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EFEITOS DOS MÉTODOS DE INSENSIBILIZAÇÃO ELÉTRICO E GASOSO NO BEM ESTAR ANIMAL E NA QUALIDADE DA CARNE SUÍNA

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by

Denis Sato

on 9 November 2016

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Transcript of EFEITOS DOS MÉTODOS DE INSENSIBILIZAÇÃO ELÉTRICO E GASOSO NO BEM ESTAR ANIMAL E NA QUALIDADE DA CARNE SUÍNA

UNIVERSIDADE ESTADUAL DO NORTE DO PARANÁ
UENP – CAMPUS LUIZMENEGHEL
CENTRO DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS
CURSO DE MEDICINA VETERINÁRIA
DENIS SATO


BANDEIRANTES – PR
NOVEMBRO/2012
REVISÃO DE LITERATURA
 
EFEITOS DOS MÉTODOS DE INSENSIBILIZAÇÃO GASOSO E ELÉTRICO NO BEM ESTAR ANIMAL E
NA QUALIDADE DA CARNE SUÍNA
Localizada na Avenida Senador Atílio Fontana, 4040
BRF Brasil Foods – Toledo/PR
R$ 23 bilhões - 2010
9% das exportações mundiais de proteína animal
Fonte: BRF
Departamento da
Garantia da Qualidade
O Projeto Gestão BRF – “Pilar da Qualidade”
RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO EM MEDICINA VETERINÁRIA
DENIS SATO
Atua nos segmentos de carnes (aves, suínos e bovinos), alimentos industrializados (margarinas e massas) e lácteos;
BRF Brasil Foods
Programas de Autocontrole
PPHO - Procedimentos Padrão de Higiene Operacional;
AAPPC - Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle;
GMP - Boas Práticas de Fabricação;
PSO - Procedimentos Sanitários Operacionais;
Águas Residuais;
Águas de Abastecimentos;
Calibração;
Bem-estar Animal;
Controle de Ventilação;
Controle da Iluminação;
Vestiários, Sanitários e Barreiras Sanitárias;
Higiene, hábitos higiênicos e saúde dos operários;
Controle de Temperaturas;
Manutenção dos Equipamentos e Instalações;
Resultados Laboratoriais;
Controle de matérias-primas;
Reinspeção de Cortes e Carcaças;
Controle de pragas.
Procedimentos Sanitários Operacionais (PSO)
Pontos Críticos de Controle do sistema APPCC
Perigos físicos - PCC1F detector de metais, GMP;
Perigos químicos - PCC1Q documentação veterinária;
Perigos biológicos - PCC1B antes do choque térmico (25 carcaças - 2x/turno), GMP, análise laboratorial, PSO e PPHO.
Fluxograma de Abate
Programa Bem Estar Animal
Fundamenta-se nas 5 liberdades - FAWC – Farm Animal Welfare Council:
Fome e sede, desconforto, doenças e ferimentos, expressar comportamento, medo e angústia
Avaliado:


Desembarque;
Manejo nas Baias;
Condução dos Animais;
Insensibilização.
Análise de Ingredientes Alergênicos
Baseado na norma “14.2.024 Controle de Alergênicos” da empresa.

“Alergênicos Mais Sérios” (AMS) - leite e derivados, ovos (principalmente a clara do ovo), amendoim, soja, glúten (trigo, centeio e cevada), pescados e frutos do mar (lagosta, camarão, ostras, mexilhões e outros).
Programa de Calibrações
Separação do programa - Frigorífico Suínos e Fábrica de Industrializados Suínos
1ª Semana Mundial da Qualidade
Brasil Foods
“Resignificação da Qualidade”
Vídeos, documentários, jogos, banners
Palestras e Música
REVISÃO DE LITERATURA
 
EFEITOS DOS MÉTODOS DE INSENSIBILIZAÇÃO GASOSO E ELÉTRICO NO BEM ESTAR ANIMAL E
NA QUALIDADE DA CARNE SUÍNA
Abate Suínos
Secção do tronco braquiocefálico;

Animal deve estar inconsciente;

Bem estar animal - indolor;

Inconsciencia deve permanecer até a morte.
Bem Estar Animal
Qualidade da Carne Suína
Warris (2000) -

definições e medições científicas da qualidade da carne;

RFN (Reddish Pink, Firm and Non-Exudative) – avermelhada-rósea, firme e não exudativa.
Qualidade da Carne Suína
PSE – pálida, mole e exudativa (Pale, Soft and Exudative);

DFD – escura, firme e seca (Dark, Firm and Dry).
Qualidade da Carne e Carcaça
Índice de carne PSE;
Hemorragias (equimoses);
Fraturas ósseas.
INSENSIBILIZAÇÃO ELÉTRICA
Difundida no final da década de 1920;

Passagem de uma corrente elétrica pelo encéfalo do animal;

Fluxo da corrente - Amperagem.
INSENSIBILIZAÇÃO ELÉTRICA
EPILEPSIA
Fase Tônica
- 10 segundos após a insensibilização, membros torácicos estendidos, membros pélvicos flexionados, olhos fechados, pescoço contraído, respiração parada;

Fase Clônica
- entre 10 e 30 segundos após atordoamento, movimentos membros pélvicos (pedalar), olhos rotacionados.

