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GÊNEROS TEXTUAIS EM AULAS DE LÍNGUA PORTUGUESA: UMA PROFESSORA E SUAS ESCOLHAS

Apresentação para o 1° Encontro Nacional de Pesquisas e Práticas em Educação (1° ENAPPE).
by

Dayveson Pereira

on 8 July 2016

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Transcript of GÊNEROS TEXTUAIS EM AULAS DE LÍNGUA PORTUGUESA: UMA PROFESSORA E SUAS ESCOLHAS



Alessandra Cardozo de Freitas (CE/ DPEC/ UFRN)
Dayveson Noberto da Costa Pereira (CCHLA/ DLET/ UFRN)
Fernanda Nayara da Silva Mendonça (CCHLA/ DLET/ UFRN)
Quando se fala em aulas de Língua Portuguesa, é inevitável pensar na produção de texto sobre as férias, na leitura dos cânones da literatura brasileira ou, ainda, na “terrível” nomenclatura dada às funções sintáticas. Essa tendência é indicativa do quanto a disciplina de Língua Portuguesa ainda parece carregar o peso da tradição, e a língua, o seu objeto de estudos, não é encarada como fenômeno social. Nesse contexto, percebemos que a Língua Portuguesa é vista por muitos como uma disciplina geradora de um conhecimento abstrato, uma vez que os conteúdos ensinados não permitem a interAÇÃO dos alunos em outras esferas sociais.

Em contraposição a essa visão distorcida do ensino de Língua Materna, temos uma outra voltada para a teoria dos gêneros textuais, que enxerga nos textos a ferramenta indispensável para as interações. O professor, a partir desse novo enfoque, tem por objetivo ampliar a competência comunicativa dos seus alunos. A literatura e a gramática, portanto, devem ser trabalhadas paralelamente ao contexto no qual os alunos estão inseridos, pois somente assim o conteúdo apresentado ganhará relevância. Nessa abordagem, os gêneros textuais passam a subsidiar a ação dos alunos.
Introdução
Temos como objetivo discorrer sobre o ensino de Língua Portuguesa em uma turma de 8° ano pertencente a uma escola municipal do bairro de Nova Descoberta, Natal/RN. Neste estudo, tomaremos como ponto de partida as observações das aulas de Língua Portuguesa (parte das exigências da disciplina de Estágio Supervisionado de Formação de Professores I, durante o primeiro semestre de 2012), sendo o nosso foco os gêneros textuais contidos no Livro Didático (LD), os gêneros textuais que circulam na comunidade, os gêneros textuais utilizados nas aulas, bem como aqueles que os alunos julgam necessário aprender.
Objetivo
Referencial teórico
Metodologia
Gêneros textuais - Marcuschi (2003; 2008) e Bazerman (2011);

Livro Didático - Volver e Ramos (2009).
Inserida na área da Linguística Aplicada - Moita Lopes (1996)

Abordagem quali-quantitativa do tipo Estudo de Caso - Alves-Mazzotti (2006)

