções da EJA .......................................................................................................... 17
2.2 Organizando a EJA como modalidade específica da educação escolar ........................... 20
2.3 Conteúdos escolares e aprendizagem na EJA................................................................. 21

3.Fundamentos da área de língua portuguesa para o ensino de jovens e
adultos – EJA ............................................................................................. 26
3.1 Escrita, conhecimento e participação .............................................................................. 26
3.2 A Educação lingüística para quem sabe português .......................................................... 28
4.Expectativas de aprendizagem de língua portuguesa........................ 36
4.1 Etapa Complementar ..................................................................................................... 36
4.2 Etapa Final .................................................................................................................... 37
5.O trabalho com leitura e escrita na Educação de Jovens e Adultos – EJA ....42
5.1 A Leitura .......................................................................................................................... 45
5.2 Produção de textos escritos ............................................................................................ 49
5.3 A fala pública ................................................................................................................... 51
5.4 Ortografia ........................................................................................................................ 52

6
.O trabalho com literatura na EJA .......................................................... 56

7.O trabalho de análise e reflexão linguística na EJA ............................. 64
8.Fundamentos e princípios da avaliação na EJA.................................. 72
8.1 Definição e limites da avaliação ....................................................................................... 73
8.2 Finalidades e objetivos da avaliação ................................................................................ 74
8.3 Critérios de avaliação ...................................................................................................... 75
8.4 Fundamentos do processo avaliativo ............................................................................... 78
8.5 Imparcialidade e independência ....................................................................................... 79

9.Referências para trabalho didático e formação ................................... 82
9.1 Livros .............................................................................................................................. 82
9.2 Sites ............................................................................................................................... 84


Expectativas de aprendizagem de língua portuguesa
Literatura
Etapa complementar:

• Conhecer as diferentes manifestações e gêneros da Literatura, reconhecendo seus usos e realizações;
• Estabelecer vínculos entre textos literários e seus contextos históricos, culturais, políticos;
• Estabelecer distinções entre ficção e realidade, compreendendo o princípio da verossimilhança;
• Realizar vínculos de sentido entre o texto literário e suas formas de inserção social. (p 37)

Etapa final:

• Conhecer as características de cada gênero literário e utilizá-las na fruição literária;
• Estabelecer relação entre literatura e conhecimento;
• Estabelecer relações entre literatura e identidades;
• Perceber as implicações históricas do texto literário e suas possibilidades de transcendência no tempo e no espaço. (p. 39)


O trabalho com literatura na EJA
-Tópico que se difere dos outros – não há sugestões de conteúdo e/ ou atividades efetivamente, mas sim reflexões e questões acerca de literatura e ensino.

Literatura como forma de conhecimento
História e Literatura
A literatura e a atualidade
Crítica: cultura como mercadoria
Contraponto: literatura x entretenimento
Literatura e Ensino


Retomada/ sínteses
• A literatura, como as demais artes, supõe a intenção inventiva deliberada no processo de construção narrativa, que nos afasta da reprodução mimética do real. Ela se caracteriza pela busca continuada de percepções e manifestações inusitadas do vivido

• A literatura representa uma forma de uma pessoa ou uma sociedade
(re)conhecer-se e representar-se em possibilidades e perceber-se em suas contradições

• O prazer estético está na própria experiência e no conhecimento de si e do mundo que a pessoa pode encontrar na arte

• A literatura é uma manifestação da cultura, por meio da qual a pessoa, um grupo
de pessoas ou uma sociedade se (re)conhecem e representam para si possibilidades de ser e de perceber-se em suas contradições.

• A experiência estética é acontecimento emocional, íntimo, mas é também comportamento cultural amplo, se entendermos a arte como construção do homem, que deve ser apreendida e vivenciada por todos

• A formação do gosto está diretamente relacionada com as experiências culturais e intelectuais, ao acesso e à freqüentação de um mundo de relações culturais e intelectuais complexas.

• Uma pedagogia da literatura deve diferenciar radicalmente a experiência estética
do entretenimento, a arte dos objetos de lazer, a vivência ético-estética da evasã

• O direito à literatura obriga a escola a considerar objetos estéticos que não se manifestam facilmente no cotidiano nem participam das mídias comuns. (p.61)
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