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PARTO DOMICILIAR SIAPARTO

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by

Tatianne Frank

on 30 May 2016

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Transcript of PARTO DOMICILIAR SIAPARTO

Critérios atendimento ao PDP
Evidências Parto Domiciliar Planejado (PDP)
Parto Domiciliar Planejado no Mundo
Enf.ª Obstetra/ Parteira Urbana
Olívia Separavich Pregnolatto
Tatianne Cavalcanti Frank

Transferência no Parto Domiciliar Planejado
Parto Domiciliar Planejado
CHEYNEY, 2014 (EUA)

- avaliou 16.924 partos domiciliares planejados entre 2004-2009 nos EUA.
- (PD) tem aumentado nos EUA (41% entre 2004 e 2009)
- 89,1% de fato pariram em casa (transferência=10,9%).
- A frequência de escores de Apgar baixos foi de 1,5%.
- Transferências maternas pós-parto ocorreram em 1,5%
- Transferências neonatais em 0,9% dos casos.
- morte neonatal intraparto 1,3/1.000 nascidos vivos, precoce 0,4 e tardia de 0,35/1.000 nascimentos.
- Estudo de coorte com 5.418 mulheres , com parteiras profissionais, EUA e Canadá, em 2000.
- Taxa de remoção materna de 12,1% e
- Mortalidade neonatal de 1,7/1.000 nascidos vivos.
- Nenhuma mulher morreu.
JOHNSON E DAVIS, 2005


de Jonge A, van der Goes BY, Ravelli ACJ, Amelink-Verburg MP, Mol BW, Nijhuis JG, Bennebroek Gravenhorst J, Buitendijk SE.
Perinatal mortality and morbidity in a nationwide cohort of 529,688 low-risk planned home and hospital births. BJOG: an international journal of obstetrics and gynaecology 2009.
Johnson KC, Daviss B-A. Outcomes of planned home births with certified professional midwives: large prospective study in North America. [Internet]. BMJ (Clinical research ed.) 2005 Jun;330(7505):1416.

- estudo de coorte
- 529.688 mulheres Países Baixos
- Comparou PDP com PH
- PD não aumentou riscos de morbidade e mortalidade perinatal
- Não aumentou riscos de RN em UTI
JONGE, 2009


Causas de transferência durante o parto
- Falha de progressão
Parto lento*;
DCP*
- Sangramentos relacionados a risco
- Frequência cardíaca fetal não tranquilizadora
- Prolapso de cordão
- Necessidade de analgesia

Causas de Transferência no Pós Parto
- Hemorragia
- Retenção placentária

- Transferência do RN

- Pedido da mulher

Taxa de transferência de 10%-12 %
Lei 6.015 de 31 de dezembro de 1973
Portaria/MS no 116/2009
Manual de Instrução DNV/MS 2011
Registro Recém-Nascido
Wax et al. American Journal of Obstetrics and Gynecology (AJOG)

Metanálise
incluiu: 12 estudos originais e um total de 342.056 partos domiciliares e 207.551 partos hospitalares planejados.

Conclusão que PDP se associam com menor risco de intervenções maternas, incluindo analgesia peridural, monitoração eletrônica fetal, episiotomia, parto operatório, além de menor frequência de lacerações, hemorragia e infecções.

No PDP verificou-se menor taxa de prematuridade, baixo peso ao nascer e necessidade de ventilação assistida.

No entanto, apesar de as taxas de mortalidade perinatal serem semelhantes entre partos domiciliares e partos hospitalares, os partos domiciliares se associaram com aumento de cerca de três vezes das taxas de mortalidade neonatal.
- estudo Holandês de coorte com 679.952 partos gestantes de baixo risco (2.000 a 2.007)
- conclusão: mortalidade perinatal de 0,15% PD e 0,18% PH, sem diferenças nos desfechos maternos
- fato: mesmo com a melhor assistência 15 a 18 RN irão morrer, independente do local de parto

van der Kooy J, Poeran J, de Graaf JP, Birnie E, Denktasş S, Steegers EAP, Bonsel GJ. Planned home compared with planned hospital births in the Netherlands: intrapartum and early neonatal death in low-risk pregnancies. [Internet]. Obstetrics and gynecology 2011 Nov;118(5):1037-46.
van der Kooy J, et al. 2011.
“Parto domiciliar triplica a taxa de morte neonatal: comunicação pública ou má ciência?”
- a própria AJOG revisou artigo e encontrou erros estatísticos,porém não se retratou.
- Revista Nature convidou a AJOG e Wax para comentarem os erros expostos mas não o fizeram.
- A editora Elsevier reconhece o erro mas não considera retratação como uma possibilidade.