Instrumentos de pesquisa: observação participante e questionário estruturado, com perguntas abertas e fechadas.
Análise dos dados - questionário (1a parte)
"Dados gerais"
Análise dos dados - questionário (2a parte)
"Você no ambiente familiar"
Análise dos dados - questionário (3a parte)
"Você no ambiente comunitário"
Constatamos que todos aqueles que responderam ao questionário são moradores do bairro em questão. Isso foi de fundamental importância para esta pesquisa, uma vez que buscamos estabelecer uma relação entre comunidade-casa-escola.
A terceira pergunta dessa segunda parte diz respeito aos textos que circulam na casa de cada um dos alunos.
Quando perguntados sobre a frequência com que leem e escrevem, a maior parte marcou “todos os dias”. No entanto, tiveram aqueles que marcaram a opção “apenas na semana” e “três vezes na semana”.
A quinta pergunta refere-se aos textos que os alunos leem. A Bíblia mostrou-se a resposta mais enfatizada.
Em relação aos espaços que os alunos costumam frequentar,
“igreja, centro espírita etc.”
,
“praças e parques”
,
“lan houses”
,
“supermercados, lojas etc.”
e
“cinema”
receberam um maior número de marcações. Já os seguintes espaços:
“biblioteca”
,
“hospitais, postos de saúde etc.”
,
“teatro”
e
“centro comunitário”
não tiveram muitas marcações.
Nesses lugares, os alunos afirmaram ler: (versículos da) Bíblia, textos da internet (julgamos ser os textos encontrados em redes sociais), promoções (inferimos ser o encarte), placas, poesia, literatura, histórias, músicas, anúncios de propagandas, mitos gregos.
Análise dos dados - questionário (4a parte) "Você no ambiente escolar"
Análise dos dados - o Livro Didático (LD)
Referências
ALVES-MAZZOTTI, Alda Judith. Usos e abusos do estudo de caso. Cadernos de Pesquisa (Fundação Carlos Chagas), São Paulo, v. 129, p. 637-651, 2006. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/cp/v36n129/a0736129.pdf. Acesso em: 20 Jul. 2012.
BAZERMAN, Charles. Gênero, agência e escrita; Judith Chambliss Hoffnagel, Angela Paiva Dionisio (organizadoras); tradução e adaptação Judith Chambliss Hoffnagel. 2. ed. São Paulo: Cortez, 2011.
MARCUSCHI , Luiz Antônio. Produção textual, análise de gêneros e compreensão. São Paulo: Parábola Editoria, 2008.
MARCUSCHI , Luiz Antônio. Gêneros textuais: definição e funcionalidade. In: MACHADO, A. R.; BEZERRA, M. A. (org.). Gêneros textuais e ensino. Rio de Janeiro: Lucerna, 2003.
VOLMER, Lovani; RAMOS, Flávia Brocchetto. O Livro Didático de Português (LDP): a variação de gêneros textuais e a formação do leitor. V SIGET, Caxias do Sul/ RS, agosto de 2009. Disponível em: http://www.ucs.br/ucs/tplSiget/extensao/agenda/eventos/vsiget/portugues/anais/textos_autor/arquivos/o_livro_didatico_de_portugues_ldp_a_variacao_de_generos_textuais_e_a_formacao_do_leitor.pdf. Acesso em: 20 Jul. 2012
MOITA LOPES, Luiz Paulo da. Ofício de linguística aplicada: a natureza social e educacional dos processos de ensino aprendizagem de línguas. São Paulo: Mercado de Letras, 1996.
Considerações finais
“Gêneros não são apenas formas. Gêneros são formas de vida, modos de ser. São frames para a ação social. São ambientes para a aprendizagem. São os lugares onde o sentido é construído. Os gêneros moldam os pensamentos que formamos e as comunicações nas quais interagimos”.

Charles Bazerman
Ao analisarmos o corpus, percebemos a diversidade de gêneros explorados, importando-se, assim, com a variedade de textos com que temos contato no nosso cotidiano.
No início de cada unidade, há conteúdos curtos (poemas e piadas) e dicas de livros, filmes, músicas, pesquisa e sites. No final de cada unidade, há um espaço intitulado “Intervalo” em que são propostos alguns projetos a serem desenvolvidos pelos alunos de acordo com o tema abordado na unidade.
Os domínios discursivos mais frequentes são:
Observando o levantamento dos gêneros presentes no LD, percebemos que os gêneros pertencentes aos domínios discursivos saúde, interpessoal e jurídico não aparecem no livro. Existem também aqueles que aparecem com menos frequência, como os domínios científico e comercial. Os gêneros mais recorrentes competem aos domínios ficcional, jornalístico, lazer e publicitário.
Obrigado!
GÊNEROS TEXTUAIS EM AULAS DE LÍNGUA PORTUGUESA: UMA PROFESSORA E SUAS ESCOLHAS
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