Fase Quiescente
- retorno respiração rítimica, flacidez muscular;

Fase de Recuperação
- retorno da consciência.
INSENSIBILIZAÇÃO ELÉTRICA
Reverssível - Eletronarcose

Irreverssível - Eletrocussão
INSENSIBILIZAÇÃO ELÉTRICA
VOLTAGEM/AMPERAGEM/FREQUÊNCIA
Lambooij (1994) - 134 mA (25V/150Hz) - contato eletrodo/cérebro;

Holanda - 1,25 A (~240V/50Hz);

Troeger e Woltersdorf (1988, 1990) - 1,5 A/350V - melhor para bem estar (↓ catecolaminas);

Brasil - 0,5 a 2 A (350 V a 750 V).
INSENSIBILIZAÇÃO ELÉTRICA
ELETRONARCOSE
Reduz influências inibidoras do cérebro sobre a medula espinhal;

Maior movimentação;

Segurança do trabalhador;
INSENSIBILIZAÇÃO ELÉTRICA
ELETROCUSSÃO
↑ grau de relaxamento dos animais;
Fibrilação cardíaca;
Despolarização dos neurônios espinhais;
↑ Segurança trabalhador;
Não é garantido parada cardíaca em 100% dos animais.
INSENSIBILIZAÇÃO ELÉTRICA
Bem Estar Animal
Atordoamento instantâneo;
Posicionamento dos eletrodos;
Intervalo de tempo atordoamento-sangria;
Design dos eletrodos;
Estresse - manejo de condução, falhas estruturais na contenção - restrainer - pré-choques, falha no atordoamento, genética (genes de susceptibilidade ao estresse);
INSENSIBILIZAÇÃO ELÉTRICA
Posicionamento dos Eletrodos
Posição ótima indicada - lateral esquerda e direita da cabeça,
entre os olhos e a base da orelha (SPARREY; WOTTON, 1997).
Posição 1: entre os olhos e a base das orelhas; Posição 2: abaixo da base das orelhas; Posição 3: ao redor do pescoço, atrás das orelhas; Posição 4: aplicação diagonal (posicionando um eletrodo no topo da cabeça e o outro atrás da mandíbula); Posição 5; no focinho ou mandíbula.Fonte: adaptado de Anil e McKinstry (1998).
A. Eletrodo com duas linhas de contatos; B. Eletrodo com quatro linhas de contatos; C. Eletrodo do tipo penetrante; D. Eletrodo de picos curtos; E. Eletrodo do tipo malha; F. Eletrodo do tipo almofada; G. Eletrodo do tipo articulado; H. Eletrodo do tipo picos encadeados.Fonte: adaptado de Sparrey e Wotton (1997).
INSENSIBILIZAÇÃO ELÉTRICA
Intervalo Atordoamento-Sangria
Tempo ótimo 15 seg - (VOGEL et al., 2011)

30 seg não compromete BEA (HERRERA et al., 2009)
INSENSIBILIZAÇÃO ELÉTRICA
ESTRESSE
Manejo de condução -
bastões elétricos, animal sozinho;
Falhas estruturais -
esteiras do restrainer com velocidade sincronizada, falha no isolamento (pré-choques), piso falso (V-restrainer);
Atordoamento ineficaz -
reaplicação descarga elétrica.
Genética -
Halotano, R. Napole (efeito Hampshire)
Coordenador GQ - Roberto Sergio Kloeckner
Analista GQ Frig. Suínos - Leonardo Martinazzo
BEM ESTAR ANIMAL
Indicadores Sanguíneos de Estresse
Cortisol;
Creatina fosfoquinase;
Lactato;
Neurotransmissores: glutamato, aspartato e ácido gama butírico 4-amino.
AUDITORIA
Padrões baseado em estatística -
"Resultados de Bem Estar Animal"

Companias -
McDonalds, Wendy's International e Burger King;

Acompanhamento em vídeo -
internet - Cargill
INSENSIBILIZAÇÃO A GÁS
Desenvolvido por empresa norte americana HORMEL, na década de 1950;
Gás mais utilizado - CO2;
Outros gases - halotano, nitrogênio e argônio;
Controverso - BEA;
INSENSIBILIZAÇÃO A GÁS
3 Fases distintas:

