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Estética em ciência: uma abordagem emergente

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MAIRA FROES

on 20 August 2013

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Transcript of Estética em ciência: uma abordagem emergente

admiráveis
Se ao método, acrescentássemos sentimento, beleza
como ficaria a ciência?
A imersão estética na prática científica levaria a optimização dos recursos lógico-cognitivos e criativo-inspiracionais desejáveis na concepção da própria ciência
Seria a arte um catalisador da concepção criativa em ciência?
Poderia a imersão estética induzir ganho cognitivo?
O que seria da ciência se seus objetos emergissem como obras de arte
uma abordagem emergente
Estética em ciência
Ciência como sistema
de verdades metodológico-objetivas
A ciência como pulsão (necessidade imperiosa) de criação,
como satisfação, mediante controle, de duas frentes de aprisionamento da consciência humana:

. o caráter individual/solitário de nossas leituras do mundo; em seu lugar um consciente compartilhado por objetivações e consensualidades (compartilhamento cognitivo)

. o aprisionamento da consciência no tempo presente; em seu lugar, a previsibilidade selada pelas teorias científicas
A ciência é alimentada por impressões* estéticas
A ciência é um campo de expressão cognitiva*
*impressões: definidas como experiências de integração de informação
aesthesis - sentir
* simbólica, ex. linguagem, matemática, comandos de programação computacional, sistemas de notações
Ciência como campo de convencimento lógico-objetivo por validação de (quasi)consensualidade
(compartilhamento cognitivo)
O ciente humano em ciência transparece por criação de referência cognitivo-objetiva
Convivemos com uma subjetivação indelével
na objetivação da ciência
O ciente humano é pleno na condição de satisfação por unidade ético-afetivo-cognitiva
(ou na satisfação pela tríade bom-belo-verdadeiro)
Com um
subjeto
no objeto de ciência
Ref Hume: “A beleza está em quem vê, e não no objeto”
Crítica: Equivalência com “A beleza está no córtex ‘órbito-frontal medial’ de quem vê...” (Semir Zeki)?
Imaginação*
efetuador de transdução impressão -> expressão
ação do trânsito de criação
Seria concebível, válido, mesmo desejável, uma visão autoscópica do cientista enquanto sujeito no exercício de criação da ciência?
Subversão da episteme?
Risco de chegarmos a um estatuto ontológico para a ciência?
Estariam as ciências humanas e do método preparadas para uma incursão epistemológico-experimental deste porte?
Para um estado-da-arte nas neurociências do sujeito, insisto
Estética em ciência
Convivemos com uma subjetivação indelével, inescapável, no processo de construção de 'verdades' por objetivação em ciência
A esfera de exercício imaginativo, (imagin)ação por criação, é comum aos campos da arte e da ciência,
e estariam baseadas em trânsitos de insight (aha!)
Em ciência, ao apresentar-se como expressão,
a criação se desloca para sistemas codificados
emoldurados por lógica e previsão objetiva
Em arte, o enraizamento estético-subjetivo é preservado no âmbito da expressão
A prática científica,
e, sobretudo, os grandes avanços em ciência,
são permeados por trânsitos mentais que parecem estender-se
para além das categorias lógico-mnemônicas formais,
incorporando vivências estético-afetivo-emocionais
formas e formalismos convencionados poderiam
dar lugar a relações de resignificação,
a novas plataformas (ordens)
de compartilhamento cognitivo?
As referências subjetivas são indissociáveis dos trânsitos cognitivos presentes na prática de criação científica, segundo evidências da própria ciência
A uma arquitetura funcional cognitivo-estético-afetiva da cognição humana,

necessariamente deve corresponder

uma arquitetura funcional cognitivo-estético-afetiva da ciência,
criação humana.
artsci
Criatividade/insight envolvem reestruturação de um problema:

novas perspectivas (1,2); novas relações causais entre os elementos do problema (3); re-definição do problema em si (4)

1 Reinterpretação perceptual
2 Redirecionamento (ou novo foco) atencional
3 Resignificação por recombinação dos elementos do problema
4 Reconfiguração do arcabouço hipotético-conceitual do problema (re-delineamento cognitivo)

Resultado: a sensação de (com)preender o problema

Distingue-se de um resgate mnemônico
* imaginação: trânsito vivencial (pensamento/insight) de origem criativo-intuitiva
Atos criativos:

. deliberados: sistema atencional seleciona ativamente o objeto de consciência; alimentado em 1º. plano por atividades envolvendo módulos pré-frontais (PFC); subordinados aos filtros da racionalidade lógico-semântica, estruturados por sistemas de crenças e valores aprendidos (cultura p.ex.); predominam na solução de problemas por dedução deliberada, um dos recursos de criatividade, segundo Dietrich 2004 :(

. espontâneos: propostos como dominantes quando o sistema atencional não seleciona ativamente o objeto de consciência (atenção desfocalizada); seriam alimentados por ‘pensamentos/imagética não conscientes’, supostamente imunes aos filtros lógico-semânticos, em repertório randômico (questiono); pode tornar-se entrada para memória de trabalho (conteúdo semi-, sub-, não consciente ?); associações conceituais não convencionais (Simonton 2003: criatividade como processo orientado por atratores de coerência)

Ambos exigem um discernimento confirmatório, crítico, do caráter criativo da solução imaginada (julgamento de valor e decisão)
Coordenação de atividades interhemisféricas