Apontamentos:
- não seguiu os padrões internacionais para condução e publicação de metanálises;
- cálculos estatísticos errôneos;
- viés na seleção de estudos - excluíram Jonges nas mortes neonatais e incluiram nas perinatais;
- definiram morte perinatal como morte fetal depois de 20 semanas ou a morte de um recém-nascido (RN) vivo nos primeiros 28 dias de vida, em vez de nos primeiros sete dias de vida, como é a recomendação internacional.
- fizeram inclusão e exclusão de estudos nos cálculos de morte neonatal de forma incorreta, sem critérios.
- incluiram partos que não foram atendidos por enfermeiras obstetras certificadas ou parteiras.
AJOG
No que resultou??
Olsen, 2012 (revisão)
Olsen O, Jewell MD. Home versus hospital birth. [Internet]. Cochrane database of systematic reviews (Online) 2000 Jan;(2):CD000352.
Incluiu apenas 1 estudo com 11 mulheres - impossibilidades de um ECR
Conclusão: Não há nenhuma evidência forte para favorecer o parto hospitalar planejada ou parto domiciliar planejado para gestantes de baixo risco.
Ter estoque mínimo disponível
Acondicionar corretamente medicações
Repor material após cada parto
Cada profissional ter seu próprio equipamento (sugestão)
Enf.ª Obstetra/ Parteira Urbana
Decisão de remover a parturiente ou seu bebê deve estar embasada em evidencias clínicas presentes e na experiência do profissional
A continuidade do modelo de assistência dependerá do profissional/hospital backup
Informar e esclarecer a parturiente/casal tudo que está acontecendo e o que posso vir acontecer

Doppler fetal e gel
Luvas de procedimento
Balão com máscara RN
Estetoscópio e esfigmomanômetro
Ampolas de ocitocina, terbutalina, seringas, agulhas e swabs


Garantir respeito as escolhas
Suporte a familia pós transferência
Prontuario devidamente preenchido


"Há mulheres que se sentem seguras no hospital, outras na casa de parto e outras em casa. E todas têm que ser contempladas pelo nosso sistema de saúde." Ricardo Herbert Jones
Médico Obstetra - POA/RS
tatiannefrank@yahoo.com.br
081.97665123
Olívia Separavich Pregnolatto
Tatianne Cavalcanti Frank
olivia@parteirasaurora.com.br
019.981243025
&
Organização Mundial de Saúde
Reconhece o domicílio como local seguro para acompanhamento ao parto de gestantes de baixo risco.

Guideline - Maternidade Segura 1996.
Royal College of Midwives
(RCM)
e o Royal College of Obstetricians and Gynaecologists
(RCOG)
apoiam o parto domiciliar para mulheres com gestações sem complicações. De acordo com a diretriz do RCM e do RCOG,
“não há motivos para que o parto domiciliar não seja oferecido a mulheres de baixo risco, uma vez que pode conferir consideráveis benefícios para estas e suas famílias.”
American College of Obstetricians and Gynecologists (ACOG), considera hospitais e centros de parto normal mais seguros, mas reconhece o direito das mulheres de escolher o local do parto, desde que em gestações saudáveis, informadas sobre evidências e riscos e plano de contingência.
Art. 12. As operadoras de planos privados de assistência à saúde poderão oferecer, por sua iniciativa, cobertura maior do que a mínima obrigatória prevista nesta Resolução Normativa e seus Anexos, dentre elas, atenção domiciliar e assistência farmacêutica, inclusive medicação de uso oral domiciliar que substitua a terapia em regime hospitalar ou ambulatorial de cobertura obrigatória.
RESOLUÇÃO NORMATIVA Nº 167, DE 9 DE JANEIRO DE 2007
"Uma mulher deve dar à luz num local onde se sinta segura, e no nível mais periférico onde a assistência adequada for viável e segura." (1992)
A Constituição Federal, no Art. 5o, inciso II, dispõe que:
Art. 5o – Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:

II – Ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei
Recomendações
Recomendações no Brasil

- pré-natal serviço público ou privado
- avaliação contínua do risco até o desencadear do parto
Materiais e equipamentos
Formulários / Documentos essenciais para o atendimento ao PDP
- Ficha pré-natal
- Monitorização materna e fetal
- Partograma
- Ficha evolução Parto
- Ficha avaliação RN
- Ficha pós-parto
Parto domiciliar é para mulheres que assumem LIVRE E CONSCIENTEMENTE SUA ESCOLHA, estão certas de que esta é a MELHOR opção e se co-responsabiliza por TODAS as consequências!