•Fase de Analgesia - Perde a sensibilidade gradualmente, respiração rápida e profunda, 10 a 12 segundos;
•Fase de Excitação - dúvidas em relação a perda da consciência e sensibilidade à dor, 6 a 8 segundos;
•Fase de Anestesia - inconsciência, analgesia;
INSENSIBILIZAÇÃO A GÁS
Hipercapnia, hipoxia, e queda do pH no sistema nervoso central;
↑ metabolismo anaeróbico oxidativo;
↑ níveis de glicose na corrente sanguínea;
fluxo intracelular de ions K por íons H - acidificação
+
+
Hipóxia hipercápnica → hiperventilação →dispnéia
→ angústia respiratória;
liberação de catecolaminas → ↑ FC, consumo oxigênio
e temperatura;
↓ pH, ↑ ácido lático, ↑ gliconeogênese, ↑ potássio (receptor alfa-adrenérgico);
Hipocalemia - receptor beta-2
INSENSIBILIZAÇÃO A GÁS
INSENSIBILIZAÇÃO A GÁS
BEM ESTAR ANIMAL
Perda da consciência não é instantânea;
Angústia respiratória;
Aversivo - desconforto;

Melhor manejo pré-abate - condução;
Maior intervalo atordoamento-sangria;
INSENSIBILIZAÇÃO A GÁS
CONCENTRAÇÃO
Mínimo é de 80%, concentração de 90% faz com que o estresse físico seja menor (NOWAK ET AL, 2007);

Grandin (2008b) afirma que a concentração mais recomendada é a de 90%;
INSENSIBILIZAÇÃO A GÁS Aversividade
Gás carbônico - ácido;
Desconforto;
Misturas de gases - argônio e nitrogênio;
Jongman et al. (2000) - choque é mais aversivo;
Genética.
Llonch et al. (2012) - Nitrogênio + CO2:
↓ [] CO2 - ↓ aversividade;
↑ exposição, vocalizações;
↓ tempo para recuperação.
INSENSIBILIZAÇÃO A GÁS
Nitrogênio + CO2
INSENSIBILIZAÇÃO A GÁS
Gases Inertes
Insensibilização hipóxia - inibe a formação reticular,
↑ potássio extracelular, crise metabólica;

CO2 - acidificação do líquido cefalorraquidiano,
inibição da função cortical - mais rápida.
INSENSIBILIZAÇÃO A GÁS
Tempo de Exposição
CO2 a 80% em volume durante 70 seg - ↑ nível recuperação;
90% de CO2 por 70 a 100 segundos;
Nowak et al. (2007)
AUDITORIA
Parâmetros Observados
% animais efetivamente atordoados na primeira tentativa;
% de insensibilizados;
% de vocalizações durante o atordoamento;
% de quedas durante a condução para o atordoador;
% de animais conduzidos com bastão elétrico.
AUDITORIA
Parâmetros Observados
Sinais devem estar ausentes: respiração rítmica regular, resposta à dor, reflexo palpebral e pupilar, vocalizações, tentativa de retornar a posição quadrúpede.
INSENSIBILIZAÇÃO A GÁS
Gases Inertes
Argônio - muito caro para obter, < 0.01% na atmosfera;

Nitrogênio - abundante na atmosfera (80%), densidade relativa (kg/m ) menor que a do ar sendo difícil conter.
QUALIDADE
Aspectos Comparativos
Estresse ou exercício pré-abate - ↓ mais rápida pH muscular;
↑ da atividade ATPase, ↑ lactato;
QUALIDADE
Aspectos Comparativos
Animais livres genes estressores:

Elétrico - estimulação elétrica carne, ↑ contração muscular - ↑ PSE, ↑ Hemorragias, ↑ Fraturas ósseas;

CO2 90% [] - ↑ relaxamento pós atordoamento, ↓ contração muscular, ↓ Hemorragias, ↓ Fraturas ósseas, ↓ PSE.
Visa condições higiênico-sanitárias das operações industriais;
Prevenir contaminação direta ou cruzada;
CONCLUSÃO
Método CO2 - eleva padrões de qualidade da carne suína
em relação a hemorragias, índice de carne PSE e fraturas ósseas;
Novos estudos sobre misturas de gases são necessários em relação ao BEA para comprovação;
O sistema elétrico ainda apresenta melhor resultado para o BEA visto tornar o animal inconsciente instantâneamente.

Fluxograma de Abate
Eletronarcose - 2A/700V/1,5seg;
Intervalo Atordoamento-Sangria - 30seg;
Escaldagem 62-63 º C - 4min20seg;
Choque Térmico - (-25ºC/1h30min);
Resfriamento - 12 h/ 7º C.
Obrigado!
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