Atividade em módulos frontais (PFC):
alta integração sensório-cognitivo- emocional
reorganização de informações mediante: pensamento abstrato, flexibilidade cognitiva, planejamento, ação intencional, julgamento de pertinência, etc

. DLPFC memória de trabalho (processamento da info online, em tempo real, disponibilidade cognitiva - reflexão e relato - da imaginação/insight em construção), atenção ora dirigida ora desfocalizada (processamento inconsciente paralelo – Gazzaniga 1998), integração temporal
. VMPFC funções superiores de processamento emocional, pré-requisito para tomadas de decisão racionais, auto-referência, auto-consciência, carga de valor motivacional (Damásio 2001)

Envolvimento dos núcleos da base telencefálicos e núcleos diencefálicos em aprendizado implícito e automatismos comportamentais é coerente com sua participação em processos criativos não-orientados (espontâneos REF DMN amígdala etc).
A experiência estética inspirou, por muito tempo,
uma forte linha de tensão entre proposições filosóficas
que defendem seu caráter universal
e aquelas que sustentam seu caráter subjetivo.

Estas 2 visões são acomodadas dentro de
uma neurociência da estética
A predisposição humana à mobilização estética é universal à luz das neurociências
Uma neurofisiologia em imersão de arte
Uma neurofisiologia da criatividade
O caráter universal dos recursos neurobiológicos demandados nestas experiências é sugerido pela conservação das áreas encefálicas ativas entre diferentes indivíduos.

A correspondência entre a intensidade da experiência estético-emocional relatada e indicadores neurofisiológicos reforça o engajamento neurobiológico.

Os circuitos encefálicos ativados, e que em parte integram o sistema neurobiológico-comportamental referido por DMN (Default Mode Network – atenção próprio-referida; Raichle et al., 2001) estariam, supostamente, incluindo “módulos centrais” responsáveis pela emergência de um repertório pessoal de preferências que alimentaria e qualificaria as experiências estéticas, justificando a alta variabilidade interindividual verificada (Vessel et al. 2012).

O sistema DMN vem sendo proposto como uma circuitaria plástica de atividade de baixas freqüências (~0,1 Hz), fortemente correlacionada a vivências introspectivas da vigília, porém também coordenada com as atividades neurofisiológico-comportamentais no modo Tarefa (Task Positive Network), previsto na prática científica.
Uma neuroepistemologia experimental
faz sentido?
arrebatadoras?
Criatividade:
ato livre (Bergson)
inteligência emergente (Steven Johnson)
Eixos neurobiológicos reconhecidos no comportamento emocional (autonômico) e na sensibilidade associada (sentimentos, auto-referência, julgamentos de valor etc) estão engajados na experiência estética. Formação reticular posterior, substância nigra, hipocampo e giro parahipocampal, tálamo (mesodorsal), corpo estriado (ventral e dorsal), amídala, giro cingulado posterior, córtex prefrontal anterior (medial e dorsolateral), giros frontais, temporal inferior e fusiforme, ínsula, giros occipitoparietais associativos, são áreas envolvidas na formação de conectomas associados a esses comportamentos.

Estas mesmas estruturas integram circuitos de atividade neurofisiológica reconhecidos no aprendizado, na vigília atencional, nas tomadas de decisão, em julgamentos e comportamentos de ordem ética e sociocultural, e nas chamadas recompensas.
Componentes da experiência estética variam quanto à valência e grau de engajamento cognitivo-emocional

De preferência a prazer, de beleza a tristeza, de êxtase à sublimitude (Vessell et al. 2012)
A experiência estética integra percepção, avaliação e recompensa dentro de uma vivência subjetiva mental
Aesthetics in science
an emerging approach
What about if objects of science emerged as
awesome, appealing
enthralling artworks?
When joining feelings and beauty to method
what about science?
Would aesthetics immersion drive cognitive gain?
Would art be a catalyst for scientific creative conception?
Science as a system of objective-methodological truths
Science as a logical-objective field of convictions through (quasi)consensuality (cognitive sharing)
Science as creative pulsion for human satisfaction through control
Science as a field of shared consciousness through objectivations and consensualities

Science transcends our imprisonment to the present time through previsibility
Science is fueled by aesthetic impressions
Science is a field of cognitive expressions
Human in science through creations of cognitive-objective reference
There is an indelible subjectivation
in the objectivation of science
Human is complete when satisfied through ethic-aesthetic-cognitive unity
or through the triad good-beauty-true
A subject in the object of science
Imagination as an effector for impression-expression transduction
Imagination as derived from creative intuition
Creativity: Bergson free act; Johnson emerging intelligence
Would it be conceivable, valid, even desirable, an autoscopic vision of the scientists as individuals in the exercise of science creation?
What about if
artsci
,
instead of art and science?
An ontological status for science?
Would experimental (hard) sciences be prepared
to such an epistemological incursion
We cannot scape the subject in science
Creative imagination is common to artistic and scientific fields and it is based in insights (aha!)
In science, creations are displaced to codified systems, framed by logics and objective predictions
In arts, aesthetical-sujective roots are preserved even at the expression level
Scientific breakthoughs are permeated by emotional-affective-aesthetical mental transits
Could rules and formalisms give place
to re-signifyed relations,
to new orders of cognitive sharing?
Aesthetics in science
Does it make sense?
a ciência como demanda emergente de-, como resposta a
impressões estéticas de alta complexidade

a ciência como artífice de controle
material e cognitivo por sobre o mundo físico
O que estaria nas origens desta expressão cognitiva notável?
Haveria lugar para sua abordagem
dentro e pelo método?
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