Termo de Consentimento Livre e Esclarecido
Escolha consciente e desejo da Mulher / Casal
Informações - Conhecer benefícios e riscos
Preparar-se para o parto
leitura e conhecimento prévio de riscos e benefícios;
dá ciência deste conhecimento
deve estar assinado antes do evento do parto
Elaboração Plano de Parto

definir os desejos
plano de contingência
estabelecer equipe ou hospital backup
distâncias hospitais de referência
tempo para deslocamentos

Gestação de Risco Habitual
Residência com condições adequadas de higiene e água potável
Materiais e Equipamentos
- atendimento ao parto
- atendimento ao recém-nascido
- materiais e medicamentos de urgência
Enfermeira Obstetra
Obstetriz
Médico de Família e Comunidade
Médico Obstetra


Profissionais recomendados para prestar assistência ao parto (Skilled attendants/OMS):


Formação: Medicina, Enfermagem, Obstetrícia
Especialização/Treinamento em Obstetrícia

- Capacitação para atendimento a partos domiciliares
- Capacitação para atendimento a emergências obstétricas
- Capacitação para reanimação neonatal
- Constante estudo e atualização das evidências científicas
Requisitos para atender partos domiciliares:
Profissionais 1:1
- Escolha da GESTANTE (Interação/Confiança)

- Idealmente 2 profissionais ou 1 profissional + backup (NUPAR/ENAPARTU 2010)

- Equipe domiciliar x equipe hospitalar

A mesma

Complementar

Equipes distintas =>
referência
Equipe Parto Domiciliar Planejado
“Profissional habilitado - parteira, médico ou enfermeiro - formado e treinado para e com proficiência nas habilidades necessárias para prestar assistência a gestação de risco habitual, ao parto e ao pós-parto. Identificação, gerenciamento e encaminhamento de complicações”
Parteiros profissionais
Elementares (OMS):


1. Desejo da gestante / casal
2. Gestação de Risco Habitual
3. Profissional Treinado
4. Plano de contingência
5. Materiais e equipamentos para atendimento de urgências
6. Casa higienizada e com água potável

Contrato de Prestação de Serviço
estabelecimento de acordos entre ambas as partes;
garantia de atendimento para a mulher;
garantia de pagamento para a equipe;
inclusão impostos - principalmente para gerar recibo / notas fiscais para ressarcimento plano (ver IR regras)
Mala de mão com itens básicos
(urgência ou para um parto rápido):


tempo de bolsa rota que aguarda e quais os seguimentos a serem dados
pélvico SURPRESA
tempo limite de gestação
Especificidades Plano de Parto:
Assistenciais:
Práticas:
endereços e telefones de todos os participantes;
telefones médicos e hospitais
Dicas de como organizar a casa:


- avisar porteiros sobre a possibilidade de chegada rápida de pessoas;

- deixar autorizada portaria nomes para evitar interfones;

- placa na porta com aviso;

- imprimir os telefones e deixar na geladeira;

- carro com espaço e vazio para o transporte rápido;

- malas prontas e documentos separados;

- escolher uma área da casa para deixar os materiais (evita as perguntas: onde está?

- plástico para cama;
- equipamentos para parto na água: piscina previamente higienizada, mangueira, gás (?), mergulhão, baldes;
- fralda geriátrica descartável;
- lençóis descartáveis;
- fraldas para secar o bebê e aquecer;
- toalhas de banho;
- lençóis;
- pote para placenta;
- alimentos.
Pedir para terem reservado:
Brasil
Ausência de fluxo formal pré-estabelecido
Ausência de serviço de urgência efetivo e que chegue em tempo hábil
Trânsito em grandes centros que podem dificultar remoção
Aquisição de medicamentos
Dificuldade de emissão de DNV
Preconceito dos profissionais do ambiente intra-hospitalar
Hostilidade com a mulher / família que optou por este tipo de parto (também com a equipe) - tratado como "crime"
Sequência dos atendimentos nos hospitais com condutas inadequadas (sem base em evidências)
Conceito inadequado: "se começou em casa porque não termina?"
Excesso de exames e intervenções com RN ou mulher por ter parido ou nascido em casa - forma de "punir".
Dificuldades Referidas no Brasil:
Limitações reais e que devem ser apresentadas à quem escolhe:
- estabilização e transporte RN apenas com VPP se precisar de suporte ventilatório (se parto atendido por EO - apenas pediatra/neo para intubação traqueal do RN)
- ausência de possibilidade de uso de vácuo-extrator (apenas por médico obstetra)


Recomendações e Legislação
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